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    O Professor (Clube de Leitores Pedrazul #1) -

    Charlotte Brontë

    Pedrazul
    2019
    255 páginas
    8h 30m
    ISBN-13: 9788566549744
    Português Brasileiro
    4.1
    262 avaliações
    Leram310Lendo23Querem579Relendo0Abandonos2Resenhas46
    Favoritos24Desejados579Avaliaram262

    O primeiro romance escrito por Charlotte Brontë traz William Crimsworth, um órfão inglês, criado por frios tios aristocráticos que rejeita a vida de clérigo que eles queriam lhe impor para trabalhar na fábrica de seu irmão, em Yorkshire. Tratado de forma abominável em seu entendiante trabalho, William foge para a Bélgica e começa a lecionar em uma escola para meninos. Lá conhece Zoraide Reuter, a diretora de uma escola para meninas, bem como uma das professoras, Frances Henri. Publicado dois anos após a morte da autora, O Professor baseia-se nas próprias experiências profissionais e pessoais de Charlotte Brontë como professora de inglês num pensionato para meninas, em Bruxelas. Como em Jane Eyre e em Villette, O Professor é o relato íntimo, em primeira pessoa, de uma vida que traz os extremos do desespero e da alegria.

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    Nado Calegari picture
    Nado Calegari10/09/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Esse romance nos dá uma ideia dos primeiros passos de uma das maiores escritoras de romance de todos os tempos. A trama de O Professor conta a vida de William Crimsworth, que como o título do livro já diz, é um professor. Antes de iniciar sua carreira na docência ele tenta trabalhar como escriturário de seu irmão, Edward, mas essa não foi uma boa escolha. O temperamento duro e agressivo de seu irmão fez com que ele abandonasse o cargo pouco tempo depois e fosse tentar a vida em Bruxelas. Ao chegar na capital da Bélgica, ele começou a trabalhar como docente na escola para meninos de M. Pelet. Lá ele conhece Zoraide Reuter, uma encantadora diretora que o deixou encantado. William descobre que ela e seu patrão são noivos e tenta a todo custo se afastar desse sentimento que toma conta dos seus dias. Mesmo com esse compromisso com M. Pelet, Zoraide não aceita esse afastamento de William e vai persegui-lo a todo custo, inclusive o impedirá de encontrar o amor em outros braços. As novas possibilidades na vida desse professor não vão deixar esse trabalho fácil para a persuasiva diretora. O interessante dessa obra é que a autora narra o livro a partir de uma visão masculina bem convincente. Outro ponto de destaque no livro é que ela se baseou em suas próprias experiências pessoais como estudante e como professora para contar essa história.  A diferença em outras obras dela, como Jane Eyre, é que o protagonista tem liberdade de ação e é o “dono” de sua própria vida, diferente da realidade das mulheres no século XIX. Particularmente eu gostei da história e fiquei encantado pelo professor William. A forma de ele agir diante de algumas situações são dignas de admiração. Ele tem a característica daquelas pessoas que deixam o outro encantado apenas com sua forma de ser e agir, sem a necessidade de forçar nenhuma ação.

    54 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 262
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas23%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
    Charlotte Brontë profile picture

    Charlotte Brontë

    Charlotte Brontë foi uma das grandes romancistas da Inglaterra do século 19, a mais velha das três irmãs Brontë, cujos romances são marcos na história da literatura mundial. Nasceu em 1816, sendo a terceira filha do reverendo Patrick Brontë e de sua esposa, Maria Branwell. Seu irmão, Patrick Branwell, nasceu em 1817 e suas irmãs, Emily e Anne, em 1818 e 1820, respectivamente. Em 1820, seu pai foi nomeado como pároco de Haworth, próximo a Yorkshire, para a família se mudou; em 1821, Maria Branwell morre e deixa a criação de seus filhos sob os cuidados de sua irmã, Elizabeth Branwell. As pobres condições de vida enfrentadas pelas crianças Brontë as levaram a uma série de problemas de saúde, iniciando com a morte das duas irmãs mais velhas da família, em 1825, após terem ingressado no Clergy Daughters School. Foi este colégio que inspiraria, mais tarde, Charlotte na descrição do sinistro colégio Lowood que aparece em seu romance “Jane Eyre”. Seu ingresso na literatura iniciou-se com pequenos contos de inspiração byroniana escritos em conjuntos com seus irmãos: com Patrick, criou o reino imaginário de Angria, ao mesmo tempo que Emily e Anne criavam o reino de Gondal. Em 1842, Charlotte e Emily ingressaram em internado em Bruxelas, mas a morte de sua tia a obrigaram retornar à Inglaterra. Emily passou a cuidar da administração da casa dos Brontë e Anne tornou-se preceptora de uma família nas cercanias de York, para a mesma família na qual Patrick Branwell servia como professor particular. As experiências que Charlotte vivenciou em Bruxelas serviram para inspirá-la nas características da personagem Lucy Snow, protagonista de seu romance “Villete”, de 1853. No mesmo ano, seu irmão Patrick envolveu-se com a mulher de seu patrão e a partir deste ano passa a recorrer ao ópio e à bebida. Foi Charlotte quem incentivou as irmãs a escreverem e a publicarem seus romances, a partir de 1847, valendo-se de pseudônimos ambíguos: Charlotte publicou “Jane Eyre”, sob a alcunha de Currer Bell; Emily, publicou “O Morro dos Ventos Uivantes”, sob o nome de Ellis Bell, obtendo sucesso imediato; “Agnes Grey”, foi publicado por Anne, sob o nome de Acton Bell. Emily morreria de tuberculose, em 1848 e Anne, em 1849, um ano após publicar “A Moradora de Wildfell Hall”. Charlotte se casaria em 1854 com o assistente de seu pai, Arthur Bell Nicholls, que fora o seu quarto pretendente. Em 31 de março de 1855, grávida de seu único filho, caiu enferma e morreria de tuberculose como suas irmãs. A importância de Charlotte Brontë é significativa em um momento em que as relações sociais e econômicas da sociedade se transformavam: em uma época onde as mulheres eram consideradas apenas como um mero adorno social, Charlotte Brontë bravamente enfrentou os obstáculos da sociedade através de sua obra. Seus romances falam sobre a opressão da mulher, o que a caracterizam como uma das primeiras mulheres modernas; entretanto, classificá-la apenas como feminista seria uma má-representação de sua verdadeira condição e importância. Diferentemente das escritoras Mary Wollstonecraft e George Sand, que surgem como as primeiras defensoras da nova condição da mulher, Charlotte vale-se exclusivamente de suas obras para imprimir uma nova visão do papel da mulher. Nesse ponto, Charlotte Brontë é uma das grandes opositoras da obra de Jane Austen, por considerar que as personagens austeanas se conformavam com o papel da mulher submissa dos primeiros anos do século 19. Nesse ponto, as personagens elaboradas por Charlotte são diametralmente opostas às criadas por Jane Austen. Sua vida foi registrada através da biografia publicada por sua amiga, a escritora Elizabeth Gleghorn Gaskell. Sua produção literária, apesar de modesta, é significativa: sua primeira obra, “The Green Dwarf, A Tale of the Perfect Tense”, foi escrita em 1833; seguiu uma produção juvenília até a publicação de seu primeiro romance, “Jane Eyre”, em 1847; “Shirley” foi escrita em 1849; “Villette”, em 1853; “O Professor”, apesar de ter sido seu primeiro romance, antes mesmo de “Jane Eyre” somente foi publicado postumamente, em 1857; deixou ainda inacabado “Emma”, publicado em 1860.

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    Yorkshire, Inglaterra

    Charlotte Brontë