Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas65
    • Leitores1810
    • Similares10
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Maddaddão (Maddaddão #3) -

    Margaret Atwood

    Rocco
    2019
    448 páginas
    14h 56m
    ISBN-13: 9788532531377
    Português Brasileiro
    4.2
    369 avaliações
    Leram478Lendo26Querem1294Relendo1Abandonos11Resenhas65
    Favoritos30Desejados1294Avaliaram369

    MaddAddão é o terceiro e último volume da série iniciada com Orix e Crake e adensada em O Ano do Dilúvio. Estruturalmente, o romance é similar aos anteriores, alternando entre um mundo pós-catástrofe e as circunstâncias que levaram as coisas àquele degringolamento. À luz de seu capítulo final, a trilogia de Margaret Atwood pode ser lida como um épico de devastação e possível reconstrução, quando, pelas vias mais tortuosas e traumáticas possíveis, os sobreviventes acabam por ensaiar uma conexão mais saudável uns com os outros e com o ambiente ao redor – ou o que restou dele.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (10)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (65)Ver mais
    Régis Maz picture
    Régis Maz12/07/2026Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Quando a memória sobrevive ao fim do mundo

    Após terminar O Ano do Dilúvio, segundo livro da trilogia, fiquei um pouco insatisfeita e não consegui me convencer completamente da construção de Toby, Ren e Zeb. Em MaddAddão, porém, Margaret Atwood finalmente conseguiu me envolver de forma mais profunda com esses personagens, especialmente Toby e Zeb. Curiosamente, foi justamente quando passei a me importar mais com eles que os grandes questionamentos da trilogia também ganharam ainda mais força para mim. E foi então que comecei a me questionar: o que permanece quando uma civilização acaba? Glenn/Crake imaginou que seriam os Crakers, sua criação, mas, nesse terceiro volume da trilogia, fica claro que ele calculou mal ao acreditar que conseguiria eliminar a religião, a arte, o ciúme, a violência, a narrativa e tudo o mais que considerava responsável pelas agruras que arrastaram a humanidade ao ponto lamentável que tanto deplorava. Ele tomou essas características como defeitos, esquecendo-se que elas são partes inevitáveis da consciência humana. Crake, como cientista, acreditava ser capaz de solucionar todos os problemas apenas eliminando nossa espécie e criando uma nova, pois estava convicto de que a humanidade era biologicamente incapaz de escapar de seus próprios impulsos. Para ele, o problema não estava na educação nem na cultura: o problema era o próprio projeto evolutivo do Homo sapiens. Ainda assim, convencido de que estava salvando o planeta, comete um erro ético gigantesco e, ao final, fica muito longe de conseguir eliminar tudo aquilo que condenava na espécie humana. A prova disso está nos próprios Crakers: eles não apenas aprendem histórias, eles criam mitos, interpretam o mundo simbolicamente, desenvolvem afetos, fazem perguntas e até começam a transformar Crake e Oryx em figuras divinas. Nesse ponto, Atwood parece mostrar o quanto Crake subestimou a importância de contar histórias. Ele ignorava que apenas sobreviver não basta: os seres humanos precisam transmitir suas histórias e conhecer aquelas que vieram antes deles. Mitos são importantes para o crescimento e o aprendizado, dão sentido àquilo que ainda não compreendemos e alimentam a imaginação e a criatividade. Foi justamente essa parte tão humana que nos trouxe até aqui, para o bem ou para o mal. Sinto que, nesse aspecto, foi como se Atwood dissesse que uma civilização começa quando alguém decide preservar sua memória. Não concordo com algumas das escolhas feitas para o final de MaddAddão, mas, no geral, gosto muito das grandes questões que Atwood aborda ao longo dos três livros: a ética científica, o domínio das grandes corporações sobrepujando os governos, a criação de novas espécies "aperfeiçoadas", a perda da moral e os limites ultrapassados sem que se meçam as consequências. Mas, apesar de tudo isso, sinto que minha experiência com essa trilogia foi marcada por muitos altos e baixos, principalmente porque tive dificuldade em abraçar a forma como a autora escolheu contar essa história. Ainda assim, MaddAddão conseguiu me fisgar de maneira muito mais efetiva. Neste volume, Toby finalmente assume o centro emocional da narrativa, enquanto Zeb deixa de ser apenas uma figura misteriosa e ganha profundidade. Já Barba Negra representa, para mim, justamente aquilo que a trilogia vinha construindo desde o início: a continuidade da memória. Sou uma leitora que ama se sentir arrebatada por personagens bem construídos e histórias bem contadas. Geralmente tenho facilidade para abraçar as mais diferentes formas de narrativas, mas, desta vez, confesso que encontrei dificuldade para mergulhar completamente na história e permanecer imersa nela. Mesmo assim, termino essa trilogia admirando muito mais suas ideias do que propriamente a forma como elas foram apresentadas. E talvez isso, por si só, já diga bastante sobre a potência das reflexões que Margaret Atwood propõe.

    73 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 369
    • 5 estrelas36%
    • 4 estrelas39%
    • 3 estrelas21%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
    Margaret Eleanor Atwood profile picture

    Margaret Eleanor Atwood

    Margaret Atwood é uma escritora canadense: romancista, poetisa, ensaísta e contista, foi galardoada com inúmeros prêmios literários internacionais importantes (Arthur C. Clarke Award, Prince of Asturias, Booker Prize). Recebeu a Ordem do Canadá, a mais alta distinção em seu país além de ter sido indicada várias vezes para o Booker Prize - tendo o ganhado no ano 2000 com o romance <i>O Assassino Cego</i> (The Blind Assassin, 2000). Outros romances de sua autoria são <i>Olho de Gato</i> (Cat's Eye, 1988) e <i>Oryx & Crake</i> (2003). Sua obra é conhecida por mesclar uma fina veia irônica e lúdica com uma aguçada perspicácia para questões contemporâneas - como as relações de gênero e o meio ambiente.

    124 Livros
    947 Seguidores
    Ontario, Canadá

    Margaret Eleanor Atwood