As Vantagens de Ser Invisível

As Vantagens de Ser Invisível Stephen Chbosky




Resenhas - As Vantagens de Ser Invisível


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May 22/08/2011

Eu me sinto infinito.
Eu posso afirmar com toda a certeza que esse foi o melhor livro que já li. E eu não digo melhor no sentido em que foi o que eu mais me distraí ou me diverti lendo, isso também. Mas o melhor no sentido em que mais me fez refletir sobre mim mesmo, que mais me trouxe ensinamentos e que mais me fez querer ser uma pessoa melhor. Por mais que, aos olhos de uma outra pessoa esse livro seja de uma leitura simples e até mesmo confusa, para mim foi a que mais me afetou, de todas as maneiras. Eu acho que foi porque uma das razões somente, é lógico ler ele me fez querer apreciar mais ainda as pequenas coisas da vida ao meu redor, e apreciar mais pequenas coisas da vida ao meu redor, que antes passavam por mim invisíveis.
Me senti uma parte de Charlie, e não foi só porque me identifiquei com Charlie em muito de sua personalidade. Mas porque ele tudo - pareceu tão real que eu realmente senti o que ele descrevia, uma parte do que ele sentiu. Talvez eu tenha me sentido Charlie, talvez tenha me sentido o Querido Amigo. Não sei quem eu me sinto mais, ou quem eu quero me sentir mais. Sei que esse livro já influenciou bastante em minha pessoa logo que acabei de ler.
Não sei qual será minha visão à respeito do livro daqui à dois meses, ou anos ou quando eu for realmente mais velha, mas espero que seja tão boa quanto a que foi quando o li pela primeira vez ou na segunda. Ele parece o tipo de livro que eu vou sempre gostar e vai sempre me acrescentar algo a mais, a cada a vez que eu ler.
Estou lendo ele pela 2° vez no momento. Tem algumas coisas que eu quero absorver mais, outras que quero entender mais e sem falar que quero escutar as mesmas canções de Charlie, e me sentir infinito com ele, lendo seus pensamentos e ouvindo suas canções. Vou ler mais devagar dessa vez, para ter mais tempo de conhecer ainda melhor Charlie e seus amigos. E me conhecer mais, também.
Eu queria que todo mundo lesse esse livro, e que todo mundo que lesse esse livro se sentisse como eu me senti lendo ele e à respeito dele. Porque eu me senti infinito. E foi maravilhoso.
Adah Raíssa 14/04/2012minha estante
Adorei a sua resenha. Vou ler esse livro por causa dela!


Laura 23/08/2012minha estante
melhor resenha que eu já li


Ruth Aparecida 09/09/2012minha estante
Uau! Você colocou todo o sentimento nessa resenha! Incrível.


Murilo 11/09/2012minha estante
acabei de ler, melhor livro que eu li na minha vida. muito bom mesmo


Paulo 24/10/2012minha estante
Oláa! Li o livro semana passada. Li em um dia pois não consegui dormir sem saber como terminaria! ADD meu face pra gente conversar sobre ele e o filme ;) http://www.facebook.com/paulo.ricardo.39750

Abraço! Ótimo texto o seu.


Paulo 24/10/2012minha estante
Oláa! Li o livro semana passada. Li em um dia pois não consegui dormir sem saber como terminaria! ADD meu face pra gente conversar sobre ele e o filme ;) http://www.facebook.com/paulo.ricardo.39750

Abraço! Ótimo texto o seu.


Mandi 06/11/2012minha estante
Pode parecer um exagero mas esse livor mudou totalmente minha forma de ver a vida. Com uma linguagem simples o autor conseguiu passar para o papel exatamento aquilo que eu vivia e que sinto até hoje. É exatamente oq ue poemos chamar d eum livro muito REALISTA, as vezes uma realidade até cruel, como se o autor tivesse dado um tapa na cara do leitor. Eu super indico para todos aqueles que gostam dessa literatura mais adolescente e que senetm falta de qualidade nsse tipo de livro.


Thaís Milena 22/11/2012minha estante
Eu amei o livro, gostei muito da história, mas eu fiquei confusa: Qual era afinal o problema do Charlie? Alguém por favor pode me dizer?


Tamara 25/11/2012minha estante
thaymln
Não sei se esse é O problema do Charlie, mas ele foi molestado pela tia Helen quando era criança, e isso ficou reprimido. As vezes ele têm uns flashes. No final to livro ele lembrou de tudo. Os problemas dele podem vir desse fato. O que aconteceu com ele o fez ser quieto, introspectivo e o fez deixar os outros fazerem o que bem entenderem com ele.


Nataly 05/12/2012minha estante
Tamara, o Charlie em nenhum momento foi molestado pela tia, tanto que ele é quem mais sofre com a falta dela, o problema era que ele precisava de um lugar de que ele fizesse parte, ele precisava de amigos, e algumas das vezes em que ele se sentia triste era por falta de amigos, ou por pensamentos e dúvidas dele.E que eu me lembre, se não estiver errada ninguém nunca realmente fez dele um objeto.
E Thaymln, o problema dele era a falta de amigos e de companhia ele precisava fazer parte da vida de alguém, se sentir 'infinito', completo, e finalmente completar alguém, entendeu?! é basicamente isso, o livro é daqueles que nos faz pensar sobre nossa vida e encaixar nossa vida de alguma forma na história.Esse livro me fez amadurecer, em alguma parte da minha vida.


Belatrix 06/12/2012minha estante
Gente, ele foi molestado sim! Ele simplesmente não fala isso com todas as letras, mas se vc ler o final do livro com calma, tá tudo lá: as lembranças da mão na perna, as perguntas estranhas do médico, as lembranças de "isso acontecia aos sábados à noite", a raiva da família quando descobre "o que tia Helen fez comigo"...é bem claro.


Kethycia 14/12/2012minha estante
Concordo contigo May, esse foi o melhor livro que eu já li! Sei lá, eu fico sem palavras, eu li o livro em dois dias. Ele mudou minha forma de ver o mmundo e quase no livro inteiro eu me senti como o Charlie. Eu adoro o fato de que é sensível e chora quase o livro inteiro (eu realmente amei isso). O que eu mais gostei do livro foi que o Stephen não fez o Charlie aquele "personagem sonho de todas as meninas e bla bla", ele fez um rapaz que é um amor e muito inseguro. E, anttes eu achava que o Charlie tinha era depressão, e provalmente era, já que ele sente-se eternamente culpado pela morte da Tia Helen (e agora que eu sei que ele foi molestado, tudo se interligou!, já que a Tia Helen foi molestada quando mais jovem e quem é molestado tende a molestar no futuro, eu acho, - e ela era insegura e era triste.. Não sei falar mais disso, enfim).
Adorei a sua resenha.


Gabi 30/12/2012minha estante
Concordo contigo May... Confesso que no começo eu tive vontade de largar o livro, mas depois fui me identificando com Charlie, e sentia tudo o que ele escrevia. Me senti amiga dele.
Quer saber?
Nós nos sentimos infinitas.


Thainá 05/01/2013minha estante
Acho que todas as pessoas deveriam lê-lo, é incrível. É inexplicável!


Alice Hatshire 06/01/2013minha estante
Eu concordo inteiramente com você, eu li o livro em apenas algumas horas e logo em seguida vi o filme. Ele mexeu muito comigo, me fez querer estar viva, me fez querer viver tudo, me fez querer viver a vida lá fora além do meu computador e da minha tv... me fez querer ser infinita!


Amanda 10/01/2013minha estante
também em senti assim! Me senti infinita mas também tão vazia. É u livro extremamente íntimo e pessoal e ao mesmo tempo tão doce e inocente. Mudou totalmente minha maneira de enxergar minha vida em especial minha adolescência. Amei muito o livro e super recomendo!


Bruna 13/01/2013minha estante
Olá,eu não cheguei a ler o livro,eu apenas assisti o filme,varias e varias vezes por dia,eu estou pensando em comprar o livro,pois já li meio dele online,e concordo plenamente com você,tanto o livro (que ainda não terminei de ler ) quanto ao filme,são fantásticos,com certeza mudou meu modo de pensar,e pode ter certeza de que me sinto infinita como Charlie,vou expor sentimentos,vou fugir como ele e me encontrar em uma mar infinito,olha,eu estou hipnotizada quanto ao filme,ouço todos os dias as musicas de Charlie,Sam e Patrick.Estou completamente apaixonada por tudo isso,me sinto segura ao saber que mais gente pensa assim como eu May,espero que um dia eu posso parar e ver que estou vivendo como Charlie,espero que eu ainda esteja hipnotizada daqui uns 10 anos,e que ainda esteja apaixonada pela historia de Charlie , o melhor filme e livro que já vi e que vou poder ver em toda minha vida.ESTOU ME SENTINDO INFINITA,ISSO É MAGNIFICO !


Mariane 22/01/2013minha estante
lendo a última carta da pra ver que ele foi molestado mesmo, a raiva da família, ele pondo a culpa no amigo da família que fez aquilo com ela, os irmãos perguntando porq isso não acontecia com eles.. Realmente um livro incrível uns dos melhores que já li e que me fez parar e refletir sobre minha própria vida.


Davidnc 29/01/2013minha estante
Concordo plenamente !


Rafa 17/02/2013minha estante
Eu ainda não li o livro mas vi o filme e eu termino de ver em lágrimas e rios, fico dias deprimida, mal e etc. Esse filme me afeta muito. Eu me identifico muito com o Charlie, tirando o fato do abuso. O filme é maravilhoso, não duvido que o livro seja diferente. Assim que eu puder, passo na livraria e compro. É simplesmente maravilhosa essa história, principalmente pra quem se identifica com o Charlie.


Ju 06/03/2013minha estante
Cara, concordo plenamente. Esse livro me fez pensar na minha vida e no rumo que ela vai tomar. Se tornou um dos meus favoritos.

E ótima resenha! :)


Ro 23/05/2013minha estante
Realmente é um ótimo livro.


Gabriela 13/06/2013minha estante
Resenha maravilhosa! Você escreve muito bem.


Line 19/07/2013minha estante
Poxa, quero muito ler. Assisti o filme semana passada e fiquei enlouquecida, e olha que filmes não costumam chegar aos pés dos livros.
Vou comprar HOJE!


Creuziane 01/08/2013minha estante
Eu me arrepiei com a tua resenha cara, lembrei do livro. Senti o livro, que é o meu favorito também. Eu descrevo o Charlie como um bobo, um bobo adorável mas um bobo e todos nós nos identificamos com ele. Me senti infinita, fico extasiada cada vez que vejo mencionarem o livro!


Lucas de Paula 01/09/2013minha estante
Resenha perfeita. Exatamente como me senti. Me senti como o Charlie. Me senti o "querido amigo" que recebe as cartas. O Charlie é tão eu, eu senti como se estivesse me lendo. E eu não vou fazer uma resenha sobre o livro porque não tenho condições no momento. Diz muito sobre o que eu sinto atualmente.


Ana Clara 12/09/2013minha estante
Eu gostei muito do livro, realmente me surpeendeu. A leitura flui muito facil. Li em três dias sem perceber. No começo eu achava o Charlie um pouco bobo, mas no final do livro eu o compreendi e passei a aceita-lo . Quanto a tia Helen, eu realmente não sei o que pensar sobre ela . "Eu acho que somos quem somos por várias razões. E talvez nunca conheçamos a maior parte delas"


Lud 29/09/2013minha estante
Fiz uma resenha do livro, filme e do Charlie's Mixtape.
Visita? http://tears-inthedark.blogspot.com.br/


thaily 22/11/2013minha estante
Nossa gostei muito dessa sua resenha =)perfeito para quem quer ler esse livro , só fiquei mais curiosa para ler logo *-*


Bebel 25/11/2013minha estante
" Eu queria que todo mundo lesse esse livro, e que todo mundo que lesse esse livro se sentisse como eu me senti lendo ele e à respeito dele. Porque eu me senti infinito. E foi maravilhoso. "
Simplesmente foi isso


Karen 26/11/2013minha estante
Assim como você, depois de ler este livro senti que deveria aproveitar mais as coisas simples da vida, principalmente minha relação com os meus amigos , pois assim como o Charlie se sente em relação aos seu amigos ,eu também sinto ao lado dos meus , me sinto pertencendo a algo. Charlie com toda sua sensibilidade despertou em mim um interesse por ele, sua vida e até mesmo suas músicas.E ainda me fez encorajar a participar mais da vida sem ser simplesmente invisível


Jessica 17/05/2014minha estante
Eu amo essa história, amo os personagens, amo o Charlie...


Eve 10/06/2014minha estante
Acho que não tem ninguém que não se identifique com pelo menos um personagem do livro. Eu, que vivi minha adolescência nos anos 90, me identifiquei com tudo, desde as situações até com as músicas citadas (as do filme nem se fala). Tanto o livro como o filme me fizeram lembrar de como é bom ser jovem, se sentir infinito e me libertar dos meus medos.


Ir Justino 05/12/2014minha estante
Polemico mas com uma boa mensagem de autoajuda


Bruna 18/12/2014minha estante
Foi quase a mesma coisa que eu senti! Sua resenha ficou incrível, parabéns


Mandy 30/12/2014minha estante
Olá, adorei sua resenha, e já estou lendo esse livro que parece mesmo ser fantástico!!! :D

Abraços boas leituras e boa passagem de ano!

http://blog-imaginacaodeumaleitora.blogspot.com.br/


Galactica 25/02/2015minha estante
Gente, por favor, eu me sinto até mal por isso, mas não consegui gostar do livro
Eu não entendi direito o final e ficaram perguntas. No geral, ele não me fez sentir tudo o que dizem os que leram. O livro é bom, mas não me atingiu.


Emilya 01/02/2016minha estante
Me sinto realmente infinito!
Cada coisa no livro me fez pensar também em minha vida, nas pequenas coisas da vida na qual não percebemos, e Charlie faz com que isso aconteça, que olhemos aos sentimentos dos outros e ao nossos próprios sentimentos, em observar mais, e agradecer a cada dia por simplesmente viver.


Ana Militz 12/07/2016minha estante
Esse livro é bem bizarro :L


Lucas 02/09/2016minha estante
Como é seu livro preferido,deve ter coisas interessantes.
Gostei muito da sua resenha então vou ler.


Yzah.Miranda 08/11/2016minha estante
estou querendo ler esse livro .... melhor resenha que eu já li


Marcos.Vinicius 05/02/2017minha estante
É sério que tem gente que gosta desse livro?!




Anna. 31/03/2013

Singelo. Sincero. Atordoante. Impactante. Infinito.
Sabe quando você se vê completamente absorvida, pensativa e concentrada, de modo que toda a sua atenção é sugada para algum ponto em sua mente e todos ao seu redor não passam de uma mancha diante dos olhos? Foi assim que eu me senti ao terminar a leitura de As vantagens de ser invisível.
Depois que eu o terminei, eu só fiquei ali parada, presa em minhas próprias divagações mentais e pensando sobre o que tinha acontecido. Ainda estou pensando. E não acho que vou parar de pensar por um bom tempo.

O enredo gira em torno do cotidiano de Charlie, um adolescente que está começando a explorar a vida (em sua concepção lata do termo), enfrentando todos os seus desafios impostos às pessoas de sua idade: as dificuldades do Ensino Médio, os primeiros sentimentos amorosos, o início da sexualidade e principalmente, as suas próprias questões existenciais.

Primeiramente, devo dizer que o que me chamou a atenção foi o modo da narrativa: o livro é contado por meio de cartas escritas por Charlie e endereçadas a um amigo-leitor, por meio das quais relatam seus pensamentos, reflexões, sentimentos e ações.

Outra peculiaridade foi o próprio estilo de escrita do autor. É a primeira vez que li um livro Stephen Chbosky e fiquei encantada. A escrita é tão simples, tão sincera, tão intimista, tão reflexiva. É diferente de qualquer autor que eu já li. Por meio de Charlie, o autor expõe pensamentos e expressa sentimentos de forma completamente única.

Charlie não é como nenhum personagem que eu já conheci. Eu fiquei maravilhada com seu caráter. Ele é doce, amável, honesto, altruísta, engraçado, emocional, curioso e extremamente inteligente mas, acima de tudo, trata-se de um personagem puramente bom. Ao longo da leitura, Charlie amadurece consideravelmente, enfrenta situações inteiramente novas, faz amizade com pessoas completamente diferentes dele e passa por inúmeras experiências que marcariam sua vida para sempre. Mas o que mais gostei de Charlie foi o fato do personagem, apesar de todos os sabores e dissabores da vida, permanecer fiel a si mesmo, mesmo que ele ainda não saiba quem ele é realmente. Depois de tudo o que ele passou, ele continua sendo BOM. Ele não é santo: ele fuma, bebe, xinga. Mas apesar de tudo, ele continua o mesmo cara puro de coração e genuíno em seu caráter.

Como se já não bastasse um protagonista indescritível, tem-se também maravilhosos personagens: a excentricidade de sua família, a graça de Sam, o alto-astral de Patrick, a calma de Bob, os conselhos de Bill; todos os personagens são carismáticos e muito bem construídos, causando ao leitor um sentimento de profunda familiaridade e identidade.

Trata-se de um livro de descobertas: descoberta de novas experiências, novos relacionamentos, novos sentimentos e principalmente de auto-conhecimento.

Em sua jornada do auto-descobrimento, Charlie compreende seu passado, desfruta de seu presente e projeta sua infinitude.

Eu acho que somos quem somos por várias razões. E talvez nunca conheçamos a maior parte delas.
Porque não há problema em sentir as coisas. E ser quem você é.

O ser humano não é um animal estático e imutável, mas livre e transtornado, confuso quanto ao seu mundo exterior, sua própria existência enquanto indivíduo e suas transformações.

Eu sempre me considerei uma incógnita para mim mesma: eu não me conheço. Provavelmente vou morrer sem obter êxito nessa tarefa, mas sinto que esse livro, de alguma forma, acendeu uma faísca sobre o meu auto-conhecimento. E isso pra mim, vale muito mais do que 5 estrelas.


Elton Cardoso 28/01/2013minha estante
Adorei a sua resenha, parabéns! :)


Bruno 13/04/2013minha estante
Nossa! Isso mesmo!!!! Bravo! Descreveu de forma ímpar alguns dos meus sentimentos com relação ao livro.


Pedro Garcia 14/07/2013minha estante
Resenha linda, Anna.




William Duarte 06/03/2012

As Vantagens de ser Invisível - Stephen Chbosky
Sam batucava com as mãos no volante. Patrick colocou o braço para fora do carro e fazia ondas no ar. E eu fiquei sentado entre os dois. Depois que a música terminou, eu disse uma coisa.
Eu me sinto infinito.

Infinito. Não poderia escolher outra palavra para descrever o livro As Vantagens de ser Invisível. Sabe quando você termina de ler um livro e não consegue parar de pensar nele, você deita para dormir, mas fica lá, horas e horas ainda pensando no livro? E digo mais, dias se passam e mesmo assim você não consegue tirar aquele livro da cabeça. E você se pega sorrindo por diversas vezes ao lembrar-se de algum momento engraçado, como se você fizesse parte de tudo aquilo.

Em As Vantagens de ser Invisível conhecemos Charlie, um ingênuo garoto de 15 anos em processo de amadurecimento. Muito são os desafios que ele tem de enfrentar, tais como o suicídio de seu melhor amigo, seu primeiro amor e até mesmo sua própria doença mental. E em meio a isso tudo ele tenta encontrar o grupo a qual ele pertence.

O livro é feito por cartas. Cartas escritas pelo próprio Charlie endereçadas ao seu Querido amigo. Por meio delas o garoto narra sua vida a ele, sem nunca revelar sua verdadeira identidade. E são exatamente essas cartas que fazem com que nos apaixonemos por Charlie. O modo como ele vê o mundo, sua ingenuidade, sua sinceridade. Não tentarei descrevê-lo, até porque não o conseguiria fazer. Ele é aquele tipo de personagem único, que ficará para sempre marcado na mente do leitor.

Então, essa é a minha vida. E quero que você saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim.

Stephen Chbosky aborda diversos temas polêmicos presente na vida de vários adolescentes. Gravidez precoce, violência domestica, drogas, homossexualismo, entre muitos outros. Mas não é isso que mais impressiona o leitor, o impressionante é o modo com Charlie narra todos esses acontecimentos. De forma ingênua e pura, que me fez refletir muito sobre esses temas, e até mesmo derrubar alguns conceitos que eu possuía antes de ler o livro.

E eu gostaria de poder passar para vocês tudo que esse livro me fez sentir. Eu sorri, chorei, tive medo. Imagino que esse livro me passou todos os sentimentos que um livro é capaz de passar e agora eu quero que todos possam lê-lo. Que todos, assim como eu, possam aprender com o Charlie. Quero que todos vocês possam se sentir infinitos, como eu estou me sentido agora.

Às vezes eu olho para fora e penso que um monte de outras pessoas viu essa neve antes. Assim como eu penso que um monte de outras pessoas leu aqueles livros antes. E ouviram aquelas canções.
Eu me pergunto como elas estão se sentindo esta noite.

Esse livro mexeu comigo de uma forma que pouco conseguiram fazer, talvez nenhum. Foi difícil iniciar outra leitura, nada parecia tão bom. Nada iria mais me fazer sentir tudo que As Vantagens de ser Invisível fez. Um livro infinito, que levarei comigo pelo resto da minha vida.

Para mais resenhas:
O Livreiro Maluco
www.livreiromaluco.com
Daniel 18/01/2013minha estante
O que eu acho mais legal é que tanta gente está ouvindo The Smiths pela primeira vez por causa deste livro...


Ellen 02/08/2013minha estante
Nossa ameeeeei sua resenha, de verdade... Senti que finalmente alguém expressou um pouco que sinto pelo livro... Muito bom msm ^^


Taisa Porto 16/08/2013minha estante
Exatamente isso!




Leonardo Drozino 04/11/2011

As Vantagens de Ser Invisível, é o que se pode chamar de livro clássico e épico. Para começar, a forma compo a história se desenrola, por cartas, é muito original, e deu um ritmo constante na história desde o título até a última linha.
É quase impossível encontrar um livro que o ritmo permaneça o mesmo ao longo da história, pois, alguns possuem partes empolgantes, e outras maçantes, e AVDSI, é empolgante do começo ao fim.
É assustador de ler esse livro, honestamente. O protagonista, narra os fatos que acontecem em sua vida de uma forma tão inocente, que embora ele faça parte de todas as coisas estranhas que acontecem na vida dele, ele narra isso como se fosse um observador externo. Ele está lá, e ao mesmo tempo não está. Charlie, é um garoto de 15 anos, que presencia estupro, drogas, agressão física, e isso vai mexendo com a mente dele ao longo das páginas, o que é quase imperceptível... Os fatos são avalanches que fazem um sentido assustador no final.
É muito engraçado, e atordoante, ainda mais por que está longe de ser um livro de ficção, parece mais uma história real.

É difícil descrever, mas cada detalhe do livro é importante, desde o título, até as datas das cartas.
Leitura super recomendada, um dos melhores livros que li esse ano, com certeza.
anat1506 21/11/2011minha estante
é exatamente desse jeito que eu descreveria esse livro, é realmente épico e clássico, no começo eu achava que Charlie era muito inocente, mas no final tudo se abriu diretamente como uma avalanche ( como você disse), sua resenha está incrível.


Leonardo Drozino 21/11/2011minha estante
Obrigado! Mas a minha resenha é simples, comparado ao verdadeiro sentimento do livro. Ele é épico. Nunca li nada assim antes, e provavelmente lerei novamente, e novamente... ;)


peg 06/12/2011minha estante
Adorei a sua resenha, é o que eu chamo de cativante.




Andressa 10/01/2012

Sentimento pós-livro
Após terminar de ler o livro eu me deitei na cama. E olhando o teto, passaram por mim milhares de pensamentos, concepções e milhares de realidades. E diferente dos outros muitos livros que eu li, dessa vez eu me sentia muito eu mesma. Nunca tinha me sentido tanto eu em tanto tempo.
E mesmo que fosse somente um livro, eu senti como se o Charlie fosse real, como se ele fosse realmente um amigo que tinha passado por tudo aquilo. Senti que por mais que as coisas ficassem ruins, algum dia elas sempre acabavam melhorando, e depois ficavam ruins novamente. Mas aprendi com ele a lembrar dos momentos felizes quando estávamos em momentos ruins. Nem sempre funciona, mas é importante tentar!
Fiquei feliz por ter compartilhado muitas alegrias, tristezas e momentos estranhos com ele. Eu não me sentia parte do livro, eu senti que o livro fazia parte da minha vida. E talvez, só talvez seja esse o propósito do autor.
Imaginei também que as cartas que ele escrevia para seu amigo anônimo fossem para todos aqueles que entendiam o Charlie, sem julgá-lo ou qualquer outra coisa, só entendiam! E pensei também que esse deve ter sido o outro propósito do autor.
Não vou dizer aqui que o livro será uma experiência inesquecível para todos! Todos nós temos uma forma diferente de enxergar certas coisas, e o mesmo acontece com o Charlie. Ele tinha uma forma diferente de ver as coisas, e algumas pessoas não entendem o ponto de vista de outras, essa é a vida.
Nem espero que o livro se torne um best seller, porque afinal é a vida de um adolescente, uma pessoa normal como todos nós que é contada ali. Todos os seus dramas, experiências, e erros, tudo muito humano. O livro não precisou de varinhas ou qualquer outra coisa sobrenatural, e acho que deve ter sido por isso que eu o senti tão real.
Seria preciso muito mais que palavras para descrever os sentimentos que passaram por mim quando eu li. Mas é importante sempre tentar fazer uma coisa, mesmo que ela não fique boa, ou que ninguém perceba!
Miks 28/04/2012minha estante
Acho sua resenha foram as palavras que melhor descreveram este livro...


Vitor 30/05/2012minha estante
Acho sua resenha foram as palavras que melhor descreveram este livro... [2]




Amanda Azevedo 24/07/2012

"A gente aceita o amor que acha que merece."

Você já se sentiu infinito? E você já se sentiu invisível? Na adolescência essas sensações são uma constante. Nessa fase da vida nós geralmente vivemos de extremos, sentimos que podemos tudo e no minuto seguinte sentimos que não somos ninguém. Talvez, para muitos, esses não sejam sentimentos exclusivos da adolescência, mas nessa época, divagações desse tipo parecem nunca cessar.

Charlie — nosso protagonista — tem 15 anos e resolveu que não quer mais ser um mero observador, ele quer participar. Ele quer ser visível, para o mundo, para as pessoas e para ele mesmo. E assim ele conhece Sam e Patrick e aos tropeços eles vão se descobrindo. Em meio à diversão e sofrimento, descontração e seriedade eles tentam encontrar seus lugares — se é que podemos chamar de nosso algum lugar nesse mundo.

O livro é narrado em formato de cartas. São cartas que o Charlie escreve para um amigo que nós não sabemos quem é. Aliás, muito provavelmente nem seu nome é realmente Charlie, pois ele diz que optou por mudar os nomes citados para que seu “querido amigo” não soubesse sua real identidade. As cartas são extremamente pessoais, íntimas e é através dela que vamos conhecendo o Charlie: sua vida, seus medos, paixões, problemas, anseios. Charlie é um personagem puro, simples e diria que é até mesmo ingênuo, mas sua forma de ver o mundo nos cativa.

Pra deixar tudo ainda mais bonito, o livro tem algumas referências musicais e também referências a outros livros — quem me conhece sabe o quanto eu adoro isso! — como: Beatles (Blackbird e DearPrudence), Nirvana (Smells like teen spirit); e aos livros: O apanhador no campo de centeio, Pé na estrada, Este lado do paraíso entre outros.

As vantagens de ser invisível é um livro que nos remete a milhões de pensamentos a partir de uma história simples, contada sob a perspectiva de um personagem simples, que usa uma linguagem simples, mas não se enganem, pois é um livro rico se você souber extrair tudo o que encontrar nas singelas palavras de Charlie. Esse livro é a prova de que muitas vezes menos é mais.

"Mesmo que não tenhamos o poder de escolher quem vamos ser, ainda podemos escolher aonde iremos a partir daqui. Ainda podemos fazer coisas. E podemos tentar ficar bem com elas." — Página 221
comentários(0)comente



Mateus 21/01/2013

É quase impossível para mim escrever algo a respeito de As Vantagens de Ser Invisível. É como descrever o que é o amor, o que é a saudade, qual o sentido das coisas... Bem, é como tentar descrever tudo aquilo que é muito importante na vida. Isso porque, como disse um grande escritor certa vez, muitas vezes as palavras diminuem o que é importante. E não quero diminuir nem um pouco a importância de As Vantagens de Ser Invisível, ou aquilo que o livro me fez sentir, como fez algo grande crescer dentro do meu peito. Por isso é melhor ficar em silêncio, ouvindo "Asleep" tocar fundo em meu coração e esperar que Charlie, Sam ou Patrick apareçam um dia desses em minha vida. Fumando, interpretando The Rock Horror Picture Show, andando em túneis... Bem, fazendo aquilo que fazem melhor: deixando suas marcas.

O que sei é que, por mais que eu me pareça com Charlie, também seja invisível e tenha visto vários de meus atos reproduzidos nas páginas do livro, mesmo que leia mil livros no futuro, As Vantagens de Ser Invisível será sempre meu livro favorito e isso não vai mudar nunca. É lindo, triste, divertido, comovente. Não tão simples assim, mas é o que minhas parcas palavras conseguem expressar. O resto deixo com meu coração, explodindo silenciosamente dentro do peito.

Agora é esperar a tristeza ir embora, essa que apareceu desde o momento em que deixei passar a última página do livro. Mas é o mesmo tipo de tristeza que a Sam sentiu, o tipo de tristeza esperançosa, que vai passar rápido. Vai passar nos momentos que embarcar novamente nas memórias de Charlie e sentir como ele, agir como ele, respirar como ele. Nos momentos que estiver ouvindo as músicas da fita "Aquele Inverno". Nos momentos felizes, nos tristes, nos que me sentir infinito. Como agora... Eu me sinto infinito.
Matheus Caixeta 22/01/2013minha estante
Sua resenha ficou impecável ;)


Miks 22/01/2013minha estante
Voce conseguiu expressar completamente o que o livro nos passa!!!

Esplêndida sua resenha!!!
^^


Violetanne 02/02/2013minha estante
Bela resenha, Mateus, como sempre! hehehe
e como eu falei no meu recado, vejo que as vantagens mudaram sua vida *-*

E você traduziu o sentimento que eu tive após ler o livro: uma vontade imensa de poder conhecer Charlie ou até mesmo acreditar que existem pessoas assim no mundo. Acho que mesmo depois de um ano que li o livro, ainda continuo acreditando. :)


Caroline 11/06/2013minha estante
Mais uma resenha excelente. Parabéns!


SG1 20/08/2013minha estante
O filme me pareceu uma porcaria perto da sua resenha, imagina se em comparação com o livro? Bom, isto não é grande novidade (livros serem milhares de vezes melhores que os filmes), mas sua resenha me deu vontade de largar os irmãos Baudelaire (pobrezinhos!) para conhecer melhor Charlie, Sam e Patrick.


Mateus 25/08/2013minha estante
Contrariando o que ocorre sempre, o filme de As Vantagens de Ser Invisível é tão bom quanto o livro. Na verdade, gosto de pensar que livro e filme se completam. Vale muito a pena tanto ler sobre Charlie, Sam e Patrick, quanto ver as ótimas interpretações dos personagens pelo Logan, Emma e Ezra (:


Rafa Sotirakis 04/03/2014minha estante
Matheus para de divar no skoob kkkk
:p
Tu devia ser crítico literário! Eu já te disse isso?


patita 21/01/2015minha estante
Gostei bastante deste livro.




v1gn2r 28/12/2012

Não faz jus ao hype.
Se você for um pré-adolescente a identificação é imediata, o mesmo vale para pessoas nostálgicas sobre essa fase da vida, mas como literatura "adulta" "As vantagens de ser Invisível" não convence e muito menos impressiona.
É quase como ver uma temporada de "malhação" em forma de livro, onde assuntos sérios e pesados são apenas pincelados com certa covardia devido a audiência a que são direcionados.
SPOILER ABAIXO:
Apesar de não fazer parte da minha realidade em relação a inocência, me identifiquei bastante com a melancolia do personagem principal, e por achar que isso faz parte da personalidade de forma inata, odiei o cliclê do abuso infantil para justificar esse comportamento.
O ápice de toda a construção do personagem, que é a depressão profunda e o "breakdown" nos momentos finais, é retratada em poucas páginas e de forma rasa, a versão cinematográfica, teve muito mais sucesso nesse sentido.
Enfim, vale mesmo por algumas reflexões pertinentes sobre o turbilhão de sentimentos nessa passagem de descobrimento e transição à vida adulta.
Gi 29/12/2012minha estante
O livro trata de MUITAS outras coisas alem desse "universo adolescente" a que você se refere (porra, você comparou com Malhação, pqp). O livro trata, principalmente de um psicológico muito intimo. É sobre aquelas coisas em que não admitimos nem pra nos mesmos. E a maneira como o autor descreve isso é incrível.
Claro, você tem sim seu direto de se expressar, mas, por favor, REFLITA sobre o livro antes de julgar ;)


v1gn2r 30/12/2012minha estante
Gi.
Eu não estou julgando o livro até porque não sou critico literário, eu fiz minha resenha baseada apenas na MINHA experiência com ele, ninguém é obrigado a concordar com ela.
[Eu até iria fazer um comentário mais elaborado, mas após ver sua "estante" não me surpreende que você tenha se identificado com o livro, rs.]


Naty 01/01/2013minha estante
Vagner, concordo com você.

Eu talvez fosse mais dura ainda na resenha. Porém, para não prolongar muito o comentário, diria que foi basicamente uma total decepção. Não me identifiquei em nada com ele, achei a história rasa, básica e entendiante. Não tenho nada contra quem gostou, mas a leitura ficou bem abaixo das minhas expectativas.
E ressalto, aqui, uma coisa que você disse e que eu não poderia concordar mais: "Se você for um pré-adolescente, a identificação é imediata, e o mesmo vale para pessoas nostálgicas sobre essa fase da vida, mas como literatura "adulta", "As Vantagens de Ser Invisível" não convence e muito menos impressiona".
É EXATAMENTE isso o que acho. Minhas desculpas aos fãs do livro, mas ele não mudou em nada a minha vida.

E o comentário que fez em resposta ao da Gi... Eu ri. kk


Aninha 07/01/2013minha estante
Finalmente alguém que compartilha a mesma opinião que a minha;estava me sentindo uma anormal rsrs só ouvia elogios do livro,da estória,dos personagens,da lição que o livro passa,blá blá blá...concordo plenamente com tudo que você diz,tinha grandes expectativas para com o livro,mas me decepcionei.


Amanda 29/01/2013minha estante
Concordo com você. Achei o livro legalzinho, mas fizeram tanto alvoroço sobre ele("é o melhor livro que li na minha vida"; "me identifiquei demais com o Charlie" etc. e tal) que eu acabei me decepcionando.


Ariane Miyazaki 14/08/2013minha estante
Não, não foi o melhor livro da minha vida! Mas comparar à Malhação é demais, amigo.

A narrativa em cartas prendeu minha atenção e a leitura foi bem rápida e gostosa. Sobre as críticas a Charlie e sua 'melancolia', sinceramente, ninguém nasce melancólico ou depressivo!!! Não é uma característica inata, mas situações e escolhas da vida tornam uma pessoa assim. No caso do livro, foi o abuso.

O autor resolveu focar no crescimento pessoal do Charlie, nas relações familiares e na amizade e de uma forma agradável de ler. Não é um livro sobre drogas e nem sobre pedofilia.


Cecília 11/07/2015minha estante
Concordo plenamente.
Além do que você disse, outra coisa que me deixou bastante irritada foi o fato do Charlie soar como uma criança, se a idade dele não fosse dita no livro eu diria que ele tem cerca de 10 anos.




Karine 27/11/2010

É absolutamente impossível descrever esse livro. Charlie é um personagem incrivel! É até dificil dizer que ele é um personagem, porque parece tão real. Ele fala abertamente o que sente e o que pensa em cartas tão intimas, que te fazem acreditar que sim ele existe e que essas cartas foram escritas para você. Charlie é um garoto simples, que muitas vezes peca por ser tão observador, mas ele se torna sábio por isso. É interessante como ao mesmo tempo em que sentimos que conhecemos Charlie como ninguém, nos deparamos com o fato de que não se sabe nada sobre ele, quem realmente é, onde mora... nem mesmo seu nome.
Amanda Azevedo 20/06/2012minha estante
Esse livro é um dos próximos que lerei. Já dei uma folheada, li algumas cartas, mas não deu pra ter uma boa noção da história. Vi o trailer do filme esses dias, tá bem legal. Como não li o livro ainda não posso dizer se os atores escolhidos fazem jus as descrições do livro, mas gostei muito da escolha do elenco. Enfim, espero gostar tanto do livro como você.
Beijos, boas leituras!
^^


Karine 20/06/2012minha estante
Oi, Amanda :)
Dois personagens tem características físicas bem diferentes do livro, mas quando você ler vai ver que isso não tem importância. O trailer é só uma sinopse do livro, não é nem 20% de tudo.
Tomara que goste, é um livro lindo (sou suspeita, é meu favorito de todos)
Beijo e boas leituras pra você também :)




Vickie 05/05/2013

Feel Infinite
Querido Amigo,
Depois daquele hype todo da estréia do filme com o Logan Lerman e a Emma Watson, o livro, de nome Vantagens de Ser Invisível virou um sucesso mundial, subindo de um clássico (como O Apanhador no Campo de Centeio) para uma sensação YA (young-adult). Resolvi ler o livro, e ele recebeu 5 estrelas minhas. Vamos ver o porquê? ^^
O livro conta a história de Charlie, um adolescente de 16 anos. Achei legal que em nenhum momento sabemos o nome dos seus pais, irmãos, somente de alguns amigos mais próximos. Ele é todo em formato de cartas. Charlie conta seu dia-a-dia (como se fosse um diário) para um desconhecido, chamado de Querido Amigo. Ou seja, conseguimos entrar na mente de Charlie, sentir o que ele está sentindo e fazer o que ele está fazendo.
O livro trata com muita naturalidade assuntos meio "polêmicos" como drogas, sexo, bebidas, e muito mais. Ou seja, Charlie conta suas "aventuras" no mundo adolescente de uma forma completamente natural, leve e humana. O livro apresenta questionamentos, frases ótimas, muitas reflexões e tal "sem querer". Nós temos que ler com um olhar aprofundado, porque nada lá é um fato. Tudo é contado por Charlie, então só sabemos o que ele sabe.
Achei o livro amável. Charlie é um menino um pouquinho autista (eu penso), introvertido, ingênuo e amigável. Ele é super fofo, porque expõe suas opiniões de um jeito completamente infantil, como falar de sua vontade da "primeira vez" com uma garota, como se estivesse falando sobre um filme que viu na semana passada. Você se identifica com ele, ama ele, dá vontade de dar umas broncas, mas quer pegar ele no colo e falar que está tudo bem. Obviamente algumas atitudes dele são estúpidas, mas o torna mais humano ainda.
Ele possui dois amigos (que são meio-irmãos), a Sam (Emma Watson) e o Patrick (Ezra Miller). Eu confesso que amei o Patrick. Ele é gay, engraçado, maduro, meio doido e super fofo. Você com certeza vai querer ele como melhor amigo. Na minha opinião, a Sam não é uma óóótima amiga. Eu realmente não gostei dela, sempre senti que ela tinha pena do Charlie, ou simplesmente queria se aproveitar dele. Os amigos do Charlie são ótimos, mas vamos concordar, são más influências. Por causa deles, Charlie entra no mundo das drogas e da bebida.
Enfim, o final do livro é surpreendente, implicito e agoniante. Dá vontade de gritar Como você não percebe???? e reler o livro inteiro. O livro é maravilhoso, a capa (versão do filme) é linda, e super alegre. A diagramação é ótima, bem no formato de carta mesmo, com a fonte perfeita e folhas brancas (adoro).
Não tem do que falar desse livro. Ele me fazia deitar e refletir a cada carta. É impossível descrevê-lo, e só quem lê experimenta todas as sensaçações que o Stephen Chbosky passa para a gente.
Nota 10. Perfeito, emocionante, descontraído, engraçado, simples e inteligente.
Você tem que ler.
Com amor, Vickie
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Marina 02/09/2012

Você vê as coisas. Você guarda silêncio sobre elas. E você compreende.
"AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL"
★★★ 3.5 fitas com lado B invernal

Devido ao lançamento do filme com o Logan Lerman e às centenas de trechos espalhados pelo Tumblr ("We accept the love we think we deserve", "I swear we were infinite"), muita gente tem se interessado por esse livro. Então, vamos lá: se você estranhar a ingenuidade e a imaturidade do protagonista no princípio, NÃO DESISTA. Você acaba se acostumando e vale a pena no final das contas, porque a) o livro é excelente e b) apesar disso, o Charlie também é amável, sincero e encantador. Eu me identifiquei muito com os personagens — que, por sinal, são incríveis — e as vivências deles (mesmo algumas tendo soado um pouco irreais), e acho que isso fez toda a diferença, sendo que o livro todo tem muita identificação com o mundo adolescente. Várias das frases do Charlie me fizeram sentir saudade da escola, pensar "É ISSO, EXATAMENTE!" e desde então não saíram mais da minha cabeça. Sem falar nas referências musicais, que são ótimas, e nos livros que o Charlie lê a pedido de seu professor. (Eu queria que ele tivesse discorrido a respeito do que achou das obras nas cartas, mas tudo bem.)
Enfim, acho que é um daqueles livros para os quais todo mundo devia dar uma chance. Além de ter uma narrativa fácil e divertida, é inteligente e retrata muito bem dilemas de autodescobrimento, caráter e amizade. Talvez eu tivesse gostado mais se ainda fosse adolescente, mas mesmo assim, As Vantagens de Ser Invisível com certeza figura entre as leituras mais tocantes que fiz esse ano!!

E não precisa desanimar só por ser DA ROCCO: dessa vez, ninguém vai ter que decidir entre dar entrada na casa própria ou comprar o livro. O preço não está nenhum absurdo, só que vários errinhos passaram pela revisão. Acho que isso vai ser resolvido quando lançarem "As Vantagens de Ser Invisível" com a capa do filme.



Recomendo:
Quem gostou de "Looking for Alaska" e do filme "Se enlouquecer, não se apaixone"
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Ed 24/12/2012

Querido amigo,
"Se você ouvir a canção "Asleep" e pensar naqueles lindos dias de chuva que fazem você se lembrar das coisas, e você pensar nos mais belos olhos que já viu, e você chorar, e a pessoa abraçar você, então eu acho que você vai ver a fotografia".

O livro possui uma estrutura parecida com "Precisamos Falar Sobre o Kevin" de Lionel Shriver, ou seja, é narrado em forma de cartas e, aos poucos, um estudo de personagem vai sendo desenvolvido. Um outro paralelo pode ser feito com "Mysterious Skin" de Scott Heim, além de ambos adentrarem nos bloqueios causados por algum tipo de trauma, também possuem um eixo semelhante no enredo - porém, evitarei ser mais explícito e correr o risco de revelar partes importantes das obras. Irei me limitar a dizer que "As Vantagens de Ser Invisível" trata a questão de forma mais sensível através do tom que o enredo pede, sendo sempre amenizado e mais fácil de digerir, principalmente se você for uma pessoa mais sensível.

Stephen Chbosky utiliza diversas referências como: It's a Wonderful Life, To Kill a Mockingbird, The Rocky Horror Picture Show, The Great Gatbsy, The Catcher in the Rye, The Graduate, Dead Poets Society, Harold and Maude; Beatles, Smiths, Nick Drake, Simon & Garfunkel, Smashing Pumpkins, U2, Pink Floyd; Fitzgerald, Shakespeare e Kerouac. Se você gosta do que foi citado, é possível que a identificação com o livro seja rápida, quase instantânea. O livro é pequeno, mas isso não define o quanto um livro pode ser grande ou pequeno em termos de conteúdo. The Perks of Being a Wallflower é grandioso.

Sinto-me obrigado a dizer que também me sinto infinito. Sinto a sensação do vento.
Às vezes também deixo de ser invisível.

Com amor,
Ed
Daniela 24/12/2012minha estante
"É um livro pequeno, mas isso não define o quanto um livro pode ser grande", resenha incrível, Ed! Deixou-me com uma vontade imensa de, assim que possível, correr na livraria para comprar o livro e devorá-lo o mais rápido possível.


Gilberto 25/12/2012minha estante
ual... depois desta resenha só posso lhe dizer o que sempre lhe digo, ( e com mais convicção ainda), sou teu fã . Deu até vontade de ler ela ed :)


Caio Dantas 25/12/2012minha estante
Amei, obrigado por ter me mandado o link, isso me fez bem!


Ed 29/04/2017minha estante
Resolvi compartilhar alguns trechos que me marcaram bastante:

"Procure ser um filtro e não uma esponja".

"Sam e eu fomos para a cozinha e ela acendeu a luz. Uau! Era tão brilhante, eu não podia acreditar. Era como se você visse um filme no cinema de dia e, quando sai do cinema, não consegue acreditar que ainda é de dia do lado de fora."

"Depois do jantar é que assistimos ao filme A Felicidade Não Se Compra, e eu comecei a me sentir cada vez mais triste. Quando estava subindo as escadas para o antigo quarto do meu pai, e olhando as velhas fotografias, comecei a pensar que houve uma época em que essas coisas não eram lembranças. Que alguém tirou aquela foto, e as pessoas na foto estavam almoçando ou coisa parecida."

"Só sei que outro garoto sentiu a mesma coisa. Dessa vez, quando está tranquilo do lado de fora e você vê coisas se mexendo, e não quer isso, e todos estão dormindo. E todos os livros que você leu foram lidos por outras pessoas. E todas as canções que você gostou foram ouvidas por outras pessoas. E aquela garota que é bonita para você, é bonita para outras pessoas. E você sabe que, se enxergasse esses fatos quando era feliz, se sentiria ótimo, porque estaria descrevendo a "união"".

"Bill achou meu trabalho sobre O Apanhador No Campo De Centeio (que escrevi em minha nova máquina de escrever antiga!) o melhor que já fiz. Ele disse que eu estava me "desenvolvendo" em um ritmo rápido e me deu um livro diferente como uma "recompensa". É On The Road, de Jack Kerouac. Agora fumo mais de dez cigarros por dia."

"Quase pude ver a sessão de fotos e a atriz ou modelo indo comer um "lanche leve" com o namorado depois. Pude vê-lo perguntando a ela sobre o dia, e que ela não havia pensado muito nisso, ou talvez, se fosse a primeira capa de revista, como estaria empolgada porque estava começando a ficar famosa. Pude ver a revista nas bancas e um monte de olhos anônimos olhando para ela, e como as pessoas pensariam que era importante. E depois como uma garota como Mary Elizabeth ficaria com raiva com a atriz ou modelo mostrando a parte de cima dos seios junto com outras atrizes e modelos fazendo a mesma coisa, enquanto algum fotógrafo como Craig veria apenas a qualidade das fotografias. Então pensei que haveria alguns homens que comprariam a revista e se masturbariam com ela. E me perguntei o que a atriz ou o namorado dela pensava disso, se pensava alguma coisa. E depois eu pensei que já era hora de eu parar de pensar."

"É como quando minha médica me contou a história daqueles dois irmãos cujo pai era um alcoólatra mau. Um irmão se tornou carpinteiro quando adulto e nunca bebia. O outro terminou sendo um bebedor tão mau quanto o pai. Quando perguntaram, ao primeiro irmão porque ele não bebia, ele disse que depois que viu o que isso tinha feito ao pai, nunca pegaria o mesmo caminho. Quando perguntaram ao outro irmão, ele disse que achava que tinha aprendido a beber no colo do pai. Então, acho que somos quem somos por várias razões. E talvez nunca conheçamos a maior parte delas. Mas mesmo que não tenhamos o poder de escolher quem vamos ser, ainda podemos escolher aonde iremos a partir daqui. Ainda podemos fazer coisas. E podemos tentar ficar bem com elas."

"A gente aceita o amor que acha que merece."

"Quando estava indo para casa, só conseguia pensar na palavra "especial". E pensei que a última pessoa que me disse isso foi a tia Helen. Foi muito bom ter ouvido isso novamente. Porque eu acho que todos nós nos esquecemos às vezes. E eu acho que todo mundo é especial à sua própria maneira. É o que eu penso."

"Acho que, se um dia eu tiver filhos e eles ficarem perturbados, não vou dizer a eles que as pessoas passam fome na China nem nada assim, porque isso não mudaria o fato de que eles estão transtornados. E mesmo que alguém esteja muito pior, isso não muda em nada o fato de que você tem o que você tem."

"Não estava com vontade de ler naquela noite, então desci as escadas e assisti a um comercial de meia hora que anunciava um aparelho de ginástica. O número de discagem gratuita piscava na tela, então eu telefonei. A mulher que atendeu do outro lado da linha se chamada Michelle. E eu disse a Michelle que era um garoto e não precisava de aparelho de ginástica, mas que esperava que ela tivesse uma boa noite. E então Michelle desligou na minha cara. E eu não me importei nem um pouco."




Paula 30/04/2013

Eu não acredito que consegui ler esse livro até o fim. Eu li muitas resenhas elogiando esse livro e dizendo o quanto ele era fantástico, alguns até elegeram como o melhor do ano (esse livro virou até um filme e isso é inacreditável!) então acho que provavelmente o problema sou eu, ou talvez se eu o tivesse lido quando tinha catorze anos poderia ter gostado. O livro são cartas escritas por um adolescente a um desconhecido narrando fatos e experiências da sua vida, que é completamente desinteressante. Não tem vantagem ser invisível! A única vantagem que encontrei foi que consegui ler o livro super rapidinho, o livro é pequeno, pouco mais de 200 páginas. A história é sobre um garoto tímido que acaba de entrar no ensino médio e sente-se deslocado diante desse mundo novo que é a adolescência e os conflitos dessa idade. Até aí tudo bem, é completamente clichê, e vai retratando uma geração adolescente do ínicio da década de 90 que ainda tentava entender o mundo mudando ao redor deles. Vemos os personagens Sam, uma garota underground e o homossexual Patrick e o protagonista Charlie e a relação de amizade entre eles, conflitos adolescentes, sexo, drogas e etc. Em determinados momentos eu senti que tudo parecia estar acontecendo rápido demais. Os diálogos as vezes faltam, já que algumas vezes o protagonista resume uma conversa em poucos parágrafos e isso também me irritou um pouco. Livro chatissimo, sei que muita gente discorda de mim, mas não consigo fingir que o livro é bom gente, me desculpem!
Alan 01/05/2013minha estante
Sinceramente parabéns por ter conseguido Ler o livro eu o abandonei é MUITO CHATO
E o mais impressionante é ver gente dizendo que este foi o melhor livro que leram.


*Rô Bernas 29/05/2013minha estante
Bem...eu sou mais uma que entro pra fila de quem achou o livro chato...achei um saco rsss :/




Amanda 20/02/2013

Superestimado.
Amanda 18/03/2013minha estante
Também achei.




Evelyn 01/05/2013

Vejam o filme que é melhor.
Fiquei indignada com esse livro, todo mundo falando bem,rasgando de elogios e lá fui querer ler. Primeiro que eu não consegui sentir NADA de bom em relação a esse livro, só raiva por ter comprado e pagado caro por ele. Resolvi ver o filme que é bonzinho e consegue demostrar o verdadeiro Charlie, diferente no livro.

Em nenhum momento vi graça, tristeza, NADAAAAAAAAAA esse livro tão nem nada de INFINITO. Até as frases que no livro não faz sentindo mas faz no site PENSADOR. Tem gente que gosta desse tipo de leitura mas eu me arrependo de ter comprado.

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