El Quijote apócrifo -

    Alonso Fernández de Avellaneda

    Cátedra
    2011
    576 páginas
    19h 12m
    ISBN-10: 8437628520
    Espanhol

    La continuación apócrifa del " Quijote " cervantino, escrito por quien firma como Alonso Fernández de Avellaneda, y publicado en la segunda mitad de 1614, ha conocido una interesante difusión en Europa y América. Los problemas críticos que esta continuación plantea son de primer orden y afectan a distintos factores de la producción literaria: desde la transmisión editorial a través de sus distintos procesos, desde el manuscrito al volumen impreso, hasta el establecimiento de la identidad de Avellaneda, que ha sido atribuida a casi todos los autores del Siglo de Oro, desde, rizando el rizo, el propio Cervantes hasta Lope de Vega, Quevedo, Tirso de Molina, Ruiz de Alarcón o Cristóbal Suárez de Figueroa. Esta edición conjetura cómo la obra de este último resulta ser mucho más próxima a las características textuales de " Avellaneda " que la de cualquiera de los demás nombres propuestos. La edición aporta, además, el nombre de otros dos autores, hasta ahora no contemplados por la crítica, que presentan un porcentaje muy elevado de identidad de usos léxicos con el texto de Avellaneda.

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    Filipe Quevedo27/09/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    As outras ilustres façanhas do insigne cavaleiro sem-par Dom Quixote de la Mancha

    Após a publicação, em 1605, de seu famoso O engenhoso fidalgo Dom Quixote de la Mancha, Miguel de Cervantes alcançou certa notoriedade e reconhecimento. Ainda que prometesse uma continuação para sua mais famosa história, adiantando inclusive que em um posterior segundo tomo Quixote iria tomar parte nas célebres "justas de Saragoça" (ou Zaragoza), o fato é que nos anos subsequentes, decidiu se dedicar à produção de novelas, poesias e peças de teatro, que nunca lhe renderam o prestígio de sua mais grandiosa criação. Foi então que, em 1914, a pessoa por trás do pseudônimo Alonso Fernández de Avellaneda publicou o presente livro, o "Segundo Tomo del Ingenioso Hidalgo Don Quijote de la Mancha". Há quem diga se tratar do plágio mais famoso da história da literatura. Entretanto é preciso cautela ao se pretender afirmar isso, visto que a ideia de direitos autorais era embrionária no período. Segundo o Wikipédia, é somente em "1710, que entra em vigor aquela que ficou conhecida como a a primeira lei de direitos autorais conhecida, o Estatuto da Rainha Ana". Polêmicas à parte, com seu livro Avellaneda procurou dar sequência à história principiada pelo primeiro tomo de Cervantes, e inclusive, durante sua narrativa, conduz Dom Quixote até as justas de Saragoça, aventura que Cervantes havia prometido. Este acontecimento fez com que, no capítulo 59 de seu segundo tomo, finalmente publicado em 1615, Cervantes descrevesse Dom Quixote travando conhecimento com o livro apócrifo de Avellaneda, e o censurando em vários pontos. Informado que no livro apócrifo o autor havia escrito sobre uma sua aventura em Saragoça, Dom quixote que até então tenciona para lá ir, decide: <i>"[...] não porei os pés em Zaragoza e assim mostrarei ao mundo a mentira desse históriador moderno [Avellaneda], e as pessoas poderão ver como eu não sou o dom Quixote de que ele fala."</i> (p. 519; segundo tomo de Dom Quixote; edição penguin companhia.) É isso mesmo. Cervantes rompeu sua promessa de levar seu cavaleiro até as justas de Saragoça para com isso deslegitimar o livro de Avellaneda. Bem, toda a história que envolve esse livro apócrifo é bastante interessante, mas chega de tratar dela. Em verdade, o livro em si sem dúvida tem suas qualidades. De fato Avellaneda acentua a loucura de Dom Quixote e a tolice de Sancho Pança, opção a partir da qual temos que, como bem aponta o texto da orelha desta edição: "Se o dramático saiu perdendo, o cômico pôde ser potencializado." No que se refere à ambientação, Avellaneda simula de maneira eficaz a criada por Cervantes. Na dimensão da linguagem, o autor consegue emular bastante bem a original. Ah, como eu adoro os discursos grandeloquentes de Quixote, cheios de pompa e magnificência, como bem precisam ser para fazer jus à enorme fama de seu bom nome, que ecoa e espalha-se pelos quatro cantos da infinita orbe!; ao grande valor de sua pessoa!; à inapreensível fortaleza de seu braço!; à inexpugnável nobreza e honra de sua condição de invicto cavaleiro andante, empenhado a percorrer o mundo suportando intoleráveis frios e fastiosos calores, enfrentando temerosos desafios, duelando com outros excelsos cavaleiros, castigando vilões, defrontando robustos gigantes, encarando encantamentos de malignos feiticeiros, combatendo descomunais dragões, e tudo isso com a caridosa intenção de suprimir injustiças, desfazer agravos, acudir desamparados, socorrer honrados nobres, zelar por formosas donzelas, defender enormes castelos... Ai, ai. Perdoar-me-ão vossas mercês, mas me empolguei!... Enfim, gostei bastante do livro e de várias aventuras aqui relatadas. Em vários episódios me diverti; além disso ri em outras tantas oportunidades. Penso que facilmente vale a leitura. A única ressalva que faço é essa edição que, mesmo trazendo bom tamanho de fonte, tradução das frases em latim e ilustrações (achei bem feias na verdade), peca muito ao conter também, uma diagramação apertada sobretudo na parte mais interna da página próxima à lombada e erros de revisão em quantidade muito além do que poderia ser compreensível. Ao menos é louvável a republicação de um livro tão importante e pouco distribuído quanto este... CURIOSIDADES: • O livro de Avellaneda chegou a ser submetido ao Conselho Real que o examinou e logo outorgou a licença para a publicação, neles nada encontrando que fosse "cosa deshonesta, ni prihibida". (A mencionada licença consta nesta edição). • A licença para publicação deste livro apócrifo data de julho de 1614. Sabe-se que Cervantes, nesse período, escrevia o capítulo 36 de um total de 74 de seu segundo volume, o que parece enfraquecer a teoria de que, foi a publicação de Avellaneda que impulsionou Cervantes a finalmente publicar sua continuação. (Informação extraída da primeira nota de rodapé do capítulo 59, do volume dois, na edição da penguin companhia)

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