Os detetives Patrick e Angela são contratados para descobrir o motivo da intimidação da máfia irlandesa com uma família. As investigações complicam quando a vizinhança passa a ser palco de uma violência singular que remete a crimes do passado.
O livro é narrado em primeira pessoa, acompanhamos Patrick, a linguagem é simples, mas possui uma certa densidade.
A ambientação criada pelo autor é bem densa, digo isso pelo fato de que há um desenvolvimento bem grande inicial da trama. A partir disso, vai progredindo, porém, foca muito em situações diversas, além do trabalho investigativo. E aqui tem-se dois pontos.
O primeiro é, apenas na metade do livro que identificamos o crime e o real trabalho que vai ser desenvolvido ali. E o segundo é que, o trabalho investigativo é, praticamente, deixado de lado. A história vai para um caminho em que vemos pouca ação de se investigar em si, e acaba sendo mais voltado para diálogos, relacionamento das pessoas envolvidas, um pouco de história do passado, além de uma análise psicológica sobre os criminosos que aparecem.
Mas isso apenas deixa a história diferente do comum, pode influenciar positivamente ou negativamente, já que dá a sensação que os detetives não fazem muita coisa para progressão, apesar de sempre estarem lá quando se precisa.
O livro acaba sendo mais de ação, do que mistério em si, já que há mais cenas de embates e conflitos do que uma progressão investigativa.
Acho que é uma leitura válida, principalmente se leu o livro anterior sobre os detetives, já que ajuda bastante a se localizar.