Dormir em Um Mar de Estrelas

Dormir em Um Mar de Estrelas Christopher Paolini




Resenhas - Dormir em Um Mar de Estrelas


29 encontrados | exibindo 1 a 16
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Daniel Felipe 02/05/2021

Looooooongo demais
Longo, looooooongo demais.
Foi um suplício terminar de ler esse livro. Não acabava nunca.
800 páginas que podiam ser 400.
A história é até legal, mas pelamor, não tinha um editor aí pra cortar 3/5 do livro não?
Divaldo 14/05/2021minha estante
Vale a pena ou o livro é muito cansativo?


Daniel Felipe 18/05/2021minha estante
Divaldo, não é que seja ruim, mas é muito longo sem necessidade. Achei cansativo.
Tem muito sci-fi melhor por ai.


Ana Vidal 06/07/2021minha estante
há semanas q estou lendo e estou achando um porre de livro. pra quem escreveu o Ciclo da Herança e levou uma década pra lançar outro, ele podia ter feito algo menos complexo pq o livro é extremamente difícil de ler.


Renata 17/07/2021minha estante
Tenho tido essa impressão com muitos livros - que poderia ter a metade das páginas. Será que isso é puramente comercial, para poder cobrar mais nos livros?


Balzary 16/09/2021minha estante
Foi triste mas abandonei o livro porém queria saber mais o que aconteceu kkkk




Luiza Helena (@balaiodebabados) 24/05/2021

Originalmente postada em https://www.balaiodebabados.com.br/
Dormir em um Mar de Estrelas foi um livro que muito me chamou atenção por essa capa maravilhosa e me intimidou pelo número de páginas. No final de tudo, foi uma ótima jornada e espero conferir bem mais trabalhos do autor nesse novo universo.

Nos agradecimentos, Paolini comentou que levou NOVE FUCKING ANOS para finalizar esse livro. Lendo todo seu processo de criação de alguns elementos científicos na história, foi uma baita pesquisa matemática e física e ele não fez feio. Tudo é muito bem explicado, nos mínimos detalhes. Inclusive suas narrações são bem precisas e bem descritivas, mas não de forma cansativa. As várias cenas de ação você consegue se sentir imerso no local de tão bem escritas que são.

Alguns aspectos da história são familiares aos fãs de ficção científica, como a questão do primeiro contato com espécies alienígenas, guerras e batalhas interplanetárias, aliança entre planetas, militarismo intergalático e etc. Para uma pessoa fã de Star Trek, como eu, adorei essas semelhanças pois me lembrou bastante as histórias já apresentadas tanto nos filmes quanto nas séries dessa franquia.

A narração é feita em terceira pessoa, focada em Kira Navárez. A xenobióloga é de fácil carisma e logo nas primeiras páginas já te conquista. Durante uma missão que era pra ser uma coisa simples, ela se depara com um ser adormecido. Da forma mais difícil e dolorosa, Kira descobre que esse ser é simbiótico e agora tem que aprender a lidar com essa criatura tomando conta de todo seu corpo. E como desgraça pouca é bobagem, a aparição desse xeno (que é como Kira se refere) dá início a uma guerra entre a espécie humana e uma nova espécie alienígena nunca datada.

Kira é uma ótima protagonista. Às vezes, as narrações em terceira pessoa tão um toque bem impessoal, mas aqui você consegue ver o quão palpável são seus sentimentos, principalmente a angústia, medo, arrependimento... No início, sua relação com o xeno é bem conturbada e ao longo do livro vemos a relação entre os dois se desenvolver. O que começa com uma aversão mútua vai se transformar em companheirismo.

Os personagens secundários também são espetaculares e bem trabalhados. Aqui destaco a equipe do capitão Falconi da nave Wallfish, que são importantes nessa fase da vida de Kira, fornecendo um senso de equipe e a amizade que ela necessitava, principalmente nos momentos de dúvidas e indecisões.

As 800 páginas do livro pode assustar, mas eu achei que todas foram muito bem trabalhadas. Há de se pensar que em algum momento o autor iria encher linguiça, mas não. Cada página é utilizada para uma informação/desenvolvimento importante na história. O livro é dividido em seis partes e seus capítulos em subcapítulos; inclusive gostei dessa subdivisão pois você não fica cansado e pode parar no "meio" do capítulo sem muita neura.

Como falei no começo, Dormir em um Mar de Estrelas é uma baita jornada. Ao final do livro eu fiquei com um sentimento misto de felicidade e tristeza, mas foi um final que se encaixa muito bem nessa jornada de Kira. O livro também conta com um apêndice, contendo glossário e cronologia, além de outras informações bem legais.

Essa é a primeira história no tal FractaIverse que ele criou e eu não vejo a hora de conferir as próximas. Pelo que entendi, todas serão independentes, então não priemos cânico. Segundo ele, provavelmente o próximo livro não vai demorar nove anos para ser escrito e assim espero.

site: https://www.balaiodebabados.com.br/2021/05/resenha-679-dormir-em-um-mar-de-estrelas.html
Val 24/05/2021minha estante
Eu tinha gostado da sinopse desse livro, mas tava com receio de adicionar na minha TBR por causa da quantidade de páginas. Mas a sua resenha me deu tanta vontade de ler o livro que o medo de camalhaço passou


Luiza Helena (@balaiodebabados) 24/05/2021minha estante
kkkkkk eu também tive medo do calhamaço, mas vale a pena


daniel.queirozt 28/05/2021minha estante
Excelente resenha. Fiquei com vontade de ler. Então ele fecha a história nesse livro? Posso ler sem precisar de um segundo? Muito obrigado ?


Luiza Helena (@balaiodebabados) 29/05/2021minha estante
Pelo que entendi, ele pretende escrever outras histórias independentes nesse universo sci-fi, mas a desse livro começa e termina nele mesmo.


Ana Vidal 06/07/2021minha estante
há semanas q estou lendo e estou achando um porre de livro. pra quem escreveu o Ciclo da Herança e levou uma década pra lançar outro, ele podia ter feito algo menos complexo pq o livro é extremamente difícil de ler.




Bruno 08/05/2022

Primeiro livro de ficção que eu li
Sinceramente o livro é muito legal, a escrita do autor é fluida, é um calhamaço, para os fãs de ficção científica é um prato cheio, as explicações e o apêndice de quase 50 pags não deixa a desejar, livro muito legal.
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Gramatura Alta 12/05/2021

http://gramaturaalta.com.br/2021/05/12/dormir-em-um-mar-de-estrelas/
o ano de 2257, Kira é uma xenobióloga que seguiu seu sonho e foi atrás de descobrir novos mundos, tornando-se uma exploradora de planetas não colonizados. Durante uma missão de pesquisa de rotina, Kira encontra uma relíquia alienígena. A princípio, ela fica maravilhada com a descoberta, mas logo esse sentimento se transforma em terror. Depois de cair em uma câmara no meio de um planeta desconhecido, a poeira ao seu redor começa a se mexer. Em poucos segundos, a poeira cobre todo o seu corpo, com exceção do rosto, e revela ser na verdade um ser alienígena simbiótico, com a capacidade de tomar a forma que precisar para se defender e atacar.


O custo para essa descoberta acidental é alto. Além da tripulação da nave de Kira morrer, inicia-se uma guerra espacial entre os humanos e duas outras raças desconhecidas, que, aparentemente, desejam a posse do ser ligado ao corpo de Kira.

Conforme o ser se adapta ao corpo de Kira, é formado um elo mental que permite que se comuniquem. O nome mais próximo ao nome original do simbionte é Lâmina Macia, o que condiz com sua capacidade de criar espetos mortais, além de lâminas compridas que podem cortar uma pessoa ao meio. Ele protege Kira de qualquer ataque, além de acelerar a cura de qualquer ferimento que Kira venha a sofrer.

Algo assim, desejado por diferentes espécies a ponto de se iniciar uma guerra, precisa ser compreendido. Mais do que isso, é necessário descobrir quem criou Lâmina Macia e com qual objetivo. É atrás dessas e outras respostas, que Kira começa uma jornada pelo universo ao mesmo tempo em que tenta se manter a salvo da guerra que eclodiu.

DORMIR EM UM MAR DE ESTRELAS é uma ficção-científica pura, raiz, que se preocupa em explicar cientificamente, dentro dos limites do nosso conhecimento, como tudo o que acontece na história poderia ser possível. Todos os seres alienígenas, todas as naves, todos os planetas, até mesmo a força de navegação, que permite viagens entre sistemas solares, possui uma explicação. Nada é apenas por ser, e essa é a principal diferença entre uma ficção-científica e uma fantasia.

Quem conhece a escrita de Christopher Paolini, da série de livros de fantasia de ERAGON, irá reconhecer todo o estilo do autor para os detalhes, para os diálogos sem pressa, para as descrições tão próximas da realidade, que convencem o leitor de que todos os lugares pelos quais os personagens passam, podem existir. Paolini não se preocupa com quantidade de páginas, é nítida a intenção dele em construir algo crível, algo que seja quase palpável.

Eu não sei se poderia dizer que Paolini é prolixo em DORMIR EM UM MAR DE ESTRELAS. São mais de 800 páginas, então, sim, seria fácil cortar várias coisas para tornar o livro mais rápido de ser lido. Entretanto, a experiência não seria a mesma, não seria tão completa e imersiva. Eu senti que Paolini não conta apenas uma história, ele se diverte contando uma história. E isso é perceptível nos vários trechos mais parados entre os trechos com mais ação, como se fossem as fases de um jogo, que começa mais lento até atingir a ação, e depois volta a ficar lento, à espera do próximo chefão. É nessas partes mais lentas que Kira interage com diversos personagens, de diferentes culturas, diferentes mundos, e os diálogos são todos tão elaborados, tão cheios de informação, que são deliciosos de acompanhar.

Não para por aí: Paolini apresenta mapas galácticos, glossários, diagramas que demonstram como seria possível viajar entre mundos. Claro que, hoje, isso ainda é impossível, mas durante a leitura, eu realmente acreditei na possibilidade, e isso é algo que eleva a experiência da leitura desse livro a um patamar mais alto.

Kira não é apenas a personagem principal, ela e Lâmina Macia são o centro de todo o conceito de DORMIR EM UM MAR DE ESTRELAS. Os dois evoluem, criam confiança, crescem como personagens, e sentimos todo o pesar daquilo que perdem pelo caminho, não apenas materialmente, mas todos as relações emotivas destruídas pela guerra e pela fuga para se manterem vivos.

DORMIR EM UM MAR DE ESTRELAS é um evento que contém o melhor do gênero ficção-científica. É uma leitura para ser feita com calma, sem pressa, para possibilitar a apreciação da complexidade dos detalhes e da vida que o autor cria no seu universo. Quando for ler, não pule nada, navegue pelos adendos, observe todos os mapas, se perca no meio de uma galáxia infinita de vida e de aventuras.

site: http://gramaturaalta.com.br/2021/05/12/dormir-em-um-mar-de-estrelas/
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Divaldo 15/07/2021

Épico
"A dor é você mesma quem faz, Kira. Só dói o quanto permitimos."

A ação começa numa lua chamada Adrasteia, de onde estão prestes a partir os investigadores que, ao serviço de uma empresa, passaram meses a estudar o potencial desse mundo para ser colonizado. Os dados são animadores, até que um incidente leva a protagonista da história, a xenobióloga Kira Navárez, a descobrir uma estrutura alienígena, a segunda prova alguma vez encontrada da existência de vida inteligente não humana. Porém, o seu entusiasmo depressa é substituído por terror, quando um pó negro começa a mover-se pelo seu corpo.

Em consequência deste evento, “a crueldade aleatória do universo” altera todos os planos de Kira para o futuro. A entidade que se infiltra no seu corpo começa por ser sentida como “uma presença horrível, sufocante, estranguladora”, mas as fronteiras entre hóspede e hospedeira cedo se esbatem, dando lugar à partilha de memórias e sonhos, através dos quais Kira acede a vislumbres de “planetas estranhos com céus estranhos” e “medos sem nome, ancestrais e alienígenas”.
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Vitor Dilly 02/06/2021

Varunastra nos tempos modernos
Épico sci-fi que gira em torno da descoberta de um bio-traje alienígena na lua de um planeta gasoso.

O conceito de bio-traje não é algo novo na ficção. Podemos vê-lo aplicado na série de animação japonesa Guyver (e em suas adaptações para filmes americanos) e no personagem da Marvel, Venom.

De acordo com as escrituras indianas, na mitologia hindu, o Varunastra é uma arma de água iniciada por Varuna, deus da hidrosfera. Nas histórias, diz-se que assume qualquer forma de arma, pois é moldável como a água... Exatamente o mesmo conceito da bio-arma de Dormir em Um Mar de Estrelas.

A inovação aqui é a utilização da bio-arma simbiótica no espaço. O que garante uma boa quantidade de chutação-de-bundas tentaculares, de seres vis que fariam Cthulhu, Tiamat, Kraken e Leviatã empalidecerem.
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@leiturasdabreh 17/07/2021

Somos poeira das estrelas
A história em si me pegou de uma forma muito boa e forte.

Posso dizer que o início é muito muito bom. Você chega na metade e se pergunta o que mais pode acontecer, por já ter acontecido tanta coisa.

Tive uma dificuldade com imaginar as cenas, pois acho que o autor não descreveu muito bem o ambiente, mas é um livro cheio de diálogos que deixa bem fluido.

Amei todos os personagens, me apeguei e torci muito pelo sucesso deles.

Não gostei muito do final e fica a dúvida de uma possível continuação.

Mas posso dizer que a jornada é tão boa que vale a pena cada página.
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Jânio 10/06/2021

Parece um filme
O livro é bem grande mesmo, beirando as 800 páginas. Falando da minha experiência pessoal achei que foi uma leitura muito leve de se fazer, é como se eu tivesse vendo um filme pois a narrativa é bem fluída apesar do tamanho. Christopher soube apresentar as ?regras? desse mundo de ficção científica mostrando aos poucos como as coisas funcionam e familiarizando o leitor com o gênero até pra quem não tem o costume de ler esse tipo de livro como eu (geralmente assisto mas leitura acho que foi a primeira que fiz. A história teve um bom início, meio e fim, gostei muito!
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Priih | Blog Infinitas Vidas 26/09/2021

Um épico de ficção científica que tem tudo pra agradar fãs do gênero
O ano é 2257 e a humanidade expandiu suas fronteiras para além da Terra. No espaço, há diversas colônias e profissionais especialistas em fazer missões em novos planetas para verificar a viabilidade de a humanidade se instalar ali ou somente minerar materiais necessários. Uma dessas profissionais é Kira Navárez, uma experiente xenobióloga apaixonada pelo que faz e por descobrir novos mundos e formas de vida. Entretanto, em uma missão de rotina, ela entra em contato com um artefato alienígena: uma espécie de traje simbiótico que se liga ao seu corpo e tem atitude própria, o que infelizmente leva à morte de toda a equipe de Kira (incluindo Alan, seu noivo). A partir desse momento, Kira é levada para uma nave do CMU (Comando Militar Unido, responsável pela segurança de todos os planetas da Liga dos Mundos Aliados) para ser examinada e seu corpo é exposto a vários níveis de stress e testes invasivos. Vocês acham que desgraça pouca é bobagem? Essa nave é atacada por outros alienígenas, que também estão em busca do traje. Kira, porém, consegue explodir a nave e escapar em uma pequena nave de fuga, sendo resgatada por aqueles que serão seus novos companheiros de viagem: a tripulação da Wallfish, liderada pelo capitão Falconi.

Isso é só o inicinho da história, e já deu pra sentir que Dormir em um Mar de Estrelas é tiro, porrada e bomba, né? Do instante em que entra em contato com o xeno, a coitada da Kira não tem um minuto de paz. Não somente ela perde autonomia sobre seu corpo, já que existe um novo ser perigoso em simbiose com ela, como também vira alvo de experimentos e desconfianças. Mas, com a tripulação da Wallfish, ela aos poucos vai encontrando seu lugar. Graças ao traje, Kira consegue ter visões de “vidas anteriores” que o xeno experimentou ao estar ligado a outros corpos – e um desses corpos é justamente a espécie alienígena que atacou a nave na qual Kira se encontrava. Por meio das lembranças do traje (que descobrimos se chamar Lâmina Macia), a protagonista vira uma peça-chave para evitar que a humanidade seja extinta e que tenha alguma chance em uma guerra interestelar iminente.

De início, vou dizer que achei o ritmo de Dormir em um Mar de Estrelas bem cansativo. Paolini descreve bastaaante, e demora pra que a ação aconteça (ainda que, quando aconteça, seja bem explosiva). Mas quando a Kira é resgatada pelo pessoal da Wallfish, o livro fica mais legal. Os membros da tripulação são muito carismáticos, cada um a sua maneira. [...] Já Kira é uma protagonista muito corajosa. Ela não é uma guerreira, mas uma cientista, e se vê em uma situação em que precisa lutar, se defender e proteger as pessoas com quem criou um novo vínculo. Tudo isso enquanto precisa superar o luto por (indiretamente) ter causado a morte de seus antigos companheiros e grande amor. Admiro muito as decisões difíceis que ela tomou, pois seria muito compreensível caso ela paralisasse pelo medo. E não me entendam mal: ela sente medo, e muito. Isso deixa seus sentimentos bem mais críveis e demonstra o tamanho de seu mérito.

[...] O autor foca em tornar tudo tão crível e realista do ponto de vista astrofísico e físico que, pra mim, tornou abstrato imaginar as cenas e lugares, o que atrapalhou minha imersão. Entre algo mega técnico/específico e fluidez narrativa, eu prefiro a fluidez. Algumas passagens que focavam muito em explicações físicas e tecnicidades das naves espaciais e dos processos eu só lia por cima, porque o autor focava nessas questões. E é nesse ponto que mora o maior problema que tive com o livro: a falta de objetividade tornou muito difícil pra mim mergulhar de cabeça na trama. Mesmo que a história estivesse em momentos legais, Paolini se arrastou demais pra mim, então levei mais de 3 meses pra concluir a leitura.

Dormir em um Mar de Estrelas é um épico de ficção científica que tem tudo pra conquistar os amantes desse estilo literário. Você vê a profundidade dos estudos do autor pra fazer uma história coerente e verossímil, e isso é um prato cheio pros amantes de boas histórias espaciais. A mitologia criada por ele é muito bacana e, apesar da história de Kira ter sido iniciada e encerrada aqui, o universo do autor tem muito a se expandir. Não dei 5 estrelas pra leitura porque acredito que um bom pedaço do livro poderia ser “cortado” em nome da agilidade narrativa, mas reconheço que isso é uma questão de gosto pessoal e que pode não interferir na experiência de vocês com essa leitura.

P.S.: vi vários comentários de pessoas que não curtiram o final, cujo gostinho é meio agridoce. Mas, pra mim, ele fez todo sentido com a trajetória de Kira. Gostei muito!

Resenha completa no blog. Te espero lá!

site: https://infinitasvidas.wordpress.com/2021/09/26/resenha-dormir-em-um-mar-de-estrelas-christopher-paolini/
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Leh 16/07/2021

Gostei muito
As cenas de ação são ótimas. Curti muito os personagens e o universo que o autor criou.
Eu tirei uma estrela pq o final não foi o que eu queria hahahahaha?

O numero de páginas não me incomodou em nada. Mas realmente torci por um outro tipo de final... Mas isso é bobeira minha.
A tripulação da nave do greg é foda demais, vou até sentir falta deles.
Dê uma chance e leia.
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MWeirich 11/06/2021

Uma aventura épica
Demorei muito para ler este livro, em parte por sua complexidade e em parte pelo meu trabalho. Mas ainda bem que assim foi, pois se eu o lesse rapidamente, muito séria perdido em um livro tão complexo, tanto em aprendizados sociais e políticos, quanto em científicos.

O livro nos trás algo que não é novo no mundo literário, nos trás um traje especial e alienígena, bem como o mais conhecido "Venom". Um "Xeno", com a capacidade de destruir planetas, ou contruilos.

Em meio as incertezas da personagem principal, uma guerra eclode entre os humanos e uma raça alienígena, tudo desencadeado pela descoberta do traje por Kira Naváres.

Com personagens marcantes, como: Gregorovich, Kira, Sparrow, Trig e Falconi, o livro nos trás tudo aquilo que promete e muito mais. Um livro completo, com drama, comédia, ação e muito suspense.

Simplesmente incrível.
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Coisas de Mineira 08/06/2022

Dormir Em Um Mar de Estrelas é o mais novo livro de Christopher Paolini, autor da famosa série ‘Ciclo da Herança’, que recebeu o Goodreads Choice Awards como o melhor livro de ficção científica do ano de 2020 e foi lançado no Brasil em 2021 pela Editora Rocco.

O livro se passa num futuro longínquo, muitos anos depois que os humanos colonizaram outros planetas – e essa busca continua. Por isso, equipes de cientistas são sempre os primeiros a chegar em possíveis colônias – que vão desde planetas, luas, e até mesmo meteoros, para avaliar a segurança para os colonizadores.

Kira Navárez faz parte de uma dessas expedições. Seu trabalho como xenobióloga a levou longe de casa, em um esforço para explorar e descobrir vidas alienígenas. Eles nunca foram encontrados, mas resquícios de sua arquitetura já foram descobertos.

O Encontro com um xenobionte

Já no fim de mais uma exploração, um material orgânico foi apontado por um drone, e Kira se oferece para explorar. Ela acaba caindo no que parece ser uma caverna, e acaba fazendo a descoberta dos seus sonhos – um material que parece ser uma relíquia alienígena. Infelizmente esse material não parece amistoso, e ela descobre involuntariamente um segredo adormecido e mortal.

Uma pilha de poeira negra cobria o pé. Uma poeira fervilhante que se mexia. Era despejada da bacia, descia do pedestal e ia para o seu pé.

Dias depois, Kira acorda em uma nave militar, e descobre que hospeda uma tecnologia alienígena simbiótica, levando a um incidente de grandes proporções. Sem rumo, ela é resgatada por uma nave espacial – a Wallfish, tripulada por uma equipe de desajustados, que resolvem se unir a Kira em uma missão para acabar com uma guerra alienígena.

Enquanto leitora de ficção científica, estava bem animada para encarar esse calhamaço – mais de 800 páginas. Principalmente por conta da profissão da protagonista, que é bióloga como eu. Então, entrei com altas expectativas.

Um mundo quase perfeito! Em Dormir em um Mar de Estrelas

Primeiro, é preciso salientar que é um futuro interessante, já que raça, gênero e sexualidade não têm uma determinação de valor. As pessoas são o que são, e isso não implica em divisão. Não há estranhamento nem em relação a religião. Claro que não poderia ser perfeito… as estruturas de poder continuam criando divisões, e o sistema de classes, baseado em onde vivem, continua forte e operante. Inclusive, quanto mais próximo se está do sol, mas poder e riqueza a pessoa possui.

“Pensar que toda a humanidade até apenas trezentos anos antes vivia e morria naquela única bola de lama. Todas aquelas pessoas, aprisionadas, incapazes de se aventurar entre as estrelas, como Kira e muitos outros conseguiram fazer.”

Não há muitas discussões filosóficas, nem mesmo sobre o colonialismo, que vai ser aparente no livro, e ainda assim passa com neutralidade.

Mais que isso, o que chama atenção no texto é a parte científica. Fica claro que o autor estudou física, astronomia, tecnologias, buscando conhecimento com cientistas, de forma a criar um mundo verossímil, e com o máximo de exatidão científica que conseguisse. As descrições sobre como se davam as viagens no espaço são um deleite para físicos – e um pouco cansativas para leigos, já que Paolini se estendia em alguns momentos, nos quais eu só queria saber da ação. Ainda assim, vejo mais como mérito do que como problema.

Inclusive, ao final do livro, há uma lista com artigos de pesquisa, apêndices sobre como o autor chegou em alguns dos cálculos, e até mesmo um dicionário com algumas das terminologias usadas.

Quando o início fofo já dá indícios que vem problema, muitos problemas…

Com relação a trama, os personagens são incríveis. O início é cheio de cenas fofas – o que deixa a gente bem desconfiada para o quem tem por vir. A Kira é muito forte. Ela passa por algumas situações bem complexas, não sei de onde tirou forças. É fácil se identificar com ela, ainda que encare situações que a gente sabe que vai dar muito errado. Mas ela amadurece em suas escolhas, até entender qual será seu papel em toda essa guerra.

Os tripulantes da Wallfish foram os melhores para mim – os desajustados sempre rendem os personagens mais carismáticos. Queria mais desenvolvimento deles, que estiveram muito presentes em cenas de ação espetaculares, mas não tiveram destaque em relação à construção de cada um deles. Particularmente o Cérebro de Nave – um ser humano que é o responsável pelos milhões de cálculos e variáveis, e que tem uma construção bem esquisita, para dizer o mínimo. Greg ainda por cima é bem instável, e rende cenas bem divertidas.

Vale a pena conhecer Kira de Dormir em um Mar de Estrelas

“Todo mundo faz merda. Como você lida com isso é quem determina quem você é.”

Entretanto, o ritmo foi muito inconstante, com capítulos de ações frenéticas, seguidos por capítulos em que nada acontecia. Por isso foi difícil me manter na história, que também não parecia ter um objetivo final definido. Além disso, a quantidade de informações fornecidas requer tempo para processar e absorver.

E, ainda que apresentado como um livro único, o final deixa muitas possibilidades em aberto, e é quase certo – do meu ponto de vista, que se o livro encontrar um bom público, o autor poderá trazer mais momentos desses personagens. Eu saí desse livro com uma cicatriz a mais no coração…

Enfim, um livro que levou 9 anos para chegar ao público, que vem como uma declaração de amor para o gênero, e que recomendo para quem gosta de ficção científica – mesmo se for leitor de jovem adulto, poderá ser uma leitura para ser levada com tempo e que não vai dar um nó completo no cérebro!

Por: Maisa Carvalho
Site: www.coisasdemineira.com/2022/06/dormir-em-um-mar-de-estrelas/
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Maisa @porqueleio 06/06/2022

Resenha / Dormir em um Mar de Estrelas /@porqueleio
O ser humano se tornou um grande colonizador no universo, e para se assegurar de que não haverá encontro com qualquer organismo nocivo, equipes de cientistas são sempre os primeiros a chegar em possíveis novas colônias.

Kira Navárez faz parte de uma dessas expedições. Já no fim de mais uma exploração, ela vai pesquisar um material orgânico apontado por um drone, cai em uma caverna, e encontra um artefato alienígena, um segredo adormecido e mortal.

Dias depois, Kira acorda em uma nave militar, e percebe que hospeda uma tecnologia alienígena simbiótica, levando a um incidente de grandes proporções. Sem rumo, ela é resgatada por uma nave espacial – a Wallfish, tripulada por uma equipe de desajustados, que resolvem se unir a Kira em uma missão para acabar com uma guerra secular.

Os personagens são incríveis, e os tripulantes da Wallfish foram os melhores para mim – os desajustados sempre rendem os personagens mais carismáticos.
Particularmente o Cérebro de Nave – um ser humano que é o responsável pelos milhões de cálculos e variáveis, e que tem uma construção bem esquisita, para dizer o mínimo. Greg ainda por cima é bem instável, e rende cenas bem divertidas.

Enfim, um livro que levou 9 anos para chegar ao público, que vem como uma declaração de amor para o gênero, e que recomendo para quem gosta de ficção científica – mesmo se for leitor de jovem adulto, poderá ser uma leitura para ser levada com tempo e que não vai dar um nó completo no cérebro!

site: https://www.coisasdemineira.com/2022/06/dormir-em-um-mar-de-estrelas/
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Ley 18/03/2022

São muitas páginas, bem que poderia ser menor, mas no final senti saudades
Dormir em um mar de estrelas foi uma das leituras mais longas de ficção científica que já fiz, então foi um livro que também me deixou imersa. Infelizmente não foi um livro rápido de ler, mas o problema não foi a história. A própria leitura tem temas mais complexos que precisei ler com calma para não me perder. A quantidade de informações é imensa, já que se trata de um universo mais avançado.

É como se os humanos tivessem avançado bastante e a Terra não fosse seu único lar. Nosso planeta é pouco citado e não há narrações nele. Todos os personagens são mais distantes, e a ideia é de que a Terra é o berço da humanidade, mas ainda há outros imensos planetas explorados.

A narrativa conta a história sob a perspectiva de Kira, uma xenobióloga que trabalha em pesquisas em possíveis planetas habitáveis. A forma de vida diferente de humanos ainda não é algo descoberto, ainda que houvesse aqui e ali algumas pistas de outros organismos vivos que poderiam ter passado por onde os humanos também estão.

Kira e sua equipe estão no fim de seus trabalhos, então há a possibilidade de se separarem. A equipe se tornou próxima e seu namorado também faz parte dela. A dor para a personagem é que a perspectiva de se separarem não é algo que eles querem.

Em uma última visita em um determinado lugar do planeta em que estão, Kira encontra algumas evidências que podem constar ser outro ser vivo, assim como um lugar que pode ter sido criado por não um ser qualquer, mas um ser senciente. É algo grande demais para deixar passar, então a protagonista logo quer saber mais e adentra o lugar.

As coisas tem um avanço rápido depois da descoberta, mas não exatamente como a protagonista esperava. Kira encontra um organismo desconhecido, que se torna um mistério e ela é envolvida em alguns protocolos de segurança depois do acontecido.

Algumas coisas ainda mais estranhas acontecem depois de Kira fazer essa descoberta, então tudo vira um terror. Sinceramente, não há como imaginar em como tudo prossegue de modo tão trágico e curioso em tão pouco tempo. Primeiro, achei muito estranho como os personagens pareciam felizes nas primeiras 60 páginas, enquanto ainda faltavam mais de 700 pela frente. Quando fui entendendo o rumo da história, quase desejei voltar para a parte feliz, já que pelo menos havia a segurança de algo bom acontecendo.

A história tem um ritmo que me surpreendeu. O livro é maior do que eu esperava, a fonte pequena, portanto um conjunto de coisas me fizeram avançar devagar nessa história. Kira tem tantas descobertas que sua construção é o que, de fato, o leitor pode mais ansiar ver. Há uma evolução quanto à descoberta do organismo encontrado, mas não é apenas isso.

O organismo tem uma certa conexão com Kira, o que significa que aprendemos tanto quando Kira a saber mais sobre ele. A narrativa tem uma cadência que pode ser definida como lenta. O autor não se apressou a escrever as sucessões de acontecimentos. É preciso entender que muita coisa acontece nessa história, há uma evolução imensa desde que nos deparamos na primeira página até o destino final, é um crescimento gradativo e formado por momentos, pessoas e achados.

É preciso estabelecer um ritmo para que possamos assimilar todas as informações, e foi exatamente isso que o autor realizou. O ponto que pode ser cansativo é, ironicamente, o tamanho do livro. Mesmo que sem esse fato, a história não poderia abranger todos os pontos importantes, em contrapartida, pode se tornar uma leitura mais devagar pela densidade.

É impressionante a civilização abordada na leitura. A construção é tão minuciosa que pude facilmente imaginar algo do tipo acontecendo. Me surpreendi com os detalhes, organizações, etc. A história tem uma abordagem introdutória nas primeiras 300 páginas. Até aí, é como se o que se sucedesse fosse uma cadeia de eventos necessários para que a protagonista, entre outros personagens, pudesse ter um rumo concreto pelo qual seguir.

O sistema apresentado é tão transparente acerca de naves, medidas, entre outros, que é fácil entender as definições. Houveram algumas que não consegui assimilar, mas acho perfeitamente normal. Com o passar das páginas, fica fácil se familiarizar com os termos abordados. Também há um glossário no final do livro que ajuda bastante a ficar por dentro da história., algo que eu sempre recorria quando estava começando a me perder.

Uma história de ficção científica nunca me emocionou tanto e acredito que o motivo tenha sido a forma de abordagem mais humana do autor. O crescimento dos personagens não se deu apenas graças às descobertas alienígenas, como também pela humanidade abordada de diversas formas, um adendo importante que mescla perfeitamente como as mudanças afetam os personagens. Foi estritamente por isso que a obra conseguiu me fisgar melhor, me deixando perto dos personagens, de suas perdas e anseios.

Assim como a extensão do livro me assustou, terminar ele foi um misto de saudade e missão cumprida. Dormir em um mar de estrelas é o primeiro livro de uma série com o mesmo universo, mas com personagens diferentes. A história de Kira foi incrível, com um final satisfatório, e espero continuar acompanhando os demais livros.


site: https://www.imersaoliteraria.com.br/2022/01/resenha-dormir-em-um-mar-de-estrelas.html
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