A Morte e a Morte de Quincas Berro Dágua

A Morte e a Morte de Quincas Berro Dágua Jorge Amado




Resenhas - A Morte e a Morte de Quincas Berro Dágua


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Safira 06/06/2019

friendship goals
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Lili 25/05/2019

A Morte e a Morte de Quincas Berro Dágua
Este livro não funcionou muito bem para mim. Acredito que seja porque eu li pouquíssimo tempo depois de ler Dona Flor e seus Dois Maridos, sendo que os dois livros têm muitas semelhanças.

Não gosto muito da exaltação dos vagabundos que Jorge Amado fez nesses dois livros. Ademais, achei que o livro tem pitadas daquele filmeco de sessão da tarde Um Morto muito Louco (eu sei que o filme é posterior, não estou dizendo que foi copiado, apenas comparando).

Difícil dizer que eu não recomendo apesar de tudo, porque é Jorge Amado, né? É melhor ler e tirar suas próprias conclusões. Mas se você não for fã dos vagabundos que Jorge Amado tanto gosta, tente dar um bom intervalo entre esta leitura e a de Dona Flor.
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Cleber 19/04/2019

Livro super divertido. Vale a pena. Se tratando de Jorge Amado, você espera de tudo.
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Maria 12/04/2019

excelente leitura !
A morte e a morte de Quincas Berro D'água é um livro muito gostoso de ler, é uma comédia para se ler em um feriado a tarde. Uma história leve e divertida ? adorei
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Lucas.Ferreira 09/04/2019

Clássico Perfeito.
Quincas retrata o humor e a realidade fatica do preconceito e racismo ainda existente em meio a sociedade.
Litura muito bem escrita com toques clássicos deste grande autor Jorge Amado, gostei muito do livro e super recomendo.
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Nilma 17/03/2019

A morte e a morte de Quincas Berro D'ÁGUA
Amei a leitura. Penso que devemos amar e aceitar a pessoa come ela é. Em Quíncas Berro D'água o personagem vivendo em dois contextos, no primeiro vivendo em um contexto engessado tentando há anos se adaptar, abrindo mão de sua liberdade de viver. Até que certo dia explode, mesmo tendo que abrir mão de tudo que tinha, se é que pode-se dizer "tudo" , ja que Joaquim não vivia feliz, talvez por estar vivendo dentro de um contexto considerado como padrão. Sendo respeitado, responsável, bem conceituado, marido ideal e pai exemplar. Como disse explode, da a louca e sai de casa indo viver em liberdade de vida. Agora Joaquim era conhecido por todos como Quincas em um outro quadro não muito favorável. Ali ele conseguiu encontrar pessoas que o conheciam, o aceitavam. Achei incrível como Jorge Amado descreve o personagem nesse ambiente social, onde muitos chegam ali por diversos fatores e consegue dar a Quincas uma vida excepcional. Viveu em dois mundos. Em um com notícia de sua morte queriam enterra-lo as pressas. Já no outro diante de tamanho conhecimento a respeito das vontades, dos sonhos de Quincas, seus amigos não acreditam que o destino tenha sido cruel e não tenha dado a Quincas a morte da qual ele tanto sonhara. Ressuscitaram Quincas e o levaram, aí sim Jorge Amado termina sua obra com um desfecho sensacional.
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Maria.Luiza 09/03/2019

Muitas mortes de um só corpo.
Esse livro tem uma dedicatória ao meu Avô então já comecei gostando.
É surreal e divertidíssima historia de Joaquim Soares da Cunha alcunha Quincas Berro D'agua, a afirmação de que uma história de morte é hilária já soa um tanto contraditório, mas é justamente na contradição que se deserola o imbróglio. que como o título deixa clarissimo trata-se da Morte e da Morte, sim duas, de Quincas Berro D'água, pois a única coisa certa é que ele morreu já como ocorreu há contradições e estas que são a linha que tece a narrativa que é uma mistura de antagonismo sonho e realidade; loucura e racionalidade; amor e desamor; ternura e rancor, construindo essa obra empolgante. E vemoa todas as divergencias quando por ocasião da morte conta-se como o difunto o respeitado funcionario público, pai e marido exemplar Joaqui virou o boêmio Quincas malando, beberrão e chegado a jogatina. E os doia mumdos do falecido se chocam quando de um lado a família tenta providenciar o enterro discreto daquele daquele que se tornou um vechame público a quem só guardavam rancor, e de outro os amigos de cachaça querem ter mas alguns momentos com ele de preferência do jeito que eles sabiam que ele gostava com bastante alegria e o que ocorre a partir dai é que turva a história fazendo surgir as diferentes versões doa acontecimentos, as variações acompanham o amago de cada um dos lados, e é essa essência que fica como seu legado, um estorvo ou uma lenda.
O que chama atenção sem duvida na transição que passou o personagem é que sua mudança e a preferência pela
ralé, os "indiginos" da sociedade é um grito de liberdade de um homem dominado e cerceado por preconceitos de toda sorte que um dia resolve rompe as amarras. Acredito que, assim como sua resentida família parece crer, que é nesse momento que morreu Joaquim Soares da Cunha o que o falecimento do corpo que um dia foi o respeitável senhor apenas era apenas o seu enterro.
Já Quincas, que em sua nova "família" era amado era carinhosamente tratado de era o paizinho, sábio e conselheiro, sempre disposto a mais uma farra ou bebedeira, esse é que teve de fato a Morte e a Morte acontecimento envolto em uma loucura alccolica que acabou fazendo-o sair dessa vida na alegria de mais uma farra sem deixar vestígios.
Embora pareça isana a história no maravilhos prologo de Affonso Romano de Sant'Anna descobrimos que o Jorge se inspirou em um personagem real, fato que em nada diminuir o brilhantismo de Jorge visto que a história desse alguém só virou livro graças ao delírio criativo do mestre baiano pois "um romance é, sobretudo, a forma como uma historia é contada.", e claro sobre a pessoa real se tem certezas ele tem túmulo com lapide em terra firme " se é que existe terra firme nesse mundo de ficções reais e realidades imaginárias", mas certo de que saber disso faz tudo ficar contrariamente ainda mais surreal ao mesmo tempo que da mais vida a Quincas. A novela é de 1959 e antecede a geração de romancistas Latino-americanos doa anos 60 que institucionaliza o realismo fantástico, mas é impossível não notar semelhanças... e García Márquez em uma entrevista disse certa vez que "o Brasil é o maior país do Caribe" já eu acho que é o Caribe que é Baiano.

site: https://instagram.com/maria_pas000
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Thalles.Haydan 22/01/2019

A morte e a morte de Quincas Berro D'água
Mais uma vez, Jorge Amado ganhando meu coração!! Gostei bastante da leitura!!! Um livro simples e que tem uma história sucinta!! Mostra duas vertentes de uma história só e te dá uma bifurcação de pensamentos... No final, não tem lado certo... Tem a única e absoluta vontade do personagem principal.
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Desi 20/01/2019

Irado!
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João 13/12/2018

A Morte e a Morte de Quincas Berro D'água.
A morte, senhora malquista, dá cabo à existência de todos, e, por ser inevitável, torna-se nesse aspecto um evento banal. Não, porém, se tratamos de Quincas Berro D´água, para quem a morte foi paradoxalmente um evento cheio de vivacidade. Daí o título da obra sugerir que exista "A Morte" (evento trivial que atinge a todos) e "a Morte de Quincas Berro D'água" (fato inusitado e memorável na história do povo da Bahia).

A novela se passa na costumeira Salvador, cenário pitoresco tantas vezes retratado nas obras do escritor. Ali viveu Quincas Berro D'água, vagabundo entregue à bebida, à libertinagem e a tudo o mais que as ladeiras e os becos da cidade podiam oferecer. Boêmio inveterado, Quincas era o tipo bonachão querido por todos.

De Quincas só tinham mágoas os familiares por ele abandonados em troca da vida mundana. É que antes de ser o Quincas "Berro D´água", o protagonista atendia por "Joaquim Soares da Cunha", respeitabilíssimo funcionário público que enchia de orgulhos os parentes e desempenhava com dignidade o papel de chefe de família.

Contudo, sem aviso prévio, já aos cinquenta anos de idade, o protagonista abandona a vida de "Joaquim Soares da Cunha", adotando um modo de vida diametralmente oposto, dado a vícios e à gente mundana.

A certa altura, a morte chega para Quincas.

No entanto, a história da morte de Quincas pode ser visualizada a partir de duas perspectivas: a perspectiva experimentada pelos parentes de Quincas e a perspectiva experimentada pelos amigos vagabundos de Quincas (Negro Pastinha, Curió, Pé-de-Vento e Cabo Martim). Nada mais natural. É que se Quincas experimentou, por assim dizer, duas vidas em uma só (chefe de família respeitável e boêmio vagabundo), justo é que para cada uma dessas vidas houvesse uma narrativa própria da morte.

A bem da verdade, durante o velório Quincas como que "ressuscita" com a ajuda dos amigos e a partir daí a sua morte (se é que de fato ele está morto) é retratada com muito humor e vivacidade.

Foi uma leitura ágil e bem humorada. É sempre um prazer ver como Jorge Amado insere com maestria os personagens-tipos nas suas tramas regionalistas.

Para quem ainda não viu, há um filme disponível no Youtube baseado nesta obra literária.








site: https://www.youtube.com/watch?v=XZlVHbNP61Y&t=2689s
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Vinicius.Borges 14/10/2018

Personagem fantástico
Um livro curto e rápido, para se ler de uma ?sentada?, ou seja, de uma só vez. Conta a história de Quincas Berro d?Água, que abandona uma vida estável para se dedicar somente à vida boêmia. É um personagem singular. Vale a pena a leitura!
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mathew5150 13/06/2018

Um morto muito louco
Lembro de anos atrás ver uma adaptação televisiva de Quincas Berro D'água e achar que era muito divertido, algo muito brasileiro. Hoje, após ler o livro, percebo o quão divertido e leve, apesar de temas complexos como relações familiares, imagem pública, essa história de funeral é. Uma delícia de ler, com uma narrativa onde só faltava ouvir a voz do autor me contando esse causo. Excepcional! Uma grata surpresa.
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Manoel 31/05/2018

A boêmia bem humorada da Bahia de Jorge Amado numa obra magnífica
"A morte e a morte de Quincas Berro D'Água" do escritor baiano Jorge Amado. Quando se pensa na literatura de Jorge Amado, um de meus escritores favoritos, duas coisas saltam aos olhos: a boêmia/malandragem da vida noturna da Bahia e o bom humor. E, nesse livro, ambas estão presentes do início ao fim.

A obra conta a história de Joaquim Soares da Cunha, respeitável funcionário público, pai de família, uma referência de conduta e que, em certo momento da vida, rompe com os parentes e com as convenções sociais e resolve cair na boêmia e malandragem, assumindo a alcunha de Quincas Berro D'Água, indo viver aventuras no porto de Salvador, passando seus dias na companhia de bêbados e prostitutas. Certo dia, morre em um hotel (provavelmente após uma farra) e é, com esse acontecimento, que a história tem início. Caberá agora à família providenciar o enterro, tentando entender o pitoresco destino de Quincas e tentar resgatar na despedida final a dignidade perdida pelo protagonista. Contudo, os companheiros de bebedeira de Quincas também querem se despedir do amigo querido...

Ao longo da leitura o que mais se destaca é o bom humor de Jorge Amado. A ironia em diversos trechos acentua a malandragem e até a pureza de Quincas e de seus companheiros de noite. A pureza está na simplicidade das ações e no carinho que eles tem entre si e em relação à Quincas. Enquanto a conduta moral, exemplificada na família, se mostra sisuda e magoada, a vida noturna, embora decadente, se mostra singela e feliz, ao seu modo. Trata-se de um interessante contraponto, algo muito comum na literatura de Jorge Amado, onde o escritor promove comparações entre aquilo que é imposto aos personagens como "bom" e aquilo que, de fato, lhes é exequível, ainda que imperfeito aos olhos de todos. Vide, por exemplo, outras obras como "Capitães da areia", onde os meninos são felizes, apesar de viverem nas ruas, e "Dona Flor e seus dois maridos", onde a protagonista tem um marido perfeito aos olhos do povo mas, na cama, sente falta do fogo e até da cretinice do ex. Contrapontos... que tornam os personagens mais complexos e interessantes.

Todo esse estudo de personagem tem a boa Bahia de pano de fundo. Contudo, Jorge Amado não descreve apenas fatores turísticos e/ou geográficos da ambientação. A Bahia do escritor tem cheiros, sabores. Mesmo quem não conhece o Estado, se sente nas ruas, com suas tendas vendendo acarajés, com o cheiro do mar enebriando tudo ao redor.

"A morte e a morte de Quincas Berro D'água" é um dos livros mais engraçados que já li e já é um dos meus favoritos. Lembro de certos trechos e dou risadas. Entretanto, por trás da comédia, há um excelente estudo de personagem e a Bahia em suas paixões e imperfeições, numa prosa rica e viciante. Impossível não amar Jorge Amado.
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Vinícius 19/02/2018

Livro curtíssimo, li em pouco mais de uma hora. Escrito a pedido do pintos Carlos Scliar em menos de uma semana, conta a história de um funeral nada convencional de um ébrio que, de um lado tinha a família que há muito tempo tinha perdido o respeito pelo sujeito, mas que, num momento final gostaria de dar um ar respeitoso ao velório. De outro, os amigos de bebedeira que reconheciam verdadeiramente o gênio de Quincas Berro Dágua, dando a ele o destino almejado.
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J R Corrêa 04/02/2018

A Morte e a Morte de Quincas Berro D'água
As circunstâncias da morte do funcionário público Joaquim Soares da Cunha são cercadas de mistérios e de versões desencontradas. A família declara que ele morreu de forma decente, mas esconde alguns vexames dos últimos momentos de vida do finado. Já os amigos são capazes de jurar que a morte de Joaquim se deu mesmo no mar, como era seu desejo.
Durante quase toda a sua vida, Joaquim foi funcionário público exemplar, contando com o respeito dos colegas e da família. Aos cinquenta anos, porém, por motivo desconhecido, despediu-se da família com palavras ofensivas e passou a viver na rua. Foram dez anos se entregando constantemente à bebida em companhia dos malandros e das prostitutas de Salvador, na Bahia. A esposa Otacília não resistiu ao drama familiar e morreu. A filha Vanda e seu marido, Leonardo, passaram a suportar a existência daquele parente incômodo.
Certa ocasião, o dono do botequim frequentado por ele, querendo pregar-lhe uma peça, ao invés da cachaça de sempre encheu um copo com água e ofereceu a ele. Joaquim entornou o líquido e, ao perceber a enganação, lançou o berro que fez surgir seu apelido: Quincas Berro d?Água.
Joaquim morreu aos sessenta anos de idade. Ao saber, Vanda passou a tomar providências para o velório e o enterro do pai. A única coisa que ela não conseguiu arranjar ao seu modo foi o sorriso que o morto estampava no rosto, que nem sequer os funcionários da funerária conseguiram eliminar.
O velório foi realizado no mesmo cômodo minúsculo que tinha servido de moradia a Quincas nos últimos anos. Desse modo, a família mantinha distância desse parente incômodo. Vanda permaneceu ao lado do corpo do pai durante boa parte da noite em que transcorreu o velório. O sorriso no rosto do morto parecia retomar as ofensas dirigidas à família quando de sua partida de casa.
A notícia da morte de Quincas chegou aos ouvidos de seus companheiros de boêmia: Curió, Negro Pastinha, Cabo Martim e Pé-de-Vento. Sabedores do desejo do amigo de ter no mar seu último momento, dirigiram-se ao local do velório dispostos a fazer cumprir essa vontade. Cansados, os parentes acabaram por se recolher, deixando o defunto sob a guarda dos amigos.
A vigilância foi regada a muita cachaça. Em certa altura da noite, resolveram levar o amigo para um passeio. Retiraram o morto do caixão e se foram. Passaram pelos lugares frequentados por Quincas em vida e terminaram a noite no barco de Mestre Manuel. Decidiram então cumprir a vontade do morto, oferecendo-lhe uma festa em alto mar.
Repentinamente, despencou um terrível temporal. O mar revolto lançava a embarcação de um lado para o outro. Em um desses balanços, Quincas acabou caindo na água. Desse modo, teve sua segunda morte e o cumprimento de sua vontade. Segundo a lenda, antes de se lançar ao mar ele teria pronunciado os seguintes versos: ?? Me enterro como entender / na hora que resolver. / Podem guardar seu caixão / pra melhor ocasião. /Não vou deixar me prender / em cova rasa no chão?.
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