A escriba -

    Antonio Garrido

    Suma de Letras
    2009
    464 páginas
    15h 28m
    ISBN-13: 9788560280414
    Português Brasileiro

    A história de passa na Germânia, em 799, quando Carlos Magno está prestes a ser coroado pelo papa Leão III o monarca do novo Império Romano do Ocidente. O papa o vê como uma esperança para o cristianismo de fazer frente aos povos bárbaros. O futuro rei confia então ao escriba bizantino Górgias a tradução de um documento de vital importância para suas pretensões, com a condição de que o trabalho seja conduzido com sigilo absoluto. Mas tudo muda com o desaparecimento de Górgias. Esse acontecimento traz ao centro da história a escriba que dá título ao livro. Ela é Theresa, filha e aprendiz de Górgias. Na trama, Theresa é vítima de uma falsa acusação, segundo a qual teria sido culpada por um grande incêndio. Fugitiva, esconde-se na cidade vizinha e lá conhece o frei bretão Alcuíno de York, que se dedica a investigar a praga que devasta as redondezas. Com a missão de salvar o pai e protegida pela suposição de que teria morrido no incêndio, ela e Alcuíno deverão combater uma conspiração em que podem estar em jogo os próprios rumos do cristianismo. Theresa precisará voltar e, com a ajuda de seu novo mentor, assumir seu lugar no combate a uma conspiração da qual pode depender o futuro da cristandade. A Escriba é, ao mesmo tempo, uma saga histórica e um thriller apaixonante, que vai seduzir os fãs de romances como O Nome da Rosa. Fonte: http://www.objetiva.com.br

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    Luciana Viter30/05/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Encontrei o livro em um sebo, boa parte das folhas coladas umas às outras, em decorrência de algum tipo de umidade. Mas as primeiras páginas do livro me atraíram com a citação de um trecho impactante e enigmático que coloca o leitor imediatamente diante do conflito central e curioso sobre mais detalhes do curso que a ação vai ter ao se desenrolar. O primeiro capítulo apresenta a descrição de uma tempestade que se abate sobre o cenário inicial do enredo, modificando o curso da vida de toda a comunidade pela fome e pelas muitas mortes que se seguem, e a vida dos protagonistas não se excluem deste contexto. Esta tempestade parece representar também o impacto das transformações que as vidas dos personagens principais sofrerão doravante. Os detalhes e as descrições visuais, sem serem excessivos, assim como o uso da sinestesia, dão vida à trama e transmitem realismo por não pouparem um olhar acurado e crítico sobre tudo o que cerca as personagens. Os detalhes históricos situam a ação sem se tornarem didáticos, exceto em alguns trechos em que o autor discorre sobre as técnicas de escrita da época. Ainda como crítica, alguns poucos detalhes ficam um pouco forçados e inverossímeis, aparentemente para poderem servir à trama. O vilão Korne também poderia ser um pouco mais humanizado, ainda que sem abrir mão das características básicas do personagem, mas de modo geral o desenho dos personagens é bastante eficiente. O impacto da entrada do Conde Wilfred no enredo, por exemplo, é muito interessante. O autor cria tramas subjacentes e gradua as curvas dramáticas de modo a continuar prendendo a atenção do leitor no decorrer das páginas, só reduzindo o ritmo na segunda porção do livro, que se organiza em seis partes, cada uma com o nome de um mês do ano em que ocorre a história. A despeito da baixa plausibilidade de algumas coincidências e detalhes, a visão a partir do ponto de vista da protagonista suaviza a inverossimilhança, e o resultado geral do livro é bastante positivo, mas confesso que as primeiras páginas me fizeram esperar por mais. Fonte: http://lucianaviter.com.br

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