WE

WE Robert A. Johnson




Resenhas - We


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Vanessa Lima 11/04/2021

WE - A chave da psicologia do amor romântico
O terceiro livro da trilogia - He, She e We (ou Ele, Ela, Nós)

Johnson aborda neste livro os conceitos e ideias presente nos estudos do psiquiatra e psicanalista analítico Jung.

O autor vai usar a história de Tristão e Isolda, como modelo simbólico da nossa psique ocidental. O mio nos ajuda a abordar sobre o amor romântico quando este ainda era concebido como "amor cortês". É a partir dessa divisão sobre o amor, que o autor aborda pontos principais na relação consigo e com o outro e a idealização que ocidentais buscam no ser amado.

Por utilizar de mitos, é possível acessar a imagens coletivas ao público para descrever os conceitos primordiais da Psicologia Analítica, o autor consegue explicar com praticidade e de acessibilidade para o leitor, mesmo que este não atue na área de Psicologia/Psiquiatria.
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Bárbara Paradiso 01/08/2020

WE - A chave da Psicologia do amor romântico.
Eis um livro que levarei para a vida!!

Além de trazer a análise do Mito de Tristão e Isolda à luz da Psicologia Analítica, ele nos convida à reflexão íntima, a busca pelo encontro de nós mesmos, a integração do nosso self, ao processo de individuação.

Ele exemplifica através da mitologia ocidental, como nós ocidentais encaramos o amor romântico, como isso se deu (sendo parte do inconsciente coletivo), e a razão pela qual tendemos a transformar relacionamentos em gigantescas projeções.

Tudo isso ocorre porque nós ocidentais, ignoramos nosso lado simbólico. As projeções ganham vida nos relacionamentos como meio de nos fazer ouvir o chamado de nós mesmos, o chamado da nossa Anima/Animus que sempre procura nos encontrar, convidando-nos a vivenciar cada estrutura psíquica em seu devido lugar, exercendo a função que lhe é própria e não mais nos lugares invertidos.

Dessa forma, se ignoramos o chamado da Anima (alma), ela vai encontrar sua via de saída no relacionamento romântico, que é justamente onde depositamos toda nossa "alma", e por isso vivenciamos a sensação de estar apaixonado, de estar nas nuvens... aquela sensação divina de que nada no mundo pode nos abalar. A Alma nos traz a sensação de infinitude, por esta razão depositamos num relacionamento toda a carga de expectativas de que ele nos dará completo sentido a vida, de que nunca acabará, e de que isso é responsabilidade do outro, porque é esta a sensação de infinito que a Anima (colocada no âmbito errado)nos da.

Acabamos por exigir que o outro nos faça feliz, porque depositamos no outro o sentido do nosso ser. Estamos vivenciando a Anima (alma) no âmbito humano, quando ela deveria ser vivenciada no campo simbólico, fazendo com que o homem encontre o sentido de sua totalidade não no outro, mas nele mesmo.

Enquanto ignorarmos o chamado de nossa Anima/Animus, continuaremos a depositar no amor romântico a nossa vida, sendo assim, quando um relacionamento falhar, sentiremos aquela sensação de morte, da perda de uma parte. Estamos vivenciando as partes da psique em lugares invertidos, exigindo do humano que seja um Deus capaz de nos dar sentido a vida, quando este Deus, encontra significado somente dentro de nós, no inconsciente, na nossa vida simbólica.

Por meio do amor romântico, acabamos por amar a nós mesmos. Projetamos no outro nossa Anima/Animus (alma), deixando de amar o outro quando este não corresponde ao nosso ideal (ou seja, a nós mesmos).

Portanto, uma vez que se ama o outro exatamente como humano, como ele é, e não como um Deus que tem a função de te fazer feliz (Porque este deus está em você mesmo, e não no outro), acabamos por encontrar o amor (Eros) expresso em seu sentido humano; ele se mostra quando amamos o outro com suas qualidades e defeitos, amamos a totalidade do outro, e o respeitamos como um ser individualizado; Aprendemos a amar a companhia do outro, a simplicidade dos atos rotineiros, aceitamos e amamos o outro e sua sombra. Ser capaz de um verdadeiro amor significa amadurecer, significa aceitar a responsabilidade pela nossa própria felicidade ou infelicidade.

A união do lado simbólico com o ego estruturado, nos leva rumo a integração do self, e ao processo de individuação, um não anula o outro, eles se complementam, dai a sensação de completude - O homem aprendeu a viver em acordo com sua estrutura consciente e inconsciente.

Ao alcançarmos a integração do self, nos tornamos "inteiros" e, em nossa completude, podemos então estar inteiros na vida com o outro ser individualizado, porque nossa sensação de completude não virá somente do outro, pois também vem de nós mesmos. A medida que me conheço, me integro. Nas palavras de Cristo: Conhece - te a ti mesmo!
Talita - @universodetalita (IG) 02/08/2020minha estante
Arrasou, resenha perfeita, parabéns!! Já queria ler esse livro pelas citações que vi você trazendo aqui, sua resenha veio reforçar essa vontade.


Maria 21/08/2020minha estante
Depois de ler uma baita resenha dessas, com certeza o livro vai para "quero ler". Obrigada!!!


Sol 14/03/2021minha estante
???




Gloria 19/02/2020

Na obra We de Robert A. Jonhson escritor e analista Junguiano, o amor romântico entre homem e mulher é descrito e entendido à luz do mito de Tristão e Isolda. Por volta do século XII a sociedade patriarcal trancafiou o lado feminino no inconsciente coletivo, destinando a mulher um papel desimportante, de mero acessório, representado pela morte de Blanchefeur . Isso tornou o mundo cada vez mais violento, uma vez que o princípio masculino rege o poder, e o poder sem o amor do princípio feminino é brutalidade. Houve uma perca de significado na espiritualidade, e consequentemente na religião, já que o que vigora a partir desse momento é o lado racional, analítico e lógico que nega tudo o que não pode ser quantificado. É aí que o amor romântico surge como uma busca inconsciente do homem por esse príncipio perdido.

É um livro que sem dúvida nos conscientiza ao dar uma nova perspectiva em relação ao nosso comportamento e a nossa relação com os nossos símbolos, enquanto Ocidente.
Super recomendo!
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@APassional 19/05/2013

We * Resenha por: Rosem Ferr * Arquivo Passional
Em uma abordagem incomum da jornada do herói, somos transportados ao caminho percorrido tanto pelo homem como pela mulher frente ao amor romântico.

Concluindo a Trilogia HE, SHE, WE ( HE e SHE já resenhadas aqui), podemos observar que em HE através de Parsifal, nos inteiramos do desenvolvimento da personalidade masculina em sua busca ao Santo Graal, ao passo que em SHE com Psiquê, somos guiados aos aspectos da alma feminina em busca de sua integração, seja por intermédio do amor ou necessidade de desapego de Eros, a fim de alcançar sua individuação. Entretanto em WE já devemos estar prontos para unir esses dois aspectos, pois o foco é o relacionamento afetivo estabelecendo a diferenciação entre a paixão e o amor.

Mesmo tratando de temáticas complementares, cada um dos tomos dessa trilogia pode ser abordado individualmente, de acordo com o interesse e disponibilidade do leitor. Bem, vamos agora a WE:

“ Senhores, se quiserdes ouvir uma sublime história de amor e de morte, eis aqui a de Tristão e Isolda; de como, para sua completa alegria e também para sua dor, eles se amaram; e como no final, juntos um dia morreram de amor, ela por ele e ele por ela.”

Na cultura ocidental o amor romântico tomou dimensões colossais, abrangendo desde a literatura até as obras cinematográficas, o que percebemos diante da brilhante exposição e análise que o autor faz do mito “Tristão e Isolda”, é o equívoco que gerou essa influência em nosso sistema de crenças quanto ao amor.

Amar ou estar apaixonado?

Você sabia que o amor romântico surgiu pela primeira vez na literatura através do mito “Tristão e Isolda”? Que a partir desse fato tornou-se um fenômeno de massa, no que tange a formação de crenças, da cultura ocidental? E que trata-se de um tipo de fenômeno psicológico tão arrasador que esmagou nossa psique coletiva a ponto de alterar nossa visão do mundo?

Se não sabia, em We vai descobrir tudo isso e muito mais.

“O mito é o “sonho” coletivo de um povo inteiro em um determinado ponto de sua história. É como se todo o povo sonhasse junto, e esse “sonho”, o mito, irrompesse em suas poesias, canções e histórias. Mas o mito não vive apenas na literatura e na imaginação; ele logo encontra um meio de se manifestar nas atitudes e no comportamento de uma cultura, ou seja, na vida diária, prática, das pessoas.”

Nesta maravilhosa transcodificação do tema, o autor vai, passo a passo, narrando o enredo e analisando seus símbolos, mostrando-nos as contradições e consequências da paixão avassaladora desses dois jovens e seu conturbado relacionamento que jamais conheceu limites, mas sobretudo nos indicando o tremendo potencial que podemos adquirir na compreensão do mito.

Nele entraremos em contato com personagens como o Rei Mark, o Rei Rivalen, o Duque Morgan, Blanchefleur, Tristão, Morholt, Isolda, Ogrin, Kaherdin, Riol e descobrimos que são espelhos de nossa alma.

Entre o poder da Harpa e o poder da Espada.

A análise simbólica desses dois objetos, quem diria, nos oferece respostas para os conflitos que enfrentamos no dia a dia em nossos relacionamentos, internos ou externos, orientando-nos a perceber como a falta de equilíbrio entre ambos determina a atual insatisfação da sociedade contemporânea.

“Tristão e Isolda bebem da poção do amor, e a partir desse instante o amor romântico entra para sempre em nossa vida, pois Tristão é um ocidental, e sua vida é a nossa experiência universal do amor romântico.”

Aos poucos vamos percebendo as diferenças entre paixão e amor, e lhes garanto que é um conhecimento que está muito além de nossa vã filosofia, motivo pelo qual involuntariamente acabamos entrando em contato com nossos próprios modos de sentir e percebendo como o inconsciente pode nos lançar em contraditórias ilusões, a leitura é surpreendente e esclarecedora.

Afinal, o que realmente desejamos do amor romântico?
“A lição da Floresta de Morois”

É um mestre em psicologia profunda que irá nos oferecer essa e outras respostas, mas sobretudo nos instigar a olhar com novos olhos, velhas coisas. De modo coloquial, simples e direto, o autor nos guia habilmente ao caminho do autoconhecimento quanto a nossa forma de amar.

Robert A. Johnson é inigualável e WE é único!

Leitura necessária aos que:
Já se apaixonaram;
Estão apaixonados;
Pretendem apaixonar-se:
Essencial aos que querem desfrutar da magia do amor.

By Rosem Ferr.

Resenha publicada no Blog Arquivo Passional em 10/05/2013:

http://www.arquivopassional.com/2013/05/resenha-trilogia-he-she-we-robert.html
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Vitor 25/04/2012

Texto claro e ótimo conteúdo, mas a leitura pode ser repetitiva e tornar-se cansativa
O conteúdo do livro é bastante interessante. O autor descreve os como se dá os relacionamentos ocidentais analisando e explicando minuciosamente aspectos não tão claros do mito de Tristão e Isolda.
Apesar de inicialmente parecer voltar-se para uma maneira de enxergar a psicologia masculina, o livro trata tanto o feminino quanto o masculino. Apenas toma o masculino como um ponto de vista e foca-se na anima interior do homem.
Recomendo esta leitura a todos. O que pode se aprender no livro é algo que muitas pessoas não conseguem enxergar depois de um relacionamento mal sucedido baseado na paixão. E como o próprio autor diz, estas pessoas podem entrar em um ciclo infinito de apaixonar-se e desapaixonar-se, sofrendo todos os efeitos disto, ou podem fechar-se para os relacionamentos, tentando escapar dos efeitos negativos que trazem.

A leitura é geralmente bastante clara e interessante. O aspecto negativo do livro são todas as repetições que o autor faz. Do meu ponto de vista, o livro poderia ter 3/4 de tamanho e não perder conteúdo. Estas repetições podem ser úteis para os leitores menos atentos, e fixam o que quer ser passado. Mas as vezes torna a leitura cansativa e desestimulante.
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flashessica 13/01/2012

Interessante a forma como Johnson mostra duas formas de amor tão distintas que tantos confundem. Abre nossas mentes para uma nova visão desse sentimento! Apesar de cansativo, vale a pena ler.
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Roberta 06/01/2012

Boa dica
Este livro é para todos aqueles que se interessam por entender um pouco mais sobre a psique masculina.
O autor foi muito feliz ao explicar de maneira fácil e didática alguns comportamentos tipicamente masculinos nos relacionamentos amorosos, a partir do mito de Tristão e Isolda. Na verdade, ele se propõe a discutir o mito do amor romântico, que imperou como o padrão dos relacionamentos amorosos na sociedade ocidental.
Aos homens, esta leitura pode trazer reflexões importantes para o autoconhecimento. Às mulheres, esta leitura traz reflexões importante para o relacionamento.
Recomendo.
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Debora 29/09/2010

O amor romântico, analisado no mito de Tristão e Isolda, é ótimo, assim como a trilogia toda do Johnson. E viva os escritores jungianos!
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