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    Men in War -

    Andreas Latzko

    Serapis
    2014
    155 páginas
    5h 10m
    ISBN-13: 1230000263026
    4.4
    238 avaliações
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    In August 1914, at the beginning of the Great War, he returned to Egypt and served as an officer in the Imperial and Royal Wehrmacht of Austria-Hungary. With the beginning of the war between Italy and Austria-Hungary, he was sent to the front on the Isonzo River. He fell ill with malaria, but he was not sent away from the front until he suffered a severe shock from a heavy Italian artillery attack near Gorizia. After eight months in the hospital, he moved at the end of 1916 to the Swiss resort town of Davos for further recuperation and rehabilitation. While there he wrote six chapters of his book Men in War, which deals with the Great War at the River Isonzo front. The book was a great success and translated into 19 languages. However, every country involved in the war banned it, and the army supreme command demoted Latzko.

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    Wellington R. Sacoman picture
    Wellington R. Sacoman24/02/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Homens em Guerra – 9,0

    Aproveitando que Putin me lembrou da importância desse livro, decidi escrever sobre. Homens em Guerra, ao ser publicado, foi proibido em todos os países combatentes da Primeira Guerra Mundial. Versões clandestinas circulavam, mas a proibição era forte. O motivo? Eis aqui uma obra que joga luz no que realmente uma guerra significa. Há descrições desde o dia a dia de um soldado até as festanças dos barões. Do cidadão comum ao poderoso. Escrito por um soldado traumatizado e internado (sofreu os estilhaços de uma granada, se não me engano), o livro é brutal. A Primeira Guerra é notória pela violência, pelas inúmeras formas disponíveis de se matar alguém. Armas químicas? Pode. Fogo? Bora. Veneno? Opa. Tudo vale no arsenal dos peões. De tão brutal, não consigo dar nota máxima; há náusea. Mas, se tem um livro que mostra a guerra, é esse. Recomendo fortemente. Tem vindo à minha mente, especialmente hoje, início da invasão na Ucrânia, o que Tolstói, meu russo favorito, escreve em Guerra e Paz. Não me recordarei das palavras. Mas é algo como: “Imagine se um soldado largasse as armas. E se as pessoas, uma a uma, uma onda, uma maré humana, se recusassem a fazer guerra? Por que 50 mil combatentes contra 50 mil é mais digno do que um contra um? Napoleão contra Alexandre, em duelo; quem ganhar, vence a guerra. Um chefe contra o outro. Mas não se recusam. Os movimentos humanos vão ora de leste para oeste, ora de oeste para leste. O ondular segue, ininterrupto. Mas e se parasse?”. A distância de Campinas, interior de São Paulo, para o sul da Bahia é basicamente a mesma de Berlim a Kiev. Imaginem o sul da Bahia sendo invadido e nós aqui, no Instagram, tranquilos; ou vice-versa. Essa é a perspectiva. Leiam Homens em Guerra. Leiam Guerra e Paz. E recordem-se do que viver significa.

    19 curtidas

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    Latzkó Andor profile picture

    Latzkó Andor

    Andreas Latzko (1876-1943), autor húngaro de expressão alemã que atuou como oficial do Exército Real do Império Austro-Húngaro. Latzko escreveu seus primeiros trabalhos literários em húngaro. Sua primeira em alemão, uma peça de um ato, foi publicada em Berlim. Ele também trabalhou como jornalista, viajando para o Egito, Índia, Ceilão e Java.

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    Latzkó Andor