Berlin Alexanderplatz -

    Alfred Döblin

    Penguin Classics
    2019
    480 páginas
    16h 0m
    ISBN-13: 9780141191621

    The great novel of 1920s Berlin life, in a superb new translation by Michael Hofmann Franz Biberkopf is back on the streets of Berlin. Determined to go straight after a stint in prison, he finds himself thwarted by an unpredictable external agency that looks an awful lot like fate. Cheated, humiliated, thrown from a moving car; embroiled in an underworld of pimps, thugs, drunks and prostitutes, Franz picks himself up over and over again - until one day he is struck a monstrous blow which might just prove his final downfall. A dazzling collage of newspaper reports, Biblical stories, drinking songs and urban slang, Berlin Alexanderplatz is the great novel of Berlin life: inventing, styling and recreating the city as reality and dream; mimicking its movements and rhythms; immortalizing its pubs, abattoirs, apartments and chaotic streets. From the gutter to the stars, this is the whole picture of the city. Berlin Alexanderplatz brought fame in 1929 to its author Alfred Döblin, until then an impecunious writer and doctor in a working-class neighbourhood in the east of Berlin. Success at home was short-lived, however; Doblin, a Jew, left Germany the day after the Reichstag Fire in 1933, and did not return until 1945. This landmark translation by Michael Hofmann is the first to do justice to Berlin Alexanderplatz in English, brilliantly capturing the energy, prodigality and inventiveness of Döblin's masterpiece.

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    Thiago Varjão picture
    Thiago Varjão28/05/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    1928, a serpente põe seus ovos em surdina que, em breve, choca o dragão da humanidade, renascer, florescer e destruir-se em uma Nova Era, um cidadão comum que sai da cadeia após quatro anos... Berlim: desempregados, inflação, fome, um levante de miseráveis, classe operária desestruturada; marxistas, nazistas, judeus, prostitutas, homossexuais, bêbados e viciados são um só espírito, uma só nação-mãe com sete cabeças e dez chifres da puta-mor Babilônia, onde existe uma ceifeira que se chama morte, e nesse cenário se percorre a cidade ao lado de Franz Biberkopf ex-operário, cafetão, ladrão, receptador, ex-entregador de jornais da frente nacional socialista dos trabalhadores alemães (mais tarde seria chamado de Partido Nazista) e assassino... um homem fascinante, inocente e decente até a última gota de sangue... um passeio pela decadência alemã abraçada com a marginalidade das ruas esfaimadas, do romantismo no espancamento da mulher sedenta em amor, da violência traiçoeira por todos os lados, da ingenuidade infantil, da redenção, sem arrependimentos em mundo onde todos são feras, do broto podre que exala um estado de sítio, num misto onde carne e sangue se enlaçam no mais puro e vibrante amor... o braço forte que se ergue com o martelo a bramir na fronte dos cordeiros, “nu saí do ventre da minha mãe, e nu tornarei para lá. Deus me deu, e Deus tirou; bendito seja o nome do Senhor”, amém, Jó moderno Biberkopf, entre a espada de Deus e o machado do Satanás... Berlin Alexanderplatz onde o homem vive à margem da vida, uma obra-prima, certamente está no panteão dos 30 melhores livros que já li na vida...

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