Pornô

Pornô Irvine Welsh




Resenhas - Pornô


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Cláudio Dantas 10/08/2018

Bem diferente do primeiro
No decorrer da leitura, você sente que o autor se divertiu muito escrevendo. Ele tem uma narrativa bem diferente do que foi feito no primeiro livro. Enquanto Trainspotting tinha um clima de acontecimentos episódicos, em Porno temos uma história com início meio e fim. As mudanças de narradores são mais fáceis de acompanhar aqui. As trocas são feitas a cada capítulo, ao contrário de Trainspotting que podia ter até 3 personagens diferentes como narradores em um único capítulo, por exemplo.

O humor sarcástico e crítico continua presente, sempre dosando de maneira correta nos momentos mais "sérios". A história desse livro é especialmente tensa por causa do gancho que ficou no final do primeiro e é muito divertido de acompanhar o desenrolar, em grande parte por conta dos quiproquós que o autor utilizou. E o final é muito maravilho, serião!

Não sei dizer qual dos dois é meu favorito, até porque eles são bem diferentes. Então eu prefiro encará-los como uma obra só e recomendá-los fortemente. Ansioso para ver se a qualidade se manterá no terceiro.
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Luke 06/06/2018

FINAL FODA, HISTÓRIA DO CARALHO.
Irvine é um Deus sagrado. Livro do caralho e um final melhor ainda!
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Tatiana 29/12/2017

Interessante como um livro com tantos personagens que eu nunca gostaria de conhecer na vida real pode deixar um livro tão bom. Uma seguência tão boa quanto quanto seu antecessor. Cada capítulo sob a perspectiva dos 5 personagens principais faz com que o leitor capte os acontecimentos sob vários ângulos. Uma pena que o filme não foi fiel ao livro, pois tinha aqui uma boa história.
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Lamboglia (@estantedotibas) 17/10/2017

Segunda melhor obra!
"Chego bem perto daquele boneco babão e vegetativo. - Melhore de uma vez... Mendigo. Sempre quis chamar você disso bem na sua ca... - e meu coração pula fora do peito no momento em que alguma coisa se agarra no meu pulso. Olho pra baixo e vejo a mão dele prendendo a minha como um torno. E quando olho pra cima, seus olhos estão abertos e aquelas brasas flamejantes de pura hostilidade fitam minha alma penitente e ferida....".

Autor: Irvine Welsh
Ano: 2006
Páginas: 568
Ed: Rocco

Este aqui meus amigos, é o livro que Danny Boyle se baseou para a continuação da turma mais pirada de Edimburgo. Dez anos se passaram e Renton, Sickboy, Spud e Begbie estão de volta. Mais velhos? Sim. Mais maduros? Nem tanto. Mais loucos? Sempre serão. Irvine Welsh não pega leve e deixa a galera de Trainspotting mais ácida do que nunca. Aqui nesta pequena obra pornográfica, Sickboy retorna para Edimburgo e decide abrir uma indústria pornográfica e decide levar a sua obra para o festival de Cannes. Aí vocês já devem imaginar mais ou menos o que rola entre as páginas com muito humor ácido e drogas. O filme segue outra trilha, mas ainda assim aponta pequenos elementos importantes que compõe essa odisseia orgasmática. Duas obras fantásticas para quem realmente gosta do universo criado por Welsh.
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Poesia na Alma 19/06/2017

Narrativa regada a drogas, sexo e escatologia
"Croxy, pela primeira vez na vida suando por causa do esforço físico em vez de abuso de drogas, sobe tropeçando as escadas com a última caixa de discos nas mãos enquanto eu desabo na cama, entorpecido e deprimido, encarando de boca aberta o papel de parede bege."

E assim tem início a narrativa de Pornô, segundo livro da trilogia Trainspotting, do autor escocês Irvine Welsh, publicado e relançado recentemente pela Editora Rocco. Os eventos desse livro se passam dez anos após o primeiro volume, ambientada em ruas sujas e decadentes escocesas.

continue lendo - http://www.poesianaalma.com.br/2017/06/resenha-porno-irvine-welsh.html
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Cheiro de Livro 29/03/2017

Porno
Irvine Welsh está ao lado de Chuck Palahniuk e Nick Hornby entre os meus autores favoritos do fim da adolescência e início da vida adulta. Curioso escolher três escritores bem masculinos para me influenciar, mas a escrita de todos eles transcende a barreira do gênero e fala sobre ser adulto e lidar com o mundo adulto sem ter a mínima ideia do que está acontecendo. Todos eles têm obras adaptadas para o cinema que se tornaram filmes marcantes, Hornby é responsável por “Alta Fidelidade”, Palahniuk por “Clube da Luta” e Welsh por um dos meus filmes favoritos: “Trainspotting”, que, no meu ranking pessoal, perde só para “Casablanca” (ok, os outros dois também fazem parte do meu hall de filmes favoritos), ao lado dos filmes, esses também são livros que adoro e que me fizeram pensar e repensar muitas coisas.

Trainspotting é o primeiro romance de Welsh, lançado em 1993. Seu estilo cru e honesto de contar história, na verdade várias, sobre um grupo de jovens do Leith, Edimburgo, na Escócia, deu a Welsh o status de um dos melhores autores contemporâneos dos anos 1990. Com a adaptação para o cinema, ele, o diretor Danny Boyle e o roteirista John Hodge tornaram-se os “porta-vozes” da geração de vinte e poucos anos daquela época. Com estilo “sujo”, que leva para as páginas de seus livros a forma que os seus personagens realmente falariam se existissem, com um sotaque forte, gírias, palavrões e um senso de humor bem peculiar. Se bem, que ao ouvir o escritor falar, você percebe que ele escreve como ele fala.

Muita gente tem receio em relação à Trainspotting por causa do vício em heroína de seus personagens, todos no início dos seus vinte anos e sem muita perspectiva de vida, mas não há uma apologia às drogas, o livro apenas reflete a realidade que Welsh conviveu, a do jovem classe média pobre, sem muita perspectiva de vida, que encontra nas drogas conforto e poder. A partir dessa realidade ele debate todo o papel dessa geração que não parece se preocupar com o futuro e curtir viver intensamente o agora. Com esse livro, Welsh transgride forma e conteúdo, ao levar a linguagem das ruas para o seu livro e falar de uma realidade bem pesada sem nenhuma preocupação moral.

Então dez anos se passam, os personagens ainda sofrem consequências dos acontecimentos do primeiro livro e Welsh decide que agora, no meio dos trinta anos, Sick Boy e companhia precisam de dinheiro. Qual a melhor opção? Fazer um vídeo pornô com a ajuda de estudantes de cinema. Simon continua sua vida de pequenos golpes e agora é dono de um pub em Leith. Spud está casado e com um filho, mas enfrenta uma enorme dificuldade em largar as drogas, mesmo com a ajuda do AA. Begbie é solto por bom comportamento e Renton é dono de uma boate de sucesso em Amsterdam. Além dos quatro amigos, Welsh nos apresenta Nikki, uma estudante de cinema londrina que mora em Edimburgo e trabalha numa sauna para poder se manter. O livro é contado pelo ponto de vista de cada um desses cinco personagens, cada um com sua voz e estilo, o que torna o livro ainda mais rico. O que me fez pensar no trabalho que deve ter dado para os seus tradutores, Daniel Galera e Daniel Pellizzari, que fizeram um trabalho incrível em conseguir transmitir o estilo de Welsh muito bem para o português.

Mas, de volta a Porno, esse é um reencontro divertido, recheado de rancor, vingança, mas também nostalgia e reflexões. Mas é Nikki a personagem que mais chamou minha atenção, porque os quatro rapazes são típicos caras de um bairro pobre que precisam ser durões para levarem a vida pra frente. Begbie é quase asqueroso, o que me levou a refletir várias vezes sobre o machismo que existe no livro. Simon e Begbie são machistas ao extremo, mas de uma forma bem caricatural, exagerada, que na verdade serve como crítica à caras como eles, ao mesmo tempo que reflete a realidade de tantos outros homens que existem por aí. Em paralelo a isso há Nikki, uma personagem feminina forte, super consciente da sua sexualidade, mas ao mesmo tempo insegura sobre sua aparência e que se sente pressionada para ser magra e bonita. Ela não usa drogas mas é bulímica. Trabalha em uma sauna, mas não se vê como uma prostituta. A partir de seu relacionamento com Simon que Welsh levanta questões sobre os limites de Nikki e sobre um relacionamento abusivo. O autor não levanta nenhuma bandeira, mas assinala aquela relação como tóxica, já que ele mostra Simon como uma influência tóxica desde Trainspotting. Só que o intento do livro não é apontar problemas e nem ser moralista, muito pelo contrário, ele apresenta as situações, algumas vezes de forma extrema e a partir delas abre espaço para reflexões. É preciso apontar que Welsh é bem gráfico em suas descrições, tanto nas cenas violentas quanto nas cenas de sexo, que esse livro tem muitas. Mas elas são apenas parte de um cenário bem maior que ele monta, por onde esses personagens trafegam. Para Welsh os detalhes são necessários para contar sua história mas não são importantes, por isso não parecem soltos dentro da trama. O importante são as motivações de seus personagens, e por mais que o livro pareça ser centrado em Simon e Nikki, Spud, Begbie e Renton também são importantes, suas histórias são contadas e acabam se entrelaçando a história de Simon.

Porno é um livro difícil de ser definido, ele é uma experiência. São muitas nuances e histórias dentro de uma mesma história, que formam um quadro maior. Não é uma experiência fácil, não é um livro leve, mas é um livro incrível que merece ser lido.

site: http://cheirodelivro.com/porno/
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Zeka.Sixx 20/03/2017

Cruel e imperdível
Comecei a ler "Pornô", a continuação de "Trainspotting", pensando em me preparar para o lançamento de Trainspotting 2 nos cinemas. Só depois fui descobrir que o filme é apenas muito superficialmente baseado no livro. Uma pena, pois "Pornô" é simplesmente GENIAL. Eu chego ao ponto de dizer que supera "Trainspotting" (o livro), em parte talvez porque pude ler esse livro sem o peso da comparação com a adaptação cinematográfica. Mas a verdade é que Irvine Welsh nos brinda com dois personagens brilhantes: Sick Boy (que foi apenas superficialmente mostrado no primeiro livro) e Nikki. Outra coisa que talvez tenha feito com que livro fosse particularmente tocante para mim foi que a velha turma de personagens encontra-se na mesma "encruzilhada da vida" que eu: com 30 e poucos anos, ainda incertos de que fizeram ou poderão vir a fazer algo revelante em suas vidas. Apesar de ter sido lançado em 2002, achei o livro supreendentemente atual, abordando questões como o feminismo e a própria indústria pornô com uma visão que permanece contemporânea. O romance segue num crescendo de tensão até explodir de maneira violentamente cruel e sádica em seu final. Fantástico!
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Aline T.K.M. - @aline_tkm 17/02/2017

Miséria humana e é isso aí...
Sick Boy, Spud, Mark Renton, Frank Begbie. Esses nomes certamente te dizem algo, não? A menos que você não tenha lido, assistido ou sequer tenha ouvido falar de Trainspotting, a simples menção a esses carinhas da pesada já trazem zilhões de memórias.

Agora, se você nunca teve qualquer contato com o polêmico (e cult!) Trainspotting, prepare-se assim mesmo para conhecer a continuação, intitulada Pornô. Até porque você vai ouvir falar muito nela – assim como o primeiro, também virou filme e a previsão de estreia é agora em fevereiro. E não se preocupe: dá para ler numa boa sem ter lido o anterior, mas eu sempre recomendo a leitura do primeiro para dar aquela sustância à coisa toda, sabe?

Dez anos se passaram desde o desfecho de Trainspotting. Aqueles garotos perdidos da periferia de Edimburgo, viciados em heroína, estão de volta. Já na casa dos trinta, não podemos dizer que todos eles tenham tomado juízo, mas deram algum rumo em suas vidas, de um jeito ou de outro.

Sick Boy – ou Simon David Williamson – é o personagem central aqui. Depois de uma temporada em Londres, ele retorna a Edimburgo cheio de falcatruas a serem colocadas em prática. A boa da vez agora é a indústria pornográfica.

Botando para trabalhar suas habilidades empreendedoras, unidas a uma boa lábia e oportunismo, Sick Boy lança o projeto de gravar um filme pornô. Mas não é qualquer filme amador de fundo de quintal, não – ele quer um filme “de verdade”. Para isso, envolve seus companheiros nesse projeto de ambições desmedidas.

Já Mark Renton – ou Rent Boy – deu uma boa amadurecida, largou a heroína e ganha a vida administrando uma boate em Amsterdã. A verdade é que Renton tem lá seus inimigos, uma galera que está meio “sentida” com ele – Begbie é um deles e, acreditem, o cara acabou de sair da prisão e não está de brincadeira. Mas não demora muito para que Sick Boy o encontre e o traga para dentro de seu projeto pornô – Renton continua com o faro aguçado quando o assunto é golpe...

Spud, por outro lado, não encontra muitas oportunidades e, apesar das boas intenções, parece sempre ter uma sombra à espreita para sabotar seus planos – muitas vezes, essa sombra é ele mesmo. Entre os encontros no grupo de apoio para largar as drogas, Spud resolve se dedicar a um projeto maior: escrever um livro sobre a história do subúrbio onde ele e os amigos sempre viveram, o Leigh. No entanto, muitos obstáculos o afastam de seu objetivo e ele se vê ameaçado a perder tudo o que tem de mais precioso – a companheira e o filho.

Outros personagens também têm suas trajetórias cruzadas com a desse grupo de amigos e, claro, com as ambições pornográficas de Sick Boy. Uma delas é a estudante universitária Nikki. Bonita e em busca de fama, ela se envolve com Sick Boy e com seu projeto, ainda que sua amiga de apê passe o tempo a alertá-la e a tentar colocar seus pés no chão.

Em primeira pessoa, ouvimos as vozes e os planos de Sick Boy, Nikki, Spud, Begbie e Renton. Aliás, preciso comentar que Irvine Welsh seguiu genial na composição dos personagens. Assim como em Trainspotting, em Pornô não sabemos a princípio quem é que está narrando o capítulo, mas as peculiaridades de cada um deles nos fazem perceber sem demora quem é o dono de cada voz.

Pornô segue na mesma pegada de Trainspotting, ou seja, é um livro pesado, tem drogas, sexo – bem mais explícito que o anterior – e miséria humana. Também tem um lado cômico evidente e uma genialidade sem tamanho – aposto que você vai terminar o livro com um “Nossa...!” na ponta da língua.

E uma coisa de que gosto muito em Pornô é que os personagens e suas mazelas são, em alguma escala, uma espécie de retrato da sociedade. Seus vícios, suas perversões, seus sonhos e ambições – e a dura, e muitas vezes impossível, escalada rumo à abertura do poço, seguida de uma nova queda para o fundo dele. A falta de inclusão social, além do círculo vicioso que condena as camadas mais baixas a permanecerem onde estão, é uma triste realidade.

Spud é um claro exemplo disso. Ele é uma boa pessoa e quer sair de sua situação atual, mas encontra tantos desafios, hostilidades e reforços para sua autodepreciação, que ele simplesmente volta ao lugar onde encontra algum “conforto”. E esse lugar acaba sendo as drogas.

Entre sexo, expectativas, egocentrismo, drogas, violência e vingança, essa galera dos subúrbios de Edimburgo vai vivendo como pode. Às vezes as coisas mudam, às vezes, não. Neste caso, quanto as coisas realmente mudaram nos últimos dez anos?

LEIA PORQUE
É tão genial e inteligente quanto Trainspotting. Pornô mostra o que há de mais podre no ser humano sem filtros e, encare isso como quiser, é um pedaço daquilo que existe por essência dentro cada um.

DA EXPERIÊNCIA
Pesaaado. Genial. Engraçado. E preciso falar da experiência de carregar esse livro na bolsa e lê-lo em locais públicos. É que a minha edição é mais antiguinha, e as pessoas olhavam de um jeito esquisito mesmo, num teve jeito. Mas, posso falar? Eu adoro essa capa, ela tem um quê de brega e descarado que eu acho sensacional rsrs.

Para quem não sabe, Trainspotting é uma trilogia e eu mal posso esperar para ler o último volume, Skagboys, que se passa antes do primeiro livro.

FEZ PENSAR
Pensei em muitas coisas, mas neste momento, meus caros, só consigo pensar na ansiedade para conferir o filme. Também dirigido por Danny Boyle, T2 Trainspotting traz o elenco original do primeiro filme – Ewan McGregor, eterno Renton. Só que aqui a história se passa 20 anos depois do desfecho do anterior.

site: http://www.livrolab.com.br
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Patrick 26/01/2017

SDW
''Espelho, espelho meu, existe alguém mais idiota do que eu?''

Ando lendo um livro sobre narcisismo da Kathy Krajco e não pude deixar de vislumbrar Simon David Williamson, o Sick Boy, - sem dúvida o personagem mais interessante do Irvine Welsh - ao ler a respeito desse distúrbio. O livro do Welsh como um todo é quase um estudo sobre o assunto. Os personagens dele são muito humanos, característica que torna o livro, por isso mesmo, incrível e, ao mesmo tempo, absolutamente deprimente; cada qual é um universo particular, multi-dimensional, que configura e é configurado pelo meio úmido e melancólico de uma Escócia que não se vê nos cartões postais ou nos poemas do Robert Burns.
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Felipe.Tavares 13/09/2016

Aguardando ansiosamente o lançamento de Trainspotting 2, corri para ler este livro. E vou te falar? Excepcional.
Para quem acha que o repertório de loucuras e bizarrices do Welsh esgotou-se em "Trainspotting" está muito enganado. Desta vez, muito mais que drogas e bebedeiras, temos também uma visão muito mais profunda dos personagens, entramos na cabeça deles de forma inexplicável, o que quase nos faz chamá-los de amigos.
Ponto muito positivo foi também a inserção de uma personagem feminina, a "deusa" Nikki e sua personalidade para lá de exótica.
Livro essencial para a apreciadores da literatura junkie.

PS: Gente, que final de livro é esse?
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Xim 27/03/2016

Falcatrua N° 18.732
Este livro continua a história de Trainspotting, em pornô o autor logo no começo te coloca na perspectiva de Simon David Williason (o Sick Boy) que agora não mais um Junkie e sim um empreendedor ousado pronto para realizar qualquer falcatrua para levantar dinheiro e seu ego, Spud que agora tem cuidar de sua família e de seus próprios pensamentos autodestrutivos, Begbie que está quase liberado da prisão mas continua o mesmo maluco de sempre e avido por uma vingança, Renton que entra na história bem mais tardio do que imaginei e que se livrou de vez do vício da heroína e está muito bem obrigado tendo em vista seu passado de viciado, Welsh nos apresenta uma nova personagem, Nikki uma estudante de cinema de cabeça aberta que trabalha em casa de massagem realizando finais felizes para alguns clientes; neste romance o autor não aborda a heroína como agente para dar vazão a história mas sim a Pornografia é bem interessante como os personagens mudaram e amadureceram durante essa passagem de 10 anos e como em momentos de crises ainda se comportam como os moleques do primeiro livro, cada capitulo é visto pela perspectiva de um personagem e com a notável escrita do autor conseguimos identificar qual deles estão narrando o capitulo, mesmo sendo um livro mais contido ainda apresenta cenas bem gráficas e obscuras que fazem com os fãs de Trainspotting que gostaram da violência não fiquem decepcionados, no entanto livro se estendeu muito em alguns capítulos e senti falta de sensação de urgência nos acontecimentos que o antigo romance proporcionava. Por fim eu percebi que me choquei menos e ri mais com essa continuação e que com certeza vai me fazer voltar ao Leith em um futuro próximo.
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Marina 21/01/2016

A história é a continuação de Trainspotting, um livro que fala basicamente da vida de alguns jovens escoceses viciados em heroína. Inclusive, Trainspotting virou um filme muito interessante com Ewan McGregor e um elenco competente. Costumo brincar dizendo que juntaram Obi-Wan jovem, Sherlock Holmes (de Elementary), Rumpelstiltskin (de Once Upon a Time) e Poseidon (de Percy Jackson) para fazer o filme.

Nesta continuação, da qual também estão gravando um filme, as drogas são meio deixadas de lado e o assunto do momento é a produção de filmes pornográficos. Dez anos se passaram e os personagens agora estão diversificando seus interesses. Não mais jovens inconsequentes, agora eles precisam pagar contas e pensão de filhos. Além dos protagonistas que já conhecemos - Sick Boy, Renton, Spud e Frank -, somos apresentados a Nikki, uma universitária britânica, que está estudando cinema na Escócia e trabalha numa casa de massagem para conseguir pagar suas contas. Termina que eles são envolvidos na produção de um filme pornográfico, produzido por Sick Boy.

Assim como em Trainspotting, ninguém avisa quem está narrando a história, mas a gente termina descobrindo pela narrativa. Para mim, essa é a mágica da série: a habilidade de Irvine Welsh de escrever várias narrativas diferentes, de maneira que faça o leitor perceber quem está narrando. E o final, claro, o final. Tem sempre alguma coisa incrível no final dos livros dele. Mal posso esperar para ler o terceiro, Skagboys, que se passa antes de Trainspotting

Pornô é um livro genial, recomendo a qualquer um que goste do estilo junk.

site: http://www.dofundodomar.com.br/2015/02/resenha-porno.html
silastorres 21/01/2016minha estante
gracas a sua resenha, vou ler.


Marina 27/01/2016minha estante
Que legal. Fico feliz =D


Aline 14/06/2016minha estante
Agora somos dois seduzidos pela resenha.




Renê 29/09/2015

alucinante
Pensei que iria ser meio clichê,como muitos outros pensavam,entretanto foi uma pique na cabeça com toda a cerne voltado para indústria pornográfica e as drogas como coadjuvante,se assim q eu posso dizer.Contudo a dramaticidade maior é o suspense avassalador que o Welsh atuar com o personagem do nosso queridíssimo Frank Begbie,-sim tem as picardias do Sick Boy,as emoções do pobre Spud e a volta do nosso querido "fiel" amigo Renton.Mas pessoalmente as melhores partes foi com o general Franco,o mais violento e imortal personagem...não que eu apoie a violência.
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Simone 27/07/2015

Reencontrando velhos amigos
Comecei a leitura desse livro não dando nada para o mesmo, achei que fosse caça-níqueis por causa do sucesso do Trainspotting, mas eis que queimei a língua!
O ritmo da narrativa é alucinante e a história é interessante. E o melhor: é engraçado! O final é meio óbvio, mas de uma maneira satisfatória, porque é o final que eu queria. A parte a qual o título se refere é bastante gráfica, mas não atrapalha, pelo contrário, pois faz sentido dentro dos acontecimentos.
Queria que fizessem o filme desse, seria muito como reencontrar velhos amigos, pois foi assim que eu me senti na leitura (embora ainda não tenha lido Trainspotting, mas agora tá na lista).
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Carlos Patricio 29/04/2012

falta de história.
Me interesso pelos assuntos Junkies, por isso gosto dos livros do Welsh.
Mas neste faltou uma história empolgante.
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