A collection of stories from H.P. Lovecraft, the unrivaled master of early-twentieth-century horror Frequently imitated and widely influential, Howard Phillips Lovecraft reinvented the horror genre in the twentieth century, discarding ghosts and witches and envisioning instead mankind as a tiny outpost of dwindling sanity in a chaotic and malevolent universe. Lovecraft’s preeminent interpreter S.T. Joshi presents a selection of the master’s fiction, from the early tales of nightmares and madness such as “The Outsider” and “Rats in the Walls,” through the grotesquely comic “Herbert West—Reanimator” and “The Hound,” to the overpowering cosmic terror of “The Shadow Over Innsmouth” and “The Call of Cthulhu.” The first paperback edition to include the definitive corrected texts, The Call of Cthulhu and Other Weird Stories reveals the development of Lovecraft’s mesmerizing narrative style and establishes him as a canonical—and visionary—American writer. “I think it is beyond doubt that H.P. Lovecraft has yet to be surpassed as the twentieth century’s greatest practitioner of the classic horror tale.”—Stephen King SUMMARY - Introduction, by S.T. Joshi - Suggestions for Further Reading - A Note on the Text - Dagon - The Statement of Randolph Carter - Facts Concerning the Late Arthur Jermyn and His Family - Celephaïs - Nyarlathotep - The Picture in the House - The Outsider - Herbert West—Reanimator - The Hound - The Rats in the Walls - The Festival - He - Cool Air - The Call of Cthulhu - The Colour Out of Space - The Whisperer in Darkness - The Shadow Over Innsmouth - The Haunter of the Dark - Explanatory Notes
The Call of Cthulhu and other weird stories -
H. P. Lovecraft
Edições (2)
Ver maisThe Call of Cthulhu and other weird stories [2011] HP Lovecraft (EUA) Penguin, 2011, 420p. ð Estou morando (temporariamente) na cidade onde nasceu e morreu Lovecraft [1890-1937], Providence, e tendo encontrado uma coletânea na casa para onde mudei em abril, pus-me a ler e reler alguns contos na expectativa romântico-ridícula de achar que clima, ruas, casas ou o silêncio cheio de ventos do lugar fizessem alguma diferença. (Não fizeram, claro). Lovecraft é considerado o grande mestre da literatura de terror do séc. XX, havendo cunhado um novo gênero fartamente representado nesta seleção, o horror cósmico: em suas histórias, personagens encontram criaturas, paisagens e dimensões impossíveis de serem explicadas dentro da lógica humana e, via de regra, acabam loucos, desaparecidos ou insalubremente cientes da própria insignificância diante do universo. ð Lançada em 2011, a presente edição peca, no entanto, por optar não tocar na ferida de Lovecraft. Nem o prefácio, nem os contos escolhidos, nem as muitas notas explicativas mencionam o racismo, a homofobia ou o anti-semitismo do autor (mais presentes em suas cartas, é verdade, mas ainda detectável na ficção). A omissão, infelizmente, não surpreende: tanto fortuna crítica quanto leitores ainda não aprenderam a lidar com aquele conflito moral-estético entre bom-autor & mau-ser-humano. Via de regra, as opções são extremas: 1) negligenciar os indícios de preconceito sob alegação de que uma falha de caráter não pode invalidar a importância da obra literária; ou 2) dar entrada no processo de cancelamento da pessoa sob escrutínio e promover linchamento virtual de quem quer que defenda sua obra. ð Ambas as opções pouco satisfazem porque uma e outra promovem formas de apagamento, seja do problema na obra ou do autor problemático (ignorar um escritor homofóbico não contribui para o fim da homofobia; apontar e condenar a homofobia cada vez que sua obra ou seu nome vierem à tona, talvez sim). É um trabalho chato? É mas acredite, muito mais "chato" é ter a cor da sua pele associada a uma "raça inferior", ou sua orientação sexual taxada de abominação. É preciso, portanto, que leitores não separem fruição de ética e que a crítica trabalhe sem fazer vistas grossas (nesses casos, os partidários da "literatura pela literatura" são os primeiros a defendê-la dizendo que o texto é fruto de seu tempo). Paralelo ao trabalho não-cínico de críticos e leitores, a produção cultural deve revisitá-lo no sentido mais profundo e desejável do que uma adaptação deve ser: alterando e subvertendo a obra original e atenta às demandas do presente, ou seja, trazendo, por ex., o protagonismo negro ou LGBTQI e corrigindo aquelas "falhas de caráter" que são, na realidade, o verdadeiro terror cósmico deste mundo. . ð . O que não é possível, ou aceitável, é insistir numa apreciação inconsequente ou, pior, na pura celebração do escritor. Imaginem vocês, em 2011 a escritora estadunidense/nigeriana Nnedi Okorafor recebeu o World Fantasy Award de melhor romance. O troféu? Um busto de Lovecraft. Após a premiação, Okorafor (mulher negra) declarou: "Uma estatueta desse homem racista encontra-se em minha casa. Uma estatueta desse homem racista é uma das maiores honrarias que recebi como escritora". (O troféu foi modificado desde 2016 e agora representa uma árvore retorcida sob o luar). Como disse Hannah Gadsby, hindsight is a gift (olhar para trás é um dom), não deveríamos desperdiçá-lo. Seja você do time que não consegue mais ler ou apreciar obras de artistas misóginos, racistas e/ou lgbtqifóbicos, seja você adepto de uma leitura crítica sem espaço para desculpas como "naquela-época-as-pessoas-eram-assim-mesmo", o que importa é manter-se atento a discursos e práticas que pretendem justificar arte sem ética, literatura sem mundo, leitura sem responsabilidade.
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