A Costureira

A Costureira Kate Alcott




Resenhas - A Costureira


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Flavia 28/04/2013

Recomendo muuito muito!
A Costureira traz a história de Tess Collins, uma empregada com talento pra alta costura e que queria ser reconhecida e crescer na vida, e de Lady Duff Gordon, uma estilista da elite renomada e muito famosa. A vida dessas duas se cruza quando Tess, por sorte, consegue um emprego como ajudante de Lady Duff, e tem a esperança de que seu grande sonho, enfim, poderia se realizar. Elas embarcam numa viagem rumo aos Estados Unidos, a terra das oportunidades, a bordo do majestoso, imponente e "inafundável" Titanic...
Porém, a tragédia que todos conhecem e que dá fim a história do navio é somente o ponto de partida e um excelente pano de fundo para que possamos acompanhar o que o destino reservou para Tess e Lady Duff.
Após a colisão, Lady Duff passa a comandar o acesso ao bote salva-vidas número 1, que teria capacidade para comportar aproximadamente 50 pessoas, porém, ele levava apenas 12. Horas depois, os sobreviventes foram resgatados pelo navio Carpathia, e lá, Pinky, uma jornalista do New York Times, que na época era um jornal iniciante, começa a investigar os acontecimentos a fim de saber o que aconteceu e por que houve pouco mais de 700 sobreviventes em meio a mais de 2 mil, principalmente sobre o bote número 1.
Ao chegar nos Estados Unidos, se dá início a um complexo julgamento para que todas as falhas pudessem ser apontadas, e Lady Duff se vê enrascada, pois teria que explicar as acusações que envolveram até suborno para que os marinheiros não voltassem para resgatar quem estava na água. Tess, que idolatrava e tinha Lady Duff como exemplo de pessoa a quem seguir e ser no futuro, percebe como essa mulher é gananciosa, mesquinha, manipuladora e não mede esforços pra manter as aparências, o que faz com que se questione se é isso que quer pra si mesma. Tess ainda se vê em meio a dois homens, Jim, que só pode oferecer seu amor, e Jack, que faz promessas de uma vida confortável e de um grande futuro para ela...

Quando soube que o livro abordaria o Titanic, imaginei que fosse algo batido e previsível já que é quase impossível não lembrar de Jack e Rose e a história de amor deles no meio de toda aquela confusão, porém, em A Costureira, apesar de trazer detalhes do naufrágio que foram reais e facilmente identificáveis para quem assistiu o filme de James Cameron, a trama trata de questões morais, baseadas nas escolhas dos sobreviventes, principalmente os da primeira classe que tinham alguma influência e importância na sociedade, e nas consequências que tiveram que enfrentar por conta delas, e por isso, fiquei bastante surpresa e empolgada com essa leitura.
A narrativa é super envolvente e fluída, e é feita em terceira pessoa, o que abrange várias atitudes dos personagens, mas sem um aprofundamento maior para que pudéssemos entender por que alguns tomaram certos tipos de decisão. São personagens que despertam vários tipos de sentimentos na gente. Acusar os outros que estão em uma posição completamente delicada é fácil, independente de estarem certos ou errados, mas o que ninguém sabe, é o que se passa na cabeça de cada um e o que é possível fazer num momento em que a própria vida está em risco...
A autora procurou escrever a história baseada em fatos e transcrições dos julgamentos realizados, o que tornou a história muito mais real, principalmente quando lemos uma nota ao final do livro onde ela diz que Lady Duff existiu.

A capa é linda e a roupa pomposa que a mulher veste retrata bem o estilo da época e ao mesmo tempo o requinte da costura, grande paixão de Tess e Lady Duff. A diagramação é simples, as folhas são amareladas e os capítulos apesar de longos, não são cansativos, justamente pela ótima narrativa. O único problema que tive com esse livro foram os inúmeros erros de revisão. Encontrei frases mal revisadas e incompreensíveis, palavras juntas numa frase inteira, erros de digitação em que até um número zero apareceu do nada no meio da palavra, dentre outros erros parecidos, e esse tipo de coisa me tira a concentração.
Mas no geral, A Costureira nos faz embarcar, literalmente, numa história maravilhosa que levanta diversos questionamentos morais e éticos, e nos faz refletir sobre o que faríamos se estivéssemos naquela terrível situação.


Fernanda 03/04/2014

Resenha: A Costureira
Resenha: “A Costureira” de Kate Alcott (pseudônimo de Patricia O’Brien), é carregado de ideais grandiosos, analíticos, densos e emoções contraditórias. É um livro complexo e enriquecido por narrativas fortes e realistas. Além da própria história da protagonista, os eventos descrevem momentos de prepotência, medo, ansiedade e discordâncias em meio à tragédia marítima.

Quem nunca ouviu falar do transatlântico RMS Titanic, em toda sua inicial grandiosidade e posterior tristeza?! Este enredo se torna peculiar e comovente justamente pela junção da realidade e ficção, valorizando pontos densos e cheios de expectativas.




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site: http://www.segredosemlivros.com/2014/04/resenha-costureira-kate-alcott.html
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Sueli 02/04/2013

A Costureira Antes de Channel
Comecei a ler A Costureira muito animada e disposta, já que adoro romances ambientados no começo do século XX, inclusive, além de estar acompanhando Parade’s End, aguardo ansiosa a estreia de Downton Abbey, no começo de abril, para rever as duas primeiras temporadas. Porém, a dor foi minha companheira constante durante a leitura desse livro. Diferentemente daquilo que faço em outros, não li o final logo de cara, achando que seria óbvio demais. Sendo de família de imigrantes, o desastre do Titanic sempre esteve muito presente no meu cotidiano. Apenas, duas décadas separaram uma das maiores tragédias marítimas, da travessia do Atlântico por parte da minha família. Além de ter assistido várias vezes Titanic, O Filme.
Foi um livro que não permitiu que eu me afastasse, cheio de informações e detalhes precisos. Detalhes precisos demais para apenas uma romancista. Sim, leitor, esse livro não é um romance tradicional, inclusive o aspecto ficcional não é tão atraente quanto a parte política e histórica.
Você tinha ideia que no Titanic não havia nem um binóculo a bordo? Que não havia botes, e nem equipamentos suficientes? Sobre o número insuficiente de botes eu sabia, afinal, assisti ao filme, mas binóculos? Pelamor, né?
Antes, de A Costureira eu jamais havia pensado sobre os detalhes legais e jurídicos do naufrágio do Titanic. Onde apenas setecentos e seis, de um total de duas mil, duzentos e vinte três pessoas conseguiram sobreviver. Sessenta por cento delas, viajantes da primeira classe, e mulheres, na maior parte.
Pois é, A Costureira é o primeiro romance de Kate Alcott, uma ex jornalista e, talvez, por isso mesmo, o aspecto romântico tenha ficado um pouco aquém da minha expectativa. Faltou uma pitadinha de entusiasmo nos relacionamentos de Tess, tanto com Jim, como com Jack.
Vamos combinar que depois de lermos tantos livros da Nora Roberts, Julie Garwood, Judith McNaught, Susan Wiggs, Amanda Quick e outras não menos queridas, nem menos importantes, nós nos tornamos muito exigentes nas cenas amorosas, não é mesmo?
Mas, fora isso, é um livro que dialoga com você o tempo todo.
Vários aspectos são discutidos, inclusive sobre a questão política entre a Inglaterra e os Estados Unidos, onde um inquérito foi instaurado para se saber o que havia acontecido, já que muitos arquimilionários estavam a bordo desse navio, até então, tido como o mais veloz e seguro do mundo. Inclusive Isidor Straus, dono da Macy’s, famosa loja de departamentos!
É provável que você leitor, possa imaginar o que aconteceu em seguida, e o livro nos conduz de maneira soberba ao cenário de histeria e loucura, onde os culpados, passageiros ou não, eram caçados ferozmente por jornalistas e autoridades. E, onde muitas vezes a verdade, ou o que parecia ser a verdade, por um motivo ou outro, perdia-se em um mar de informações desencontradas, e até mesmo fabricadas para que atos deploráveis pudessem ser acobertados.
Através da aventura de uma jovem, fugindo de um país com uma divisão sangrenta de classes, somos apresentados a pessoas detestáveis, cuja arrogância e incompetência fizeram desse episódio mais um exemplo do que alguns cientistas costumam dizer: “ O homem é o único animal que não aprende com e experiência.”
Quem discordar – algumas amigas psicólogas discordam – é só olharmos com mais atenção para a história da humanidade. Só para exemplificar, temos o caso da boate Kiss, em Santa Maria. Só o tempo nos dirá se haverá justiça para os jovens que morreram vítimas da ganância, da imprudência e da inconsequência.
Não posso afirmar, mas talvez Kate Alcott tivesse nos traçando um paralelo entre o naufrágio do Titanic e da sociedade da época. Ou, quem sabe, até mesmo da sociedade atual, ao nos mostrar, com tanta propriedade, a fragilidade do caráter humano diante das tragédias. Sem, contudo satisfazer o nosso desejo de termos um culpado. Afinal, a impulsividade de nossas ações em momentos críticos é surpreendente.
Como cenário para amenizar o solo árduo dessa tragédia, temos Tess ( a costureira) e Lucile, uma dama refinada e que possuía a fama de ser uma das maiores estilistas da época, e a figura principal no citado inquérito. E, nessa hora, eu senti nitidamente um perfume de “O Diabo Veste Prada” no ar. Eu sinto muito Kate Alcott, mas não tive como não deixar de notar. Mas, nem como consolo essa correlação serviu, pois também me fez pensar sobre como podemos ser manipulados quando estamos em busca de um sonho. E, como atualmente, nada é mais branco ou preto, podemos dizer que existe uma variedade enorme de cinza entre a verdade e a mentira.
Um romance excelente, baseado em fatos reais, com figurantes reais, mas com pouquíssimas cenas de amor. Nesse aspecto Kate Alcott foi muito econômica.


Yasmin 15/04/2013

Trama interessante, ambientação rica e bons personagens

Quando vi o livro entre os lançamentos da Geração fiquei bastante curiosa com o fato de a trama girar em torno do naufrágio do Titanic, mas o que me levou a querer ler foi a sorte que tenho sempre que leio algo que se passa no fim do século XIX e começo do XX. São sempre livros bons. E com o romance de Kate Alcott não foi diferente. Uma protagonista forte, um sonho e a triste história que abalou o mundo em 1912. Uma bela reconstrução do que veio após o naufrágio.

A história começa com Tess Collins decida a deixar sua vida de empregada doméstica. Sonhando em se tornar estilista de alta-costura a garota larga o emprego, junto o pouco que tem e parte para o porto em busca de empregos no famoso maior navio do mundo que partirá no mesmo dia para a América. Tess não acredita em sua sorte e ousadia quando consegue emprego com Lady Duff Gordon, a famosa estilista. Embarcando no suntuoso navio e deslumbrada com tudo o que a madame faz Tess consegue se distrair nos poucos momentos que tem para si. É quando conhece Jim, um simpático marinheiro que a ajudou em uma situação embaraçosa no dia anterior e também o milionário americano Jack Bremerton, que a fascina pelo universo em que vive. Mas Tess não tem tempo de ficar em dúvida entre eles e nem aprender nada com a patroa. O navio colide com um iceberg e o inferno se instala. Lady Duff que não tem a menor intenção de morrer suborna o capitão para descer seu bote com apenas doze pessoas. Tess segue no bote final já que ficou ajudando a embarcar crianças e mulheres. Ao chegar em Nova York com os jornais famintos em busca de notícias uma verdade incomoda começa a vir à tona quando os boatos do que aconteceu no bote de Lady Duff surgem. Eles poderiam ter salvado muito mais pessoas, mas não o fizeram. Por que?

A premissa é essa e é a partir daí que a história se desenvolve. Tess se vê em meio a um conflito, sem saber em quem acreditar e com medo de prejudicar seu início nesse mundo fabuloso de luxos. As perguntas, de Pinky, repórter do Times continuam ecoando em sua mente. A narrativa segue dividida em três pontos, construindo pouco a pouco o mistério acerca do bote de lady Duff. Com descrições belas e precisas do início do século Kate Alcott imprime um ritmo agradável mesclando com habilidade o romance e o fundo histórico. Ela conseguiu descrever sem exageros o momento em que o inafundável Titanic naufragou e viver aquilo tudo através dos olhos de Tess foi angustiante. Aliás, o tema sempre é. E é por isso que a trama funciona bem.

Ao recontar a história do bote dos milionários, como ficou conhecido o bote da estilista Duff Gordon a autora traz de volta as sensações que o acidente causa até os dias atuais. Do outro lado da trama temos a história de Tess. Uma personagem bem construída, que soa crível e conquista o leitor com seu jeito deslumbrado, mas quase falha ao não conseguir distinguir amor e encanto. Sua amizade com o marinheiro Jim deu um tom ótimo a toda a trama triste do Titanic, assim como as outras personagens secundárias, Sra. Brown, Pinky e até mesmo Eleanor e lady Duff. O final satisfaz em partes, mas eu gostaria de ter visto um final romântico mais claro, com menos entrelinhas ou então um epílogo.

Leitura rápida, fluida e que transporta o leitor a uma época de grandes contrastes e tumultos. A edição da (...)

Termine o último parágrafo em: http://www.cultivandoaleitura.com/2013/04/resenha-costureira.html

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Joyce 31/05/2013

Resenha do blog Entre Páginas e Sonhos - http://entrepaginasesonhos.blogspot.com.br/
Desde que vi o lançamento de A Costureira eu sabia que teria que lê-lo. Os meus motivos foram: amo história; sou apaixonada por livros históricos, óbvio, né rs; a capa e a diagramação são de babar; e Titanic é um assunto fascinante para mim. Já li outro livro com uma outra visão da tragédia e gostei muito.

Depois de todo esse cenário, não teria como eu não ter amado esse livro. Toda a trama é centrada na tragédia do Titanic e são apontadas alguma perguntas: Porque 70% dos sobreviventes eram da classe A?, Porque não tinham botes suficientes a bordo?, Porque um navio com esse porte não tinha binóculos?. Eu achei tudo muito revoltante, fico triste só de pensar no que os passageiros passaram e claro não tem como não se lembrar do filme de James Cameron também.

Um aula de história básica: Quando partiu em sua viagem inaugural em 10 de abril de 1912 de Southampton, na Inglaterra, em direção a Nova York, nos Estados Unidos -, o Titanic era o maior navio do mundo e considerado praticamente inafundável. Porém, se chocou em um iceberg e afundou no oceano Atlântico no dia 15 de abril de 1912. A bordo viajavam os donos de algumas das maiores fortunas da época, que ao lado de centenas de imigrantes pobres seriam personagens de um naufrágio que deixou mais de 1,5 mil mortos e apenas 705 sobreviventes. Reportagem da época aqui e infográfico muito interessante aqui para quem quer se aprofundar mais sobre o Titanic.

A história do livro não é exatamente sobre aquele fatídico dia e sim sobre o pós-acidente, por exemplo, como a impressa reagiu ao acidente, como os sobreviventes passaram a ser vistos pela população e traz a tona o inquérito sobre os envolvidos. O livro é baseado em fatos reais desde o acidente do Titanic como o fato de que Lady Duff Gordon, seu marido e sua secretária sobreviverem ao acidente no bote n°1 com mais 10 pessoas e virarem alvo da imprensa.

"As pessoas protestavam lá fora com raiva porque o inquérito tinha sido transferido para outra sala, mas ali a acústica era melhor. Elas não davam a mínima para a acústica; só queriam estar presentes e ouvir todas as histórias tristes e revoltantes que normalmente sucedem qualquer desastre, tornando-o saboroso e gratificante." pág 218

A protagonista é Tess, uma jovem simples e pobre que sonha em ter uma vida melhor. Ela é uma ótima costureira e vê na costura a sua tábua de salvação e quando fica sabendo que o Titanic partirá de Cherbourg (FRA), não pensa duas vezes e abandona tudo para ir atrás de um emprego e de uma vida melhor. Chegando ao porto ela fica sabendo que todas as vagas de emprego já estavam preenchidas e por sorte do destino, a mundialmente famosa estilista Lady Duff está presente na hora e impressionada com Tess, lhe oferece um emprego de empregada.

Tess embarca no Titanic e conhecemos um pouco o dia a dia do navio. Tess aos poucos vai conquistando Lady Duff que lhe promete ajuda para transformá-la em uma estilista de renome. No navio, Tess encontra com Jim, um marinheiro simpático e bonito e Jack, um quarentão milionário. Ela fica encantada pelos dois, mas quando pensa que tudo está dando certo na sua vida, acontece à tragédia: o Titanic afunda.

Lady Duff e seu marido Cosmo embarcam junto com mais 10 pesssoas entre ricos e marinheiros no bote n°1 que poderia caber 50 pessoas ou mais. Tess vai parar em outro bote porque na hora salva duas crianças a pedido do pai delas. No bote, Tess fica no meio naquela agonia e tem que remar porque os marinheiros eram uns incompetentes e ficam a deriva até que o navio Carpathia salva os sobreviventes.

Chegando em Nova Iorque alguns sobreviventes são intimados para inquérito nos EUA e na Inglaterra e na medida que vão passando os capítulos, vamos sabendo o que aconteceu realmente no bote nº1 entre os Gordon, o casal Darling e os tripulantes. No começo, Tess acredita verdadeiramente em Lady Duff mas depois começa a perceber que ela não é a pessoa que imagina. A repórter do New York Times responsável pelo caso Titanic é Pinky, uma repórter que virará amiga de Tess.

O livro tem uma crítica social muito grande, incluindo os direitos exagerados que os ricos possuem e a questão dos direitos femininos que também estão muito bem representados no livro. Isso me fez refletir muito e achei Tess uma mulher muito corajosa e determinada, já que faz o que acredita ser o certo. Tem pitadas de romance no livro, mas nada água com açúcar, achei bem realista e particularmente, a achei super sensata na sua decisão final entre escolher ou Jim e ou Jack porque ela foi a favor dos seus princípios.

Esse livro além de ser um romance histórico super bem escrito, possui uma leitura super gostosa e está narrado na terceira pessoa. Mostra a realidade dura e crua de como o mundo é, onde manda quem tem poder, e tem essa crítica social muito bem posicionada. A diagramação está belíssima como a capa *.* Acho que é um das capas mais bonitas que tenho na minha estante, eu amei demais!!! Um ponto negativo é a revisão que deixou passar vários erros.

Na verdade, não consigo parar de pensar na história porque ainda me pergunto: se eu tivesse naqueles botes, eu teria feito o que a maioria fez que foi não voltar para resgatar quem estava no mar por medo ou egoísmo?, já que o ser humano é tão imprevisível nos momentos de pânico e adrenalina. Isso eu não sei, mas me pego sempre pensando no Titanic.

Super recomendado para quem gosta de romances históricos e quem quer desfrutar de uma leitura repleta de elementos que nos faz pensar.
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Virgílio César 14/10/2014

Excelente livro. Um drama que prende a atenção do início ao fim. Quem esperar por romance pode se decepcionar. A trama é mais focada nos acontecimentos e consequências na vida das pessoas que sobreviveram ao desastre do Titanic. Em nenhum momento a leitura fica pesada ou cansativa.
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Nathalia 24/02/2015

A Costureira
O que me atraiu a ler esse livro, obvio, é o fato de se tratar sobre o R.M.S Titanic, e eu, apaixonada por tudo que se refere ao "Navio Dos Sonhos" , comecei essa leitura pronta pra adorar, e não deu outra.
O livro conta a história de Tess Colins, uma moça sonhadora que desejava ser mais que um empregada. Ela queria se dedicar a sua amada relação com a costura, o que a levou a largar tudo onde morava e embarcar no Titanic com destino a Nova York. O que vem a seguir é a tragédia que todos conhecem, e o que me fez não conseguir largar a história é que eu necessitava saber mais sobre o naufrágio e com o inquérito descrito no livro, soube de outras coisas. A base da história é real, os depoimentos foram baseados da transcrição do inquérito realizado após o naufrago do Titanic pelo Senado norte-americano.
Além de Tess, há outros personagens que é indispensável a menção, como sua mentora Lady Lucile Duff Gordon(que está enrolada na história até o pescoço), Pinky(jornalista do New York Times), Jack Bremerton( um bom homem e um bom pretende) e claro meu favorito Jim Bonney( sem comentárioskkkk).Há muitos outros personagens importantes na história mas só citei esses, que a história passa muitas vezes pelos "olhos" deles, sim o livro é em terceira pessoa que nos dá uma visão geral e melhor sobre os acontecimentos, depois, trata bastante sobre seguir em frente, caminhos a escolher, com quem ficar, os temores dos personagens.
Há um pequeno "MAS" que acrescento, sobre a revisão que não é perfeita, passou muita coisa sem o devido cuidado mas, que relevando isso a história volta a fluir naturalmente, e com certeza recomendo esse livro pra todos.
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Glaucia 17/04/2013

A Costureira - Kate Alcott
Inicialmente, eu pensei que esse fosse mais um livro nos contando sobre o naufrágio do Titanic. Que bom que me enganei.

Nele, conhecemos a história de Tess Collins, uma jovem mulher que sonha em ser estilista. Ela sempre trabalhou como empregada, mas não aguentava mais essa vida, e num golpe de sorte, foi contratada pela estilista lady Duff Gordon, que estava prestes a embarcar no Titanic.

A partir desse momento, a vida de Tess mudará drasticamente. Não só por ter sido uma das sobreviventes do maior naufrágio já visto, mas pelos escândalos que sucederão após essa tragédia na vida da patroa que ela tanto idolatra.

Para Tess, a vida de lady Duff é um sonho: luxo, jóias, fama. Mas e quando ela descobre que por traz dessa riqueza, existem pessoas tão egoístas, mesquinhas e que só pensam em seu próprio conforto, mesmo que para isso tenham de passar por cima de tudo e de todos?

Sempre tive a curiosidade de saber, e o que aconteceu depois do naufrágio? Como o governo lidou com esse acidente e quem foram os culpados? Na história de Kate, ela buscou unir o mundo real com o fictício, através de pesquisas feitas nos jornais e documentos da época, justamente sanando algumas dessas perguntas que eu sempre fazia.

Por fim, parabéns para quem fez a parte do projeto gráfico. O livro até merecia cinco estrelas, se não fossem alguns (vários) erros na edição do texto, que por vezes me confundiram um pouco.

Resenha escrita por Glaucia Matos – www.leitorait.com ©
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Fulana Leitora 22/04/2013

Resenha feita por Kezia Martins para o blog Fulana Leitora: http://fulanaleitora.blogspot.com.br/2013/04/resenha-costureira-kate-alcott.html
A Costureira chega com toda a pompa retratando um dos cenários mais conhecidos do cinema, o Titanic, e não decepciona. O sucesso da história se dá à despretensão, ousadia e veracidade de Kate Alcott, ao retratar, de uma forma totalmente diferente da que conhecemos, tal história célebre. Saímos da romântica e dramática história de Rose e Jack para conhecer uma jovem audaciosa e seu sonho.

Tess Collins, uma jovem empregada ambiciosa e determinada, cansada de ser sujeitada e humilhada por sua posição, decide largar tudo e correr atrás de seu sonho, se tornar uma grande estilista. Tess parte rumo ao Titanic na esperança de um futuro melhor nos EUA, ela consegue embarcar graças à lady Duff Gordon, uma famosa estilista e objeto de sua admiração, que a contrata como empregada pessoal. Mas o que Tess realmente quer não é carregar bandejas e xícaras de chá, ela quer sua chance de mostrar o que ela pode ser, uma estilista de sucesso tal lady Duff. O que Tess não esperava era que seu futuro estava prestes a afundar, literalmente.

A vida de Tess muda assustadoramente; não só por ser uma das sobreviventes de um dos maiores desastres já visto, mas por todos os escândalos, mentiras e conflitos que permeiam a vida de Lady Duff. Tess idolatrava Lady Duff com tal reverência, imaginando sua vida como um sonho perfeito, mas o que ela não imaginava era que, por trás dessa ilusão, só existia ganância, mesquinharia, e pessoas que se preocupam apenas consigo mesmas e que fariam qualquer coisa para manter as aparências. E Tess não poderia se imaginar em meio a tantos conflitos. Sua lealdade deveria ser à Lady Duff, que poderia lhe ensinar tudo o que sempre quis, ou à verdade? Seu amor deveria ser ao poderoso homem que lhe fez juras e a promessa de abrir todas as portas para seu futuro, ou ao simples marinheiro que só poderia lhe prometer seu amor?

Eu não poderia deixar de dizer: "Eu amo os personagens secundários." Lucile, irmã de Lady Duff, é puro egocentrismo, e, por baixo dele, existe uma camada de bondade e amor pela irmã. Pinky é, de longe, a minha personagem favorita. Uma jornalista que não tem medo de dar a cara a tapa e não se deixa oprimir por ninguém; mesmo naquela época quando era tão difícil para as mulheres serem respeitadas, ainda mais fazendo um trabalho 'de homem'. Cada personagem contribuiu para a construção dessa bela história.

A diagramação do livro é impecável, um trabalho muito delicado, tal as rendas e tecidos tão bem retratados nessa história. A capa retrata com exatidão toda a pompa, audácia e elegância que o livro transmite, deixando o leitor ainda mais conectado com a história.
Ultimamente eu tenho visto que a maioria dos livros são séries ou trilogias, e sempre reclamo desse fato. Mas, no caso desse livro, eu adoraria que tivesse uma continuação *-*
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MILA 20/04/2013

O livro A Costureira é quase uma relíquia histórica, pois quem é fascinado pela história do Titanic irá amar. Diferente da velha história de Rose DeWitt e Jack Dawson que conhecemos pela obra de James Cameron, este livro ganha enfoque no inquérito do desastre, nele acompanhamos a dura realidade de famílias desfeitas, de mulheres que resolveram morrer ao lado de seus maridos a viver sem eles, conhecemos a escassez dos botes, da inexperiência dos marinheiros, da falta de ferramentas.

Tess é uma jovem que está inconformada com sua vida, seu trabalho que não é reconhecido, uma empregada que sonha em ser estilista da alta costura, eximia costureira e com o sonho de mudar de vida, parte rumo ao Titanic.

Lady Duff Gordon, estilista de renome, se sente traída quando descobre por seu marido que sua empregada não irá a bordo do Titanic.

Tess está desesperada, pois ninguém quer lhe dar emprego, quando ela chega a Lady Duff e a reconhece percebe aí sua grande chance e não liga se para isso tenha que trabalhar como empregada de Lady Duff. Mesmo temerosa Lady Duff dá o cargo para Tess e juntas vão se conhecendo aos poucos.

Tess com a convivência diária, acaba por perceber que Lady Duff não é o que parece, embora seja uma boa pessoa, ela não mede esforços para que seus planos saem como o planejado.

O romance é leve, muito leve e apesar de Tess ser uma mulher simples e humilde, ela tem suas convicções, sabe o que é certo e está disposta a não desviar de seu caminho e realizar seu grande sonho de ser estilista.

Os personagens são muito bem construídos, cada um tem seu igual valor e alguns chegam a roubar a cena, sinto como se não houvesse protagonista e sim vários protagonistas e suas belas lições de vida.

Nota máxima para Pink, mulher corajosa, excepcional, jornalista, íntegra, quase uma detetive.

Jim e Jack, ambos apaixonados por Tess, fazem parte de mundos diferentes. Jim um marinheiro simpático, trabalhador digno.

Jack Bremerton, um homem bondoso, corajoso e da alta sociedade.

Tragédia, Acusações.. Suborno? Suicídio...

Um ótimo livro que ganha cinco estrelas pela excelente narrativa e uma ótima história.

A Geração Editorial fez um ótimo trabalho, a capa é belíssima e a diagramação está perfeita.
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Thais 01/05/2013

Como não seria possível eu me apaixonar por um romance ambientado no começo do século XX e que tem como plano de fundo o grande desastre do Titanic?

Tess é uma jovem de classe baixa, muito talentosa, que sempre sonhou em ser costureira. Muito ambiciosa e cheia de coragem, ela decidi abandonar seu emprego de arrumadeira na Inglaterra e partir rumo a um futuro promissor. Nesse mesmo instante o Titanic está preste a zarpar para Nova York, e em um golpe - aparentemente - de sorte, Tess é contratada por Lucile Duff Gordon, para embarcarem juntas e passar a ser sua nova secretaria. Lady Duff, nada mais é do que uma importante e famosa estilista, tudo o que Tess sonha em ser.

Encantada com todo o luxo e as oportunidades ofertadas pelo Titanic, Tess acaba conhecendo Jack Bremerton, um rico empresário americano, que se vê diante de seu segundo divorcio, e que fica totalmente encantado com sua maneira de ser. Outro homem que acaba enfeitiçado por Tess é Jim, um dos marinheiros que faz parte da tripulação. Mas para ela o que mais importa naquele momento, é poder trabalhar com Lady Duff, te-la como sua mentora, e quem sabe um dia não ter mais que arrumar camas e servir o chá. Isso até o navio colidir com um iceberg e mudar o destino de 2.223 pessoas.

Trecho do Livro: 'O navio, proa para baixo, estava lentamente afundando na água. As pessoas começaram a cair dos deques como bonecos quebrados, debatendo-se, em cambalhotas, no mar. Ouvi-se um enorme estouro ... e então o Titanic desapareceu, sugado em uma única onda gigantesca, levando consigo toda luz, deixando os sobreviventes em total escuridão, só aliviada pelo brilho das estrelas.' - Pagina 64

Continue lendo: http://amigadaleitora.blogspot.com.br/2013/04/resenha-costureira-geracaobooks.html
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Lizianesg 16/04/2013

A Costureira
Um romance diferente, intrigante e que prende do início ao fim.
A jovem Tess Collins está cansada de trabalhar limpando a casa dos outros, tudo que ela mais quer é ter a chance de mostrar o quanto é talentosa com a tesoura e agulha, ela aprendeu a costurar com sua mãe.
Tess resolve fugir e acaba indo parar no famoso navio Titanic, junto com a lady Duff Gordon que resolveu ajudá-la dando-lhe um emprego, o que ela não imagina é que desde o momento que entrou no Titanic sua vida iria mudar, é ali na sala de ginastica que ela tem a oportunidade de conhecer Jack Bremerton, um homem atraente com quem inicia uma amizade.
Durante o naufrágio do Titanic Tess não consegue embarcar no bote junto com a lady Duff e acaba indo em outro bote com duas criança.
“Ela vacilou... não pularia segurando os dois meninos amedrontados, era tarde demais. O bote já havia descido cerca de quinze metros. Ela olhou para baixo, para o rosto chocado de Lucile, que a fitava. Era o fim, não era? Era o fim...” Pág. 61
Logo depois da tragédia, tudo que se quer saber é o que realmente aconteceu no bote número 1, no qual os casais mais ricos estavam, porque não voltaram para pegar mais gente, será que realmente o marinheiro do bote foi subornado, será que as pessoas que ali estavam foram tomadas por um medo incondicional do que poderia acontecer se voltassem?
“- A senhora sabia que me oferecer dinheiro seria direto demais. Dinheiro era para aqueles marinheiros, para eles mentirem sobre Jim Bonney durante o inquérito. Mas que foi suborno, foi.” Pág. 303
Pink é uma jornalista que entra na trama a fim de cobrir todos os fatos jornalísticos com relação ao naufrágio, ela acaba conhecendo Tess e as duas iniciam uma amizade, elas passam a conversar seguidamente.
Tess tem a oportunidade de conhecer o atelier de Duff, ela fica maravilhada e se sente completamente atraída por aquele ambiente. A estilista me lembrou a Miranda do filme O Diabo Veste Prada, mandona e arrogante.
Com o andar das investigações Tess se aproxima do marinheiro Jim Bonney e sabe que sente algo por ele, mas isso muda no momento em que ela fica sabendo que o homem atraente que conheceu na sala de ginastica está vivo, assim eles começam a se encontrar e manter um romance.
Será que esse romance com um homem de status social bem mais alto que ela irá dar certo?
Gente quando vi a capa do livro comecei a ler no mesmo dia, é muito bom, Tess às vezes me irritou um pouco por ser tão ingênua, mas a força que ela demostra com relação à determinação de conseguir o que quer é realmente encantador. A autora deixou bem nítida a questão da divisão das classes sociais. A arte da capa é muito linda, mostrando ao fundo o navio naufragando.
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Eni Miranda 17/06/2013

Sorteio do livro 30/06/13 doseliteraria.com.br/p/promocoes.html
O naufrágio do transatlântico RMS Titanic em sua viagem inaugural ocorrido em 1912, foi uma das maiores e mais assustadoras tragédias marítimas da história, causadora de 1.517 mortes. Um século depois, Kate Alcott (pseudônimo da ex-jornalista Patricia O'Brien) lança A Costureira, com um enredo rico em descrições verídicas sobre a catástrofe, baseados em documentos históricos, e enlaçando à ele a história da personagem fictícia Tess Collins que travou sua luta pela sobrevivência não só durante, mas após o traumático incidente.

Não se deixe levar pelo título da obra ou somente pela capa caso você pressuponha que é um romance apelativo ou pouco engendrado; a escritora tornou esta obra única sem estar a sombra de qualquer outra criada as voltas deste evento fatídico, nem à versão cinematográfica que bem conhecemos.

A inglesa da classe baixa, Tess Collins, não contenta com sua situação de camareira, decidiu num ímpeto de coragem abandonar a vida desafortunada na Inglaterra para, assim como muitos outros, começar vida no Novo Mundo. Tendo dotes para a alta costura (dom que herdou de sua mãe), e determinação, segue para o porto de Southampton com uma bolsa apenas. Nova Iorque era o destino do grande navio que Tess embarcou às pressas, assim que conheceu a estilista Lucy Duff Gordon (personagem real), em um puro lance de sorte; conquistando sua confiança, Tess tornar-se secretária da aristocrata.

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Raquel 20/02/2016

E depois do Titanic...
Nossa viagem e A Costureira se inicia quando a jovem Tess decide que é hora de mudar de vida largando o seu emprego e indo parar no meio das diversas pessoas que embarcariam no grande Titanic. Um incrível coincidência do destino a leva até Lucile, a grande e renomada estilista Lady Duff Gordon, da qual é grande fã e até já fez um vestido copiando um dos seus. A estilista está indo para os Estados Unidos com o marido, Tess que está procurando alguém que a leve junto convence a dama, agora ela irá subistituir uma moça que trabalharia para Lucile.
Como muitos já sabem o grande navio afundou ao se chocar com um iceberg. Dentre os três já citados, outras também sobrevivem. Como Jim Bonney e Jack Bremerton, homens que Tess conheceu a bordo.
Depois do choque onde muitos morreram, em terra o senador Willian Alden Smith está preparando o inquérito onde recolherá dos sobreviventes algo que possa explicar como um navio tão equipado e cheio de pessoas responsáveis pela segurança dos tripulantes foi de encontro com um iceberg tão grande. Pink também está a espreita de todo o acontecimento e como o mesmo afetará a todos, ela é uma jornalista que faz ótimas matérias para o Times, mas será que essa será apenas mais uma matéria?
Todos os personagens foram descritos com uma riqueza de palavras que era como se ultrapassassem as páginas e estivessem ao meu lado. A perseverança de Tess é encantadora, ela surpreende por não agir como uma garota ingênua da cidade e por saber muito bem aonde pretende chegar; somos amarrados numa teia que tem como foco a busca dela pelas respostas quanto ao seu emprego e futuro que poderia ter ao lado de Lucile, e o coração que está dividido entre dois homens, fiquei ansiosa para saber com que ela ficaria.
Ao mesmo tempo, Pink procura desmascarar os fatos e um aumento de salário.
E não posso me esquecer da exuberante Elinor, irmã da grande mulher de pedra que é Lucile. Elinor é uma escritora criativa que ajuda a irmã e a Tess, ela foi uma personagem que me fez rir desde o início.
Posso me considerar leiga quanto a história do Titanic (o filme), achei que não ia gostar do filme, mas a leitura fluiu e me ganhou desde o início e posso dizer que me senti no navio. O que pode ter atrasado um pouco minha leitura foram as páginas que apesar de serem poucas, pareciam muitas quando folheadas por serem finíssimas.
Kate nos leva a uma história que não é apenas de Tess e onde ela chegou com sua confiança e coragem, mas histórias de superação e conquistas, sem falar no aprendizado, mesmo que elas não sejam totalmente verdadeiras.
E podemos sim tirar algo dessa leitura para a vida real, primeiramente a frase clichê: Lute por seus sonhos. Mas não apenas isso, o livro fala sobre agir por impulso, porém principalmente olhar a vida com o coração e não com egoísmo.
Recomendo o livro, não só para as fãs de Jack e Rose, mas para todos; às apaixonadas por romances, por justiça e por história.
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