Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas11
    • Leitores736
    • Similares1
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Pensamento feminista brasileiro - Formação e contexto

    Heloisa Buarque de Hollanda

    Bazar do Tempo
    2019
    400 páginas
    13h 20m
    ISBN-13: 9788569924463
    Português Brasileiro
    4.3
    67 avaliações
    Leram112Lendo37Querem581Relendo0Abandonos6Resenhas11
    Favoritos5Desejados581Avaliaram67

    Os anos 1970, período que podemos identificar como o de formação das teorias feministas no Brasil, foi também o ponto de ebulição dos movimentos feministas no mundo. Se nesse momento, lá fora, as mulheres se uniam para lutar contra a discriminação sexual e pela igualdade de direitos, impulsionadas pelas utopias da década anterior, por aqui era preciso se posicionarem contra a ditadura militar e a censura, em um duro combate pela redemocratização do país, pela anistia e por condições básicas de vida. Não é estranho notar, portanto, que em boa parte dos textos reunidos nesta edição – de dezenove autoras –, a conjuntura política brasileira não se apresente apenas como pano de fundo, se impondo como fator determinante das próprias definições temáticas e abordagens dos estudos datados desses anos, em que o feminismo brasileiro se formava entre o ativismo e a necessidade de novas reflexões, circulando em grupos informais, centros de estudos e movimentos sociais – muitas vezes vinculado ao Partido Comunista e à Igreja Católica progressista, instituição particularmente importante enquanto oposição ao regime militar. Pois é nesse ambiente que despontaram intelectuais dispostas a inaugurar uma nova área de estudos no país, criando um campo próprio de saber voltado para as pesquisas sobre a mulher. Se por um lado essas pioneiras, em sua maioria ligadas às áreas das ciências sociais e da história, acompanhavam as demandas teóricas da esquerda, paulatinamente foram incorporando em suas investidas acadêmicas temáticas específicas como planejamento familiar, violência doméstica, sexualidade, saúde da mulher e a as variadas instâncias onde se manifestavam as desigualdades de gênero. A partir dos anos 1980, não foi possível silenciar vozes que se impunham demandas específicas, sobretudo as das mulheres negras, momento em que se destacam algumas das intelectuais mais singulares desse contexto, que fizeram da interseccionalidade um tema definitivo no debate feminista brasileiro. Como explica a organizadora da obra, Heloisa Buarque de Hollanda, também ela personagem dessa história, este livro tem como missão reunir as contribuições seminais que emergiram entre os anos 1970 e 1990, e seus reflexos ainda no começo do século XXI, e que possibilitaram a existência de um pensamento feminista no Brasil, consolidado a partir do empenho e do trânsito dessas mulheres entre a universidade, a militância e a política. Parece fundamental no contexto atual, em que os estudos feministas e também o ativismo ganham espaço no país, que os nomes dessas importantes pensadoras brasileiras afirmem seu lugar para as novas gerações, a partir do conhecimento e reconhecimento de uma atuação que entende os estudos feministas como um campo de contínua expansão, afirmação e resistência. As autoras reunidas são: Albertina Costa, Angela Arruda, Beatriz Nascimento, Branca Moreira Alves, Bila Sorj, Carmen Barroso, Constância Lima Duarte, Cynthia Sarti, Heleith Saffioti, Jacqueline Pitanguy, Leila Linhares Barsted, Lélia Gonzalez, Lourdes Maria Bandeira, Margareth Rago, Maria Betânia Ávila, Maria Odila Leite da Silva Dias, Mary Castro, Rita Terezinha Schmidt e Sueli Carneiro.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (11)Ver mais
    Rodrigo | @muitacoisaescrita picture
    Rodrigo | @muitacoisaescrita02/03/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Essencial para se pensar a sociedade brasileira

    Quando estudamos o movimento feminista e sua história (seja na escola, faculdade e/ou de forma autônoma), os materiais disponíveis, em sua maioria, são sobre os movimentos na Europa e nos EUA – isso Heloisa chama de colonização teórica –, como se não existisse um movimento feminista consolidado no Brasil e em outras partes do mundo. Aceitamos passivamente as elaborações vindas do Norte global, como se fossem verdades universais, e não refletimos criticamente sobre nossa realidade, ao menos não da forma como deveríamos. Além disso, grande parte dos materiais tratam unicamente dos debates sobre reivindicações políticas – o que entende-se por feminismo liberal –, ignorando feministas que discutem gênero considerando a classe e/ou raça, principalmente as que tecem críticas ao capitalismo a partir do marxismo. ⠀ 👉🏾 “Quais as especificidades do movimento feminista brasileiro?”, “Em qual contexto ele surgiu?”, “Foi fácil dialogar com os diversos setores da sociedade brasileira?”, “Quais são as diferenças e similaridades entre o movimento feminista brasileiro, estadunidense e europeu?” são algumas perguntas que devemos fazer, e que são respondidas nesse livro. Dividido em 4 partes, ele oferece um panorâma geral sobre o movimento. A primeira, “Algumas histórias sobre o movimento no Brasil”, possui 6 artigos que pretendem organizar a história do feminismo brasileiro ou destacar momentos importantes dele. Nessa primeira parte da resenha, falarei rapidamente sobre 3 deles. Constância Lima Duarte, em seu artigo, propõe uma divisão do movimento feminista brasileiro em 4 momentos, com uma diferença de 50 anos mais ou menos entre cada um (em torno de 1830, 1870, 1920 e 1970). Isso porque, para ela, “o feminismo [...] deveria ser compreendido em um sentido mais amplo, como todo gesto ou ação que resulte em protesto contra a opressão e a discriminação da mulher, ou que exija a ampliação de seus direitos civis e políticos, por iniciativa individual ou de grupo”. Em sua divisão, Constância destaca em cada momento algumas escritoras feministas e as pautas principais. Ficaria da seguinte maneira: o primeiro, no início do século XIX, com mulheres querendo aprender a ler e escrever; o segundo, com a ampliação do direito à educação e as primeiras reivindicações pelo voto, com várias revistas divulgando ideias; o terceiro, no início do século XX, mais focado e organizado no direito ao voto, acesso ao curso superior e na ampliação do campo de trabalho – Constância caracteriza esse momento como o de “um feminismo burguês e bem comportado”, no entanto, ela nos conta, também havia um movimento anarcofeminista com reivindicações mais radicais –; e o quarto momento, nos anos 70, marcado principalmente pelo enfrentamento à ditadura. [resenha publicada no meu Instagram Literário @muitacoisaescrita; confere lá a resenha completa e alguns trechos do livro: https://www.instagram.com/p/CHoa_P2j970/]

    12 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 67
    • 5 estrelas37%
    • 4 estrelas49%
    • 3 estrelas12%
    • 2 estrelas1%
    • 1 estrelas0%
    Heloísa Helena Oliveira Buarque de Hollanda  profile picture

    Heloísa Helena Oliveira Buarque de Hollanda

    Mestre e doutora em Literatura Brasileira e pós-doutorado em Sociologia da Cultura, é coordenadora do PACC/UFRJ, diretora da Aeroplano Editora e Consultoria e curadora do Portal Literal.

    33 Livros
    28 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Heloísa Helena Oliveira Buarque de Hollanda