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    Leão, O Africano -

    Amin Maalouf

    Quetzal / Bertrand
    2010
    416 páginas
    13h 52m
    ISBN-13: 9789725648407
    Português Brasileiro
    4
    13 avaliações
    Leram24Lendo3Querem51Relendo0Abandonos4Resenhas1
    Favoritos1Desejados51Avaliaram13

    A autobiografia imaginada de uma apaixonante figura histórica: o geógrafo Hasan as-Wazzan, que ficou conhecido como Jean-Léon de Médicis, ou Leão, o Africano. Em 1518, no regrasso de uma peregrinação a Meca, o embaixador magrebino é capturado por piratas sicilianos que o oferecem de presente a Leão X, o grande papa da Renascença. A sua vida, feita de aventuras, paixões e perigos, é marcada pelos grandes acontecimentos do seu tempo: durante a Reconquista, encontrava-se em Granada, de onde teve de fugir à Inquisição, acompanhado pela família; esava no Egipto aquando da sua tomada pelo Otomanos; na África negra, durante o apogeu de Askia Mohamed Touré; e em Roma no período áureo do Renascimento e no momento do saque da cidade pelo soldados de Carlos V. Figura do Oriente e do Ocidente, homem de África e da Europa, Leão, o Africano viveu em pleno o fascinante século XVI.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Leila Cardoso picture
    Leila Cardoso19/09/2025Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Leão, o Africano, é daqueles livros que pedem entrega do leitor. Amin Maalouf parte de uma figura real — Hassan al-Wazzan, diplomata e viajante do século XVI — e cria uma narrativa em primeira pessoa, como se o próprio personagem escrevesse suas memórias. Acompanhamos, então, um homem arrancado da Granada muçulmana, exilado em Fez, e que, ao longo da vida, percorre diferentes culturas até chegar a Roma, onde ganha o nome que ficou para a história: Leão, o Africano. A estrutura do romance é curiosa já de início: Maalouf não começa direto pelo protagonista, mas pela geração anterior, mostrando de onde ele veio. Esse recurso deixa clara a marca principal do livro: uma história feita de cruzamentos, fronteiras e identidades em trânsito. E, mesmo sendo uma obra histórica, o autor não deixa de recheá-la com cores ficcionais que a tornam quase fantásticas em alguns momentos. O que me chamou atenção, e confesso, gostei bastante, foram as personagens femininas. Ao contrário do que se poderia esperar em um relato histórico (daquela época), as mulheres não aparecem como pano de fundo, mas como figuras fortes, diferentes entre si, que impactam diretamente a trajetória do protagonista. Esse destaque foi uma das surpresas mais legais da leitura pra mim. Claro que, em vários momentos, também cheguei a pensei: “será que alguém viveu mesmo tudo isso?”. E é aí que está a fronteira delicada do livro: Maalouf costura o que se sabe do Hassan real com muitas camadas de romance. O resultado não é uma biografia no sentido estrito, mas também não é pura ficção. É esse lugar híbrido — entre o documento e a invenção — que torna o livro tão interessante. Gostei mais de Leão, o Africano do que de Samarcanda, outra obra do autor que li antes. Aqui, senti mais vida, mais humanidade e também um mergulho mais generoso na história. E preciso deixar registrado: essa leitura foi especial porque foi feita em conjunto com uma amiga muito querida, Cristina Melchior - Relivrando. Ela me ajudou a contextualizar tanto o pano de fundo histórico quanto os aspectos religiosos da narrativa. Confesso que, sozinha, não teria aproveitado tanto a leitura — ainda mais nesses tempos em que minha mente anda tão aérea. Nossas leituras compartilhadas sempre dão certo., mas nesse caso em especial, ela foi a leitora atenta e também uma mestre. Enfim, prepare-se para viajar junto: Hassan/Leão parece ter vivido dez vidas em uma só, e Maalouf nos dá a chance de acompanhar cada uma delas com intensidade.

    5 curtidas

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    4 / 13
    • 5 estrelas31%
    • 4 estrelas31%
    • 3 estrelas31%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas0%
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    أمين معلوف

    Amin Maalouf (25 de fevereiro de 1949, perto de Beirute) é um escritor libanês. Foi chefe de redacção do Jeune Afrique e mais tarde editorialista do mesmo. Durante 12 anos foi repórter, tendo realizado missões em mais de 60 países. Recebeu os seguintes prémios: Prix des Maisons de la Press pela obra “As cruzadas vistas pelos Árabes”; Prémio Goncourt 1993 pela obra “O rochedo de Tanios”; Prémio Príncipe das Astúrias na categoria letras em 2010.

    27 Livros
    20 Seguidores

    أمين معلوف