Ditadura à Brasileira - 1964-1985

Ditadura à Brasileira - 1964-1985 Marco Antonio Villa




Resenhas - Ditadura à Brasileira - 1964-1985


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Victtória 16/09/2014

21 Anos de Ditadura ?
O autor Marco Antonio Villa estabelece uma visão imparcial, na medida do possível, de um período que a maioria das pessoas apresenta visões radicalistas de BEM X MAL, HERÓIS X VILÕES.
O autor mostra as visões positivas e negativas de cada governo do período do Regime Militar e o heroísmo exacerbado que é aplicado á esquerda atuante neste processo do regime a redemocratização.
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Prim 03/09/2014

Mais didático que o esperado
Marco Antonio Villa "se vende" como um historiador polêmico e de posições fortes, mas creio que esse trabalho decepcionará aqueles que conhecem o tema e buscam um novo enfoque sobre o período 1964-85. Ao contrário disso, o livro é um bom sumário do período em questão escrito em um tom quase didático e, salvo pelo último capítulo, raramente se assemelha a um ensaio crítico.
Aqueles que pegaram em armas, sequestraram e mataram em nome de uma utópica revolução comunista vem há algum tempo ganhando projeção, prestígio e dinheiro a partir desses supostos atos heróicos. Enquanto isso, os também criminosos, militares torturadores, tentam esconder esse passado e se deparam apenas com a Comissão Nacional da Verdade.
Esperava um livro na linha dos "Guias Politicamente Incorretos" que explicasse essa contradição em relação aos personagens e instituições desse período. No entanto, o que tive em mãos foi uma pálida, embora justa, defesa dos brasileiros e políticos que, dentro do MDB, resistiram à ditadura aceitando as limitações de suas ações.
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Mario Pordeus 01/09/2016

Isento
Se o conceito de isenção realmente existisse, no que não acredito, este conceito estaria aplicado a esse livro.

Foi o livro mais equilibrado que já li a respeito do Regime Militar de 64-85, destacando seus pontos positivos e negativos, os bastidores, os motivos, os podres do outro lado, entre outras informações.

Leitura extremamente recomendável.
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não vou revelar 14/12/2016

ótimo
Indicado pros " esquerdistas romantizados " - que no nesse assunto a maioria parece ser- e pros direitistas mais extremistas que dizem coisas como " na ditadura só se f* quem era vagabundo " ou " o regime de 64 não era uma ditadura " . Enfim , o Villa mandou benzão !
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Marcos 04/10/2015

“A história se repete mas a força deixa a história mal contada”
A frase do título, tirada de uma canção dos Engenheiros do Havaí (Toda Forma de Poder) expressa exatamente o que acontece, sempre aconteceu e sempre acontecerá, quando a história é contada por quem detém o poder em determinado momento. A versão “oficial” sobre o período militar e tida como verdadeira pela maior parte da população atual, é uma história deturpada, distorcida, que pinta os guerrilheiros que queriam tomar o poder no Brasil pela violência como coitadinhos que só estavam querendo restabelecer a democracia. A luta armada ocorrida nos anos 60 e 70 pouco ou nada contribuiu para a devolução do poder, pelos militares, aos governos civis que os sucederam. Este livro é leitura *obrigatória* por todo brasileiro que se interesse por política e que queira sequer tentar discutir a política atual do país.

Uma crítica à editora que publicou o e-book: há diversos problemas de formatação. Os parênteses e as aspas são seguidos por espaços e há alguns poucos erros de português. Se fosse um livro autopublicado seria quase natural, mas em um livro publicado por editora isso não pode acontecer de forma alguma – afinal, para que servem mesmo as editoras?
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Thiago 04/03/2016

Excelente Introdução
Se você é um estudante do regime militar, talvez o livro não traga informações novas, mas para aqueles que estão inciando suas considerações sobre essa época decisiva da história brasileira a obra mostra-se como um boa introdução. O livro não é polêmico, pelo menos não como o autor procura mostrar-se; Marco Villa contrapõe alguns estereótipos usando uma sucessão de fatos bem documentados descritos cronologicamente para defender as seguintes idéias:

(1) Os EUA tiveram uma participação irrelevante nos acontecimentos de 31/03/1964.
(2) Só houve uma ditadura de fato no período de vigência do AI-5 (1968 a 1978), 10 anos, portanto.
(3) O regime tinha muito apoio popular.
(4) Apesar da censura e das inúmeras violações dos direito humanos, o regime permitiu ampla liberdade nas artes, na cultura, na política.
(5) Embora raramente reconhecido, os militares modernizaram o país e fortaleceram as instituições republicanas.
(6) Havia corrupção sim! Embora muitos advoguem que o regime era moralmente superior, (ou pelo menos pretendia sê-lo) a extrema centralização política acabou por consolidar a união entre os interesses do grande capital e dos homens públicos; na verdade, a corrupção moderna foi gestada no ventre do referido regime.
(7) Tanto a esquerda quanto a direita desprezavam o embate político e a democracia.
(8) A luta armada recebeu uma importância sobrevalorizada no processo de construção da nossa memória, mas tiveram um papel irrelevante na discussão e nos rumos das grandes questões nacionais e na redemocratização, além de nunca representar um real perigo para o regime.
(9) O maior adversário do regime e da redemocratização do país eram os próprios militares "linha-dura" vinculados aos porões da ditadura.

No espetro político eu posicionaria o autor alguns centímetros a direita do centro, mas de modo geral eu penso que ele foi honesto na análise dos fatos registrados
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Raphael.Soares 25/01/2017

Livro muito interessante para quem deseja entender o período de ditadura do Brasil. Pois o autor aborda ano após ano os acontecimentos políticos, culturais e econômicos durante o período da ditadura. Com uma leitura envolvente e objetiva, leva o leitor a imergir nesse período.
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Rafael 03/05/2018

Um contraponto à visão dominante
O livro de Marco Antonio Villa traz uma visão mais equilibrada do período – pois ele conseguiu como o título sugere “golpeado à esquerda e à direita”, mostrar uma visão de ambas as forças que estavam no embate da época –, haja vista que é um assunto muito enviesado ideologicamente e, assim, Villa não se curvou diante de ideologias que contaminam este tipo de publicação.

Assim, Villa conseguiu destoar da maioria das publicações sobre o tema. Enfrentou as polêmicas que este tipo de posicionamento traz, como a seguinte acusação “de que qualquer informação que favoreça o regime militar, a pessoa seja automaticamente a favor de torturas e etc”.

Este tipo de argumento só reforça as ideologias que tentam narrar o período sobre um prisma partidário e se distanciam de uma visão mais verossímil do período. E, assim, o livro é um contraponto necessário de um período importante da história recente do país.

Algumas curiosidades sobre o período na visão de Villa:

- A ditadura, de fato, vigorou mais no período da vigência do AI-5 (1968-1978).

- O golpe militar não foi uma criação dos Estados Unidos – pois tiveram pouca participação no período.

- A produção de cultura produzida na época, mais à esquerda do espectro político, foi combatida pela censura ao mesmo tempo em que produzia em grande escala e em diversos setores - na música, no cinema, no teatro. Dessa forma, mesmo com censura, havia muita produção cultural.

- A ditadura no país revelou-se muito distinta dos países do Cone Sul: Chile, Argentina, Uruguai. Uma das principais características foram as eleições; elas aconteceram com maior ou menor liberdade política.

- A oposição mais à esquerda por meio de grupos armados, das guerrilhas, nunca lutaram por democracia, queriam apenas implantar um regime nos moldes cubanos.

- A ditadura militar no Brasil foi muito estatista. Ela, no período, implantou mais de 300 estatais. Contradição pois ela estava mais alinhada à direita política.

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Oscar 12/07/2016

Reescrever a história do Brasil
O início do livro é até ponderado, mas mas num crescente ele vai mostrando a que veio. O livro é uma tentativa descarada de reescrever a história do Brasil sob a ótica da necessidade do comunismo de desfazer o período direitista brasileiro. Não consigo engolir que um livro que queira se apresentar como sério, intitule um capítulo inteiro dedicado à junta militar que governou o Brasil após Costa e Silva, como "os três patetas". Todos os acontecimentos terroristas foram minimizamos ou suprimidos. O que foi feito pelos governos de bom foram minimizados também. Este não é um livro sério. Fuja dele. Não vale a pena.
Ninguem 01/06/2017minha estante
Você leu o capítulo dos 3 patetas? O livro não alega isto, utiliza a expressão do Millor. Ele justamente fala que eles não era patetas.




Filipe 30/01/2019

Considero literatura compacta e definitiva sobre o período militar, com a justa neutralidade ideológica que o leitor merece. Marco Antonio Villa fez pesquisa brilhante ao nos fornecer uma linha tão robusta desse período extremamente importante de nossa história nacional.
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João Luiz 06/07/2018

Muito detalhado, o professor Villa faz uma análise e expõe todos os dados e fatos de forma imparcial, demonstrando todos os pontos positivos sobre a economia e principalmente as barbáries cometidas durante esse período. Excelente livro para quem tem interesse em aprofundar mais na história do Brasil.
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J R Corrêa 25/12/2017

Ditadura à Brasileira - 1964-1985
Durante o conturbado governo João Goulart, havia ameaças à democracia de vários lados. O PCB possuía células clandestinas nas Forças Armadas. O PC do B havia mandado um grupo de guerrilheiros para ser treinado na China. As Ligas Camponesas criaram campos de treinamento de guerrilheiros no Brasil mesmo. Os Grupos dos Onze, de Leonel Brizola, pretendiam ser o embrião de um partido revolucionário. Nesse ambiente, Jango sabotou sistematicamente o parlamentarismo, até conseguir a volta do presidencialismo. Depois disso, articulava para permanecer na presidência. Assustou a opinião pública e os militares com o Comício da Central e o apoio ao movimento dos sargentos da Marinha.
EXCELENTE LIVRO! RECOMENDO!
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RAFAEL 02/02/2018

Ditadura "À" Brasileira.
O livro tem um dinamismo fantástico característico da personalidade do Villa, que apresenta os acontecimentos "políticos" de 1964 (Com uma introdução desde 1960, com a eleição de Jânio Quadros passando por Ranieri Mazzilli e João Goulart) até 1985, sempre desnudando os interesses do Governo e da Sociedade Civil organizada, o dia a dia com o clima da tensão política, os impactos sociais e sempre por vezes descrevendo em breves passagens, alguma coisa do Estado e da organização Burocrática para auxiliar no entendimento. Mas o foco é sempre no círculo de poder.

Estudar este período da história brasileira é satisfatório para o entendimento de diversas lacunas que não serão respondidas pela opinião pública, moldada ideologicamente e que pouco ou quase nada sabe sobre o que opina categoricamente.

O interessante começa no título do livro com os termos "Ditadura", o tom irônico, jocoso, com a qualidade "à brasileira", estabelecendo logo de início que uma ditadura tupiniquim não pode ser equiparada com as descrições de nenhuma outra ditadura do passado ou do presente, tanto do próprio Brasil, como no caso de 1889 com o golpe militar que derrubou o Império, como na história das demais nações. Posteriormente, temos "1964-1985 a Democracia Golpeada à Esquerda e à Direita", vale ressaltar que, "à esquerda" e "à direita", no livro, é delimitado pela esfera política atuante, partidos, cargos, organizações etc. etc., e não em seu sentido terminológico que entendemos das correntes políticas e filosóficas que por vezes não têm o poder para exercer sua função de leitura da realidade e persuasão.

No final do livro o autor chega a conclusão que no Brasil, este período de 1964 a 1985, não foi uma Ditadura militar e sim, uma repressão (principalmente no período de 68 à 78 com o AI 5) contra e apenas, às forças políticas do período tanto da esquerda como da direita que mergulharam o país na crise institucional com as tentativas de golpe. Foram as políticas que levaram a supressão da Política, onde tivemos uma gestão de Estado, um Governo, tecnocrata e positivista, que ora avançava em políticas de cunho esquerdistas com as estatizações, ora utilizava-se do discurso de direita com o protecionismo e a defesa dos bons costumes, sempre prometendo o restabelecimento da democracia enquanto combatia os guerrilheiros e terroristas, subversivos.

Livro rico em detalhes. Indico peremptoriamente.
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Jonatha.Wisenteiner 04/12/2018

Ditadura À brasileira
Uma narrativa detalhada dos fatos sem glamourizar nenhum lado. Conta com detalhes o período de 1964 a 1985 espondo o autoritarismo do regime militar e seus excessos tanto quanto a guerrilha armada e seus intentos de implantar a sua ditadura do proletariado.
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Albuquerque 18/09/2016

O mais imparcial
Excelente leitura sobre o tema, cita os erros de ambos os lados. Bom para aqueles que acham que só nos porões dos quarteis houve tortura e morte. O livro pega até leve com os guerrilheiros (e, claro, escancara com os militares), mas só de citar os sequestros, assassinatos e roubos cometidos pelos militantes de esquerda, fatos "esquecidos" pela grande mídia e pelo meio acadêmico, já vale a compra.
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