A Conquista (Obras de Coelho Netto) -

    Coelho Neto, Henrique Maximiano Coelho Netto

    Civilização Brasileira
    1985
    282 páginas
    9h 24m
    ISBN-10: B00AGM2RW6
    Português Brasileiro

    A Conquista é um roman à clef, "romance de formação e de vida boêmia" do escritor brasileiro Coelho Neto. Foi publicado em 1899. Narra as aventuras e desventuras (e falta de dinheiro e às vezes até de perspectivas de sucesso) de sua geração de poetas, teatrólogos, jornalistas, intelectuais, boêmios na cidade do Rio de Janeiro nos anos em que a campanha abolicionista (e o movimento republicano) estão a pleno vapor e que culminam com a libertação dos escravos. "Em A conquista, temos a reconstituição da vida literária dos fins do século XIX, livro do triunfo da geração boêmia. A narrativa nasce das andanças e encontros aleatórios pela cidade. Os boêmios em suas desventuras romanescas flanavam pelo Rio de Janeiro." Dentre os romances brasileiros é o que mais se aproxima da escrita de Eça de Queiroz na variedade de personagens (jovens), profusão de diálogos, riqueza descritiva.

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    Clio10/05/2025Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Escolhei esse livro em parte para cumprir em desafio, em parte por pura curiosidade: A Conquista foi publicada por Coelho Neto que não apenas apoiou José do Patrocínio, como também foi um dos divulgadores do Espirítismo no Brasil. Essas duas características já seriam o sucificiente para uma biografia comentada, mas fez parte da transição entre o Parnasianismo e o Modernismo o resultado é que foi amplamento criticado pelo último e hoje foi praticamente esquecido pelos livros de escola. Essa obra em particular é uma delícia de ler.Parte floreada, parte despudorada, autor vai traçando a vida boêmia no Rio de Janeiro do fim do século XIX. É um tanto biográfico, então é possível perceber a autodepreciação na figura de Anselmo e a gozação, às vezes bem maldosa, com vários outros personagens - cujos pseudônimos não são nem um pouco sútis, como por exemplo, Octávio Bivar/Olavo Bilac. Enfim, é interessante para quem se interessa pelo período ou fofocas literárias, mas pode ser maçante para o leitor casual.

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