As histórias de Asimov realmente estão em outro patamar. Além de serem muito cativantes e apresentarem aquela grande surpresa no final com uma reviravolta de explodir a cabeça, é inacreditável pensar que ele as escreveu em épocas em que a tecnologia não tinha tanto avanço. A história parece tão futurista mesmo nos dias atuais.
Bem, este livro foi a base para o filme "Eu, robô", mas para minha agradável surpresa o livro tem um contexto bem diferente, incluindo o final, que é tão surpreendente quanto o filme, apesar de distinto.
O robô R Daneel é um humanoide construido à quase exatidão dos humanos e muito difícil de ser identificado fisicamente como um robô. Sua lógica é instigante e seu respeito às 3 leis da robótica - criadas pelo próprio Asimov - é algo que dita suas ações durante o livro. Desconfiei que R. Daneel não me era estranho e, após um tempo refletindo, me lembrei que ele aparece em "Fundação e Terra", "Prelúdio à Fundação" e "Os Robôs e o Império" e chego à conclusão que este é o principal personagem de todo o Universo Asimoviano, pois ele desenvolve habilidades únicas ao longo dos livros e direciona toda a evolução da espécie humana, colonização espacial e continuamento da sociedade galáctica à outros patamares.
Seu parceiro na Terra é Elijah Baley e é quem dita o ritmo da investigação de assassinato. Sua percepção lógica é tão ou mais desenvolvida que R. Daneel e a maneira como seus pensamentos evoluem ao longo da história é uma outra agradável surpresa. Este foi outro nome que me chamou a atenção e me lembrei que ele "faz uma ponta" em "Os Robôs e o Império"... e foi um soco no estômago.
Isso porque em "Os Robôes e o Império" ele está em seus últimos dias de vida e eu sei qual o status da história da colonização espacial, mas em "Cavernas de Aço" estou vendo como tudo começa. SENSACIONAL!
Não sei se Asimov já tinha todo este imenso timeline montado em sua cabeça ou se as peças foram se encaixando ao longo dos anos, mas que ficou uma coisa linda isso ficou. :-)