Boa noite Punpun termina de uma forma triste, mas com um ar de vida que segue. De ciclos que se repetem, depois de tudo, Punpun jamais será o mesmo.
"Mas, o coração humano é um abismo"
Teve um apelo maior de cenas deslumbrantes e muito bem desenhadas, e ainda me pergunto se aquela história do Pegasus fez alguma diferença na trama além da licença poética muito viajada, se a conclusão ia ser só fogo na roupa, dava pra ter encerrado mais cedo esse chato. A Aiko com certeza foi a personagem que mais me encantou na obra, apesar do Punpun ser o mais complexo. Seki e Shimizu dois fofos, não teve muitos detalhes, mas ficou evidente que a conexão deles nunca vai acabar mesmo com as piruetas giratórias do universo.
Pra mim não ficou claro o significado total desse final. Mas o mangá é do gênero vida cotidiana, então por si só um retrato da vida real. Ao longo de cada fase dessa história, foi possível se identificar com um bocado de frases e sentimentos exibidos em diversas cenas.
"Ele pensou como tudo seria muito mais fácil se pudesse ser consumido e desaparecer num instante daquele jeito"
É poético, vale muito a pena ler a obra se você quiser reflexões mais profundas, sendo diretas ou em aberto.
E romance aqui? O amor desmedido também pode ser avaliado, foi estranho, foi lindo, mas bizarro, não era amor? Uma mutação do amor.... Muito provável. Foi loucura. E a mensagem sexual? Essa foi mal, tudo bem que pra quem souber bem distinguir, vai entender o quanto Punpun errou em determinados momentos da obra. Mas se quiser um exemplo claro disso, aqui não tem, não teve consequências esse sexismo do Punpun...
E a depressão? Muito bem retratada, e a forma como ela pode nos destruir de dentro pra fora. Mas foi absurdo o quão sombrio isso se tornou, pra tirar qualquer limitador do Punpun.
Uma vez a Aiko disse:
"Tudo... Devia sumir."
As vezes parece que devia mesmo!