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    O Mistério dos MMM (Coleção Prestígio) -

    José Condé, Dinah Silveira de Queiroz

    Ediouro / Tecnoprint S. A.
    1982
    126 páginas
    4h 12m
    ISBN-13: 9788500806711
    Português Brasileiro
    3.4
    116 avaliações
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    Favoritos0Desejados129Avaliaram116

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    Cris Gabarra picture
    Cris Gabarra11/12/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Foi muito bom reler o mistério dos emes

    Um livro que reúne grandes autores em um romance policial, uma experiência bem interessante. Acompanhar o clímax que cada autor gera, imaginar possíveis ideias que o autor seguinte podia ter seguido e ver novos tramas que vão desenvolvendo, comparar os tipos de escrita - tudo isso faz esse ser um livro bem diferente. Além disso, achei muito relevante ver como cada autor constrói personagens e os desenvolve dentro do que outros construíram. Meus favoritos foram a Dinah, Jorge Amado, Guimarães Rosa, Antônio Callado e Rachel de Queiroz! Achei muito inteligente a forma como eles trataram o caso "das MMM". Sem contar o Viriato Corrêa, o começo foi bastante cativante - empregados ao chegar na casa do patrão, banqueiro da alta sociedade do RJ, descobrem a casa completamente revirada, cheia de sangue, com um homem morto e uma perna de mulher no banheiro, arma no chão e tiros disparados, muitos caminhos para os próximos autores poderem tomar. Isso sem contar as cartas de moças diferentes, mas todas assinadas pela letra M.

    4 curtidas

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    3.4 / 116
    • 5 estrelas18%
    • 4 estrelas22%
    • 3 estrelas38%
    • 2 estrelas21%
    • 1 estrelas1%
    José Condé profile picture

    José Condé

    José Ferreira Condé (1917-1971), conhecido por José Condé, nasceu na cidade de Caruaru, no agreste de Pernambuco, no dia 22 de outubro de 1917. Fez seus primeiros estudos em sua cidade natal. Foi para o Recife onde fez o exame de admissão para ingressar no Ginásio Pernambucano. Em 1930, após a morte de seu pai, muda-se para Petrópolis, no Rio de Janeiro, levado por seu irmão Elísio Condé. Matricula-se no internato do Colégio Plínio Leite. Funda o Grêmio Literário Alberto de Oliveira e dirige dois pequenos jornais – Pra Você e o Jaú, onde publica seu primeiro conto. Em 1934 muda-se para o Rio de Janeiro, para fazer o vestibular de Direito. Nessa época publica o poema “A Feira de Caruaru” na revista O Cruzeiro. Ingressa na Faculdade de Direito de Niterói. Começa a fazer contato com a moderna literatura nacional, escrevendo reportagens na imprensa. Em 1939, depois de formado tem uma série de empregos até que é nomeado para o Instituto dos Bancários, onde atingiu o cargo de procurador. Faz sua estreia na literatura com “Caminhos na Sombra” (1945), novelas sobre a gente humilde do agreste pernambucano. Em 1949 lança, com os irmãos João e Elísio, o Jornal de Letras. Em 1950 publica “Onda Selvagem”, um romance urbano, que recebeu o Prêmio Malheiro Dias no concurso da revista O Cruzeiro. Nesse mesmo ano ingressa no Correio Da Manhã, como redator literário, passando depois a diretor do suplemento literário. Em 1951 publica no Jornal da Letras “Histórias da Cidade Morta” – pequenas narrativas de conteúdo dramático, passadas na cidade de Santa Rita, representando as cidades brasileiras que tiveram sua decadência com a abolição da escravatura. A obra recebeu o Prêmio Fábio Prado, da União Brasileira de Escritores de São Paulo. Em 1956 escreve “Os Dias Antigos”, novelas onde retoma ao tema da abolição da escravatura. Recebe o Prêmio Paula Brito da Prefeitura do Rio de Janeiro. Posteriormente, essas obras foram reunidas sob o título geral de “Santa Rita”. A obra de José Condé retrata simultaneamente o regionalismo e o urbano, numa linha que caminha por diferentes estios: o dramático, o fantástico, o épico e o pitoresco. Seus melhores momentos são no regionalismo. Em 1960 publica “Terra de Caruaru”, Prêmio Coelho Neto da Academia Brasileira de Letras. Na obra, o autor faz um levantamento histórico e sociológico de sua terra, mostrando o modo de vida da cidade, as histórias do cangaço, os problemas da política local, casos dramáticos e pitorescos, seus tipos humanos, com seus dramas de amor, de vingança e solidão. Em 1961 a obra foi editada em Portugal. O escritor publica ainda: “Vento do Amanhecer em Macambira” (1962), uma breve narrativa onde se fundem presente e passado, realidade e sonho. Prêmio Luiza Cláudio de Souza do PEN Clube, “Os Sete Pecados Capitais” (1964), “Noite Contra Noite” (1965), “Pensão Riso da Noite, Rua das Mágoas” (1966), “Como Uma Tarde de Dezembro” (1969), “Tempo Vida Solidão” (1971) e a coletânea de novelas “As Chuvas”, obra póstuma. José Condé faleceu no Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, no dia 27 de setembro de 1971.

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    Pernambuco, Brasil

    José Condé