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    A Civilização Romana (Lugar da História #34) - La civilisation romaine

    Pierre Grimal

    [Lisboa] Edições 70
    2001
    354 páginas
    11h 48m
    ISBN-13: 9789724415093
    Português
    3.9
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    A civilização romana é um dos momentos altos da História da Humanidade. Herdeiros que somos dos povos do Lácio, compreendê-la é conhecermos melhor o nosso próprio passado. Este texto narra a história de uma das civilizações fundadoras da cultura ocidental, escrito por um dos maiores classicistas europeus, Pierre Grimal. Das lendas e realidades dos primeiros tempos, passando pela fase da República e, posteriormente do Império, A Civilização Romana não deixa de mergulhar no lado mais prosaico da vida e costumes desta sociedade. Um clássico da historiografia deste período.

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    Jocelia Lima07/08/2016Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Pierre Grimal apresenta o desenvolvimento de Roma, dando ênfase ao desenvolvimento cultural, político e religioso. Segundo o autor, a estabilidade que Roma atingiu tão rapidamente diante dos seus inimigos, deve-se a tradição e aos costumes que foram difundidos a seu povo. Os romanos sempre deram testemunho de suas exigências morais, sendo elas vontade, severidade, e seriedade em dedicação à pátria, levando em conta o valor mítico ao qual se esforçavam a serem dignos. Ao afirmar que a exigência moral do homem romano se fundamenta no respeito à hierarquia familiar, o autor explica o patriotismo exercido pelo homem romano que tem a pátria como seu grande ancestral. Na religiosidade, o exercer da moralidade não era exigida pela divindade, pois os deuses não decretavam leis, eles apenas exigiam boa conduta e o cumprimento os ritos tradicionais que eram baseados em três valores fundamentais: a piedade, fidelidade e virtude. Afirmando que essa trilogia governa toda a perspectiva de vida (lembrando sempre que o que determina esses valores não é a religião e sim ter em vida uma boa honra deixando depois da morte uma trilha de méritos) o desejo de prestigio seria como uma espécie de vingança do homem que era sufocado pela sociedade. Com a adesão as doutrinas filosóficas do Estoicismo, Roma foi humanizada, pois a partir do momento em que o conhecimento se desenvolveu, a cultura passou a ser questionada, resultando na doação ao amplo entendimento do humanismo, começando as destacar os valores universais do ideal de humanidade que até então foi abandonado pela hierarquia que contribuiu para a concepção de Estado em que o poder seria exercido pelo moderador do Estado, desde que fosse uma pessoa sábia. Com isso o alvo necessário do homem romano torna-se a sabedoria que o conduziria não só ao aperfeiçoamento interior, mas também a tornar-se forte candidato a autoridade. Com o ingresso da elite à formação intelectual filosófica acontece uma miscigenação de seguidores de diferentes convicções que passaram a perceber que a pregação Cristã ao por defender a igualdade dos povos, corria o risco de comprometer a organização social, partindo disso, Roma se abre a pluralidade religiosa que pôs fim à batalha entre o paganismo oficial e o Cristianismo. Conta o autor que apesar de algumas mudanças, o Estado conservou até o fim a vida familiar que continuou sempre dominada pela onipotência do pai tendo o objetivo da união do casal o fato da procriação e a educação dos filhos o que assegura a permanência moral da cidade.

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    Pierre Grimal

    Pierre Grimal nasceu em Paris a 21 de Novembro de 1912. É um dos historiadores e latinistas franceses mais respeitados do século XX. Profundamente apaixonado pela Civilização Romana, Pierre Grimal foi uma das pessoas que mais se dedicou à promoção da herança cultural da Roma Antiga, tanto no seio de especialistas como no grande público. Foi professor de Civilização Romana nas Faculdades de Caen, de Bordéus e, durante trinta anos, na Sorbonne. Foi, também, membro fundador da Escola Francesa de Roma. Já reeditada por diversas vezes, o Dicionário da Mitologia Grega e Romana foi a obra que o catapultou para a ribalta. É hoje um marco e uma referência para todos os fascinados e estudiosos da Antiguidade Clássica. A sua carreira literária é, também, marcada por diversas obras e traduções de grandes clássicos latinos como Cícero, Séneca, Tácito, Platão, entre outros. Escreveu também biografias históricas romanceadas como Mémoires d’Agrippine ou Le Procès Néron, obras destinadas ao grande público. Morreu em Paris a 11 de Outubro de 1996.

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    16 Seguidores

    Pierre Grimal