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    O Mistério dos MMM (Coleção Prestígio) -

    Lúcio Cardoso, Orígenes Lessa, João Guimarães Rosa, Jorge Amado

    Ediouro / Tecnoprint S. A.
    1975
    125 páginas
    4h 10m
    ISBN-10: 8500806710
    Português Brasileiro
    3.4
    116 avaliações
    Leram231Lendo18Querem129Relendo0Abandonos3Resenhas6
    Favoritos2Desejados129Avaliaram116

    As Luzes acesas, as manchas de sangue nos móveis, uma fantasia jogada no chão; no quarto - um cadáver de borco no tapete; na escrivaninha - 3 diferentes maços de papéis. Eram cartas de mulheres. Não havia nome assiná-las. Apenas a letra "M". Quem seriam estas mulheres e que ligação teriam com o crime é o que saberemos com a leitura deste romance que, nas palavras de João Condé, é "realmente vivo e palpitante, um livro que ficará entre os melhores, no gênero, já escritos em língua portuguesa". O Mistério dos MMM, romance policial de autoria coletiva, foi escrito em 1964 e pode ser definido como uma brincadeira muito séria. Brincadeira porque cada um dos dez autores (na época já escritores consagrados) escreveu um capítulo dando sequência ao capítulo recebido de outro.

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    Resenhas (6)Ver mais
    Cris Gabarra picture
    Cris Gabarra11/12/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Foi muito bom reler o mistério dos emes

    Um livro que reúne grandes autores em um romance policial, uma experiência bem interessante. Acompanhar o clímax que cada autor gera, imaginar possíveis ideias que o autor seguinte podia ter seguido e ver novos tramas que vão desenvolvendo, comparar os tipos de escrita - tudo isso faz esse ser um livro bem diferente. Além disso, achei muito relevante ver como cada autor constrói personagens e os desenvolve dentro do que outros construíram. Meus favoritos foram a Dinah, Jorge Amado, Guimarães Rosa, Antônio Callado e Rachel de Queiroz! Achei muito inteligente a forma como eles trataram o caso "das MMM". Sem contar o Viriato Corrêa, o começo foi bastante cativante - empregados ao chegar na casa do patrão, banqueiro da alta sociedade do RJ, descobrem a casa completamente revirada, cheia de sangue, com um homem morto e uma perna de mulher no banheiro, arma no chão e tiros disparados, muitos caminhos para os próximos autores poderem tomar. Isso sem contar as cartas de moças diferentes, mas todas assinadas pela letra M.

    4 curtidas

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    Avaliações

    3.4 / 116
    • 5 estrelas18%
    • 4 estrelas22%
    • 3 estrelas38%
    • 2 estrelas21%
    • 1 estrelas1%
    Joaquim Lúcio Cardoso Filho  profile picture

    Joaquim Lúcio Cardoso Filho

    Lúcio Cardoso nasceu em Curvelo, Minas Gerais, a 14 de agosto de 1912 e faleceu em 28 de setembro de 1968 no Rio de Janeiro Devido ao assunto de seu primeiro romance foi agrupado entre os regionalistas; entretanto, sua produção tem muito mais afinidade com o grupo "espiritualista" de Cornélio Pena, Schmidt, Otávio de Faria, Vinicius de Morais. Cardoso era mais ou menos abertamente homossexual, o que se traduziu na sua obra como mais uma instância particular do tema geral da redenção possível de uma humanidade ontologicamente pecaminosa, que ele compartilhou com todos os seus colegas de movimento. Em 1966 recebeu o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, por conjunto de obra. Em um universo ontologicamente dilacerado, com uma prosa cuja poesia dá vazão ao desejo transgressivo, os personagens se desnudam em tensões recriadoras da objetividade do mundo. Ao lado de Clarice Lispector e Cornélio Pena, ele foi o principal nome do romance intimista brasileiro, e realizou, com Paulo César Saraceni, o primeiro longa-metragem do Cinema Novo, além de seus romances terem sido adaptados para as telas. Ao ter de abandonar a escrita por causa de um derrame cerebral, recusou o afastamento da criação, passando a pintar belos quadros, ainda que com os poucos movimentos que lhe restaram.

    25 Livros
    62 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    Joaquim Lúcio Cardoso Filho