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    O Teatro Antigo (Lugar da História #28) - Le théatre antique

    Pierre Grimal

    [Lisboa] Edições 70
    2002
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-11: 972441132x_
    Português
    3.9
    19 avaliações
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    O teatro antigo foi o que nasceu e se desenvolveu dentro das duas grandes civilizações antigas, a da Grécia e a de Roma, causa e origem da nossa própria civilização. Mas este teatro não pertence só ao passado; a sua história interessa a toda a cultura ocidental, sobre a qual exerceu uma influência muito importante e, em certos momentos, determinante. O teatro antigo é um complexo fenómeno literário e humano. A sua vida estende-se por um período muito longo, pois a primeira tragédia que sabemos ter sido representada situa-se sob a tirania de Pisístrato, em Atenas, cerca de 534 a. C., e pode considerar-se que as últimas obras dramáticas por nós conhecidas são as trágédias de Séneca, escritas, sem dúvida, entre 45 e 60 depois de Cristo, mais ano menos ano. Por conseguinte, uma vida de cerca de seis séculos. Por outro lado, não devemos esquecer que este teatro se desenvolveu em duas sociedades muito diferentes - na Grécia sobretudo, em Atenas, e depois em Roma.

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    Resenhas (1)Ver mais
    jonasbrother16 picture
    jonasbrother1623/11/2023Resenhou um livro
    3 (Bom)

    O livro é útil. Tem diversas informações sobre a origem do teatro na Grécia e em Roma, tomando os dois maiores gêneros do teatro antigo -- a Tragédia e a Comédia -- como princípios organizativos da exposição. A leitura acaba por ser uma boa palestra documental sobre o teatro, mas no que diz respeito à interpretação, o autor me perdeu quando reduziu o significado do teatro de Ésquilo a simplesmente respostas e anseios ao que estava acontecendo politicamente na Grécia e em Atenas. Isso é algo que só mesmo um acadêmico poderia pensar. É absurdamente míope. Mas é algo recorrente que vejo no tratamento do pensamento, arte e cultura antigas. Como Jean Pierre Vernant, que quer ver nos Pré-Socráticos simplesmente comentaristas políticos, projetando as suas ideias políticas na natureza. Não é que não haja conexão entre as duas coisas, a questão é que a coisa está virada ao avesso. Não é o teatro de Ésquilo e a filosofia pré-socrática que moldam a metafísica e a natureza de acordo com a política vigente, mas é a política vigente que é moldada pela percepção de uma certa ordem natural e metafísica no mundo. Essa visão pós-moderna de que o homem pode reorganizar o mundo inteiro à sua própria maneira ainda vai me matar de tédio. O livro vale pela pesquisa.

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    Pierre Grimal

    Pierre Grimal nasceu em Paris a 21 de Novembro de 1912. É um dos historiadores e latinistas franceses mais respeitados do século XX. Profundamente apaixonado pela Civilização Romana, Pierre Grimal foi uma das pessoas que mais se dedicou à promoção da herança cultural da Roma Antiga, tanto no seio de especialistas como no grande público. Foi professor de Civilização Romana nas Faculdades de Caen, de Bordéus e, durante trinta anos, na Sorbonne. Foi, também, membro fundador da Escola Francesa de Roma. Já reeditada por diversas vezes, o Dicionário da Mitologia Grega e Romana foi a obra que o catapultou para a ribalta. É hoje um marco e uma referência para todos os fascinados e estudiosos da Antiguidade Clássica. A sua carreira literária é, também, marcada por diversas obras e traduções de grandes clássicos latinos como Cícero, Séneca, Tácito, Platão, entre outros. Escreveu também biografias históricas romanceadas como Mémoires d’Agrippine ou Le Procès Néron, obras destinadas ao grande público. Morreu em Paris a 11 de Outubro de 1996.

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    Pierre Grimal