O Demônio do Meio-dia

O Demônio do Meio-dia Andrew Solomon




Resenhas - O Demônio do Meio-dia


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Fa 18/09/2019

A depressão vista pelos mais diversos espectros
Livro fantástico! Rico demais para quem sofre da doença. Achei incrível que ele não se fecha em uma visão direta, pelo contrário, mostra os mais diversos tipos e as mais diversas formas que a depressão tem.

Para os depressivos (como eu), leia! Você entende muito mais o que sente, os lados da doença, as formas de tratamento, e várias outras informações poderosas que ajudam a lidar com a vida.
Para os não-depressivos, leiam! Precisamos desconstruir o estigma da doença, muita gente sofre e nega para o mundo e para si e sofrem caladas com isso. Viver com esse sofrimento e negá-lo ou escondê-lo é doloroso demais.
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Lili 05/09/2019

Livro Incrível
Livro incrível, rico em conteúdo. Certamente um livro essencial para entender um pouco sobre depressão.
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Andreia Santana 29/07/2019

Para mitigar a solidão dos depressivos
Nomear o mal para assim, conhecendo-o, poder lutar contra ele. O demônio do meio-dia: uma anatomia da depressão, de Andrew Solomon (Companhia das Letras, 2014), não só batiza, como faz a autópsia de um dos males mais cruéis e, ainda hoje, incompreendidos, embora a notificação de casos venha aumentando no rastro da busca cada vez maior por esclarecimento sobre os transtornos depressivos.

O livro, lançado em 2001 e publicado no Brasil em 2014, com um epílogo exclusivo para a edição brasileira ,onde o autor atualiza alguns fatos da edição original, contribui significativamente para diminuir o estigma sobre a doença. Mérito, aliás, do excelente trabalho de reportagem do autor, que é também um paciente em tratamento, com histórico de pelo menos três grandes surtos depressivos, como ele mesmo descreve.

Mas, o livro vai além de um relato pessoal ou de uma pesquisa aprofundada e desenvolve no leitor que não conhece o assunto na carne, a empatia por quem luta para não ser devorado por esse ‘demônio’. Me senti tocada e muito próxima das pessoas que sofrem da doença. Ao menos, mais capaz de compreendê-las.

Esclarecedor, sensível, rico em detalhes e extremamente didático, o que ajuda bastante como introdução ao tema para quem é leigo no assunto, a obra traz ainda muitos relatos de pacientes, com seus dramas e histórias de vida, bem como as tentativas de vencer a depressão.

O livro é denso e recheado de informações. Exige atenção na leitura, oferece quase 100 páginas só com notas explicativas, mas ainda assim é uma leitura agradável, sem academicismos, que dialoga com o leitor comum e descortina para ele um tema espinhoso, sem simplificar demais e sem complicar só por puro pedantismo.

Vale destacar as análises bastante lúcidas do autor sobre a atuação da indústria farmacêutica no tratamento da doença e do quanto, se por um lado, doentes de depressão precisam muito dos remédios para lutar contra o mal; por outro, existe uma tendência meio irresponsável de certas áreas da medicina em banalizar a prescrição de antidepressivos para quem não necessariamente precisa dessas drogas.

Solomon também passa em revista as psicoterapias, mostrando o quanto tomar coquetéis de remédios sem ter um acompanhamento psiquiátrico adequado é ineficaz para evitar recaídas. Do mesmo jeito que apenas fazer terapia sem o uso dos fármacos, para muitos doentes, não surte efeito e agrava os episódios da doença.

Os problemas da mente, como Andrew Solomon diz tão bem, ainda acarretam preconceito e falar do assunto é tabu, daí ele afirmar que “a depressão é uma doença solitária”. Por medo, por desconhecimento, por indiferença, a depressão ainda não recebe a atenção e cuidados compatíveis com o impacto que provoca não só na vida dos doentes, mas na de todos ao redor dele e na própria sociedade, em termos, por exemplo, da produtividade, criatividade e participação laboral e social dos afetados.

A depressão estigmatiza e enche os doentes de culpa. Pessoas com depressão acumulam quantidades impensáveis para quem não sofre da doença de sofrimento psíquico justamente por tornarem-se incapazes de ser elas mesmas e de produzir como fariam se não estivessem doentes.

Se enchem de tristeza ainda maior porque têm consciência do quanto suas famílias sofrem. E Solomon ilustra o quanto a doença é cruel ao trazer para o leitor de O demônio do meio-dia,/i> as inúmeras histórias de depressivos e de suas batalhas contra a doença incapacitante. Principalmente de mães depressivas que acabaram arrastando os filhos para esse mesmo poço, criando um ciclo difícil de quebrar.

Por outro lado, ele também faz um alerta para as famílias sobre a forma correta de acolher e amparar seus membros acometidos pelo problema. Segundo o autor, fingir que não está acontecendo nada, mantendo o demônio trancado no armário não faz com que ele desapareça ou diminui os estragos que é capaz de causar.

De forma bastante franca, o autor toca ainda no maior dos tabus dentro do espectro da depressão, o suicídio. E faz isso expondo a própria tentativa de se matar e contando as experiências de outros entrevistados. As histórias das pessoas entrevistadas pelo escritor, inclusive, são comoventes e dramáticas, mas o autor, até por viver a realidade da doença, não explora os dramas de suas fontes de forma banal, nem mesmo quando aborda a sombra do suicídio.

Ao contrário, ele dá voz a um grupo invisível e, em até certa medida, marginalizado e desumanizado por tratamentos que ao invés de buscar o modo peculiar como a doença mental se manifesta de pessoa para pessoa, homogeniza todos os pacientes em um amálgama sem contornos.

Se o doente depressivo já é estigmatizado, o doente depressivo que tentou se matar representa quase uma mácula indesejada para uma sociedade que não admite a existência sequer das pequenas tristezas cotidianas, que dirá de um abismo que oferece a morte como solução final.

Considerado um dos melhores tratados sobre o tema não escritos por psiquiatras, O demônio do meio-dia deriva de artigos que Andrew Solomon escreveu ao longo da década de 1990 para a revista New Yorker. O livro foi finalista do Prêmio Pulitzer, em 2002, e também recebeu homenagens como a do National Book Award, em 2001.

Todo esse reconhecimento, bastante merecido, ressalte-se, não é nada comparado às histórias de gratidão - que chegam a ele por meio de cartas - que o autor compartilha no epílogo brasileiro. Com sua sinceridade profunda e a coragem de expor a própria vida, Andrew Solomon transformou seu reconhecido best-seller em uma pequena luz na escuridão que, se não tem a dádiva de oferecer cura, tem ao menos o consolo de ajudar os depressivos a apaziguar o monstro que os assombra...

Um trecho do livro:

"Essa triste reunião para compartilhar a dor era um momento singular de libertação para muitas pessoas presentes. Lembrei dos meus piores momentos, daqueles rostos ansiosos e inquiridores, do meu pai dizendo: 'Está se sentindo melhor?', e do quanto me sentia desapontado ao dizer: 'Não, na verdade não". Alguns amigos tinham sido ótimos, mas, com outros, senti a necessidade de ser mais cuidadoso. E de fazer piadas. 'Adoraria vir, mas estou no meio de uma crise nervosa, será que não podemos combinar outra hora?' É fácil guardar segredos sendo sincero num tom de voz irônico. Aquela sensação elementar no grupo de apoio - eu trouxe minha consciência hoje, e você? - dizia muita coisa e, quase sem perceber, comecei a relaxar naqueles momentos. Muito não pode ser dito durante a depressão, só pode ser intuído por aqueles que conhecem. 'Se eu estivesse de muletas, eles não me pediriam para dançar', disse uma mulher a respeito dos esforços incansáveis de sua família para que ela fosse se divertir. Há tanta dor no mundo, e a maioria das pessoas guarda as suas em segredo, rodando por vidas de agonia em cadeiras de rodas invisíveis, dentro de um gesso ortopédico invisível cobrindo todo o corpo. Nós apoiávamos uns aos outros com o que dizíamos. Certa noite, Sue, agoniada, as lágrimas escorrendo pelo rímel pesado, disse: 'Preciso saber se algum de vocês já se sentiu assim e sobreviveu. Alguém me diga isso, vim até aqui para ouvi-lo, é verdade, por favor, digam-me que é'. Outra noite alguém disse: 'Minha alma dói tanto; preciso ter contato com outras pessoas'".

(O demônio do meio-dia - Uma anatomia da depressão, Andrew Solomon, Companhia das Letras, 2014, pág. 155).
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Nelson.Carvalho 07/02/2019

Os motivos que me levaram a ler foram a indicação de uma pessoa que tinha gostado e por eu ter vivido depressão leve. O que mais me comoveu foi ter lido as experiências, tanto do próprio Solomon como das pessoas entrevistas, de depressão. Nossa, é surreal você ver escrito aquilo que é tão difícil de se colocar em palavras que é sofrer de depressão. Você percebe que não está sozinho (mesmo tendo passado por isso de uma maneira mais branda).

"Acho que parte da tristeza e da desilusão da depressão é que nós simplesmente não nos damos conta da lenta perda de nós mesmos." p. 468
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Cibele 06/11/2018

Um livro bem denso, as referencias de medicamentos é maçante, mas a leitura vale a pena. Ele trata a depressão como uma doença mental, e faz menções a diferentes tipos de depressão. Acho que ainda é difícil falar sobre o tema doença mental pois ha todo um estigma por trás da doença. E só quem enfrenta pode realmente descrever-la, assim é feito pelo autor.
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Euflauzino 09/10/2018

Um raio de sol no quarto escuro

Vamos para mais um choque de realidade, agora sobre o grande mal que aflige mais de 350 milhões de pessoas mundo afora (segundo levantamento da OMS). Tenho me preparado há tempos para escrever esta resenha e ter eu entrado no vórtice deste furacão, apesar de sempre me achar imune à depressão e resiliente diante da melancolia, retardou o processo da escrita ainda mais.

“Sob vários nomes e disfarces, a depressão é e sempre foi onipresente por motivos bioquímicos e sociais. Este livro se esforça para abarcar a extensão do alcance temporal e geográfico da depressão. Se às vezes parece que a depressão é uma aflição própria da classe média do Ocidente moderno, isso se deve ao fato de que é nessa comunidade que repentinamente estamos ganhando uma nova sofisticação no reconhecimento, nomeação, tratamento e aceitação da depressão – e não porque temos quaisquer direitos especiais sobre a doença em si. Nenhum livro pode abarcar a extensão do sofrimento humano.”

Passei por um período particularmente escuro que me sugou toda a vontade de fazer as coisas, meus planos e objetivos pareceram perder o sentido, perdi o apetite e o sono desapareceu também, meu peito estava sempre apertado e eu sem fôlego. Era como se estivesse me afogando sem me importar com as consequências. Certamente um ou vários tentáculos da depressão haviam me atingido. Sorrir se tornara impossível, perdi o prazer pela vida cotidiana, minha vontade enfraqueceu a ponto de não conseguir e não querer fazer mais nada, apenas ficar parado contemplando o vazio. Pensei: será que destruí minha capacidade de sentir felicidade?

“A depressão é a imperfeição do amor. Para poder amar, temos que ser capazes de nos desesperarmos ante as perdas, e a depressão é o mecanismo desse desespero. Quando ela chega, destrói o indivíduo e finalmente ofusca sua capacidade de dar ou receber afeição. Ela é a solidão dentro de nós que se torna manifesta e destrói não apenas a conexão com outros, mas também a capacidade de estar em paz consigo mesmo.”

Nem preciso dizer que este livro O demônio do meio-dia: uma anatomia da depressão (Companhia das Letras, 584 páginas) me caiu como uma luva. Já venho lendo muito a respeito da ansiedade e da depressão, seja por curiosidade, seja para entender a mim e aos meus. Ter esta edição de Andrew Solomon foi de fundamental importância para me familiarizar com um dos males modernos que mais cresce atualmente.

O livro é dividido em capítulos que não deixa nada de fora: Depressão, Colapsos, Tratamentos, Alvernativas, Populações, Vícios, História, Pobreza, Política, Evolução e Esperança, além de um epílogo inédito para a edição brasileira. Dizer que este é mais um livro sobre a depressão seria no mínimo precipitado. Não é um livro, é um compêndio contendo tudo o que já se fez para livrar o ser humana das garras desta doença. Basta citar Contardo Calligaris (escritor, dramaturgo e psicanalista, colunista da Folha de São Paulo) na contra-capa:

“Se tivesse que descer na fossa de uma depressão e levar comigo apenas um livro, seria o de Solomon. Não sei se me ajudaria a encontrar uma cura, mas certamente, graças a ele, eu me sentiria menos sozinho.”

Esta frase nos dá a dimensão exata da importância deste livro a todos os que sofrem por terem a depressão ou por conviver com quem tenha.

Solomon participou de dezenas de tratamentos, sejam convencionais, inovadores ou alternativos. Psicanalíticos, medicamentosos e naturais, nada fugiu ao seu escrutínio. Portanto, ele é mais que qualificado para demonstrar o sofrimento e indicar caminhos a serem tomados.

“O diagnóstico é tão complexo quanto a doença. Os pacientes perguntam aos médicos o tempo inteiro: “Estou deprimido?”, como se o resultado pudesse ser obtido através de exame de sangue. O único modo de descobrir se alguém está deprimido é escutar e observar a si mesmo, examinar seus sentimentos e pensar sobre eles. Se alguém se sente mal sem nenhum motivo durante a maior parte do tempo, está deprimido. Caso se sinta mal a maior parte do tempo com motivo", também está deprimido, embora mudar os motivos possa ser a melhor maneira de avançar, em vez de simplesmente deixar de lado a circunstância e atacar a depressão. Se ela o incapacita, então é grave.”

A depressão não é apenas sofrimento, mas sofrimento demais por se tornar depressão. A tristeza não pode ser um sentimento mais poderoso que a felicidade, porque sua longa duração pode causar depressão. Precisamos transformar a dor, não suprimi-la ou ignorá-la, mas há como aprender com ela.

“George Brown disse sucintamente: “A depressão é uma reação a uma perda passada, e a ansiedade é uma reação a uma perda futura”. São Tomás de Aquino propôs que o medo é para a tristeza o que a esperança é para o prazer; ou, em palavras, que a ansiedade é a forma precursora da depressão. Eu sofria tanta ansiedade quando estava deprimido e sentia-me tão deprimido quando estava ansioso que passei a acreditar que o isolamento e o medo eram inseparáveis. (...) Cerca de metade dos pacientes com puros transtornos de ansiedade desenvolve depressão severa em um prazo de cinco anos. À medida que depressão e ansiedade são geneticamente determinadas, elas compartilham um único conjunto de genes (que são ligados aos genes do alcoolismo).”

Quando me vi enredado pela tristeza compreendi que a depressão é a materialização do desespero. E pior, olhando mais tarde, de fora, como se o que eu passei fosse algo acontecido com outra pessoa, pude perceber que os deprimidos enfiam alfinetes em seus próprios botes salva-vidas.

Depressão é mais que a melancolia, ela nos arremessa no escuro, nos paralisa, nos incapacita. Imploramos a deuses externos de toda e qualquer natureza que nos livre dos demônios internos. E o maior deus moderno é o Prozac, vendido e consumido igual analgésico infantil, por isso é preciso ter cuidado com automedicação e com o charlatanismo e a exploração do desespero.

“Há duas modalidades principais de tratamento para a depressão: psicoterapias, que lidam com palavras, e terapias de intervenção física, que incluem os cuidados farmacológicos e o eletrochoque ou terapia eletroconvulsiva. (...) É extremamente perigoso que tantas pessoas pensem que um tratamento dispensa o outro.”

Estar “à beira do abismo” paralisado pelo medo. Mas há pequenos indícios que podem se transformar em depressão e a ansiedade contribui sobremaneira para isso. É possível perceber jovens fazendo uso de álcool para lidar com as interações sociais, a ansiedade é incapacitante também e a bebida acaba por socializa-los. Estes tanto procuram estar seguros do mundo lá fora quanto de seus “eus” interiores.

site: Leia mais em: http://www.lerparadivertir.com/2018/10/o-demonio-do-meio-dia-uma-anatomia-da.html
Manuella 10/10/2018minha estante
Resenha maravilhosa! ^_^


Euflauzino 10/10/2018minha estante
obrigado querida, tive uma dificuldade enorme de confeccioná-la, não estou passando por um momento muito legal, então tudo o que era dito parecia ter sido escrito pra mim. então vitalidade a todos nós!


Lili 22/01/2019minha estante
Ótima resenha! Que o "demônio" desapareça e a vitalidade se faça presente!


Euflauzino 23/01/2019minha estante
isso mesmo querida Lili.




Carina.Brito 30/09/2018

Esse livro pode ser muito pesada pois trás depoimentos de pessoas que passaram por momento muito difíceis, mas a leitura proporciona uma visão muito clara das dificuldades das pessoas com depressao e ajuda a entender melhor essas pessoas. Para aqueles que convivem com pessoas que sofrem desse mal, essa leitura é muito emocionando e esclarecedora... uma grande aprendizado, principalmente porque o autor faz um panorama das várias faces que envolvem a depressam.
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Vânia Sousa | @vania.clsousa 19/07/2018

Uma excelente obra que dialoga muito além do nicho apenas da depressão em si, relatando diversos âmbitos que, por essa terrível doença, são afetados. É super válida a leitura e as únicas partes que não me apeteceram foram sobre minúcias demasiadamente técnicas e a extensa menção quanto a medicamentos e tratamentos, mas, em sendo, como o próprio título diz: uma anatomia da depressão, compreendo a pertinência de todo esse conteúdo e acho uma leitura de extrema relevância!
Leomarques 18/08/2018minha estante
Eu li justamente questionando o oposto, tem relatos demais não precisava se extender tanto




Babi 20/06/2018

Indispensável
Talvez esta tenha sido minha leitura mais importante até aqui. Eu diria que, não só pela narrativa em primeira pessoa, que o torna ainda mais interessante, mas sobretudo pelos casos, pela ausência de vergonha em se tratar de uma temática tão dolorosa e estigmatizada.
Certamente as referências farmacológicas são maçantes, entretanto sua importância é deveras relevante para o assunto. Então, não devem ser dispensadas.
Acredito não ser uma obra para um público específico, mais que isso, considero ser um livro obrigatório para todos nós que temos contato com a depressão, seja pessoalmente ou com um ente querido.
Por fim, como aprendi com o próprio Andrew Solomon: "a doença nos permite ver a vida apenas como ela é. Longe de romantismos. E isto, talvez, pode ser considerado o lado positivo do demônio do meio dia..."
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Fábio 04/06/2018

Meu parecer
Este livro foi muito bom, mas eu lhe dei 4 estrelas pela exposição feita por Andrew Solomon.
O livro é massante, pesado e retrato bem a autêntica depressão, assim como a doença é o livro, devagar, lento, cansativo... você lê incessantemente, mas as páginas não se mexem da mesma forma que a sua leitura, foi um belo desafio tudo que li, que palavras, cada sentimento, cada angústia.
Li algumas resenhas e alguns falam sobre exposição de remédios, e que o livro se pega muito a esse detalhe, desculpa, não vi essa "farmácia" toda no livro, vi uma pessoa lutando com antidepressivos, com inibidores, com calmantes, com tudo aquilo que poderia trazer o equilíbrio para aquela pessoa que um dia foi sadia. Eu li isso, nada além do que um triste e demorada luta, tão igual, ou pelo menos similar a uma luta contra o câncer.
Só quem já passou ou viveu com alguém com essa guerra interior que afeta o exterior pode definir e afirmar alguma coisa a mais deste livro, fora isso é só mais uma literatura sem nenhuma empolgação.
Esse é apenas o meu ver, e nada mais.
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Leituras do Sam 01/05/2018

Depressão sem tabu.
1- O tema é importantíssimo e foi abordado sob vários aspectos que permeiam a depressão, como causas, tratamentos oficiais e alternativos, drogas, política e situação sociaeconômica.
2 - É bastante informativo para quem deseja saber mais sobre a doença e que não teve ou tem depressão, mas para quem teve/tem será bem cansativo e até desmotivador.
3 - Por ser grande, ter muitos termos técnicos e contar muitos casos de pessoas com depressão, recomendo uma leitura sem pressa.
4 - vc que tem, ou está depressão procure ajuda, não se envergonhe, não ache que é frescura.
Principalmente, vc que não tem depressão: apóie as pessoas que estão com depressão, se informe, busque meios de minimizar as crises, fale sobre, esteja a disposição, ame-as.

@leiturasdosamm
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Flávio 11/04/2018

Informativo
O livro de forma geral é bastante interessante, o tema "depressão" é bem abordado. Por isso, em alguns momentos a leitura fica massante, mas, ainda assim, vale a pena lê-lo.
Minha crítica fica por conta da abordagem sobre os antidepressivos, pois, particularmente, não acho que esse seja o melhor caminho para quem tem uma depressão em um nível entre baixo e médio. Esses remédios para a depressão, geralmente, causam efeitos colaterais. O autor cita ao longo do livro prozac e afins, entendo que a depressão dele foi em um nível avançado e, por isso, existiu a necessidade de remédios, mas a forma com que ele fala sobre, me dá a impressão de que é necessário a medicação para se curar, o que nem sempre é uma verdade.
Talvez tenha sido uma impressão errada, visto que eu tenho um certo preconceito quanto ao uso de antidepressivos, pois ao meu ver estes devem ser usados apenas em casos extremos. A terapia (com psicólogo (a)) é o melhor método para o controle da depressão, digo controle pois para mim não existe cura, o depressivo pode superar a depressão, mas haverá sempre a possibilidade de recaída. É claro que em casos extremos de depressão se faz necessário o uso de remédios que, infelizmente, podem causar dependência.
OBS: É a opinião de um leigo, um alguém que passa por esta doença, não tenho nenhuma formação na área. Mas, os que tem conhecimento cientifico sobre o tema possuem opiniões que divergem, enquanto os psiquiatras acham que o caminho é a medicação com antidepressivos, os psicólogos optam por ensinar ao depressivo a enfrentar mentalmente a doença. Eu, prefiro a opinião dos psicólogos, por experiência própria.
melissa 29/11/2018minha estante
Acredito que isso ainda é o estigma do remédio psiquiátrico. Qual o problema de tomar? As pessoas não tomam remédio pra colesterol e fazem controle com nutricionista ao mesmo tempo? Dizer que só se deve tomar medicamentos em casos extremos é perigoso, pois aumenta o preconceito. Tenho a doença num nível que poderia ser considerado leve a moderado. Faço terapia e com certeza os recursos que aprendo lá são essenciais, mas o medicamento me permite uma vida normal, sem efeitos físicos da doença. Os antidepressivos atuais têm poucos ou nenhum efeito colateral, mas tem que ter paciência pra testar e ver qual o melhor tipo pro organismo. Tomei Prozac por um ano e não ajudou muito, mas o Bup sim, e não tenho efeitos. Espero que as pessoas parem de ser preconceituosas com remédios pra doenças mentais. Por trás disso está o discurso "Vc é fraco e não aguenta. Quem é forte sai sozinho da depressão" E isso não apenas não é verdade como é perigoso.


Flávio 30/11/2018minha estante
Oi Melissa, obrigado por sua opinião!
Como falo no texto sou leigo e tenho sim o certo pré conceito sobre medicação. Discordo de você no que tange ao "vc é fraco..." JAMAIS falaria um absurdo desses ate pq eu sinto na pele a doença, então não cabe esse tipo de julgamento da minha parte.
Meu pre conceito vem principalmente pq penso que a pessoa acabe por achar que o remedio é que esta fazendo ela bem e, assim, fique viciada. Passe a pensar que sem ele, ela não vai conseguir superar a depressão (deixo claro aqui, que não estou generalizando).
Eu vou lhe da meu exemplo, há cerca de 10 anos que enfrento uma depressão muito grave que teve como consequencia um transtorno de ansiedade. Eu lutei muito para não tomar remedio, em um dado momento vendo uma das minhas crises a psicologa que eu me tratava disse que não tinha jeito que eu precisava ir ao psiquiatra para me tratar.Lá fui eu, tomei prozac, ocadil... e não via resultado. Mas, não fiquei triste. Pois, eu tinha receio de que eu me sentisse bem com o remedio e ficasse com dependencia dele. Imaginava eu trabalhando e de repente algupem falasse para eu apresentar um trabalho e quando eu fosse tomar o remedio para me acalmar cade ele? Esqueci em casa. Imagine a crise que eu teria nesse momento? Então, eu venho enfrentando a depressão e a ansiedade sem rémedio mesmo, por mais dificil que seja eu sigo assim. Como disse na resenha os remedios são importantes sim! Se você esta tomando e te faz bem continue, mas não esqueça que faz parte do tratametno vai reduzindo com o tempo para não causar dependencia. Por sinal, é isso que quis dizer no meu texto, muito mais do que os efeitos colaterais ( que por sinal quando tomava prozac sentia uma pressão na minha cabeça ) o verdadeiro risco do remedio é o depressivo achar que se ele parar de tomar o remédio não vai conseguir ir em frente. E isso vire uma dependencia. Esse é meu medo, isso que me faz ter esse pre conceito.
Mas muito legal poder le o seu ponto de vista, com certeza refletirei sobre o mesmo. Grande abraço, e vamos sair dessa!!!




Lauz 24/03/2018

Delicioso livro sobre uma terrível doença.
Primeiro livro do Solomon,deliciosamente escrito à partir de uma experiência pessoal com um olhar super profissonal. Leitura obrigatória para quem tem ou teve depressão, ou convive com um depressivo, para entender as nuances da doença, as formas de tratamento, história da doenças e várias variaveis. Muitas pessoas tem receio de ler por medo de "ficar para baixo", mas o livro faz exatamente o contrário.
Leiam, leiam, e leiam.
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Katyane 16/01/2018

Conhecendo a depressão.
Esse livro extenso, escrito por uma pessoa que convive com a depressão há bastante tempo, nos traz uma visão detalhista dos sintomas enfrentados; de vários antidepressivos e suas eficácias ou reações adversas; dos diferentes tipos de terapia, desde as psicoterapias até as terapias alternativas, etc. É realmente uma anatomia da depressão totalmente esquadrinhada e exposta em linguagem acessível a leigos e profissionais da área.
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Kelli 23/11/2017

Totalmente verídico.
Com tradução em 24 línguas"O Demônio do Meio-dia" é um impressionante relato sobre a depressão. Nele Andrew Solomon, também vítima da depressão, se desnuda completamente ao descrever suas tentativas para sobreviver a este mal, que vão desde tratamentos médicos, como remédio e terapias, mas também crendices e tudo que ele tentou (e em alguns casos conseguiu) aliviar seu sofrimento . Mas não é apenas isto, na obra estão presentes relatos sobre a vida de inúmeras pessoas que sofrem com a depressão, suas histórias de vida, como elas lidam com a doença e os tratamentos que fazem. É uma leitura densa, sofrida mesmo; na qual o leitor precisa se despojar de qualquer preconceito para poder se aprofundar nela.
A edição em Português é ainda mais interessante, porque nela, depois de anos em que o autor começou a escrever o livro, ele vai em busca de algumas pessoas que deram seus depoimentos e conta o que aconteceu a elas.
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