Aventuras na História Nº 194 (Julho de 2019) - O grande passo da humanidade

    não informado

    Caras
    2019
    60 páginas
    2h 0m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Nesta edição: – O grande passo da humanidade. Há 50 anos, começava a primeira viagem do homem à Lua: a maior de todas as aventuras. E que, por pouco, não terminou em tragédia. – Pré História: Quem foram os primeiros brasileiros? – A Queda da Bastilha e o grande terror até Napoleão. – O martírio dos cristãos que levou à criação da santidade. E muito mais!

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    R .20/07/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Julho de 2019

    No "Dito e Feito", a origem da expressão "Elefante branco", sinônimo de obra dispendiosa e inútil. Vem de costume no antigo reino do Sião (hoje Tailândia), quando o monarca presenteava algum desafeto com raríssimo elefante branco. Os poucos albinos que poderiam ser encontrados na natureza deveriam ser entregues aos cuidados do rei, pois eram considerados sagrados no Budismo. Assim, o bicho existia essencialmente para ser cuidado, não podendo ser usado no trabalho. O rei passava esse "castigo' para algum desafeto. Resultado: o sujeito tinha que cuidar e gastar com o "mimo" pelo resto da vida. Por isso que as obras públicas em que se gasta muito e não tem utilidade apresentam essa metáfora. "Apolo 11 - a conquista da Lua" - Reportagem de capa. O texto se assemelha a um conto. Li nessa percepção, num misto de suspense, ficção científica, mistério e heroísmo, sendo clímax o momento do "pequeno passo para um homem e salto gigantesco para a humanidade." Resgatando algo, foram 2 anos de treinamentos nos módulos lunares e 400 horas de simulação ao redor da Lua. Collins, o astronauta que ficou no módulo em órbita (pouco lembrado), estava preparado, entre as possibilidades previstas, para abandonar Aldrin e Armstrong no solo lunar (para morrer) na impossibilidade de resgate. A última missão tripulada na Lua ocorreu em 1972. Viajo nestas reportagens... Dá para ter pensamentos de entusiasmo, diante de uma conquista, e também de derrota, pelo que vemos a humanidade fazendo com seu progresso... "A era dos mártires" foi a reportagem que mais gostei, abordando o martírio dos cristãos nos primeiros séculos. Entre outras coisas, a perseguição cristã foi motivada também pela visão de instabilidade social que a igreja causava para os dominantes. Cristão era tido como subversivo que não se submetia aos costumes da sociedade pagã dominante, que incluía ritos idólatras e hedonistas. Outra coisa interessante, é que os domínios tirânicos tem tendência de eleger um inimigo público comum, a quem aplica reações violentas opressoras. Os cristãos foram os eleitos, principalmente pelo incêndio em Roma, a quem atribuíram culpa. Curioso também a visão para a veneração aos santos. Para a reportagem, na busca de fortalecimento à fé, diante do quadro de perseguição e ações terríveis, houve quem reunisse os ossos de mártires numa espécie de amuleto, tornando as histórias ainda mais espetaculosas para alimentar a fé. Se pesquisarmos, podemos encontrar cada coisa espantosa (teve quem voou, quem foi decapitado e andou com a cabeça debaixo do braço, quem matou dragão, quem teve os olhos retirados e reapareceram, por aí...). Em minha visão, há razões mais profundas, essencialmente baseadas na ignorância e interesses escusos. Hoje, a maior idolatria que tem ocorrido é cada vez mais a centralização do homem na igreja, se expressando em muitas coisas, como as músicas em louvor. Pragmaticamente falando, ai do divino se não se submeter a essa centralização em suas vontades... Esse é um cenário que tem ocorrido no cristianismo. Tem se valorizado mais o material que o espiritual...

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