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    O verão tardio -

    Luiz Ruffato

    Companhia das Letras
    2019
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9788535932119
    Português Brasileiro
    4
    128 avaliações
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    Favoritos9Desejados276Avaliaram128

    Uma narrativa poderosa sobre um homem e suas tentativas de reatar os fios do passado. Uma jornada às bordas de um Brasil cindido, em que o diálogo não parece mais possível. Uma narrativa poderosa sobre um homem e suas tentativas de reatar os fios do passado. Uma jornada às bordas de um Brasil cindido, em que o diálogo não parece mais possível. O verão tardio, sexto romance de Luiz Ruffato, é uma história de inadequação. Depois de mais de vinte anos, Oséias, um homem abandonado por mulher e filho, decide regressar a sua cidade-natal, Cataguases, em Minas Gerais. Durante seis dias, seguimos passo a passo suas andanças, visitas a familiares, encontros com velhos personagens locais. A sombra do suicídio de uma de suas irmãs, Lígia, e a comunicação falha com praticamente todos a sua volta acompanham suas tentativas de reatar os fios do passado. Em meio a um Brasil que parece ir do projeto à ruína a todo momento, O verão tardio propõe uma reflexão sobre uma sociedade em que as classes sociais romperam completamente o diálogo e, como afirma um de seus personagens, se tornaram “planetas errantes” prontos para entrarem em rota de colisão e se destruírem.

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    Douglas Eraldo dos Santos11/07/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    10 CONSIDERAÇÕES SOBRE O VERÃO TARDIO, DE LUIZ RUFATTO OU SOBRE AS COISAS COMUNS E REINANTES DA EXISTÊNCIA

    1 - O Verão tardio de Luiz Rufatto talvez seja o retrato mais fidedigno de uma nação comum. Quando penso em nação comum, penso numa nação que partilha de um mesmo real. Um realismo coletivo, menos mediado, quem sabe. E aqui provavelmente algo que de todo não saiba me expressar. As tintas são impressionistas, impressionista a repetições. Os cenários descritos aos mínimos e mundanos detalhes. O frasco de Cebion, a pasta de dente, os quadros e pôsteres às paredes que surgem. Os detalhes espartanos de um quarto miserável contrastando com a riqueza de detalhes em sua descrição... 2 - Já a temática e a natureza dos dramas que saltam, esses, esses me parecem algo difícil de explicar. O povo e sua vida comum ganha a centralidade do debate. Nisso o risco de pensarmos nele um romance populista, o termo é inexato e prejudicial. Todavia, sem ser ser populista no sentido político da coisa e suas perigosas acepções, o romance traz para o centro da narrativa o povo, o povo em todas as suas complexidades, incongruências, contradições e experiências. Acima de tudo, suas experiências; 3 - É, pois, um romance sobre o povo, mas não penso um romance partidário ou panfletário. Pelo contrário, o povo que aqui está, ilumina justamente as estruturas profundas de uma sociedade que no tempo do romance, pode ser que nos diga ou conte muito sobre a realidade absurda que nos cerca. Aliás, o termo Brasil Profundo vem sendo utilizado muito ultimamente. É possível que Rufatto seja quem melhor compreenda o significado disto;

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    Luiz Ruffato

    Luiz Ruffato (Cataguases, fevereiro de 1961) é um escritor brasileiro. Formado em Comunicação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, exerceu jornalismo em São Paulo. Publicou Histórias de Remorsos e Rancores (1998) e Os sobreviventes em 2000, ambos coletâneas de contos. Ganhou os prêmios APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional com o romance Eles Eram Muitos Cavalos, de 2001. Este livro foi publicado também em: Itália (Milão, Bevino Editore, 2003), França (Paris, Métailié, 2005), Portugal (Espinho, Quadrante, 2006). Em 2002, publicou As máscaras singulares (poemas) e Os Ases de Cataguases, contribuição para a história dos primórdios do Modernismo (ensaio). Em 2005, iniciou a série Inferno provisório, projetada para cinco volumes, com os livros Mamma, son tanto felice e O mundo inimigo. Destes seguiram-se Vista parcial da noite e O livro das impossibilidades. Esses romances foram premiados pela APCA como melhor ficção de 2005. Prêmios: 2001 - Prêmio APCA de Melhor Romance - "Eles eram muitos cavalos" 2001 - Menção Especial no Prêmio Casa de las Américas 2005 - Selecionado para Bolsa Vitae 2006 - Finalista do Prêmio Portugal Telecom 2007 - Finalista Prêmio Jabuti 2012 - Finalista Premio São Paulo de Literatura 2013 - Prêmio Casa de las Américas - “Domingos Sem Deus” 2015 - Prêmio Jabuti - “A história verdadeira do sapo Luiz“ 2016 - Prêmio Internacional Hermann Hesse 2016 OBRAS: ROMANCE: - Eles eram muitos cavalos - São Paulo: Boitempo, 2001. - Mamma, son tanto felice (Inferno Provisório: Volume I). Rio de Janeiro: Record, 2005. - O mundo inimigo (Inferno Provisório: Volume II). Rio de Janeiro: Record, 2005. - Vista parcial da noite (Inferno Provisório: Volume III). Rio de Janeiro: Record, 2006. - De mim já nem se lembra. São Paulo: Moderna, 2007. - O livro das impossibilidades (Inferno Provisório: Volume IV). Rio de Janeiro: Record, 2008. - Estive em Lisboa e lembrei de você. São Paulo: Cia das Letras, 2009. - Domingos sem Deus (Inferno Provisório: Volume V). Rio de Janeiro: Record, 2011. - Flores Artificiais. São Paulo: Cia das Letras, 2014. POESIA: - As máscaras singulares - São Paulo: Boitempo, 2002. - Paráguas verdes - São Paulo: Ateliê Acaia, 2011. - O amor encontrado - São Paulo - Edição não comercial, 2013. CRÔNICA: - Minha primeira vez - Porto Alegre: Arquipélago, 2014 INFANTIL: - A história verdadeira do Sapo Luiz - São Paulo: DSOP, 2014 ENSAIO: - Os ases de Cataguases (uma história dos primórdios do Modernismo) - Cataguases: Fundação Francisca de Souza Peixoto, 2002.

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    Minas Gerais, Brasil

    Luiz Ruffato