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    Fragmentos para a História da Filosofia (Biblioteca Pólen) -

    Arthur Schopenhauer

    Iluminuras
    2003
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-10: 8573211660
    Português Brasileiro
    3.8
    10 avaliações
    Leram23Lendo1Querem38Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos2Desejados38Avaliaram10

    Nestes Fragmentos, Schopenhauer expressa uma visão única e fascinante do devir do pensamento ocidental. Para o filosófo, o mundo deve ser comparado a um livro hieroglífico cujo enigma tem que ser decifrado. As filosofias são as leituras sucessivas desse mundo, as interpretações possíveis da existência. A história da filosofia é a historia do deciframento desse enigma. Mas, assim como ponto de partida para a decifração do mundo é a experiência direta do sujeito e não qualquer referencia exterior, da mesma forma é a experiência da leitura do texto (do corpo do texto) e não a visão que dele tem seus historiadores ou comentadores que permite a apreensão e o entendimento correto de uma filosofia. O ensaio traduzido deste volume tem um duplo valor: por um lado, temos a visão Schopenhaueriana da história da filosofia, visão de um autor que se coloca como "artista", que relê os textos e os interpreta com sua força criativa; por outro lado, essa mesma visão polêmica, pessoal e provocadora nos remete constantemente aos textos dos próprios filósofos, pois é esse o caminho que nos leva à filosofia, assim como é o mundo e não o que dele dizem os outros, que é a fonte para sua própria decifração

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    Romeu Felix picture
    Romeu Felix18/02/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Fiz o fichamento sobre esta obra, a quem interessar:

    Schopenhauer é um filósofo alemão que teve grande influência no pensamento ocidental e cujas obras são conhecidas por sua complexidade. Em Fragmentos para a História da Filosofia, Schopenhauer escreve uma série de pequenos ensaios que resumem sua compreensão dos pensadores mais importantes da filosofia ocidental. O livro está dividido em três seções principais. A primeira seção apresenta uma introdução ao método de Schopenhauer na análise da filosofia. A segunda seção inclui ensaios sobre os filósofos pré-socráticos, Platão, Aristóteles, Descartes, Leibniz, Spinoza, Hume e Kant. A terceira seção apresenta um ensaio sobre o cristianismo e a filosofia. Cada ensaio é curto e fácil de ler, mas ao mesmo tempo profundo e reflexivo. Schopenhauer examina a filosofia de cada filósofo em termos de suas principais ideias e conceitos, bem como seus pontos fortes e fracos. Em muitos casos, ele também apresenta suas próprias opiniões e críticas. Schopenhauer mostra sua habilidade em apresentar um panorama geral da filosofia ocidental, e ainda é capaz de incorporar sua própria filosofia nesses ensaios. Ele critica muitos dos filósofos por se concentrarem demais em detalhes, ou por serem excessivamente otimistas em relação à natureza humana. Em resumo, Fragmentos para a História da Filosofia é uma leitura essencial para quem está interessado na filosofia ocidental. É uma obra bem escrita, concisa e que apresenta uma análise cuidadosa de muitos dos principais pensadores que ajudaram a moldar a filosofia moderna. Por: Romeu Felix Menin Junior.

    1 curtida

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    3.8 / 10
    • 5 estrelas30%
    • 4 estrelas30%
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    Arthur Schopenhauer profile picture

    Arthur Schopenhauer

    Pessimista em sua visão do mundo, considerou ser a Vontade a última e mais fundamental força da natureza, que se manifesta em cada ser no sentido da sua total realização e sobrevivência. O conceito de Vontade deste filósofo diz respeito a algo infinito, uno, indizível, e não a uma vontade finita, individual, ciente. Ela estaria presente no homem, como em toda a natureza. Para Schopenhauer, a realidade é vontade irracional, onde o finito nada mais é que mera aparência da realidade. A vontade infinita, traz com ela a característica da insaciabilidade, sendo então algo conflituoso que geraria dor e sofrimento ao homem. Foi seminarista até os 14 anos. Iniciou estudos de medicina na universidade de Gottingen, mudando depois para filosofia, na universidade de Berlim. Sua tese Vierfach Wutzel der Zats uber zurechern Grund ( "Sobre a quádrupla raiz do princípio da razão suficiente") foi escrita em 1813. O difícil convívio com sua mãe com certeza marcou sua personalidade mas ela lhe permitiu conhecer intelectuais como Goethe (1749-1832), que freqüentavam sua casa em Weimar, centro da vida cultural alemã em sua época. Com a herança recebida do pai pôde viver sua vida de solteiro com relativo conforto e inteiramente entregue ao seu trabalho intelectual. Seu principal livro, Die Welt als Wille and Vorstellung ou "O Mundo como vontade e representação" (1819), embora o seu livro Parerga e Paraliponema (1851) seja o mais conhecido.

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    Arthur Schopenhauer