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    Macbeth -

    Manuel Bandeira

    Cosac & Naify
    2009
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-11: 8575038079_
    Português Brasileiro
    4.1
    11228 avaliações
    Leram20030Lendo491Querem8152Relendo24Abandonos301Resenhas863
    Favoritos24Desejados8152Avaliaram11228

    Esta edição promove o encontro de três grandes poetas: Bandeira, Shakespeare e Auden. Mestre da prosa e da poesia, Manuel Bandeira também foi um exímio tradutor, especialmente de peças de teatro, como O círculo de giz caucasiano de Brecht e Maria Stuart de Schiller. Neste lançamento da coleção Dramática, Bandeira fez uma primorosa tradução daquela que é, em suas próprias palavras, "a mais sinistra e sanguinária tragédia do autor". O casal de vilões Macbeth e Lady Macbeth, que sujam as mãos de sangue para chegar ao trono da Escócia, foi encarnado pelos maiores atores do cinema e teatro do século XX: Sarah Bernhardt, John Gielgud, Lawrence Olivier, Jean Vilar, Paulo Autran e Tônia Carrero, entre muitos outros reunidos na seleção iconográfica. A montagem de Antunes Filho (Trono de sangue, 1992) aparece na capa e no ensaio fotográfico de Emidio Luisi que ilustra livro, marcando, ao lado da tradução de Bandeira, a forte presença de Shakespeare entre os melhores artistas brasileiros.

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    Resenhas (863)Ver mais
    Pedro Henrique De Oliveira picture
    Pedro Henrique De Oliveira04/12/2021Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Resenha de "Macbeth"

    Após uma vitória gloriosa contra os exércitos da Noruega e da Irlanda, Macbeth, honrado barão de Glamis, recebe, por meio de três feiticeiras, a profecia de que se tornará o rei da Escócia. Infelizmente, a promessa acaba por desenvolver uma ambição assassina no barão e revelar os piores lados de sua personalidade. A partir disso, tem-se o início de uma rede de traições e assassinatos em busca do poder e de sua sustentação. Escrita por volta de 1603, “Macbeth” é considerada uma das melhores obras do dramaturgo inglês William Shakespeare. De início, por meio da escrita poética e reflexiva de Shakespeare, a obra começa com uma ótima apresentação de Macbeth e sua honra perante os nobres de seu reino. Nesse contexto, com a dignidade do protagonista bem estabelecida, toda a decadência mental e ética do personagem durante a história acaba por ser impactante e inesperada, de maneira a imergir o leitor na trama e torná-lo curioso sobre seus futuros acontecimentos. Tais elementos, por fim, são apenas realçados pela peculiar violência demonstrada durante toda a obra, repleta de um tom vingativo e ambicioso, o qual gera a tensão narrativa e todo aspecto de guerra iminente. Em outro momento, deve-se pontuar sobre outros personagens, como Lady Macbeth e Banquo. Enquanto a primeira, esposa do protagonista, demonstra uma malícia dissimulada, Banquo, companheiro de batalha de Macbeth, apresenta-se como o grande contraponto moral do casal principal. Nesse sentido, há o aspecto de uma batalha não apenas externa, entre os diversos nobres, mas, igualmente, interna, entre as ambições de cada um e sua determinação de conquistar o desejado, não importando a forma. Dessa forma, a trama acaba por ter, como foco, a descaracterização moral de Mcbeth e o rio de consequências advindos desse fato. “Macbeth” é uma obra interessante, a qual demonstra muito bem a decadência de um grande homem perante a ambição maliciosa por poder e o peso de ter que lidar com as consequências de seus próprios atos. Nota: 8.75

    116 curtidas

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    Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho profile picture

    Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho

    Foi um poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro. Possuía um estilo simples e direto, foi o mais lírico dos poetas. Abordava temáticas cotidianas e universais, às vezes com uma abordagem de "poema-piada", lidando com formas e inspiração que a tradição acadêmica considera vulgares. Mesmo assim se valeu de formas colhidas nas tradições clássicas e medievais. Em sua obra de estreia (e de curtíssima tiragem) estão composições poéticas rígidas, sonetos em rimas ricas e métrica perfeita, na mesma linha onde, em seus textos posteriores, encontramos composições como o rondó e trovas.

    109 Livros
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    Pernambuco, Brasil

    Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho