Feminismo no Brasil
Aventuras na História Nº 190 (Março de 2019) - Feminismo no Brasil
não informado
Março de 2019
Na reportagem de capa, considerações históricas sobre o feminismo no Brasil. Destacaram algumas mulheres com o respectivo contexto em que lutaram. Entre elas: - Dionísia Gonçalves Pinto, natural do Rio Grande do Norte, pioneira na luta pelos direitos femininos, atuante no início do século 19, em cenário de muita repressão e imposições machistas, onde escreveu livros pelos direitos das mulheres, indígenas e escravos. Deixo em registro, para eventuais buscas, os livros: "Nísia Floresta - A Primeira Feminista do Brasil" (da pesquisadora Constância Lima Duarte) e "Direitos das Mulheres e Injustiças dos homens" (obra de estreia de Nísia, considerada pioneira do feminismo no país). - Bertha Luz, atuante no início do século 20, destacando-se na luta pelo sufrágio. - Maria Amélia de Almeida Teles, atuante nos "anos de chumbo" como militante política, principalmente pelo movimento de anistia. Cabe referências também a Helenira Rezende de Souza Nazareh, guerrilheira desaparecida na região do Araguaia (citada como inspiração), e para o "ciberativismo" da atualidade. Na questão feminista, foi interessante também o texto "Por que muçulmana usa hijab?" Aborda a questão do uso de tradicional véu na cultura islã. Durante os anos de colonialismo europeu em algumas nações, as mulheres foram incentivadas ao abandono do costume, mas o uso se fortaleceu não apenas como uma manifestação de fé, também uma identidade nacionalista que se recusava às imposições coloniais. A seção Mitos e Lendas trouxe "A Chorona", das mais tradicionais lendas mexicanas, que remonta ao período da colonização, em suposta história de certa mãe que havia matado dois filhos em ressentimento à traição do esposo (obviamente com arrependimento tardio). A reportagem sobre os curdos destaca que é a maior etnia sem terra no mundo, ocupando a milênios região que se estende entre Iraque, Irã, Síria, Armênia e Turquia, padecendo sob governos arbitrários, mesmo que na prática tenha domínio ancestral no local. Segundo o texto, os curdos seriam povo resultante da miscigenação de vários invasores na Mesopotâmia. A revista também trouxe notas sobre as Guerras Púnicas, ocorridas em três momentos em cerca de 2 séculos a.C. Destaque para a determinação romana, que mesmo inferiorizada em contingente e com menos experiência naval, derrotou os famosos navegadores cartagineses, que tinham hegemonia em sua época.
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