A revista está ficando cada vez mais econômica nas reportagens, com poucos detalhamentos, curiosidade ou ilustrações. O resultado tem sido leitura menos instigante...
A seção "Galeria" trouxe pequeno álbum fotográfico sobre Nelson Mandela, mesclado com curiosidades históricas. As informações sobre o cotidiano do regime apartheid impressionam, como a tentativa de evitar a alfabetização da população negra em inglês, para evitar possibilidade de ascensão social ou concorrência. Cada coisa insana...
O "Dito e feito" buscou as origens de "Casa da mãe Joana", local relacionado à baderna. A história remete à cidade francesa de Avignon, na Idade Média, quando foi sede do governo dos Papas, com sete representantes seguidamente. A transferência ocorrera por conta de disputa entre autoridades de Roma e, quando se estabeleceu na cidade francesa, Joana I era autoridade local polêmica, dando proteção aos bordéis com simbolismo tendo seu nome (deveriam ter porta chamada o paço da Joana, pois estavam sob sua proteção). O 'paço' foi traduzido por 'casa' pelos portugueses e o costume em Avignon popularizou como local onde tudo era permitido.
"Mitos e lendas" trouxe o kappa, da mitologia japonesa. Um ser asqueroso e maligno relacionado a afogados e desaparecidos em rios e lagos. Ô bicho feio, sô! Misto de gente, tartaruga e sapo... Seja como for, semelhante a outras culturas pelo mundo como explicação para mistérios fluviais, personificando o desconhecido e medo (que nem o Ipupiara entre os tupis nos idos pré-Cabral).
"Linha do Tempo" trouxe breve cronologia dos movimentos literários desde o Renascimento.
Ué, acabaram com a lista dos "10 Mais"?
Uma coisa que não sabia sobre famosos queijos requintados (aqueles um bocado fedorentos)... O odor e sabor encorpados seriam estímulos criados em idos de fome para imitar carne ou outros alimentos, provocando (ou enganando) saciedade.
"As amantes de Atenas" abordou duas classes de prostitutas na cultura grega: as heteras e pornais (apesar de alguns historiadores excluírem o primeiro grupo como 'damas de fino trato').
As heteras eram uma espécie de cortesãs cultas, que também se envolviam em questões filosóficas e não apenas sexuais. Mulheres independentes de convenções sociais, teoricamente não assumindo compromissos. Aspásia de Mileto teria sido uma delas, das mais famosas.
As pornais trabalhavam nos prostíbulos ou se prostituíam na condição de escravas..
Curiosa a história de Friné (ou Frinéia), uma das heteras mais bonitas, servindo de modelo para famosas estátutas, como a Vênus de Cnido. Em certa ocasião, acusada de um crime, foi a julgamento e quando as coisas caminhavam para veredito não favorável, o defensor rasgou suas roupas, expondo sua nudez. Algo tão belo e impactante que os pareceres acabaram todos a seu favor. Cambada de interesseiros, né! Mas tem também o contexto da beleza ser associado por eles a algo divino e, portanto, ser visto com outros olhos... Ah, uns babões, isso sim...
A reportagem sobre o Senna, como é de praxe, destaca a determinação e talento do piloto brasileiro, transformado em herói nacional na falta destes no contexto...
A reportagem de capa trouxe curiosidades sobre "Game of Thrones". Registro a questão metafórica, correlacionada a fatos reais ao longo da história, seja na Idade Média ou atualidade. Nunca assisti a série... Talvez, quando for para canal aberto me anime...