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    Entre gravetos e ossos (Crianças Desajustadas #2) -

    Seanan McGuire

    Morro Branco
    2019
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788592795597
    Português Brasileiro
    4.1
    546 avaliações
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    Favoritos65Desejados693Avaliaram546

    Vencedor do Alex Award 2018 Vencedor do ALA RUSA Fantasy Award O segundo livro da série Lar de Eleanor West para Crianças Desajustadas. As gêmeas Jack e Jill tinham dezessete anos quando encontraram o caminho de casa e foram mandadas para o Lar de Eleanor West para Crianças Desajustadas. Esta é a história do que aconteceu antes… Jacqueline era a filha perfeita para sua mãe: educada e silenciosa, sempre vestida como uma princesa. Se às vezes a mãe era um pouco rigorosa é porque esculpir a filha perfeita exige disciplina. Jillian era a filha perfeita para o seu pai: aventureira e corajosa, com roupas masculinizadas. Na verdade, ele preferia ter tido um menino, mas é preciso trabalhar com o que se tem. Elas tinham cinco anos quando aprenderam que não se pode confiar nos adultos. Tinham doze anos quando desceram uma escadaria impossível e descobriram que um suposto amor nunca será preparação suficiente para uma vida repleta de magia em uma terra cheia de cientistas loucos, morte e escolhas.

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    Queria Estar Lendo20/09/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Resenha: Entre Gravetos e Ossos

    Este ano eu conheci a escrita da autora Seanan McGuire no maravilhoso De volta para casa, primeiro volume da série Crianças Desajustadas que a Editora Morro Branco publica por aqui. Agora, voltei a esse universo com o segundo volume, Entre Gravetos e Ossos. A história se passa antes dos eventos do primeiro livro e acompanha as gêmeas Jack e Jill desde o seu nascimento até o momento em que a porta para um mundo mágico e sombrio se abriu para elas, oferecendo um lugar onde as duas poderiam se encaixar, finalmente - mas não sem consequências drásticas. Entre Gravetos e Ossos foi um livro muito rápido - 192 páginas - que fluiu bem demais. A narrativa da Seanan McGuire é muito certeira, e constrói um conto de fada sombrio e moderno de uma maneira que te fisga logo nas primeiras linhas. Todo o conceito de portas se abrindo para novos universos é curiosa por si só, ainda mais quando esses universos são bizarros em toda a sua concepção, e únicos também. Nunca dá para saber o que está além das passagens; aqui, sabíamos um pouquinho sobre as Charnecas porque conhecemos as gêmeas no livro passado, mas vivenciar o que elas vivenciaram é uma experiência completamente diferente. Jack e Jill nasceram de pais metódicos e extremamente desalinhados ao que significa, realmente, criar duas filhas, educá-las e entendê-las. Para seus pais, elas eram experimentos sociais e apenas isso; Jack cresceu regada a vestidos e etiqueta e a ser 'uma mocinha comportada', enquanto Jill ganhou liberdade nos esportes, mas pouquíssima na criatividade e nas brincadeiras e na feminilidade que queria experimentar. "O tempo é a alquimia que transforma compaixão em amor." Quando a porta se abre e elas atravessam e contemplam esse mundo sombrio, infestado de monstros, dominado por um Mestre vampiro, as possibilidades são infinitas. E os preços também. Eu gostei de como a autora separou as gêmeas, porque essa separação já existia no mundo real. Ali, no entanto, elas se sentem à vontade para experimentar porque não têm as rédeas dos pais sobre elas; mas ainda não entendem muito do mundo e de como ele funciona, então os experimentos vêm com base em desejo puro e impensado. Pelo menos para uma delas. Jack se torna aprendiz de um cientista. Jill, a protegida do Mestre vampiro. E, a partir daí, com a passagem do tempo, esse mundo terrível molda suas personalidades de acordo com o que já eram, mas com aqueles pequenos pontos de liberdade que se permitiram experimentar. Tem até espaço para um romance sáfico nessa história! Suas aventuras são tão bizarras e até terríveis quanto o mundo em que passaram a viver. Elas encontram seus lares ali, mas a qual preço? Especialmente Jill, enfurnada entre paredes frias, ansiosa pela atenção do "pai" vampiro que pode mudar sua vida e mortalidade para sempre caso seja "digna" dele. O quanto elas são desajustadas no mundo real confronta o quanto o mundo desajustado do que conhecemos como "normal" se encaixou perfeitamente nas duas. Seu afastamento é significativo, mas também é importante para os desenvolvimentos dela individualmente - e, ainda assim, como irmãs, porque elas nunca deixam de ser parte uma da outra. "Era fascinante como as pessoas que viviam no quintal de um vampiro podiam ter medo do resto do mundo." Entre Gravetos e Ossos tem um tom muito mais macabro e por isso eu adorei tanto. O final dele é tenso, horrendo e trágico, e é o pontapé para as gêmeas que conhecemos em De volta para casa; todas as consequências da sua vida ali nas Charnecas estão explícitas em quem elas se tornam ao fim do livro. Eu gostei demais dessa sequência, e de como ela se mantém fiel à proposta dos contos de fadas sombrios e das possibilidades macabras que a autora apresentou no primeiro, mas abrindo margem para conhecermos mais dos mundos além das portas. Eu amo a editora Morro Branco por ter trazido essa série para cá porque é um primórdio de fantasia. Entre Gravetos e Ossos é excelente para quem, assim como eu, se apaixonou pela criatividade cativante do primeiro livro.

    41 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 546
    • 5 estrelas27%
    • 4 estrelas46%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas1%
    Seanan McGuire profile picture

    Seanan McGuire

    Seanan McGuire nasceu em Martinez, na Califórnia, e foi criada em uma ampla variedade de locais, a maioria deles dotada de algum tipo de vida selvagem perigosa. Apesar de sua atração quase magnética por qualquer coisa venenosa, ela, de alguma forma, conseguiu sobreviver por tempo suficiente para adquirir uma máquina de escrever, um domínio razoável da língua inglesa e o desejo de combinar os dois. O fato de não ter sido morta por usar sua máquina de escrever às três da manhã provavelmente é mais impressionante do que não ter morrido por uma picada de aranha. Descritos muitas vezes como um vórtice de surrealismo, muitos dos casos de Seanan terminam com coisas como “e aí nós conseguimos o antídoto”, ou “mas tudo bem, porque acabou que a água não era tão profunda assim”. Ela ainda está para ser derrotada em um jogo de “Quem aqui foi picado/mordido pela coisa mais estranha?” e é capaz de se divertir durante horas com quase qualquer coisa. “Quase qualquer coisa” inclui pântanos, longas caminhadas, longas caminhadas em pântanos, coisas que vivem nos pântanos, filmes de terror, ruídos estranhos, peças musicais, reality shows, histórias em quadrinhos, encontrar moedas de centavos nas ruas e répteis venenosos. Talvez ela seja a única pessoa no planeta Terra a admitir que usou o livro Filmes de Terror dos anos de 1980, de John Kenneth Muir, como guia para marcar os filmes que via. Seanan é autora das fantasias urbanas de October Daye e InCryptid, e de vários outros trabalhos, tanto em livros únicos quanto trilogias ou duologias. Caso isso não seja o bastante, ela também escreve sob o pseudônimo Mira Grant. Em seu tempo livre, Seanan grava CDs de suas músicas de fã originais, ligadas à ficção científica e à fantasia. Também é cartunista, e desenha uma webcomic autobiográfica com postagens irregulares chamada “With Friends Like These...” [Com amigos assim...], além de gerar um número verdadeiramente ridículo de cartões artísticos. Por incrível que pareça, ela encontra tempo para fazer caminhadas que duram várias horas e postagens regulares em seu blog, assistir a uma quantidade doentia de programas de TV, manter seu website e ver praticamente qualquer filme que tenha as palavras “sangue”, “noite”, “terror” ou “ataque” no título. A maior parte das pessoas acredita que ela não durma. Seanan vive em uma antiga casa de fazenda cheia de rangidos no norte da Califórnia, que ela divide com seus gatos, Alice e Thomas, uma vasta coleção de bonecas sinistras e filmes de terror, além de livros em quantidade suficiente para qualificá-la como um risco de incêndios. Ela tem crenças firmes e frequentemente expressas sobre as origens da Peste Negra, dos X-Men e da necessidade de motosserras no dia a dia. Depois de anos escrevendo blurbs para livros de programas de convenções, Seanan adquiriu o hábito de escrever todas as suas biografias em terceira pessoa, para que soem levemente menos bobas. Ênfase no “levemente”. É bem provável que não ajude o fato de ela ter tantos hobbies assim. Seanan foi a ganhadora do Prêmio John W. Campbell de Melhor Nova Escritora em 2010, e seu romance Feed (como Mira Grant) foi nomeado um dos Melhores Livros de 2010 pela Publishers Weekly. Em 2013, ela se tornou a primeira pessoa a aparecer cinco vezes na mesma edição do prêmio Hugo.

    59 Livros
    36 Seguidores
    Califórnia - Geórgia, Estados Unidos

    Seanan McGuire