O país das mulheres

O país das mulheres Gioconda Belli




Resenhas - O País das Mulheres


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Eloisa Goronci 04/08/2020

O livro se vende como uma utopia, mas não necessariamente onde as mulheres "comandam" os homens. Para entender o livro, é importante não ter nenhum preconceito e se deixar levar por onde a autora te guia, mas principalmente não levar o livro tão a sério.
Não dei cinco estrelas pois achei ele um pouco controverso, se a pessoa chegar no livro com algum preconceito prévio ou esperando algo muito sério, talvez odeie a obra ou tire dela o que lhe convém.
O mais importante é não levar o livro tão a sério, mas é um excelente texto. Gostaria de ler mais da autora.
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Tânia 13/01/2021

Produto de exportação: reflexões
A história começa com o atentado à vida de presidenta de Fáguas, um país fictício latino americano governado exclusivamente por mulheres, após séculos de governos corruptos.
À primeira vista tudo parece deveras absurdo no governo do PEE (Partido da Esquerda Erótica), porém com o passar dos capítulos, que se alternam entre as memórias da presidenta Viviana e das demais personagens, suas aliadas, membros da oposição e até o humilde vendedor de raspadinhas, José de la Aritmética, somos levados a pensar profundamente sobre a posição das mulheres na vida privada, pública e política, em questões de maternidade, mercado de trabalho, violência doméstica, entre outros.
É um livro que se propõe a duas funções - divertir e levar à reflexão - e cumpre ambas com maestria.
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Ruh Dias (Perplexidade e Silêncio) 17/04/2018

Sugestão de leitura
Gioconda Belli é uma poetisa da Nicarágua, atualmente com 67 anos e ativista do movimento feminista em seu país. Nos anos 70, ela lutou contra a ditadura em seu país, o que a fez largar uma carreira como alta executiva em uma multinacional e dedicar-se às causas humanitárias. Seus primeiros poemas foram sobre a revolução na Nicarágua e as péssimas condições de vida de seus habitantes e, depois, evoluíram para tratar da questão da feminilidade.

Se, de um lado, temos O Conto da Aia de Margaret Atwood como uma distopia, "O País das Mulheres" seria o seu oposto, ou seja, uma utopia. A premissa da obra é a seguinte: O PEE (Partido de Esquerda Erótica, cujo símbolo são os pés com as unhas pintadas de vermelho da capa) ganhou a eleição para a presidência do país fictício de Fáguas, através da incrível Viviana. Este novo governo fez uma série de mudanças de paradigmas na sociedade, o que divide opiniões, como, por exemplo:


- Todos os homens foram mandados para casa, com um auxílio salarial de seis meses, e ficaram responsáveis pelos cuidados da casa e dos filhos, de forma que possam compreender a realidade das mulheres, que passaram anos com a responsabilidade de serem donas-de-casa.
- Os postos de trabalho de todo o governo (Ministérios, Exército, Forças Armadas, Polícias, Saúde, etc.) fora ocupados única e exclusivamente por mulheres, desde os cargos mais altos até os cargos mais operacionais. O PEE acreditava que era necessário expurgar toda a influência masculina do ambiente de trabalho, pois tal influência constrange e sufoca o potencial feminino.
- A Educação não é obrigatória até os doze anos de idade, e as crianças podem experimentar e descobrir o que gostam e o que não gostam. A partir desta idade, elas são obrigadas a irem para a escola e todos - meninos e meninas - aprendem sobre maternidade.
- Os homens condenados por estupro recebem um pequeno E tatuado no meio da testa, como forma de alertar as mulheres de seu perigo, e cumprem pena trancafiados em jaulas, exibidas em praça pública e com acesso livre da população.

Viviana e as colegas do PEE acreditam que medidas drásticas são necessárias para derrubar o patriarcalismo, já enraizado demais na sociedade e no subconsciente das pessoas. Assim, ela acumula alguns inimigos e, enquanto proferia um discurso, foi baleada na cabeça e fica em coma no hospital. Durante os meses em que ela está em coma, as demais mulheres do PEE precisam continuar governando com pulso firme e, além disso, provar ao mundo todo que suas idéias são válidas e produtivas. Em paralelo, elas tentam desvendar quem cometeu o atentado contra Viviana.

Enquanto está em coma, Viviana sonha que está em um galpão cheio de objetos seus perdidos ao longo dos anos e, em cada objeto, mora uma lembrança importante de sua vida. Assim, o leitor fica sabendo quem é esta personagem, uma das melhores personagens femininas já escritas: forte, sensual, inteligente, intensa, dona de si e perseverante. Como eu queria ser Viviana!

O único ponto que não gostei da estória é a explicação oferecida para justificar porque as mulheres conseguiram chegar ao governo: um vulcão de Fáguas entrou em erupção, soltando uma toxina no ar que derrubou os níveis de testosterona dos homens, deixando-os submissos e apáticos.

Ao longo da estória, mostram-se os dois lados da moeda através de personagens do enredo, e Gioconda especula quais seriam os prós e os contras de um governo assim, em uma abordagem realista e interessante.

O que mais me identifiquei com a leitura deste livro foi a postura de Gioconda Belli - e do PEE - diante da feminilidade. A autora postula que as mulheres não devem perseguir atributos masculinos na sua busca pela liderança - como, por exemplo, racionalidade, agressividade, objetividade - e sim, que as mulheres devem se orgulhar daquelas características que, normalmente, são atiradas contra nós como se fossem defeitos: intuição, emotividade, cuidado, acolhimento, ternura, maternidade, delicadeza. Ela prova por A + B que tais atributos femininos são fortes e importantes e que podem, sim, mudar a ordem das coisas e o status quo. Esta mensagem ficou gravada em mim de tal forma que tenho pensado nisso desde que finalizei a leitura.

Nem preciso dizer o quanto recomendo esta obra.

Vilamarc 09/09/2018minha estante
Também achei o lance do vulcão uma bola fora no contexto da obra. Mas resolvi compreender como ma homenagem ao realismo mágico latino-americano na literatura.


Vilamarc 09/09/2018minha estante
P.S. Marca sua resenha como Spoiler.




Andréia 30/06/2020

UAL
Vou repetir: lavar, passar e cuidar das crianças não é o problema. O problema é que se menospreze o cérebro por trás disso. .
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Dê o primeiro passo junte-se ao PEE, Partido da Esquerda Erótica. .
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Acredito que "esplêndido" possa ser a palavra para resumir bem essa leitura. Já imaginei milhões de vezes como seria um mundo onde as mulheres fossem mais ouvidas e levadas a sério, mas nunca imaginei que alguém concretizaria essa ideia de forma tão gloriosa.
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cheledrum 17/09/2020

A história serve de pano de fundo para ideias revolucionarias e maravilhosas.

Adorei o livro
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Giuliana 18/09/2020

Que surpresa!
Adorei o livro. Achei bem escrito, divertido e inteligente. Minha ressalva é só sobre apesar de querer-se igualdade, ainda talvez, pensemos em pessoas escolhidas para algo, ou pessoas muito especiais , que só aquela pessoa poderia fazer! Talvez meu sonho de sociedade, já que o livro pensa nisso, fosse uma sociedade comum. Ou seja, poder existir uma ideia, um alvo em comum, onde a comunidade trabalha em prol daquele objetivo, não baseado na força de uma única pessoa. Se ela não estiver, td volta pra trás!
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Mei 15/02/2021

É... Ok...
Estou tentando ser generosa dando 3 estrelas. O livro já começa com a presidenta levando um tiro e acordando em um galpão cheio de objetos que levaram ela a chegar aonde chegou. O livro ficou muito tempo só no extremismo, estamos acostumados a ver o extremo masculino, dessa vez estamos no extremo feminino. Gostaria que tivesse se aprofundado mais em um meio termo mais cedo, bem no final as coisas mudam e ficam mais "certas". É um livro curto e se você tiver tempo e/ou conseguir ler mais de 100 páginas por dia, vc vai terminar a leitura bem rápido.
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Nicole.Melissa 26/02/2021

Necessário
Amei esse livro, não pela escrita, mas pelo conteúdo. Não foi um livro daqueles que lemos sem parar, porém são tantas, mais tantas reflexões essenciais para evolução como seres humanos e a história foi apresentada com muita criatividade e originalidade. Eu recomendaria essa leitura a todos como obrigatória.
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Mariana.Missiaggia 23/04/2021

amei amei amei amei
o que pra alguns poderia ser considerado uma sociedade radical, para mim foi uma utopia de caráter matriarcal. somente mais uma prova que colocar o poder na mão das mulheres significa uma perspectiva mais humanitária do mundo e uma administração de qualidade superior.
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Stefânea 11/04/2021

Confuso, meio forçado, mas engraçadinho
❝Mas era bom se atrever! Pelo menos uma vez na vida, toda mulher merecia enlouquecer dessa maneira, apropriar-se de uma ideia e sair cavalgando sobre ela com a lança em riste, confiante de que, qualquer que fosse o resultado, o esforço valia a pena.❞

Essa leitura começou muito boa para mim, mas acabou se perdendo durante o desenrolar e cheguei ao final cansada e só querendo terminar logo. A premissa era bem interessante, mas ao meu ver se perdeu mesmo, pois a autora usou artifícios praticamente fantásticos e impossíveis para fazer as mulheres chegarem ao poder, não gostei disso nem um pouco. Esse seria o único jeito de fazer as mulheres vencerem? Criar algo aleatório para os homens saírem do jogo? Achei extremamente sem graça e desanimador.

Algumas ideias são bem legais e o partido tem propostas boas e engraçadas, o que leva a leitura pra frente, mas no mais, pra mim o livro foi um grande blá blá blá. Para mim o maior ponto positivo da narrativa foi a representação que a autora fez de um país latino-americano, pois mesmo Fáguas sendo um lugar fictício, a referência ao país da autora ficou muito clara.

Enfim, recomendo a leitura para quem curte, mas para mim foi de verdade bem arrastado e forçado.
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Mona 31/08/2020

Uma pegada diferente
O País das Mulheres tem uma pegada diferente sobre o feminismo, que me intrigou um pouco. A princípio eu fiquei meio receosa com o uso do corpo como instrumento a favor do próprio feminismo. Ainda não sei muito bem o que pensar dessa parte. Acredito que uma segunda leitura me ajudará.
Mas ele também traz questionamentos importantes. Vale a pena ler.
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André 31/10/2020

Um belíssimo livro, que fala de uma interessante forma de governo, centrada no poder das mulheres. Mais do que uma boa história, o enredo traz questões que nos fazem refletir sobre como o machismo se faz presente tanto em questões públicas ou privadas.
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Mirtes.Tatiane 05/02/2021

Viviana acorda em um galpão onde estão guardados diversos objetos que perdeu no decorrer da sua vida. Cada objeto lhe traz uma lembrança que nos apresenta aspectos importantes da sua vida e da sua ascensão à presidência de Fáguas.
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Luana 29/04/2020

somente leia.
Esse livro é simplesmente M A R A V I L H O S O. Podemos pensar diversos aspectos sobre o que é ser mulher e esteriótipos muito arraigados. É possível entender de duas formas e você terá que ter um bom repertório para percebe-lo. Boa sorte. Ele é delicioso de se ler e ao mesmo tempo te causa muita raiva, te deixa enjoada. Entretanto há outras partes que te dá esperança.
Palavra que pode definir: incomodação
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Nat 17/09/2020

^^ Pilha de Leitura ^^
Criei muitas expectativas nesse livro, que atingiu as todas elas. Viviana vive em Fáguas, cria um partido feminino, ganha a eleição e deixa todos os homens em casa, para poder consertar o país. Um tempo depois, ela sofre um atentado e fica em coma. A história é essa, e você sabe disso desde o início – que é o atentado. Durante o coma, é contato como as mulheres chegaram até ali. É interessante, mas como gosto de um bom romance policial, estava esperando mais destaque para a investigação sobre a tentativa de assassinato da presidenta. Isso é resolvido bem no final, assim como o destino de Viviana também. Pode não ser meu livro favorito da vida, mas vale a leitura.

site: https://www.youtube.com/c/PilhadeLeituradaNat
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