Histórias Íntimas

Histórias Íntimas Mary Del Priore




Resenhas - Histórias Íntimas


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regifreitas 16/02/2017

É o primeiro livro da autora que leio, ela que tem se tornado best seller nos últimos anos por conta de seus livros que abordam a história do Brasil de forma mais amena, menos acadêmica. Exatamente por não se tratar de uma linguagem acadêmica ou científica demais o livro flui muito bem, foi uma leitura muito gostosa. Principalmente por conta da ausência do excesso de notas de rodapés e referências que esse tipo de texto costuma apresentar. A proposta do livro é justamente apresentar temas históricos de uma forma mais acessível, e nisso é muito bem sucedido.

Não sei a opinião dos historiadores sobre o trabalho de del Priore, principalmente por conta de outros autores como Eduardo Bueno, Laurentino Gomes e Leandro Narloch que tiveram seus trabalhos bem contestados. Este caso, ao menos, difere-se dos outros por ser a visão de uma historiadora autêntica, uma pesquisadora e professora da área, logo, espera-se que seu posicionamento seja melhor embasado do que aqueles outros, jornalistas de formação.
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Maria Faria 29/01/2017

História da sexualidade no Brasil
O contraste entre o nu artístico da Europa e a nudez inocente das índias, arte contra a pobreza revelada por falta de roupas de índios e escravos. É assim que Mary Del Priore conta a história da intimidade no Brasil desde a época do Brasil colônia.
Meu primeiro contato com a autora foi extremamente prazeroso, porque além de gostar de História gosto de livros que tratam de temas e fatos reais. Mary expõe a história da sexualidade no Brasil através de pesquisas e exemplos registrados nos arquivos históricos. É visível a presença constante de pesquisa histórica nas citações ao longo do enredo incluindo fotos de revistas de época.
Primeiro somos apresentados à nudez das índias, depois ao abuso das escravas que além de mão-de-obra doméstica serviam como propriedade sexual de muitos senhores. A influência massiva da Igreja Católica sobre o comportamento sexual, a visão do sexo como ferramenta apenas de procriação, a ignorância do prazer feminino, a tolerância ao adultério como forma de “acalmar” os homens que praticavam sexo com as esposas apenas para fins de procriação. Cabia ao homem o papel de reprodutor e provedor e à mulher apenas o papel de submissa. Para mulheres brancas e ricas, reservado o respeito e o sexo apenas após o casamento. Com índias, negras e mulatas, estava permitida a promiscuidade sem galanteios. Em épocas marcadas pela total ausência do belo e do romântico, beijo na boca só passou a ser moda após a introdução de loções bucais.
Casamentos arranjados por interesses políticos e econômicos com o intuito de continuidade da família eram a regra. No Brasil do século XIX, a presença intimidadora da Igreja e os casamentos por interesse, fizeram crescer os prostíbulos e aumentar o número de amantes. As roupas eram tão apertadas quanto era rígido o comportamento esperado das mulheres. Com exemplo vindo da própria Corte portuguesa que desembarcou no Rio de Janeiro em 1801, brilhou no céu do século XIX a “estrela do adultério”. Os casos amorosos da rainha Carlota Joaquina eram conhecidos e o filho D. Pedro não fazia questão de esconder seus casos extraconjugais, tendo como amante mais escandalosa Domitila, com quem teve filhos.
Onde há perseguição ao desejo há adultério. Existindo um grande número de relações conjugais em uma época em que métodos contraceptivos eram praticamente inexistentes, o aborto torna-se pílula comum da sociedade. Não havia casas em que não tivesse alguém com conhecimentos de ervas ou métodos abortivos. Mesmo com o controle massivo religioso, em alguns momentos específicos da história, apenas as doenças como sífilis e Aids foram capazes de reprimir os casos fora do casamento.
O século XX veio mudando em primeiro lugar a visão do corpo feminino, dando lugar ao que era mais leve e passível de movimento, o que incentivou o fim dos pesados vestidos e o surgimento das lingeries. Uma mudança pequena, ainda incapaz de mudar costumes sexuais entre os casais. Capaz mesmo de grande transformação foi o surgimento da pílula anticoncepcional em 1956, introduzida no Brasil já a partir dos anos 60. A possibilidade de controlar uma gravidez indesejada trouxe uma nova visão sobre a sexualidade da mulher, permitindo aos poucos que se discutisse o prazer feminino.
Nem mesmo a Igreja, contra qualquer método contraceptivo, conseguiu frear a revolução sexual. Existiam muitas mulheres religiosas e assíduas frequentadoras das missas que faziam uso da pílula. Claramente métodos contraceptivos mais eficazes foram capazes de mudar a realidade entre os casais, revolucionando não somente a visão da mulher como todo o comportamento social. E mesmo com tanta mudança, até mesmo nos dias atuais a mulher não deixou de ser vista como objeto do qual é esperado um comportamento padrão. Na década de 1980 proliferaram atitudes machistas contra mulheres revolucionárias, os maridos passaram a assassinar friamente as esposas que ousassem exercer sua liberdade ou que tentassem ter pensamento e comportamentos independentes.
Histórias Íntimas é um relato detalhado do comportamento sexual brasileiro baseado em fatos históricos. A leitura revela ao leitor que há muito tempo o sexo é sinônimo de liberdade. E sempre, de uma forma ou de outra, tenta-se limitar esta liberdade para mulheres. Por muitos anos o controle foi exercido pela Igreja e posteriormente pelas armas dos maridos furiosos e apegados à uma cultura que ecoa desde os tempos de colônia.
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Felipe Guilherm 13/01/2017

Uma obra para o nosso tempo!!!
Mary del Priore foi direto ao ponto em sua obra Histórias Íntimas, ao retratar toda opressão que a mulher, castrada pela igreja e a arrogância do sexo masculino, sofreu na descoberta de sua sexualidade, intimidade, erotismo e prazer. O livro faz um relato verdadeiro e visceral da história da sexualidade e intimidade no Brasil, remontando desde os tempos da colônia a posterior redemocratização do país.
Uma obra que deve ser lida e analisada exaustivamente, pois ilumina as discussões sobre o tão nefasto feminicídio que assola o país. Mary del Priore, com sua história sócio-cultural, apresenta uma obra para posteridade, que além de ensinar, mostra o caminho para uma sociedade igualitária entre os sexos.
É preciso sim olhar o passado para pensar o futuro.

site: http://relicariodehistoriasma.blogspot.com.br/
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Pipoco 06/01/2017

Mais um trabalho raso de Mary del Priore
Tive que ler este livro por causa de uma disciplina cursada em uma pós-graduação, o que, por si só, já causa espanto, pois acho muito triste ter este tipo de leitura (rasa, sem muita fundamentação acadêmica e perigosamente prepotente) em uma disciplina de uma pós-graduação focada na história do Brasil.
Enfim, é mais um trabalho da Mary del Priore, esse "fenômeno" de vendas que, ao meu ver, presta um desserviço com suas obras que mais se assemelham a romances (de baixa qualidade, diga-se de passagem) que a material de pesquisa, tal como normalmente pontuado pela péssima autora.
Definitivamente, não recomendo.
Felipe Guilherm 17/01/2017minha estante
Para o grande público é uma obra importante, ainda mais com o avanço do conservadorismo no país. A publicação visa um número maior de leitores de não ficção, provavelmente se ela fosse tratar do mesmo tema em editoras universitárias, o aprofundamento teórico seria de outro nível. Devemos comemorar que livros com essa temática estejam vendendo tanto quando os enlatados que as editoras daqui SÓ tem o trabalho de traduzir e pagar uma capa na Veja.




Wagner 05/11/2016

ERA UM BIQUINI DE BOLINHA AMARELINHA...

(...) No final da década de 60, o secretário de Segurança Pública do Espírito Santo proibira o uso de biquini e da sunga nas praias capixabas. Resultado? Pressões e mais pressões...

in: DEL PRIORE, Mary. Histórias Intímas. São Paulo: Planeta do Brasil, 2011. pp 201.
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Darlene.Guedes 17/08/2016

Amei todos as resenhas que meus amigos Skoob fizeram. Concordo com as que eu consegui ler rsrs é um ótimo livro, muito bom para dar de presente. A sexualidade, o pensamento e as ideologias através de um histórico brasileiro.

site: //www.facebook.com/darleneguedesescritora/posts/1055183017901157:0
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Vinícius 28/12/2015

Sensacional
O trabalho de pesquisa é impecável. Tudo devidamente citado. Mary não escreve de história para historiadores, o que é muito louvável.

O trabalho feito pela igreja e a burguesia nestes 5 séculos e pouco de Brasil para culpar o sexo e, principalmente, a mulher é de uma crueldade e eficiência absurdas. Essa culpa está presente até hoje...
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Tauan 23/09/2015

A historiadora Mary de Priore nos traz histórias sobre a sexualidade dos brasileiros através dos tempos; ela nos mostra como a sexualidade e a noção de intimidade foram mudando ao longo do tempo, influenciadas por questões políticas, econômicas e culturais, e passaram de um assunto a ser evitado a todo custo para um dos mais comentados nos dias de hoje..
O livro tem curiosidades como: quando o Brasil era a Terra de Santa Cruz, as mulheres tinham de se enfear e os homens precisavam dormir de lado, nunca de costas, porque se acreditava que a concentração de calor na região lombar excitava os órgãos sexuais.
Nos momentos de intimidade, geralmente no meio do mato, e não em casa, porque chave e fechadura eram artigos de luxo e não era possível fechar as portas aos olhares e ouvidos curiosos; as mulheres levantavam as saias e os homens abaixavam as calças e ceroulas. Tirar a roupa era proibido. E beijar na boca? Bem... sem pasta e escova de dentes, difícil (Que nojo!).
Mas como o proibido aguça mais a vontade, a instituição que mais repreendia os afoitos, ironicamente, acabou se tornando o templo da perdição. Onde as pessoas poderiam se encontrar, trocar risos e galanteios e até ter relações sexuais, sem despertar suspeitas, se não no escurinho... das igrejas? (isso era de se imaginar...)
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Eros 22/09/2015

Com a argúcia que lhe é característica, Mary Del Priore, discorre a história da sexualidade brasileira. Do primitivismo existente na aristocrática sociedade monarquista, ou na moderna república, a vivência sexual brasileira é relatada com pesquisa em panfletos, jornais e revistas da época. Acervos documentais também subsidiaram a autora, que adentra o período contemporâneo da nossa sociedade (libertina) para chegar a conclusão surpreendente que o brasileiro é muito sensual, mas carregado de tabu quando a questão sexual precisa ser pensada. A obra passa ainda por questões espinhosas como pedofilia e crimes passionais. Imperdível para pesquisadores, estudiosos e entusiastas do assunto.
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Graziela.Ferri 30/08/2015

Muito interessante
Ao mesmo tempo que te ensina sobre a evolução do sexo durante o tempo também te faz refletir sobre a sociedade e o indivíduo. Muito bom
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Jocélia 22/06/2015

Polimento das Condutas
Mary del Priore , historiadora contemporânea , com coragem e firmeza aborda um tema que durante muito tempo foi tabu em nosso país, começando pelo Período Colonial, passando pelo então demoninado “hipócrita” século XXI.
Fazendo uma exploração histórica da sensibilidade em relação a alguns componentes de nossa vida íntima, que sofreram tremendas alterações onde a noção de intimidade no mundo dos homens entre os séculos XVI e XVIII se diferencia profundamente daquela que é a nossa no início do século XXI.
Abordando a vida quotidiana naquela época que era regulada por leis imperativas onde fazer sexo, andar nu ou ter reações eróticas eram práticas que correspondiam a ritos estabelecidos pelo grupo no qual se estava inserido. Examinando o século XX e chegando aos nossos dias, onde a educação sexual, o aborto, a pedofilia, a pílula anticoncepcional, a revolução sexual, a erotização da publicidade, o movimento feminista, a censura ditatorial entre outros são ingredientes que formam o sentimento de coletividade sobrepondo-se ao de individualidade, a autora ,reflete sobre a noção de pudor pela várias culturas até então trazidas para o Brasil, afirmando que, tais noções foram pioneiras em esboçar a história do polimento das condutas, do crescimento do espaço privado e dos autoconstrangimentos que a modernidade foi trazendo.
Traçando a historia da chegada dos Portugueses ao Brasil, Mary relata desde o desabrochar do Renascentismo onde a nudez não era símbolo de inocência, mas de pobreza (pobreza de artefatos, de bens materiais, de conhecimentos que pudessem gerar riquezas, como por exemplo, a nudez das índias que estava, pois, longe de ser erótica, pois desde o início da colonização lutou-se contra a nudez e aquilo que ela simbolizava)passando pelo Modernismo onde se estabeleceu uma diferença entre a nudez e o nu (a nudez se referia aqueles que foram despojados de suas vestes e o nu, se remetia a um corpo equilibrado e seguro de si) estabeleceu se a diferença entre pudor de sentimentos e pudor corporal, tendo eles, diferentes significados para os diferentes grupos ricos ou pobres, homens ou mulheres.
Fazendo uma exploração histórica em relação a alguns componentes da nossa vida intima que passou por tremendas alterações, ela aborda detalhadamente diversos assuntos, desde os mais simplórios, como os hábitos de higiene, até a forma de higienização atual.
Abordando diversos momentos históricos e relembrando vários discursos, a autora também faz um breve percurso sobre as formas de como as mulheres foram tratadas desde o Brasil Colônia até o Império traçando os inúmeros discursos que abordaram as noções de corpo, igreja e pecado.
A Reforma Católica cobriu totalmente o corpo da mulher, onde o mesmo passou a ser visto por alguns escritores barrocos por ‘’Porta do Inferno ‘’ e ‘’Entrada do Diabo’’. Trazendo consigo uma herança da tradição Medieval , onde médicos Portugueses , deram vários estereótipos à mulher, classificando –a como ‘’um animal perigoso’’e que traziam consigo um desejo incontrolável de procriar , que à mulher só cabia a função de ser mãe e que sendo herdeira direta de Eva, foi responsável pela expulsão do Paraíso e pela queda dos homens, por esse motivo para apagar seus pecados , teria que dar a luz entre dores.
A autora traz inúmeros questionamentos sobre a questão do prazer que era algo dado apenas ao homem, pois se as mulheres não podiam sentir prazer, para o homem ele era obrigatório, considerando a impotência uma verdadeira maldição, daí eram revelados os processos de sodomia masculina, porém a intenção era a de civilizar educando nos princípios Cristãos , toda a atividade sexual que não tivesse como fim a procriação era condenada , sendo abominadas qualquer forma de contracepção.
As últimas décadas do século XX foram de uma liberação quase total. O nu feminino invadiu as telas do cinema brasileiro, as modas minimalistas tomarem conta das ruas e praias por meio das minissaias, dos biquínis, dos calções e do topless; a pílula anticoncepcional liberou da mulher o fantasma da gravidez indesejada; o número de divórcios se ampliou; as relações homoafetivas ganharam espaços; a televisão construiu um novo modelo de mulher, esta liberada, livre das amarras do casamento e que trabalha fora; revistas destinadas ao público feminino passaram a falar abertamente em sexo, orgasmo e fetiches; a literatura pornográfica delimitou seu espaço nas bancas de revistas. Porém, a reação masculina não tardou a chegar e, logo, os crimes passionais ganharam manchetes na imprensa. Maridos matam esposas ao constatarem ou mesmo desconfiarem que estivessem sendo traídos. A "revolução sexual" foi contida pelo risco da AIDS, vista inicialmente como o "câncer gay", mas que, tempos depois, instalava o pânico e levava as pessoas a reavaliar seus hábitos sexuais, estilos de vida, princípios morais e padrões de cultura .
Diante de tantos avanços e recuos, Mary finaliza o seu livro com uma reflexão sobre o que ganhamos e o que perdemos. Para ela, tivemos uma rápida e profunda fratura nos nossos costumes. Felicidade, amor e prazer tornaram-se obrigatórios. Precisamos dizer a todos o quanto somos felizes, amados e realizados sexualmente. Lutamos por independência, mas, contraditoriamente, nos isolados num "canto" que tanto lutamos para conquistar. Não temos nenhuma garantia de relações duradouras, pois o medo de compromissos mais sérios tornou tudo provisório, descartável, instantâneo e fácil de ser substituído.Por fim, a historiadora nos leva a refletir sobre as nossas práticas. Para ela, somos indivíduos de inúmeras caras: virtuosos e pecadores; liberais e conservadores; permissivos e autoritários; severos com os erros dos outros, mas indulgentes com os nossos; em grupo, politicamente corretos, mas preconceituosos e homofóbicos na intimidade; exigentes dos direitos, mas descumpridores dos deveres; além de outras contradições que marcam as nossas ações no cotidiano, levando em conta o nosso trajeto cultural .
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Volnei 02/05/2015

Histórias intims
Nesta obra Mary nos conta alguns segredo sobre a vida das pessoas nos séculos passados onde a intimidade de um casal era praticamente nula. Como diz a própria autora , o livro é uma fechadura pela qual poderemos ver um pouco da vida intima dos ´seculos anteriores ao século XX.

site: http://toninhofotografopedagogo.blogspot.com.br/ https://twitter.com/volneicampos
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Henrique 06/04/2015

Muito bom
Este é um livro leve, com linguagem bastante acessível e que conta parte de nossa história sob uma perspectiva muitas vezes negligenciada pela maioria dos historiadores: a sexualidade. É um livro para curiosos. A própria capa do livro indica para quem foi feito. Para além da sugestão de um "Big Brother" histórico, cabe ressaltar a mensagem de que a maneira de os brasileiros lidarem com a sexualidade própria e alheia hoje talvez não seja tão original, só revestida de nova roupagem.
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Mayra Melo 21/01/2015

Toc, toc...?
A imagem da fechadura (em ambas as edições) é basicamente a definição da obra. Com uma bibliografia de peso, Del Priore entra pela porta da intimidade da sociedade brasileira sem bater. Iniciando no século XVI e seguindo até os dias atuais, a autora busca fatos em diversos meios de comunicação que forneçam informações de como nossos avós, bisavós e demais antepassados lidavam com a sexualidade. É perceptível ainda a articulação do pensamento de Foucault na metodologia da autora. Del Priore tenta vislumbrar a existência de uma Ars Erotica antes da própria Scientia Sexualis fortemente implantada na modernidade. O fato é que os costumes e ideologias presente no Brasil sempre foram fortemente importados e adaptados para o calor dos trópicos, o que manteve a brasa entre poder e sexo sempre bem acesa, não dando tempo da descoberta da verdade sobre o sexo através do próprio prazer individualizado.
Assim, a obra é sem dúvida um passaporte para a compreensão de muitos hábitos e ideologias que grande maioria dos brasileiros reproduzem e preservam até hoje.
Wilton 21/01/2015minha estante
Achei esse livro digno de cinco estrelas.


Mayra Melo 22/01/2015minha estante
Ei Wilton! O único motivo das 4 estrelas foi porque senti falta de referências mais específicas para entender melhor o ponto de vista da autora, sabe? Por exemplo, um momento ela cita ''segundo alguns filósofos'', mas não nomeia quem são! Porém, ainda sim, é um excelente livro!


Wilton 23/01/2015minha estante
Concordo com você!


Nivia 30/12/2015minha estante
Espero gostar também. Ganhei de Natal.
Mas a lista a ler já está tão grande, que vai ter que esperar um pouco. Kkk




Anny 08/10/2014

O livro de Mary Del Priore traça um bem embalado panorama da relação entre a sociedade brasileira e o sexo, de 1500 até os dias de hoje. Apesar de ser um livro essencialmente histórico, a leitura é fácil e fluente, fazendo com que o leitor sinta-se inteiramente integrado ao contexto que a autora traça em suas palavras.
Chama atenção a intensa pesquisa bibliográfica com a qual o livro foi construído, contendo referências de diversas publicações e autores, nacionais e estrangeiros; da Revista O Cruzeiro à Revista Veja, de Nelson Rodrigues a Tati-Quebra-Barraco, todas as citações ajudam a tecer a trama pretendida pela historiadora.
A divisão em cinco capítulos feita pela autora, começando com Da colônia ao Império e finalizando com As transformações da intimidade, também ajuda a situar o leitor no período histórico a ser descrito e resume bem a matéria a ser tratada em cada excerto do livro.
No transcorrer das 252 páginas ficou bem visível, ao menos para mim, a crítica feita à submissão feminina durante todo esse tempo. Cada conquista alcançada pelas mulheres fica bem marcada, culminando com a revolução sexual ocorrida nos anos 60, com a inserção e a disseminação no uso da pílula anticoncepcional e chegando ao século XXI, no qual muitos lares brasileiros são chefiados pela figura feminina.
Não faltam também relatos de personalidades importantes para o Brasil, como Dom Pedro I. O imperador manteve famoso caso com Domitila de Castro Canto e Mello, que após foi agraciada com o título de Marquesa de Santos; traição esta que não era escondida de ninguém da corte e resultou em alguns filhos ilegítimos.
Uma obra que vale a pena ser deleitada por aqueles que gostam da história brasileira, descrita de pontos de vista que dificilmente seriam apresentados a nós enquanto estivemos nos bancos escolares.

site: http://www.leioeu.com.br/2013/10/historias-intimas.html
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