Rei Lear

Rei Lear William Shakespeare
Gentil Saraiva Junior




Resenhas - O Rei Lear


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Leonardy 06/01/2021

Tragédia com F de Família
Escrita sabe-se por quanto tempo e apresentada pela primeira vez em 26 de dezembro de 1606 (Que Natal deve ter sido esse de Shakespeare hein?). Trata-se de uma tragédia teatral considerada uma das obras mais conhecidas e clássicas do famoso escritor, supostamente baseada em outras histórias inglesas.
O livro traz duas vivências muito complicadas de serem discutidas, o processo de envelhecimento do Rei Lear e o seu relacionamento difícil e trágico com suas filhas, com as quais há embates afetivos monumentais, desprezo, desentendimentos, rejeição e outras situações.
Rei Lear pede garantias de amor às suas três filhas, duas delas são "falsas' e atendem ao seu pedido, a que é "honesta" recebe o seu desprezo (parece até relato de psicoterapia) e sua rejeição.
As reviravoltas demonstram que envelhecer é um processo delicado, que nem sempre terá o amparo e o acolhimento dos familiares, que a opção do Rei Lear estava equivocada, entre outras tragédias.
Novamente o Bobo da Corte é de longe um personagem interessante e admirável pela sua lucidez, um Leandro Karnal, um Clóvis de Barros ou um Cortella muito à frente do tempo da obra. #williamshakespeare #reilear #lerévida #leitura
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Camelo's 06/01/2021

Rei Lear
Olha, mas quem me viu quem me vê. Eu lendo Shakespeare. Foi um tanto complicado pra mim ler uma peça teatral e em um livro tão antigo, mas valeu a pena conhecer a obra.
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Juno 18/12/2020

uma história sobre o declínio da lucidez (simbólica e real) dos homens. em outras palavras, um bando de véio rico babão sendo enganado pelo ego inflável, negando afetos sinceros e abraçando bajulações, até perder tudo nas formas mais humilhantes - e mesmo assim ainda encontrando o perdão daqueles que negou, merecido ou não.
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Vasya 26/11/2020

Um Pai Trata Dez Filhos, Dez Filhos Não Trata Um Pai
“O tempo há de revelar o que se esconde nas dobras da perfídia.
Aos que disfarçam sua peçonha,
Ele, no fim, sempre expõe à vergonha.”


#79 - Ainda não entendi porque raios Rei Lear pede pras filhas dizer o quanto são gratas por ele se ele realmente não queria saber se não fosse do jeito dele, as pessoa tem direito a ter opinião certo?
Errado!
Ele não gosta nada da resposta da mais nova e diz bye- bye anjo e ainda bani outro pobre coitado que tenta defender a moça (não pode ter opinião contrárias ao monarca, lembra-se?)
Mas enfim né, o que ele queria era passar o trono para aquela que mais amasse ele, e sinceramente que tipo de critério e esse para se dar um reino a alguém? E spoiler, essa decisão incrivelmente nada inteligente se vira contra ele e ele descobre que errou feio acreditando nas outras duas filhas.

Gostei da leitura, não achei nada uau mas talvez eu tenha ido com muita sede ao pote porque queria ler If We Were Villains e vi muita gente falando que tinha quer ler essa obra e pa pa e por isso não apreciei o suficiente pra dizer que e uma das minhas obras favoritas de Shakespeare, ainda é boa mas né...
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Denise 21/11/2020

Não tenho experiência com a leitura de peças, essa foi a primeira obra do gênero que li, entao, especialmente no começo, foi meio confuso. Também foi o primeiro livro que li do autor, e por mais que seja estranho, a única obra dele que eu realmente conhecia bem e lembrava da história até então, mesmo que tendo conhecido por outros meios, era Romeu e Julieta. Gostei da narrativa, quando me acostumei ao gênero ficou fácil de imaginar os cenários e personagens. A história em me pareceu ter muitas reviravoltas. Rei Lear é caduco, não esperava por isso, mas foi a impressão que tive dele da primeira à última página. É um personagem meio instável e muito carente, pelo que me pareceu. A temática da ganância e da traição continuará sempre atual, e o desenrolar da trama tem pontos divertidos em meio ao drama. Não acredito que seja um livro para leitores iniciantes pelo próprio gênero e pela época em que foi escrito, tendo uma linguagem antiga.
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Silas 03/11/2020

Rei Lear é a terceira das 4 grandes tragédias de Shakespeare. Escrita em 1604 talvez seja a mais desconhecida do grupo, mas não se engano, seu desconhecimento não tem a ver com menor qualidade ou força narrativa.
A história de um rei fanfarrão que dividiu seu reino e o seu a suas filhas e genros, reverbera na mente ocidental até hoje. Tendo inspirada inúmeras outras obras posteriores.
O ponto central da história é o relacionamento de pais e filhos, gerações diferentes. Filhos têm seus próprios desejos e caprichos, pais tem suas expectativas quanto a esses filhos. E nesse tipo de situação conflitos são inevitais.
Para quem conhece as peças de Shakespeare, sabe que frequentemente usa metalinguagem e escutas clandestinas. Em Rei Lear, esses artifícios não foram usados. Shakespere fez um trama ágil e bem amarrado já que te faz não querer piscar os olhos. Enfim, uma grande peça
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André Lisboa 06/10/2020

Intrigas, ingratidão e um amor de pai
Uma tragédia Shakespeareana da mais alta qualidade. Uma peça que une elementos da tragédia, com uma nuance narrativa épica. Eternizada na literatura e na dramaturgia, William Shekeaspeare nos brinda com uma epopeia, um clássico envolvente, instigante, fantástico. Em Rei Lear temos uma clássica tragédia. Originalmente escrita entre 1605 e 1606, baseia-se em um conto popular que se integra à história antiga da Inglaterra desde o século XII.

A peça conta a história do velho rei Lear, que pela sua idade toma a decisão de deixar o trono. Ele convoca as suas três filhas, Goneril, Regan e Cordélia, e os maridos das duas primeiras, os duques de Cornwall e Albany respectivamente, para escolher como sucessora a que mais o amasse ele. Entre louvores e dissimulação, e a mais nova, Cordélia expressa seu amor de forma mais simples, irritando o rei, ela é castigada por ele. Cordélia, a única digna de herdar trono, acaba por se casar com o duque da França. Depois de varias reviravoltas, o rei Lear descobre uma trama para matá-lo, coisa que envolve as suas duas filhas mais velhas. Ele se dá conta do erro que cometeu contra sua filha Cordélia, e entra um estado de uma “quase senilidade”. Entre tragédias e traições, redenções e fatalismos, a peça se encaminha a um desfecho trágico, um amor de um pai ante a cobiça de suas filhas.

Shakespeare confere à história uma visão muito pessoal, e apresenta ao público, cruelmente, uma experiência extrema de sofrimento, loucura e destruição. Rei Lear é uma das obras mais dramáticas de Shakespeare, onde o repertório, tanto de enredo quanto de construção dos diálogos e a estrutura são muito bem trabalhados. Enfatizando a ingratidão diante da ingenuidade, o enredo tem um final trágico. Shakespeare preenche os embates com uma carga dramática excepcional, as relações expostas e uma moralidade dúbia, que coloca a ambição e o amor, uma batalha entre a redenção e a fatalidade que a maldade dos homens imprime aos desejos mais ingênuos e emocionais de um pai. Com um final triste e melancólico, Shakespeare expõe as feridas, faz a crítica, contempla com melancolia as dores de uma história épica e triste. Shakespeare será eterno por eternizar uma análise do homem, trazendo beleza e dor as palavras escreve.
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(@jr__barboza) 21/09/2020

115. Rei Lear - William Shakespeare (1606)
História do Rei que cometeu o equívoco de não perceber que as coisas haviam mudado. Assim como em todas tragédias de Shakespeare o enredo fica no climax pouco antes dele matar os principais personagens, a construção e reflexão da tragédia é muito bem realizada.
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Krous 03/09/2020

A peça é uma tragédia e não é à toa...
O começo foi meio lento e eu achei que não daria mais do que 3 estrelas. Tinha mais reclamações do que elogios a fazer.

Rei Lear é uma conhecida peça de William Shakespeare, mas não tão famosa assim. Ainda fica (muito) atrás de Romeu e Julieta, Hamlet, Sonhos de verão, MacBeth e Otello.

Eu pretendia lê-la, mas o que me impulsionou foi estar interessada numa releitura lançada ano passado. Queria entender as referências.

Tenho as outras obras dele numa edição diferente de outra editora. Confesso meu receio em ler a peça numa edição da Martin Claret, visto a fama dela de plágio e péssimas traduções. Mas o trabalho artístico chama a atenção e com Rei Lear não foi diferente.

Não tenho reclamações quanto ao trabalho da editora, tradução, revisão nem a obra em si. Esta edição conta com prefácio; eu geralmente pulo essa parte, mas fico feliz por não ter feito isso já que nele descobri informações interessantes e valiosas para a leitura.
Nunca me preocupei em como antigamente se protegia um trabalho escrito de plágio e como o texto era distribuído aos atores numa época em que não existia máquina para xerox, nem computador, nem nada. Tudo isso contribuiu para a peça quase se perder ao longo dos anos causando um imenso trabalho para os profissionais modernos que quisessem publicar a peça.
As diversas versões, os rascunhos truncados, as anotações que se contradiziam... Senti foi pena dos preparadores e tradutores contratados para essa tarefa. Devem ter arrancados alguns cabelos no processo.

Outro ponto que nunca me chamou atenção e que há explicado no prefácio é a quantidade de palavras e versos que Shakespeare utilizava.

A parte do prefácio também contextualiza o período histórico em que a obra foi escrita. História nunca foi problema pra mim e me lembrava vagamente de tudo que está no texto, mas pode servir de auxílio para outros leitores.

Além do prefácio, há notas do tradutor em diversas páginas e são muito úteis.

O tanto de gente que me falou que acha Shakespeare difícil e não conseguiria ler. É a terceira obra desse autor que leio e gosto muito.
Não acho difícil, só... diferente. O autor não se aprofunda muito nos personagens nem na ambientação. Tudo é nas entrelinhas, há lacunas entre uma cena e outra, um ato e outro que o leitor precisa preencher por si próprio.
É bem diferente de ler texto em prosa.

E não podemos nos esquecer de que é uma tragédia, então esperem traições, dramas e mortes.

Minha nota reflete mais a gratidão pelo tradutor e revisor da peça do que da história em si (achei ok.)
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beatriz silvx 03/09/2020

é o que é o que não significa que seja necessariamente bom ou ruim já li muita coisa pior mas sem duvida ja li muita coisa melhor
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Alguma Resenha 27/08/2020

O velho monarca Lear está cansado de suas responsabilidades como rei e deseja se aposentar. Então ele decide dividir seu reino entre suas três filhas, Regana, Corderil e Cordélia. Para tanto, cada uma delas apenas tem que expressar seu amor a seu pai e receber sua parte do território e poder. A caçula Cordelia não consegue colocar em palavras o imenso amor que sente por seu pai e acaba sendo mal interpretada por este; deserdada, não lhe resta nada a não ser casar com o rei da França para não viver na pobreza.

Em outra parte do reino, Edmundo, o filho bastardo do conde de Gloucester, conspira contra seu irmão, Edgar, para roubar-lhe o direito à herança de seu pai. O filho legítimo, para sobreviver, foge e assume o disfarce de Tom – um mendigo louco. O leitor segue essas duas tramas paralelas, testemunhando ganâncias desmedidas, traições, assassinatos.

Apesar de ter sido escrita há mais de 400 anos, a obra de Shakespeare possui a qualidade de permanecer atual ao criar personagens que incorporam conflitos e emoções ainda sentidas em nosso tempo. Nesta tragédia, o bardo parte da senilidade de Lear para analisar outros aspectos importantes do comportamento humano.

Lear sempre foi em toda a sua vida homem ignorante, a velhice somente aumentou esse defeito. Assim, ele foi incapaz de perceber a ambição por trás das palavras falsas de Regana e Goneril e o amor incondicional por trás do silêncio de Cordélia. A partir desse ponto, a peça aborda a violação dos laços familiares em nome da ambição por poder; o desejo irracional por bens materiais e a dualidade entre a razão e o lado animalesco do ser humano.

Escrita em 1606 O rei Lear é sem sombras de dúvidas uma das obras-primas do bardo. Junto com Macbeth e Hamlet forma o conjunto das peças sombrias do autor. Com seus múltiplos temas e enormes reviravoltas na trama, a leitura da peça proporciona conhecimento aliado ao prazer literário.

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Vítor 20/08/2020

A Verdade
Rei Lear é um drama que nos apresenta um rei que deseja passar seus ultimos dias de vida com tranquilidade, longe dos deveres que um rei tem. Então decide dividir suas posses e deveres entre as 3 filhas que tem. Mas acaba sendo enganado por mentiras de duas filhas e cometendo uma injustiça com a filha que mais o ama.

Sentimentos quando são expressos por palavras vazias, por mais belas que sejam, não valem de nada. A não ser para enganar os que já esperam ouvi-las.
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Maycon.Felipe 20/08/2020

Gênio da dramaturgia
Rei Lear é uma peça impecável de Shakespeare, sem dúvidas uma das melhores.
É impressionante como pequenas atitudes podem trazer consequências desastrosas a nós mesmos e aqueles que nos cercam.
Shakespeare traz aqui uma obra de laços familiares; de luta por poder, característica de suas obras; e de perdão e resiliência, mesmo nas maiores adversidades que enfrentamos.

Há uma frase marcante que me marcou: "Desde então aprendi muito. Somos para os deuses o que as moscas são para os meninos: matam-nos só por brincadeira."
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Ariadne 14/08/2020

Meu primeiro contato com essa obra se deu pela adaptação japonesa Ran (uma obra-prima, álias). E a partir desse filme, resolvi ir atrás da peça. E não me arrependi. Como é uma obra muito lida e apreciada, creio não haver necessidade de me estender em um texto longo.Afinal, o que eu tenho a dizer que já não foi dito? Encerro essa minha curta impressão recomendando que todo mundo leia esse livro magnifico, um excelente tour de force sobre as paixões (ou não) humanas.
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