Tommy Zane hates lions, a major obstacle in a family of lion tamers. But Tommy's dreams--and talent--fly higher, up in the rigging with the trapeze. When rising star Mario Santelli offers him flying lessons, it looks like the start of wonderful new life, and to Tommy's surprise, his relationship with Mario deepens even as his skill soars in the rigging. But life in the 1940s forces them to keep their love a secret, and the stress pushes both Tommy and Mario to a precipice. And as Mario flies higher and higher, Tommy begins to wonder if it will always be his role to catch Mario as he falls. A tremendously moving tale, a rich family saga, a wise and compassionate portrait of a special love in a cruel world.
The Catch Trap -
Marion Zimmer Bradley
O salto mortal de Marion Zimmer Bradley
Confesso que estou desde já meio envergonhado por escrever essa resenha. Envergonhado porque gostaria de conhecer mais da Marion Zimmer Bradley para não falar besteiras... enfim. Nunca li As Brumas de Avalon ou nenhuma série da Marion, mas pelo que pesquisei, vi que ela não está acostumada a escrever romances e esse livro pouco tem a ver com o que ela já produziu. É difícilimo encontrar informações sobre a produção do livro e o processo de escrita, por ser um livro extremamente polêmico pra época (e ainda tabu até hoje). Ainda sim (e com a presunção de quem não conhece nenhum outro livro dela, confesso antecipadamente), essa obra é um trabalho espetacular e provavelmente um de seus melhores. A profundidade com a qual os personagens são desenvolvidos é cativante. Peguei o livro emprestado em uma quinta, na sexta de manhã quando comecei a ler já estava completamente absorto. Absorto pela vida maravilhosa do circo com a qual Marion descreve com uma minúcia de connaisseur. Absorto pela família Santelli. Absorto com o desenvolvimento maduro dos personagens e pelas descrições dos vôos no trapézio, que evocaram imagens muito vívidas. O romance entre Tommy Zane(no começo do livro, 13 anos) e Mario Santelli (19 anos) e os 10 anos que se passam desde que eles se conhecem não foi o principal atrativo do livro. O romance principal é o da arte. O livro não só é uma celebração ao romance proibido das duas almas apaixonadas (numa época que homossexualidade era considerada uma doença e crime), é uma celebração à arte e ao amor profundo que eles têm. Eles esconderão o romance de tudo e de todos, e nas lonas deixam de serem amantes, viram verdadeiros artistas. O envolvimento da família Santelli com o trapézio e como a arte se funde com a vida (e com a própria razão de viver deles) é comovente. Acabei as mais de 900 páginas num dia só, e no dia seguinte retomei a leitura. Você sente vontade de acompanhar a vida inteira de Tommy e de Mario, mas também dos outros Santelli, cujas vidas e enredos são tão desenvolvidos como o dos protagonistas. A história é uma verdadeira novela, e se você não conhece esse raro (e excelente) livro deveria procurá-lo com urgência. Me emocionou, me fez rir, me fez chorar, mas sobretudo me fez respeitar e admirar a capacidade de Marion Zimmer Bradley como escritora. Escrever esse livro deve ter sido um salto mortal para ela (e foi - não emplacou, não fez sucesso devido ao tema polêmico), mas o resultado é impressionante. Um dos livros que mereciam mais atenção tanto da crítica quanto dos leitores da própria Marion.
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