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    Fábulas para nossa criança interior -

    Pe. Flávio Sobreiro

    Editora Mikelis
    2018
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-13: 9788593458385
    Português Brasileiro
    4
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    Há quem espere a vida toda pelo mar sem saber que o rio também é capaz de oferecer grandes encantos. O nosso interior contém histórias nunca antes reveladas. Não hesite em fazer uma viagem cujo destino é o seu próprio eu, conhecendo narrativas encantadoras e inusitadas a seu próprio modo. Jardins, florestas, montanhas, fauna e flora que, do passado ao futuro, lhe farão redescobrir as suas mais distintas faces. Eis uma coletânea de contos fantásticos: suspense, mistério, amor, ação, loucura, drama e comédia compõem essa obra envolvente e instigante. Libere sua imaginação, desarme-se das preocupações e viva a tranquilidade que somente o estado pueril é capaz de oferecer. É hora de revisitar castelos, cavernas e cabanas junto a animais encantados que, investidos de significados, são capazes de lhe transportar a um universo surpreendente. É momento de ressignificar o sentido da vida!

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    Miguel Silva picture
    Miguel Silva06/08/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Histórias que marcam a alma

    Por Pe. Flávio Sobreiro O dia estava lindo, com bastante sol, céu azul e flores perfumadas... Aquele dia parecia ser muito especial. Meg acordou muito feliz e foi logo fazer sua higiene bucal, pois era preciso recolher aquelas folhas verdes que havia visto no dia anterior em uma árvore perto do formigueiro onde morava. Ah! Meg é uma formiga e mora no Formigueiro da Libertação. Na floresta onde se encontra o Formigueiro da Libertação, existem muitos outros formigueiros. O café já estava pronto: uma panqueca de folhas de macieira e um suco de folhas de maracujá. Na mesa onde Meg senta, inúmeras formigas estão tomando café. E o assunto do dia é: ajudar o próximo! E, assim, transcorria o assunto: – O próximo é meu irmão! – Disse uma formiga. – É claro que é nosso irmão, afinal estamos vivendo não em qualquer formigueiro, mas no Formigueiro da Libertação! – Confirmou Meg. Na mente de Meg, passavam inúmeros pensamentos positivos: “Como é bom viver entre irmãos, que lutam pelo mesmo ideal. Minha comunidade é perfeita”. O café estava ótimo, mas o trabalho não podia esperar! Na floresta, todos trabalhavam com muita boa vontade, inclusive Meg. Mas, de repente, Meg ouve o som de alguém chorando. O que teria acontecido? Quem estaria chorando? Imediatamente, Meg jogou no chão a folha que estava carregando e saiu à procura de quem estava chorando. Procurou, procurou, mas não conseguiu encontrar. Então, decidiu voltar e pedir ajuda aos seus irmãos. – Você pode me ajudar a procurar quem está chorando? – Pediu Meg a outra formiga. – Não, não posso. Tenho muito trabalho a fazer! – Respondeu a outra formiga. – E você, Betty? Pode me ajudar? – Perguntou Meg. – Eu? Não, não posso. Eu não tenho tempo... Tenho mais o que fazer! – Respondeu Betty, outra formiguinha. Meg já estava se desesperando, pois não conseguia encontrar quem estava chorando. Até que se lembrou de que havia um buraco próximo dali e, com certeza, lá estaria quem estava precisando de ajuda! Finalmente, Meg encontrou quem estava chorando: era o filhinho de Betty. Ele estava indo para a escola, escorregou e caiu num buraco. Porém, apesar de haver quebrado sua anteninha, ele estava bem! Com o filhinho de Betty no colo, Meg levou-o para a mãe dele e disse: – Betty, era seu filho quem estava chorando. Ele caiu num buraco, mas está bem. Quebrou apenas uma de suas antenas! Betty ficou vermelha de vergonha. Meg, então, disse para Betty: – O trabalho é importante, mas ajudar o próximo também é muito importante. Se o trabalho é um ato de libertação, ajudar o outro será muito mais importante, pois além de ser um ato libertador, será um ato de amor; e não há dinheiro que pague o amor! Meg começava a perceber que sua comunidade não era tão perfeita como pensava antes. E aquele dia de muito sol e céu azul só foi, de fato, bonito, porque Meg praticou um ato de libertação. Libertação esta que só foi realmente verdadeira, porque foi praticada com amor.

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    Pe. Flávio Sobreiro

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