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    Encaixotando minha biblioteca - Uma elegia e dez digressões

    Alberto Manguel

    Companhia das Letras
    2021
    184 páginas
    6h 8m
    ISBN-13: 9786559210886
    Português Brasileiro
    4.2
    882 avaliações
    Leram1076Lendo66Querem828Relendo3Abandonos19Resenhas160
    Favoritos99Desejados828Avaliaram882

    Grande declaração de amor aos livros e à leitura, Encaixotando minha biblioteca fala sobre a importância dos livros em nossa vida e como são fundamentais para o desenvolvimento da sociedade. No verão de 2015, Alberto Manguel se preparou para mais uma mudança: ele sairia de sua casa medieval no Loire, na França, e passaria a morar em um apartamento em Nova York. Sua biblioteca pessoal, com cerca de 35 mil volumes, teria que ser guardada. Nesse momento, o escritor começa a relembrar sua relação com os livros e as bibliotecas (públicas e privadas) que já passaram por sua vida, apresentando aos leitores uma elegia apaixonada. As reflexões de Manguel variam amplamente, desde as adoráveis idiossincrasias dos bibliófilos a análises mais profundas de eventos históricos, como o incêndio da antiga Biblioteca de Alexandria. Com perspicácia e carinho, o autor ressalta a importância dos livros e seu papel único para uma sociedade democrática e engajada.

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    Gi S B picture
    Gi S B20/03/2023Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Manguel e sua biblioteca itinerante

    Encaixotar é fácil. Difícil é o contrário. O livro não tem um fio condutor, uma linearidade, um começo, meio e fim. Ele parte da premissa de que a biblioteca do autor estar sendo empacotada para viagem, afinal ele mudaria de uma casa numa cidade no interior da França para um apartamento em Nova York. E nessa mudança iriam junto cerca de 35 mil livros. Ele discorre sobre temas diversos sobre sua relação com os livros, sobre ler, sobre escrever, sobre bibliotecas, sobre vida particular dele, sobre suas idiossincrasias relacionadas aos livros e leituras. O livro todo é um compêndio de citações e situações sobre literatura e uma mini autobiografia. Conta também sua relação com o escritor, também argentino, Jorge Luis Borges, e sobre sua nova carreira enquanto diretor da biblioteca Nacional da Argentina, em Buenos Aires. O autor dá até uma rápida lição de história da capital do país. O livro é cativante, instigador, idiossincratico, mas disperso. Tive vários desapegos à leitura do mesmo em diversos momentos. Senti falta de uma história com conexão, senti falta de que cada história tivesse um começo, meio e fim. Pareceu-me uma colcha de retalhos de memórias afetivas do autor, tendo como pano de fundo, os seus livros e sua cultura adquirida com os mesmos. Ficou com cara de relatos múltiplos, tal qual contos, mas lembrou em certos momentos de que fossem talvez ensaios, talvez até dissertações sobre tematicas correlatas ao tema livros, ou até mesmo pequenos devaneios do autor relacionados aos temas de cada comentário seu, que chamou de digressões, que para mim serviu enquanto divisão de leitura, enquanto capítulos. O livro tem a sua empatia, mas não me fez apegar emocionalmente (apesar da tentativa do autor de causar tal efeito no leitor), nem mesmo racionalmente, pois como disse antes o livro careceu de trajetória linear, pois parecia que cada pensamento do autor era contado e escrito de forma aleatória. Tive uma reação de amor e ódio com essa leitura, ou para não ser ter dramático, tive vários desapegos momentâneos com a leitura. Mas houve prazer em certos trechos. Não houve enfado perene. Recomendo? Sim. Mas com ressalvas. Leia descompromissado de chegar ao final e, se achar chato algum trecho ou outro, pule, seja aleatório tal qual o autor.

    40 curtidas

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    Alberto Manguel

    Nasceu em 1948, em Buenos Aires, e é hoje cidadão canadense. Passou a sua infância em Israel, devido ao seu pai ser embaixador argentino nesse país. Completou os estudos no Colégio Nacional de Buenos Aires, nunca chegando a frequentar qualquer curso universitário. Em 1968 transferiu-se para a Europa e, à excepção de um ano em que esteve de volta a Buenos Aires, onde trabalhou como jornalista para o periódico La Nación, viveu na Espanha, França, Inglaterra e Itália. Enquanto esteve na Europa ganhou a vida como leitor para várias editoras como a Gallimard, Denöel, Les Lettres Nouvelles, em Paris, Calder & Boyars em Londres e exerceu o cargo de editor estrangeiro na Editora Franco Maria Ricci em Milão. Autor de livros de ficção e não ficção, também contribui regularmente para jornais e revistas do mundo inteiro. Atualmente vive em Buenos Aires, onde é diretor da Biblioteca Nacional.

    35 Livros
    91 Seguidores
    Buenos Aires, Argentina

    Alberto Manguel