Deathless -

    Catherynne M. Valente

    Little, Brown Book Group
    2013
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-13: 9781472108685

    A handsome young man arrives in St Petersburg at the house of Marya Morevna. He is Koschei, the Tsar of Life, and he is Marya's fate. For years she follows him in love and in war, and bears the scars. But eventually Marya returns to her birthplace - only to discover a starveling city, haunted by death. Deathless is a fierce story of life and death, love and power, old memories, deep myth and dark magic, set against the history of Russia in the twentieth century. It is, quite simply, unforgettable.

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    Karoline Leandro16/07/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Definitivamente, o livro mais estranho pelo qual já me aventurei nesses anos todos como leitora. Uma narrativa que desafia qualquer tentativa de definir o seu gênero, uma vez que tem elementos do maravilhoso, do fantástico, do romance histórico e da ficção realista. Deathless conta a história de Marya Morevna, que por saber que os maridos de suas três irmãs mais velhas, na verdade, foram primeiro pássaros para depois serem homens, está fadada a conhecer um mundo à parte — e mágico — na Rússia do século XX. Seu destino também é o de ser a esposa de Koschei, o Czar da Vida, este que está numa guerra eterna com Viy, o Czar da Morte. Valente se utiliza do folclore, de mitos, lendas e da história russa para compor a jornada de Marya, e esse, com certeza, foi um dos aspectos que mais gostei do livro, já que acho a cultura da Rússia algo fascinante. Indiscutivelmente, um outro elemento forte aqui, é a escrita da autora. Repleta de metáforas e construções linguísticas que remetem aos contos de fadas, a linguagem me fez sentir que eu estava em um lugar fora da minha realidade, toda vez que eu parava para ler. É tudo muito excêntrico, enigmático e extraordinário. Por outro lado, as descrições sobre as sequelas das guerras, pelas quais passou a Rússia no século passado, são extremamente cruas, secas e terríveis, apesar de, mesmo assim, ainda manterem um certo lirismo que funciona como um contraste muito interessante dentro da narrativa. A relação de Marya com Koschei me lembrou muito outro relacionamento bastante problemático da literatura: Heathcliff e Catherine, de "O morro dos ventos uivantes". Apesar do incômodo, achei muito interessante acompanhar o quão complexo pode ser o vínculo entre duas pessoas, e o quanto de poder uma pode ter sobre a outra. Um outro ponto que preciso comentar é toda a desconstrução das noções de Vida e Morte, na qual a primeira pode ser tida como um castigo e a segunda, como uma benção. Gostei demais dessa perspectiva invertida sobre estes conceitos já tão explorados na arte em geral, e que fez do livro ser ainda mais original.

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