O Idiota

O Idiota Fiódor Dostoiévski




Resenhas - O Idiota


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Marcelo.Barbosa 27/03/2017

O Idiota fui eu que li esse livro.
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Daniel 21/03/2017

Uma expedição às profundezas do ser humano
Em um mundo tão cruel, vale a pena ser bom? Essa é a premissa da obra "O Idiota", de Dostoiévski, um dos maiores clássicos da literatura mundial.
O protagonista do romance é o príncipe Michkin, um homem extremamente honesto e ingênuo, sempre disposto a ajudar e perdoar a todos, mesmo seus inimigos, com a bondade de Cristo e a estupidez de Dom Quixote.
Mas a personagem mais complexa é sem dúvida Nastassia Filippovna. Uma mulher belíssima, inteligente e atormentada, criada desde a infância para tornar - se amante de um homem rico e libertino, o desprezível Totskii. Esse trauma, somada às amarguras que sofre durante da vida, transformam - na em uma mulher fria, calculista e de tendência autodestrutiva. Mas tudo muda em sua vida ao conhecer o ingênuo príncipe Michkin, o único homem bom que conheceu, oferecendo - lhe um amor sincero e descompromissado. Mas em como toda obra de Dostoiévski, nem tudo sai conforme o esperado...
O Idiota é um típico livro de Dostoievski. Denso, com personagens psicologicamente bem construídos, diálogos memoráveis e críticas ferrenhas à hipocrisia do mundo. Somos levados através das mentes dos personagens, experimentando suas inquietações e sentimentos.
O Príncipe Michkin, com sua bondade ingênua, e Nastassia Filippovna, com suas ações inesperadas, são dois dos personagens mais complexos da literatura mundial. Há ainda outros personagens de destaque, como Aglaia Ivanovna, Rogojin, o general Ivolguin, Ippolit, Gania, Lizaveta Prokofievna e tanto outros, todos muito bem construídos. O enredo é repleto de tensão e reviravoltas, com momentos cômicos alternando - se com momentos extremamente tristes, culminando num final trágico e surpreendente.
Dostoievski mostra, com todo o seu talento literário, como a hipocrisia e a moralidade exacerbada destroem a vida das pessoas.Uma obra grandiosa e atemporal, para ser relida sempre. Super recomendo.
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wesley.moreiradeandrade 11/01/2017

Este post também poderia chamar “Das dificuldades de ler um romance russo”, tamanho os problemas que surgiram durante a leitura. Primeiro, os nomes e sobrenomes; depois, as variações de apelidos que estes recebem (um mesmo nome pode ter dois ou mais apelidos). Ao longo do livro, quando acha que o narrador se refere à determinada personagem, você percebe que, na verdade, ele faz menção a outro. No entanto, você vai se acostumando à medida que atravessa as mais de 600 páginas de “O Idiota”, de Fiódor Dostoiévski, romance que é considerado um dos melhores produzidos pelo autor de “Crime e Castigo”.
O protagonista é o Príncipe Míchkin, um jovem que retorna da Suiça para Petersburgo após um longo tratamento de epilepsia, cuja bondade de coração e até mesmo certa ingenuidade, além de um olhar humanista a todas as pessoas, é confundida pelas pessoas do círculo de amizades que acaba fazendo como uma idiotia. Míchkin procura pela família Epanchin, que possui um parentesco distante com ele, e logo sua figura destoante e conduta diferente ganha simpatia e curiosidade de diversas pessoas. Dostoiévski faz aqui um retrato da alta sociedade russa pré-revolução, seus hábitos, preconceitos, as relações de dominância e subserviência que mantém com outras classes sociais. O curioso é descobrir e entender como Míchkin consegue sobreviver ou até mesmo manter-se convicto de seus valores em meio a um grupo que não prioriza questões mais humanas e cujas preocupações se dão ao redor do dinheiro, do status social? Quem acaba tendo razão e sabedoria nesse jogo de interesses, ele, o idiota, ou os outros?
As dificuldades apenas recrudescem quando surge a figura de Nastássia Filíppovna, execrada socialmente por muitas pessoas pela sua conduta e sua história como protegida de um general, dona de uma personalidade excêntrica e que escandaliza os que se encontram ao seu redor, menos Míchkin que consegue enxergar o interior de Nastássia e se interessa por ela como que numa necessidade de protegê-la ou salvá-la desta corrupção de valores a qual está imersa. Acaba disputando os sentimentos dela com Parfión Rogójin, jovem que Míchkin conheceu no trem de retorno à Rússia, de conduta boêmia e extravagante e que, além disso, alimenta uma paixão obsessiva por Nastássia.
Dostoiévski faz um panorama de uma sociedade em transformação onde não cabem idealistas como Míchkin e o escritor tem um domínio incrível do enredo que prende o leitor em certas passagens de suas diversas páginas, mesmo que algumas idas e vindas ou revelações exasperem e deem a impressão da trama girar em círculos. “O Idiota” é um exercício de leitura que nos dá um protagonista cuja conduta lembra às vezes Dom Quixote, personagem que o próprio Dostoiévski assume ter se inspirado para escrever este livro, e é nessa caracterização, dele e de outras figuras que trafegam pelo romance, que Dostoiévski tem muito a dizer sobre o próprio povo russo e sobre a humanidade acima de tudo.


site: http://wesleyescritosebesteiras.blogspot.com.br/2016/01/na-estante-54-o-idiota-fiodor.html
Carine 11/02/2017minha estante
Tive a mesma dificuldade em relação aos nomes e sobrenomes. Me perdi inúmeras vezes e tive que criar meus próprios apelidos para elas.
Também achei a tradução complicada, pelo menos na edição que li. Muitas frases sem sentido.
Acabei abandonando, mas vou retomar!


BarbaraFelixR 24/03/2017minha estante
Gostei da resenha. Esse livro é de longe o mais difícil que já li.




cami 31/12/2016

Notas sob impressões de inverno
Não existe como mensurar a angústia que esse livro me causou, talvez o tempo que eu demorei pra ler faça um pouco do balanço.
Não consigo mais ler Dostoiévski sem avaliar por muito tempo o que ele escreve. Esse livro é repleto de indagações que perpassavam a vida do autor na época, em sua vida toda, as questões concernentes à existência ou não de deus, a religião enquanto instituiçção, niilismos, sobre a emancipação feminina na Rússia, etc., um MUNDO de engodos num só livro.

Esse livro foi a grande aposta, literária e econômica, do autor após a publicação de Crime e Castigo, contava com a edição para obter a "liberdade" do exílio em que estava. Acreditava que a construção de um personagem baseado em Dom Quixote, por quem estava profundamente marcado, e em Jesus Cristo fosse emplacar de modo a superar as impressões causadas por Raskolnikov em seus leitores.

Quando iniciei a leitura, estava muito curiosa pelo desfecho da divisão do príncipe Liév Míchkin, o bondoso e que chega a ser "repugnante" (usando o adjetivo presente no livro) protagonista, entre: Aglaia, uma mulher forte e que não quer ser "apenas filha do general" e sonha em sair da Rússia para estudar e Nastácia, que já representa essa mulher emancipada e enfrenta os rechaços da sociedade por tal liberdade.
Torci muito pela história e fiquei devastada com o final.
Enquanto lia, as questões iniciais ficaram um pouco de lado. Fui capturada demais pelos tormentos filosóficos.

É um livro muito forte e imoressionante,
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Ivy 14/11/2016

O querido "Idiota"
Muito difícil fazer a resenha sobre um livro de Dostoiévski. Sinto que não posso, então, direi apenas que se você sente-se diferente e deslocado do mundo e dá valor a sentimentos e valores que se perderam, se você acredita que alguém pode ser inocente, honesto e sincero, mesmo em meio à maldade, esse livro falará diretamente ao seu coração. Empatia, compaixão é o que sentimos pelo príncipe Míchkin.
Classifiquei com 4 estrelas porque tem passagens do livro que são obscuras e confusas, me disseram que depende da tradução. Acredito também que é por ter sido escrito numa época conturbada da vida de Dostoiévski.
As personagens são incríveis.
" a alma só se fortalece no convívio com as crianças..."
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Caio 09/10/2016

Fiódor Dostoiévski – O idiota
Como vocês fazem para ler todos os livros que ganham? Sério. Eu tenho um certo desconforto em ganhar o livro e deixa-lo na estante mofando. Talvez seja porque eu sempre ache que o livro possui uma mensagem que a pessoa quis me passar além da boa literatura. E eu penso assim, porque todos os livros que dou tem um motivo por trás. Então se alguém que já ganhou livro meu estiver lendo, saiba que o livro foi pensado justamente para você sob algum aspecto muito específico. Livros tem esse poder de abordar pontos muito específicos de uma forma que as pessoas permaneçam na leitura e, quando percebem, saem completamente mudadas. Acho essa questão do auto reconhecimento com a obra uma coisa fantástica. E, não, não falo do fato de achar que “nossa, isso é tão eu”. É um muito mais profundo dentro da própria consciência.

Foi essa a minha experiência com ‘O idiota’ do nosso queridíssimo mestre dos males da alma, Fiódor Dostoiévski. E pode-se falar que o romance gira em torno de um triângulo amoroso entre o bobo Príncipe Míchkin, a inconstante Nastácia Filippóvna e o truculento Rogójin, que não seria errado contar a partir desse ponto de vista. Pode-se contar o livro a partir da ótica da construção da personagem do Príncipe Míchkin, quando falamos da inspiração em desatino do nosso parça Dostô ao misturar numa personagem características de Don Quixote de la Mancha e Jesus Cristo. Seria bastante correto também, já que é um personagem tão bem trabalhado que dá um nó no leitor. Nó daqueles que até dói a cabeça durante a leitura.

Eu sempre digo que o exercício da leitura é um exercício de justaposição. Hoje eu gostaria de analisar ‘O idiota’ tentando trazer a realidade de Dostoiévski para perto da gente. Sei que isso soa ambicioso, mas é uma tentativa. Se eu quebrar a cara aqui, não me arrisco mais. Prometo!

Dostoiévski era um cara bem esquisito, cheio de manias, epiléptico e revoltado da vida com um monte de coisas. Mas em todos os artigos, matérias, reportagens e trechos biográficos que vi, ele não era tido como uma má pessoa. Apenas um cara solitário que, com o passar do tempo, ficou cada vez mais preso às suas convicções. Principalmente às de cunho religioso. Veja bem, isso não o separava de seu desejo de mudança naqueles idos pré-revolucionários. Ele era, simplesmente, a principal força para contrapor as ideias progressistas da época, afloradas pela busca de uma ordem econômica e social mais justas, mas que coibiam organizações básicas de ordenamento social, como a nossa querida, sagrada e santa igreja.

E lendo ‘O idiota’ eu me peguei pensando em como o Príncipe Míchkin funciona como uma alegoria perfeita do próprio Dostoiévski em seu ambiente social. Um jovem religioso, de 25 anos mas conservador, com um título de nobreza ou status social e uma suposta herança, com crises severas de epilepsia que lhe são “revelações” e, como ponto principal, a incapacidade de desfrutar de maus modos. Percebam que as alusões a Don Quixote e Jesus Cristo se tornam bastante secundárias agora, já que situamos nossa personagem com base no seu criador. Míchkin funciona dessa forma, porque Dostoiévski parece, a todo momento, falar de si mesmo dessa maneira.

O que separa Míchkin de ser um bobo completo, apesar de passar por otário durante o livro todo, é a capacidade de analisar as atitudes à sua volta e não replicar ou descontar, de forma alguma, todos os maus costumes que ele observa ou que são direcionados a ele. Costumes esses impregnados às mais diversas camadas sociais possíveis, já que há, na obra, uma infinidade de personagens bem específicos, pintando um quadro sobre a sociedade russa do século XIX. Isso é um ponto de vista muito específico e sempre atribuído ao autor, que sempre foi acusado de ser opositor a tudo, inclusive da oposição. Abrindo esse leque de opções, podemos contar com um Dostoiévski mais solitário do que nunca, ora por sua doença, ora pela incapacidade das pessoas o entenderem e deixarem de trata-lo como um completo maluco ou idiota incapaz de enxergar o mundo como ele é, mesmo ele se esforçando, até o limite do amor humano, para perdoar todo o mal que lhe fizeram. Não, não vou entregar spoiler.

Passemos de Dostoiévski para nós. Interiorizemos. Quantas vezes não nos isolamos dentro da nossa própria incapacidade de cativar e semear a ternura e a nossa bondade? Quantas vezes o mundo nos isola por justamente demonstrarmos isso? Impossível contar, acontece todo dia. Mas que esse manifesto puramente confessional de Dostoiévski em todas as esferas, mas principalmente na esfera pessoal, sirva para nós como um exemplo de que precisamos aprender a ouvir e levar a sério a melhor das intenções e atitudes. Sempre. E, talvez, consigamos aprender com elas. Já que as piores nós estamos acostumados a praticar. É degradante.

site: rededeintrigas.wordpress.com
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Poliany 02/09/2016

A Idiotice que há em nós
Primeiro livro que li do Dostoiévski e sinceramente, me arrependo de não ter o lido antes. Uma leitura fascinamente e o aprendizado extraído dele após uma leitura prazerosa, não pode ser outra coisa senão a sensação de incômodo.
Mas é um incômodo que te impulsiona, que te faz refletir sobre como somos vistos e o que nos torna "idiota" para os outros. O Príncipe possui uma sensibilidade, razão e domínios que os "sãos" não possuem. Uma trama cheia de humanidade, nos fazendo rir, chorar, e com certeza nos surpreende como a história se desenrola.
Poliany 17/11/2016minha estante
*Fascinante




Tuka 18/08/2016

Utopia e realismo lado a lado
Somos introduzidos na leitura dessa obra de maneira que sofremos um pouco para nos adaptarmos ao excesso de informações e detalhes inicialmente expressos, mas a leitura inicial é quem irá determinar sua percepção de tudo quanto for se desencadeando no decorrer, visto que a narrativa possui um caráter psicológico muito forte.
Dostoiévski faz jus ao título de "escancarador da alma humana", para além russa, pois nos deparamos com personagens que trazem consigo representações das mais perturbadoras ambigüidades contidas no íntimo de cada ser humano. Fortemente realista, eu mesma pude ter o desprazer de identificar a mim e a meus próximos com abomináveis figuras no "bom" e no "mau" sentido. Utopia e realismo se fundindo, e me levando a reflexões até dolorosas sobre minha interação com o mundo.
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Vanessa Pipi 12/08/2016

dúvidas....
Terminei este livro com um ponto de interrogação.... me perguntado se gostei ou não! Iniciei a leitura sabendo que seria difícil é densa.... me dei bem na primeira parte dominando o assunto é as situações hehe, porém depois disso me perdi. Achei os personagens chatos, mimados, prepotentes e redundantes. Não sei quantas estrelas dar, três é pouco, mas quatro é demais rsrs. Em respeito a obra, pelo valor histórico social em q foi escrita na época, a coragem de Dostoiévski em colocar , em se colocar.... poxa isso vale cinco estrelas. Mas meu critério aqui fica meio perdido pq eu gostaria de dizer: uauuuuu que livro, que história.... mas não consigo, desculpe aí!" excluir | editar
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Math. M 05/07/2016

O verdadeiro Idiota.
É estranho começar a resenhar o livro que me fez abrir esta conta no Skoob para que eu pudesse ver se as pessoas compartilhavam da mesma opinião que eu. Fico surpreso vendo a quantidade de pessoas que não gostaram do livro, afinal, enquanto uns dizem não ser o melhor do autor, considero a leitura deste como sendo uma das, se não a melhor experiência literária que tive.
Foi muito bom passar as noite acompanhando as trajetórias das personagens sem saber qual o rumo a história tomaria. Confesso que o livro exige certa paciência: as personagens possuem vários nomes/apelidos, o que as vezes faz com que o leitor se perca na leitura, mas é apenas uma questão de costume. Não é um livro fácil de ser lido, exige dedicação do leitor, por isso recomendo alguns materiais de apoio ao longo da leitura, como dados biográficos do autor, assim como dados de costumes russos (que me ajudaram bastante).
Trata-se do primeiro livro de Dostoiévski que li e posso dizer que foi o que me permitiu explorar as outras obras do autor. A leitura flui de uma maneira muito boa, salvo alguns momentos de paradas no núcleo principal (a história do príncipe Míchkin) durante atos em que a leitura ficava arrastada, mas logo o autor nos recompensava e a narrativa voltava a fluir agradavelmente.
Destaco que a personagem que mais me admirou na história foi a secundária Lisaveta, que, como todos os outros, tem o seu momento na trama. O final do mesmo é um dos melhores que já li! Todo o simbolismo e a forma como é narrado nos faz perceber quem sãos os verdadeiros idiotas, ruins da sociedade, além de ser possível ver um lado mais "íntimo" de Dostoiévski, que expõe suas vivências, opiniões e críticas à sociedade russa da época.
Concluindo, O Idiota é o livro mais subestimado do autor. Triste saber que a atenção fique com Crime e Castigo e Os Irmãos Karamazov.
Livro que trata de questões atuais e que merece ser lido.
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Jonathan Hepp 20/02/2016

Dostoievski acreditava que um homem honesto, justo, puro e altruísta, em meio à nossa sociedade corrompida, seria sempre visto como um idiota. E é assim que ele nos apresenta o Príncipe Míchkin, um homem que viveu grande parte da sua vida recluso e sob cuidados médicos por conta de sua epilepsia. Circunstâncias inesperadas o forçam a se introduzir na sociedade de S. Petersburgo e, em pouco tempo, se vê cercado de intrigas, disputas e escândalos que ele mal compreende.
Ao acompanharmos a história pela perspectiva do Príncipe, a narrativa se torna intencionalmente distorcida e contraditória. Os personagens parecem estar sempre escondendo os fatos mais importantes. Temos mesmo a impressão de que existe um segundo enredo se desenrolando longe da visão do leitor.
O Idiota costuma ser comparado a Dom Quixote. Mas enquanto Cervantes nunca deixou dúvidas a respeito da insanidade de Alonso, Dostoievski permite que o leitor decida se o Príncipe Míchkin merece o título que lhe é atribuído, ou se é, na verdade, o único personagem lúcido em meio à um mar de loucura.
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Michel 26/01/2016

Um pouco confuso
Já é a segunda vez que leio o Idiota. A primeira foi dez anos atrás. Pensei que uma releitura me traria novas luzes sobre esse livro. É um pouco confuso, disperso, prolixo. Duas coisas apenas me chamaram a atenção: o desespero diante da morte e a opinião de Dostoiévski sobre a Igreja Católica.
O livro está bem distante de suas obras-primas. Não canso de ler Crime e Castigo. Esse, aliás , além dop livro já assisti ao filme três vezes.
Mas, apesar de não ser sua melhor obra, é um livro que dá pra ser encarado. Basta ter paciência...
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Leonardo 23/01/2016

Epilepticamente confuso
Esse livro é confuso... tão confuso como (imagino) uma crise de epilepsia ou, caso eu quisesse ser condescentende com Dostoiévski, como a realidade. Com certeza, amigos, o melhor de Dostoiévski não está aqui. O melhor de Dostoiévski é Crime e Castigo é Os Irmãos Karamázov. E ponto.
Não vou elogiar algo que me proporcionou uma leitura digna de um analfabeto funcional. Apesar de ter lido e relido (e muito bem, diga-se de passagem) as duas principais obras do escritor, não compreendi O Idiota como acho que deveria.
Para falar a verdade, compreendi que esse livro poderia ser escrito em pouco mais de cem páginas. O livro contém personagens arquétipos do universo dostoiévskiano: triângulos amorosos, mulheres que brincam com a nossa sanidade, personagens puros (em meio ao caos)... mas tudo de forma prolixa.
Algumas passagens autobiográficas do autor são interessantes (como a questão do desespero diante da finitude que a morte iminente no cadafalso suscita). Algumas opiniões pessoais do autor colhidas aqui e ali também são interessantes.
Mas é necessário peneirar essas poucas pepitas de ouro em meio a um lamaçal de prolixidade.
Li o livro do começo ao fim e a sensação que tive é de que o final do livro é digno (no pior sentido) de seu nome. Mas pode ser que o idiota, no fundo, seja eu (não descarto essa hipótese, embora a esteja usando mais para efeito de trocadilho).
Já li muitos clássicos da literatura e já li bastante Dostoiévski para ter a segurança de emitir a opinião que estou tendo.
O rei está nu, camaradas. Não vou dizer que a roupa do rei é bonita quando na verdade o que estou vendo é alguém nu diante de mim. Não mesmo. Não preciso, para parecer inteligente, dizer que gostei e entendi algo que, pra mim, é a materialização da prolixidade em seu estado mais puro.
Sabemos que a literatura russa nos traz a dificuldade de nos apresentar personagens com nomes compostos compridos, cheios de consoantes e apelidos... mas nesse livro, além disso, os personagens possuem mais de um nome (pasmem). Bem que a editora 34 (ou qualquer outra que promova a tradução) poderia providenciar uma lista de nomes dos principais personagens (a exemplo do que ocorreu com a edição dos Irmãos Karamázov). Mas me parece que a intenção era essa mesma: confundir o leitor, tragá-lo para dentro de um universo em convulsão epiléptica.
O Idiota, em síntese, é um livro recheado de muitos personagens que passam de forma confusa, desconexa e superficial pela vida do Príncipe Míchkin.
Dou duas estrelas por conta do estilo do autor, que é algo que me agrada e que influencia a minha escrita. Só acho que, nesse livro, o estilo do autor foi muito mal aproveitado.

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Malu 09/09/2015

Um livro que incomoda por retratar a deformação de cada indivíduo e da sociedade
É uma leitura simples considerando o estilo literário, mas ao mesmo tempo complexa e desconcertante quando nos coloca em contato com personagens que estão vivendo situações e discussões acaloradas e difíceis. Muitos desentendimentos e pessoas colocadas na parede, julgadas, humilhadas e testadas. É um livro que nos faz pensar o quão doente é nossa sociedade e algumas pessoas não passam de personagens ao invés de pessoa humana. Uma pessoa boa e pura consegue sobreviver em meio a esse cenário? Consegue lidar com tantas personagens corrompidas? Ou é engolida e destruída?

Um dica que vou aplicar para as próximas leituras das obras de Dostoiévski: Farei uma lista com o nome dos personagens, breve resumo do perfil, e outros apelidos, ou forma abreviada do nome. Pois, além dos nomes russos já serem difíceis de memorizar, Dostoiévski ainda utiliza de nomes abreviados e apelidos em vários momentos do livro.
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