Contagem Regressiva

Contagem Regressiva Ken Follett


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Resenhas - Código Explosivo


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Sandra 12/10/2018

Outubro 2018
Leitura dinamica, envolvente. Uma estoria policiak com muitas intrigas e reviravoltas. Gostei
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Mikaela 09/10/2018

Uma boa surpresa com Ciência e espionagem
Nunca tinha lido nada do Ken Follet e não sabia muito o que esperar dele, mas Contagem Regressiva foi uma boa surpresa com doses de espionagem e muitas reviravoltas.

O livro é dividido na vida pregressa de Luke antes da Segunda Guerra Mundial, intercalando com os capítulos de Elspeth (sua esposa), Anthony (que está à sua procura) e Billie (que foi marcante no seu passado), além do tempo no presente, em que ele tenta juntar as peças (assim como nós, leitores) sobre a sua história.

Desde que eu li A Garota Inglesa, passei a gostar cada vez mais dos livros sobre espionagem e a eterna rivalidade das agências dos EUA e Rússia. Contagem Regressiva une esses ingredientes com um bom panorama científico dos estudos sobre foguetes e entrega uma história concisa, fluida e que surpreende nos momentos certos.

Realmente ficamos completamente perdidos com a situação de Luke no começo, mas os capítulos do passado instigam mais o nosso interesse. Só achei que algumas situações foram fáceis demais tanto de um lado quanto do outro. Ambos os lados conseguem logo seus objetivos e enganam um ao outro de forma quase simples.

Achei que a melhor personagem da história - que recebe mais destaque no final - não teve sua história contada com mais dedicação. Na pressa para conseguir que o foguete seja bem-sucedido, o livro deixa de contar mais do passado interessante dos agentes russos (inclusive é o primeiro livro de espionagem que eu vejo que não trata os norte-americanos como totalmente bons e os russos como totalmente maus). Sem falar que o epílogo é um pouco superficial e não toca novamente em assuntos importantes.

Se você gosta de um livro com panorama histórico, ação, espionagem e reviravoltas, esse é um prato cheio. Mesmo com algumas falhas, a narrativa é bem construída e a história caminha com velocidade. Mesmo que você não seja familiarizado com o funcionamento de foguetes (assim como eu rs), é possível entender tudo direitinho.

Então, eu recomendo Contagem Regressiva para um dia em que você quer escolher uma leitura com uma boa dose de adrenalina! Não é muito longo e nem prolixo como eu achava que seria. Acho uma boa descoberta e, com isso, eu leria outros livros do Ken Follet.

site: http://www.leituranossa.com.br/2018/10/resenha-contagem-regressiva-ken-follet.html#.W7wqu2hKjIU
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Saga Literária 14/09/2018

Um livro de tirar o fôlego
Era uma fria manhã de janeiro em 1958 e Luke acordou deitado em no chão de um banheiro público extremamente sujo da estação de trem, ele não conseguia lembrar de como foi parar ali e muito menos quem era ele. Em princípio ele acredita ser um mendigo, mas rapidamente aparece em seu lado um outro homem se identificando como Pete, e o chama de Luke. Esse misterioso homem declara que Luke havia ingerido muita bebida alcoólica na noite anterior e ele resolveu acreditar nessa história, ainda que tudo fosse um tanto estranho.

Andando pela cidade, Luke tenta lembrar onde mora, mas apesar de todas as dúvidas ele percebe que está sendo seguido e vigiado por pessoas que ele não reconhece e ele tenta se livrar desses perseguidores, nesse momento surge em sua mente algumas técnicas de luta e fuga. Após algumas horas extremamente tensas tentando se livrar dessas pessoas misteriosas, Luke tem em mente que precisa descobrir quem ele é, até que algo chama a sua atenção em uma banca de jornal, ele vê enormes manchetes sobre um importante acontecimento: um lançamento do satélite Explorer I, na Flórida e esse lançamento coloca os Estados Unidos da América em uma grande disputa contra a União Soviética. Ao ver a manchete Luke acredita que precisa ir até o local, mas ele não consegue explicar o motivo.

Em seguida conhecemos Elspeth, ela trabalha como secretária na estação espacial dos EUA e é casada com Luke, relação essa que oficializou-se quatro anos antes. Agora ela está preocupada e ansiosa, ela tem não notícias do seu marido que está sumido e ela não pode sair em sua busca, a única esperança que ela tem é em Anthony, um homem poderoso que trabalhou na Segunda Guerra Mundial como espião e que agora trabalha para CIA, ele é o melhor amigo de Luke. Mas até mesmo Anthony parece ser incapaz de ajudar Elspeth e descobrir o paradeiro de Luke.

Luke percebe que está em Washington, mas fica incrédulo ao perceber isso, pois o seu lugar é em Cabo Canaveral, ele deveria estar na Flórida no momento do lançamento e sua intuição lhe diz que toda essa loucura do momento está relacionada ao lançamento do satélite. Com o passar dos dias Luke vai montando um enorme quebra-cabeça e percebe que alguém o quer fora desse lançamento. Agora ele precisa correr contra o tempo e para isso necessita da ajuda de velhos amigos, porém ele percebe que alguns desses amigos podem ser grandes inimigos.

Opinião: Eu conheço a escrita e trabalhos de Ken Follett há oito anos e ele ainda consegue me surpreender com a sua grande capacidade de mesclar fatos ficcionais com fatos históricos. Follett consegue criar tramas repletas de mistérios e suspense com momentos de ação e todos esses elementos inseridos em dentro de um contexto histórico claramente pautado em uma profunda pesquisa, pois seus enredos beiram à realidade, existe uma grande verossimilhança entre o que o autor apresenta com o que realmente aconteceu. Um pouco diferente dos outros livros do autor, Contagem Regressiva conta com um enredo simples, mas está longe de ser ruim, ele utiliza uma narrativa que alterna entre passado e presente, e vejo isso como algo extremamente positivo.

Esse é um livro que apresenta um ritmo alucinante e repleto de reviravoltas. Quero destacar os personagens, eles não são aprofundados como podemos ver em outros livros do autor como: Mundo Sem Fim e Coluna de Fogo, mas estão longe de ser rasos, os personagens aqui apresentados possuem defeitos e qualidades, assim é possível compreendermos suas atitudes e ações. Contagem Regressiva é um ótimo livro e merece a sua atenção. Você que é fã do autor não perca tempo e leia logo esse livro.

site: http://www.sagaliteraria.com.br/2018/09/resenha-540-contagem-regressiva-ken.html
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Letícia 06/08/2018

Os livros do Ken Follett sempre têm uma pegada histórica, ler qualquer um deles é mergulhar em acontecimentos que fizeram com que o mundo sacudisse, obviamente são livros de ficção, mas a inspiração histórica é evidente e o tempo todo nós ficamos nos perguntando, o que de fato aconteceu e se os fatos se aproximam com a ficção criada por Follett.

Em Contagem Regressiva, mergulhamos no ambiente de Guerra Fria e corrida espacial, EUA e URSS disputam quem irá conquistar o espaço primeiro, a URSS sai na frente com o famoso Sputnik, enquanto os EUA apostam todas as suas fichas no lançamento de seu primeiro foguete.

Eis, que no dia do lançamento, um homem, Luke acorda no banheiro de uma estação de trem, vestido com farrapos e sem lembrar quem era. Ele não sabia o próprio nome, não sabia o que havia feito no dia anterior, não se lembrava de nada: que tipo de sujeito era, o que ele fazia para viver, se de fato era um mendigo ou um alcoólatra, mas ele decide que irá descobrir quem é.

Enquanto isso nós vamos conhecendo outros personagens, Anthony Carroll que é um dos chefes do Escritório de Serviços Estratégicos da CIA, aka espionagem extra-oficial, e acredita que Luke tem envolvimento com os russos e faz de tudo para que ele não descubra quem realmente era; a Dra. Billie Josephson, uma médica psiquiátrica que estuda a memória e Elspeth que é a esposa do Luke e trabalha como secretária na estação espacial dos EUA.
Os capítulos do livro são divididos entre os anos 1940 e 1958, no passado descobrimos os fatos que fizeram com que os personagens chegassem às posições nas quais estão em 58. A Segunda Guerra Mundial teve grande importância na mudança de suas vidas. E vamos descobrindo que Anthony, Luke, Billie e Elspeth eram amigos de faculdade e em todo momento nos perguntamos o que aconteceu com essa amizade que parecia tão sólida.

O passado e o presente vão se misturando enquanto Luke vai tentando descobrir que tipo de homem ele era e a cada nova constatação ele percebe que não quer ser mais o homem que era, será que ele era realmente um espião? Ele sente que não ama de verdade sua esposa, sente que fez todas as escolhas erradas possíveis, será que com essa perda da memória, ele irá conseguir enxergar quem realmente ele deve manter em sua vida?
Se eu tivesse que definir esse livro em uma palavra seria aflição, tem realmente uma contagem regressiva acontecendo, e é impossível não se envolver na busca do Luke para entender o motivo de sua memória ter sido apagada, o que ele poderia saber?

Além de tudo isso, nesse livro, Follett também mostrou a importância de ter por perto quem lhe realmente quer bem, será que conhecemos de verdade todas as pessoas que nos rodeiam? Será que elas poderiam nos trair? Vale tudo no amor e na guerra? E para ganhar a corrida espacial? Sabemos através da História quem venceu, mas a leitura desse livro irá fazer com que você faça vários questionamentos sobre quem de fato venceu.


site: http://myronbolitarloversbr.blogspot.com/2018/08/resenha-contagem-regressiva-ken-follett.html
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Gustavo Barberá 31/07/2018

Memórias ao vento cósmico.
Imagine acordar um dia em um banheiro público vestido de mendigo e sem saber como foi parar ali e sem saber seu próprio nome e origem. É o que acontece nessa história. Passada na época da Guerra Fria, onde o homem estava explorando o espaço sideral, acompanhe a investigação do cientista Luke que corre atrás de respostas para sua perda de memória repentina e quanto mais investiga, mais segredos são revelados nos deixando apreensivos e sem vontade de largar a leitura. Confira a resenha completa no site do Leitura Enigmática. O endereço está logo abaixo.

Link: http://www.leituraenigmatica.com/p/blog-page_57.html

site: http://www.leituraenigmatica.com/p/blog-page_57.html
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Julia G 21/06/2018

Contagem Regressiva
Não fazia ideia que os filmes de Os Pilares da Terra eram baseados em livros de Ken Follett quando os assisti, lá em 2010, antes mesmo que Hayley Atwell e Eddie Redmayne se tornassem conhecidos como são hoje. Desde que soube disso, porém, quis ler algo do autor, mas a oportunidade só surgiu agora, com Contagem Regressiva, publicado este ano pela Editora Arqueiro.

Ironias à parte - ou não -, o livro foi lançado no Brasil bem próximo às comemorações dos 60 anos do lançamento do primeiro satélite espacial americano, o Explorer I. A obra começa com uma nota histórica que conta sobre o adiamento do lançamento, em duas noites consecutivas, por razões que aparentavam não ser realísticas. Até achei que o autor tinha criado essa nota para dar o start em sua obra, então fui buscar fontes seguras que divulgassem essa informação, e encontrei nessa matéria publicada no blog da NASA. Isso significa que Ken Follett criou todo um enredo fictício a partir de uma verdade e, para ser justa, trata-se de um enredo viciante.

Na trama, Luke acorda sem memória nenhuma sobre sua vida, ainda que consiga lembrar de outros conhecimentos não biográficos, como matemática, história e inglês. A princípio, não sabe nem mesmo seu nome, mas tudo parece querer lhe convencer de que é um morador de rua. O problema é que algumas coisas não fazem sentido para ele, então ele resolve descobrir quem ele é e porque perdeu a memória.

"O que havia acontecido na noite anterior? Não conseguia lembrar.
O medo histérico começou a retornar quando percebeu que não conseguia se lembrar de nada."

A trama construída por Ken Follett é absolutamente viciante. Assim como Luke, o leitor também não faz ideia de como o protagonista foi parar naquela situação, então os detalhes são descobertos junto com o personagem. É instigante acompanhar as relações feitas por Luke, detalhes que ele descobre sobre si mesmo para continuar sua busca. Afinal, ele não sabe nada sobre si mesmo, então de que ponto ele poderia partir para buscar algo? Essas maquinações o levam de detalhe em detalhe, até finalmente chegar a pessoas que podem auxiliá-lo, amigos do passado.

Os capítulos se intercalam, tanto entre os personagens, quanto em relação à época. No que se refere ao ponto de vista, o texto vai além da visão de Luke, pois mostra também outros personagens, como Elspeth, Anthony e Billie, sempre em terceira pessoa. Além disso, enquanto alguns capítulos se passam em 1958, ano do lançamento do satélite espacial americano, em plena Guerra Fria, outros retornam para 1943 para mostrar os personagens quando jovens, ainda em Harvard, na época da Segunda Guerra Mundial, e como a amizade entre eles surgiu.

"Mais uma vez Luke pensou se estava imaginando coisas. Tinha acordado num mundo desconcertante onde qualquer coisa podia ser verdade."

Embora mostre a visão de todos eles, ainda assim é difícil saber suas intenções. É quase como se eles não gostassem de admitir seus defeitos nem para eles mesmos, o que impede de saber quem está de que lado. O próprio Luke pode ser o "vilão", pois ele nem lembra o que fez até perder a memória. Essa construção é quase enlouquecedora, porque se quer logo compreender o que aconteceu, o que nos faz devorar as páginas para desvendar o mistério.

Contagem regressiva é um romance envolvente e carregado de adrenalina. O livro é repleto de cenas de ação, entremeado por espionagem em plena Guerra Fria e conta ainda com romance e traição. É aquele tipo de livro que diverte e te faz procurar as pistas junto com o personagem e, quando se percebe, já chegou ao fim.

site: https://conjuntodaobra.blogspot.com/2018/06/contagem-regressiva-ken-follett.html
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Dirlene_Tavares 20/05/2018

Difícil parar de ler...
Difícil parar de ler, isso mesmo, é daquelas leituras que te seguram, o nosso herói, é realmente cheio de talentos, pois consegue enganar um monte de profissionais treinados. Enfim parece um daqueles filmes de 007, onde o mocinho sempre se sai bem, mas mesmo assim é muito legal, tem um pouco de romance, que dá um colorido especial a leitura (adoro romances). Enfim mesmo tendo um final sem surpresas é uma boa leitura.
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Jeff.Rodrigues 18/05/2018

Resenha publicada no Leitor Compulsivo.com.br
A capacidade de Ken Follett em se infiltrar em fatos e eventos históricos e a partir deles imaginar tramas repletas de ação, suspense e, principalmente, verossimilhança é surpreendente. Acostumado com, e fã absoluto, da ficção histórica consagrada de Os Pilares da Terra ou a trilogia O Século, me aventurei pela primeira vez pelos thrillers do autor em Contagem Regressiva. O estilo da narrativa aqui é completamente diferente e causa uma certa estranheza para quem aguardava parágrafos e páginas repletos de informações e dados da história. O vigor, no entanto, permanece o mesmo.

Contagem Regressiva se embrenha nos meandros da corrida espacial, um dos principais motores propulsores da Guerra Fria, e que concentrou esforços e recursos dos EUA e da URSS na segunda metade do século XX. A partir de um evento real, o lançamento de um satélite pelos norte-americanos, Follett desenvolve uma história de mentiras, traição e uma boa dose de suspense.

Dois pontos chamam a atenção na obra. Em primeiro lugar, os eventos históricos aqui servem de pano de fundo para a trama narrada, ou seja, esqueça o que você está acostumado a ler nos romances históricos do autor. Em segundo, o suspense em torno do protagonista Luke ganha contornos interessantes de drama à medida que os eventos vão avançando e a verdade vem à tona. Em resumo, Contagem Regressiva é um daqueles livros que usam o mistério para contar uma boa história de relações pessoais e jogos de interesse. O grupo de amigos em torno de Luke joga a todo momento uns com os outros. Ninguém é totalmente confiável e não fica claro para nós, leitores, em quem devemos por fé. Os personagens, em muito devido aos cargos que ocupam, refletem fielmente o clima de desconfiança e polaridade que era visto nos Estados Unidos, e no mundo, no período. Eram tempos de ideologias que geravam opiniões e crenças muito fortes nas pessoas.

Apesar de ser um thriller, Contagem Regressiva custa a engrenar. É um livro que avança inicialmente em ritmo lento. O que poderia ser um ponto negativo, aqui é totalmente defensável. A narrativa nada mais faz do que acompanhar o processo do protagonista Luke em busca de respostas sobre si mesmo. A lentidão inicial reflete as dificuldades do personagem e à medida que ele vai avançando sobre quem é e o que faz da vida, o ritmo também vai acelerando. O fim nem preciso dizer que corre em ritmo frenético literalmente em uma contagem regressiva para salvar um projeto que, em última instância, poderia definir ou alterar drasticamente os rumos da política mundial.

Mantendo a qualidade da reconstituição de época característica do autor e trazendo um período pouco explorado pelo suspense (o que é inacreditável, se pensarmos na quantidade de possibilidades para tramas), Contagem Regressiva é uma boa pedida para aqueles que curte bons quebra-cabeças literários.

site: http://leitorcompulsivo.com.br/2018/05/15/resenha-contagem-regressiva-ken-follett/
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Marcos.Aurelio 10/05/2018

Viciante
Livro fácil de ler. Uma história viciante que te prende e faz vc querer chegar logo ao final. Adorei.
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Greice Negrini 11/04/2018

Adrenalina do início ao fim.
No ano de 1958 todos os olhos estão voltados para os Estados Unidos. A novidade é que os americanos esperam que o novo satélite espacial Júpiter está para ser lançado, uma vez que a União Soviética já saiu na frente e lançou o seu e isso de uma certa forma tira orgulho da América do Norte. E a contagem regressiva está começando. Todos estão preparados para tentar lançar no dia, mas a cada nova hora tudo pode mudar.

Luke é um homem sem memória. Ou melhor, alguém fez algo com a sua memória pois ele acorda em um banheiro público ao lado de outro cara bêbado. Não se lembra de absolutamente nada de sua vida anterior, nem de seu nome, sua vida, se tem família ou sequer se já algum dia foi alguém. Por acaso descobriu seu nome pois o bêbado junto a ele o chamou assim. Porém ele percebe que tem algumas habilidades estranhas, sabe lutar, reconhecer quando começa a ser seguido e pesquisar e descobrir sobre quem realmente é.

Anthony agora trabalha para a CIA. Depois de ter trabalhado como espião na Segunda Guerra Mundial, conseguiu um ótimo cargo no departamento e conseguia missões importantes, que elevavam seu nome para as melhores posições em que nem sequer seu chefe era capaz de mandar nele. E agora mais do que nunca tinha uma missão importante. Precisava evitar que qualquer pessoa atrapalhasse o lançamento do foguete Júpiter ou o seu fracasso estaria certo.

Elspeth estava preocupada demais com Luke. Casara com ele quatro anos antes e trabalhava para o governo do país há muitos anos. Agora estava em Cabo Canaveral e saber que seu marido estava sumido lhe dava uma agonia, já que não tinha como sair de lá e ir ao seu encontro. Anthony era sua única esperança, mas parecia que nem ele era capaz de encontrar o grande amor de Elspeth.

Em meio aos nervos de uma população que espera ver o foguete ir para o espaço levar um satélite, um homem tenta buscar sua verdadeira identidade. Porém o que acontece é que ele está na mira de agentes que querem nada mais do que a sua morte. O que será que ele sabe que foi apagado da sua memória dias antes? Agora Luke precisa descobrir com a máxima urgência e com a ajuda de Billie e de Bern, amigos da juventude talvez ele encontre as respostas que busque antes que seja tarde demais.

Acredito que eu deva soar repetitiva nas resenhas que faça de Ken Follett. Sempre escrevo a mesma coisa: ele é o rei da escrita em histórias de aventura. Não há um livro sequer dele que eu tenha achado chato ou monótono e cada nova trama que me jogo conheço um novo mundo.

Desta vez Contagem Regressiva veio para fazer o leitor correr. Isto mesmo. Correr como o nome do livro, como uma contagem regressiva onde tudo acontece em um ritmo alucinante e cheio de reviravoltas que é impossível tirar os olhos das páginas.

De início é feita a apresentação dos personagens já no clima de tensão, sem saber quem é o vilão e quem é a mocinha, mas afinal, quem realmente pode ser bom ou mau nos livros do Ken Follett? É tudo tão cheio de conflitos, armações, brigas e trapaças que em um momento eu achava que um personagem era de um caráter e no outro percebia que tinha interpretado de uma forma bastante inócua.

Contagem Regressiva é como estar em uma maratona esportiva. Em um momento você está caminhando, depois correndo, depois nadando e por assim vai. O coração nunca para de bater e a única saída é ler capítulo após capítulo. Ainda tem a parte histórica sobre a era espacial americana, o que agrega ainda mais para o livro.

A torcida pelo personagem é imensa. Fiquei ansiosa para saber cada passo, sobre o passado de cada um e o que realmente envolvia tanta tensão. E quando cheguei ao fim respirei aliviada por mais uma obra de respeito.
3... 2... 1. Leitura terminada com sucesso. Ken Follett pode escrever sobre a Idade Média ou sobre foguetes e de qualquer forma vai me deixar fascinada.

site: www.blogandolivros.com
Roberto.Suga 24/06/2018minha estante
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Milas Caldas 09/04/2018


Para compreender bem a leitura você deve focar no quarteto principal: Luke, que acorda sem memórias e busca entender o que aconteceu com ele; Elspeth, esposa de Luke; Anthony, melhor amigo de Luke e um dos figurões da CIA; e Billie, a mulher que Luke sempre amou. Um quarteto que se conhece há mais de vinte anos, e já passou por vários momentos juntos.

Quando Luke acorda sem memórias, nós, leitores, somos levados ao sentimento de confusão que o personagem está sofrendo e seguimos junto com ele na busca por respostas. Luke não acredita ser um mendigo, e, ao ler sobre o lançamento do foguete Jupiter C em um jornal, tem a sensação de que de alguma forma aquilo lhe diz respeito. Movido por uma necessidade de descobrir quem ele é, Luke parte em busca de respostas, e nós somos levados juntos.


A narrativa não é totalmente linear, e por vezes, estamos em um capítulo do passado, e é assim, de fragmento em fragmento, que os personagens vão crescendo, e nós começamos a entender quem são, o que passaram, e como tudo isso contribuiu para que chegassem até aquele ponto.

“– A guerra me ensinou que nada é tão importante quanto a lealdade.
– Que besteira. Você ainda não aprendeu que, quando as pessoas estão sob pressão, todas estão dispostas a mentir.
– Até para quem elas amam?
– Mais ainda para quem amam, porque se importam demais com essas pessoas. Por que você acha que dizemos a verdade aos sacerdotes, psiquiatras e estranhos que conhecemos no trem? Porque nós não os amamos, por isso não nos importamos com o que eles porventura pensem.”

Como sempre, Follett me faz odiar um personagem com todas as minhas forças. Okay. Eu entendo que ele estava movido pelas suas convicções e acreditava estar fazendo tudo pelo bem do país, mas no panorama geral, tudo estava muito errado. E isso me fez pensar em nosso cenário político atual, quantas pessoas tomam medidas errôneas acreditando cegamente estarem fazendo o melhor para o todo?! Dá até medo de imaginar os números.

Cada vez que eu leio uma nova obra do autor, eu fico ainda mais fascinada com sua capacidade de fazer uma pesquisa histórica tão fantástica e criar tramas tão verossímeis. Será que realmente não houve um Luke? Fica o questionamento. Follett possuo sua fórmula de sucesso, e finalmente eu consigo identificá-la e dizer que eu amo. Por mais que ele coloque milhares de personagens para tecer sua trama, sempre há um quarteto principal e se você focar neles fica bem mais fácil de acompanhar o ritmo da leitura.

Foi um livro muito interessante, o ritmo de leitura não engrenou para mim logo de primeira, e o começo seguiu um pouco arrastado, mas a medida que Luke vai descobrindo pequenos pedaços do que houve com ele, o ritmo foi acelerando, e devo dizer que o final valeu cada segundo de leitura. Recomendo para todos os amantes de uma boa ficção histórica.


site: http://minhacontracapa.com.br/2018/04/resenha-contagem-regressiva-de-ken-follett/#zeKT23ZFJlgt21H1.99
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Leandro 30/03/2018

CONTAGEM REGRESSIVA: QUANDO A MEMÓRIA FALHA
A memória é algo que é tão importante em nossa vida, mas que não nos damos conta disso até ela falhar. Seja esquecendo um número de telefone, um endereço ou até mesmo nome daquele conhecido que encontramos ao acaso, é só nesses momentos que percebemos o quanto somos dependentes de nossa memória. E se perdêssemos ela totalmente?

Essa é a premissa desse livro de Ken Follet. Em meio à Guerra Fria, conflito indireto entre Estados Unidos e União Soviética, um homem acorda sem memória. Literalmente ele não sabe quem é ou onde está. Tudo que lhe resta são alguns reflexos pessoais, que lhe surgem facilmente. (...)

Para mais, acesse Diário de Seriador!

site: http://www.diariodeseriador.tv/2018/03/contagem-regressiva-quando-memoria-falha.html
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Galáxia de Ideias 28/03/2018

Uma de suas obras mais incríveis do autor.

Ler Ken Follett é sempre uma experiência única e fascinante, da qual saímos com muito à dizer, mas sem saber muito bem quais palavras usar para descrever a grandiosidade dos nossos sentimentos ou a genialidade do livro que acabamos de ler. E, certamente, com Contagem regressiva, um título pelo qual eu estava ansiosa, não foi diferente. Comecei despretensiosamente a leitura no início de uma manhã, e terminei, por mais impossível que possa parecer, logo após o almoço, o que computou umas sete horas de leitura interruptas, nas quais eu pensava: "só vou ler mais um pouquinho, preciso saber o que está acontecendo", até que me vi no grande final, cheia de vontade de começar tudo de novo, só para me sentir tão empolgada outra vez.


Esse livro, como vários outros que já li do autor, tem alguns elementos familiares, mas que combinados dentro do pano de fundo escolhido para o momento, formam um quebra-cabeças especial e estimulantes, e durante a leitura, me senti como se estivesse dentro de um carro em alta velocidade, com um motorista meio maluco na direção, mas que ao mesmo tempo sabe o que está fazendo, e que faz curvas, dá freadas e aceleradas inesperadamente e nos chacoalha tanto que ficamos meio confusos com as voltas, mas ainda assim, ao final da viagem estamos completamente apaixonados por como tudo terminou. Dito isso, preciso ressaltar que este, além de ser um thriler, carregado no suspense e cheio de tramas de perseguição e segredos, é também um belo livro histórico, que fala de forma muito dinâmica e clara sobre o processo de lançamento do primeiro foguete dos EUA durante a guerra fria, e de todo o esquema por traz disso, pois tudo teve de ser muito bem arquitetado para nada dar errado e se transformar em um grande fracasso novamente, e, apesar de todos sermos humanos e podermos errar em pesquisas, achei o que Ken Follett nos apresentou muito bem feito e coerente, e acredito que tudo nesse livro é muito bem fundamentado.


Embora haja vários pontos muito positivos que eu posso realçar, começo a destacá-lo pelo fato de que a mescla de gêneros, envolvendo thriler, história e romance é sempre fascinante, e faz com que nos envolvamos intensamente com o livro, à medida que o autor nos apresenta conflitos de dimensões mundiais e conflitos de dimensões pessoais que se misturam e formam algo fascinante. Além disso, Ken Follett escreve em um ritmo ágil, que faz com que nos sintamos lá no próprio cenário que está sendo descrito, o que ele também faz maravilhosamente bem, e entramos no ritmo dos personagens, ficando sem fôlego, com medo e com um frio na barriga, diante de cada cena que se desenrola dentro das páginas.


Já para os adeptos de romance, o autor também não deixa a desejar nesse ponto, e traz uma trama romântica e meio dramática digna de troféu, e embora esse não seja o principal objetivo do livro, é uma linha que corre durante toda a obra, e que dá um charme a mais, à medida que descobrimos uma teia de segredos, mentiras, desencontros e partidas, nas quais atitudes que são direcionadas à uma só pessoa podem afetar um país inteiro.


Não consigo determinar muito bem pontos que poderiam ser negativos nesse autor e nesse livro, e embora esse não seja o meu favorito dentre os que ele escreveu, ele é impecável. Mas, talvez para leitores que não se interessam por essa pegada mais histórica, bem como o ritmo de thriler, talvez esse possa ser um livro desagradável, embora acho que Follett ultrapassa todas as barreiras e é um autor único e sensacional que merece ao menos uma chance sempre.


Os personagens são completamente bem construídos, e cada um possui mil facetas, o que acaba nos confundindo e eu não conseguia mais saber quem era efetivamente bom, quem era efetivamente mau, e por vezes eu gritava mentalmente: "não confie nessa pessoa!", até ver que era exatamente naquela pessoa que o protagonista deveria confiar e vice-versa. E, falando em Luke, o protagonista, ele é um homem que consegue nos conquistar já nas primeiras páginas, o que faz com que fiquemos torcendo fortemente por ele durante todo o livro, e confesso que criei um desejo de protegê-lo. Além de Luke, temos alguns outros personagens interessantes no livro que fazem parte do grupo de amigos de Luke da época da faculdade e que agora, vinte anos depois, ainda mantém relações, e um deles é Anthony, um homem poderoso, ousado e que em alguns momentos nos faz sentir raiva, e em outros afeto. Há ainda Bern, o terceiro amigo que achei bem apagadinho, apesar de depois ele ter alguns papéis relevantes no enredo, e as mulheres, Elspeth, que foi alguém que me pareceu muito instável desde o começo do livro, e Billie, uma personagem que inicialmente tive uma impressão de que seria alguém até mesmo fútil, mas que me surpreendeu muito mais do que eu esperava.


O livro é dividido por horários, que mudam em intervalos de mais ou menos uma hora, e as vezes os intervalos são maiores, e o autor nos descreve o que está acontecendo em cada hora. A trama se passa em apenas dois dias, o que colabora para esse ritmo completamente ágil que é impresso em cada página. Além disso, a narração é feita em primeira pessoa, e além de encontrarmos narrativas sobre os dois dias de janeiro que antecedem o lançamento do foguete, também encontramos cenas da segunda guerra mundial, de 1941 em diante, e também dos anos 1950, o que serve para explicar como começaram algumas relações e ligações que se estendem até o presente dos personagens. Ainda, vale ressaltar que Contagem regressiva foi, no passado, lançado pela editora Rocco, intitulado de Código explosivo, e em 2018 foi relançado pela editora Arqueiro com nova capa e tradução, sendo esta segunda a versão que eu li.


Recomendo esse livro para os fãs inveterados de Ken Follett, que certamente encontrarão aqui uma de suas obras mais incríveis e ficarão com um gostinho de "preciso de outro livro do autor para ontem", ou para aqueles que desejam conhecê-lo, essa é uma das dicas mais que recomendadas, pois encontrarão nessa obra suspense, mistérios, tramas mirabolantes, segredos, amor e história, e certamente esse será o ponto de partida para que esses leitores se encantem profundamente e corram para as livrarias todas as vezes que encontrarem um novo lançamento desse autor.

site: http://www.galaxiadeideias.com/2018/03/resenha-contagem-regressiva-por-ken.html
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Fátima Lopes 06/04/2015

Erro de data

Como livro de suspense/ espionagem não é dos melhores, cheio de clichês e com algumas pitadas de romance que não melhoram o resultado. Serve como passatempo, já que o autor escreve de forma agradável e descompromissada. No último capítulo o autor coloca que a data da chegada à lua foi em 20 de julho de 1968, quando na verdade a conquista ocorreu em 1969.
Quem quiser conhecer outra obra do mesmo autor , mas de melhor qualidade, deve ler a trilogia "O Século".
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