Léxico

Léxico Max Barry




Resenhas - Lexicon


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Bruna VJS 02/07/2019

O Melhor Livro da História
Simplesmente incrível.
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Silvana (@delivroemlivro) 25/09/2018

Quem tem medo de Virginia Woolf?
Você gosta mais de gato ou de cachorro?

Qual é a sua cor favorita?

Escolha um número ao acaso (Circule um): 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Você ama sua família?

Por que você fez isso?

T. S. Eliot, Brönte, Sylvia Plath, Yeats, Goethe... Qual é o seu Poeta preferido?

Quem tem medo de Virginia Woolf?


Respostas não mudam o mundo, quem muda o mundo são as perguntas. As respostas só mudam as pessoas.
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Daniel Pedrosa 05/12/2017

Quase 100%...
Uma organização secreta recruta pessoas com personalidades específicas, pensamento ágil e alta capacidade de aprendizado para usar palavras como arma em uma luta por poder.
Uma palavrarida poderosa então é descoberta e sua exposição pode mudar o destino da humanidade.
Um livro muito bom , com um argumento interessante e que prende muito o leitor... o problema foi a cronologia da estória. Passado e presente se alternaram muito entre os capítulos, às vezes até mesmo gerando confusão ... tipo ?Onde estou ? É a mesma pessoa de antes ? Ela está aí mesmo ? Não era outro lugar ??
Se não tivesse este suposto ?problema? ganharia 5 estrelas com certeza !
Leituras da Tchella 13/01/2018minha estante
Concordo totalmente.... Estou no final e só agora comecei a gostar ! porque fiquei muito perdida na ordem dos capitulos tbm !




Ana Maria 25/10/2017

Surpresa boa
Excelente livro de ficção científica, utilizando o conhecimento sobre linguística, psicologia, redes sociais, compilação e manipulação do comportamento humano. Um livro que comprei em promoção por R$7,90; e foi uma surpresa e um verdadeiro achado. Lerei mais livros do autor australiano
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Karina 15/07/2017

Uma narrativa mais elevada
De início, ao ler a sinopse, imaginei uma história bem diferente da que realmente é, mas exatamente por isso me surpreendi com a narrativa e com o desenvolvimento das cenas e sua cronologia.

É um livro excelente e muito inteligente, que nos deixa totalmente curiosos a respeito dos personagens e ansiosos para presenciar a ligação das histórias. Na minha cabeça Wil Parke tinha uma ligação totalmente diferente com Emily Ruff e o fato é que foi melhor do que eu esperava!
O final e algumas cenas do livro deixaram muito a desejar. Senti falta de um desenvolvimento mais apurado da finalização do enredo. Parece ter havido uma urgência e esse final ficou bem aquém do que o livro ofereceu ao longo de toda a exposição da história.
Apesar disso, toda a amarração do livro compensa esses furos e cenas desnecessárias e a escrita do autor flui muito bem apesar de eu achar o uso de muitos palavrões totalmente desnecessário.
Mas é uma leitura que recomendo fortemente pelos conhecimentos que oferece a respeito de neurolinguistica e ciência no geral (até conhecimentos que parecem banais como o fato de Harry colocar o dente avulsionado de Emily, perdido numa briga, em sua boca até a reposição dele no alvéolo). Isso mostra o vasto conhecimento do autor em várias áreas de conhecimento e em linguística, sem dúvida, ele deu um show. A maneira como descreveu técnicas de persuasão, as segmentações ou personalidades distintas e a "palavrarida" foi brilhante! E, inclusive, ressaltando no enredo a importância de grandes nomes da literatura ao nomear os alunos formados na Academia (Virginia Woolf, Tom Eliot, Charlotte Brönte, etc), fazendo link com a formação dos chamados Poetas.

Esse livro também se trata a respeito das informações que são divulgadas pela mídia e o quanto somos manipulados com mentiras quando a verdade é uma outra bem mais complexa e profunda. Uma crítica que é construída em paralelo com o enredo...super brilhante e que nos faz refletir a respeito!
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Helder 16/12/2016

Uma grata surpresa
Sem palavras para descrever o quanto achei este livro sensacional. Esqueça todos os clichês atuais de distopias e filmes de super-heróis com mega poderes.
Max Barry criou uma estória completamente original, onde o poder está nas palavras, que se bem conduzidas por pessoas especializadas, podem ser usadas como armas.
Ganhei este livro de um amigo aqui do skoob, que desistiu de lê-lo. Pelo jeito a estória não o convenceu. A sinopse era bem legal, mas devido a este histórico, comecei a leitura sem esperar muito, e fui bem surpreendido, pois achei o livro muito inteligente.
É muito interessante como o autor consegue prender a atenção do leitor sem lhe dar todos os detalhes. Vamos lendo o livro sem ter a mínima ideia do que está acontecendo, mas cada vez queremos saber mais, e o autor vai nos dando estas informações em conta gota.
No início o livro me assustou um pouco, pois começa com duas estórias em paralelo e já no meio do caos e sem nenhuma explicação. O autor nos deixa a deriva. Will, um cara normal, é sequestrado no aeroporto sem saber porque. De repente todos querem lhe matar. Seus algozes lhe dizem que o estão salvando, mas do que? Aos poucos ele e o leitor entendem que Will possui alguma característica muito especifica pela qual um grupo de homens de preto chamado de Poetas, lhe deseja morto.
Na outra estória, um pouco mais calma, temos Emily, uma garota de 16 anos que vive dando golpes nas ruas e acabou desenvolvendo um talento em manipular pessoas para ganhar dinheiro jogando cartas. Ela é descoberta por um cara que lhe oferece usar seu dom de persuasão em um curso especifico para pessoas com este talento. Ela aceita e acaba indo parar em uma escola meio no estilo dos X-Men, onde os alunos aprendem a controlar pessoas somente usando palavras, e ao fim tornam-se Poetas, participantes de uma organização secreta, onde deixam de ter suas identidades e passam a ser conhecidos com o nome de escritores famosos.
Leva um tempo para sabermos o que amarra estas duas estórias, mas isso só vai aguçando nossa curiosidade e empurrando a leitura para a frente. Quando começamos a entender, o universo criado pelo autor já estamos viciados no livro, já que este inventou uma ficção completamente inédita. O ser humano pode ser catalogado dentro de aparentemente 200 segmentos de acordo com suas características particulares e para cada característica existem palavras associadas. Existem diversos tipos de palavras, mas as mais importantes são aquelas que nos permitem manipular uma pessoa. Se conhecemos a palavra associada ao segmento da pessoa, conseguimos convence-la a fazer coisas sem nem perceber. É a amplificação do termo persuasão. O autor é extremamente inteligente, pois com palavras simples e bem escritas ele consegue dar forma a esta sua “teoria” em um ritmo de thriller insano.
Emily é iniciada nesta teoria, mas ela é instável demais para este novo mundo, já que ele cobra um preço: Um Poeta não pode deixar que outros percebam qual seu segmento na escala de valores, pois isso permite que ele seja controlado. Portanto, preza-se por pessoas frias e qualquer envolvimento emocional deve ser podado. Deixar-se conhecer pode ser um suicídio.
Falar mais do que isso é estragar a leitura. Vá descobrindo aos poucos quem são estas pessoas e sentindo o impacto da existência de tal tipo de poder. Para que armas, se com palavras podemos mudar governos?? O autor consegue criar diversas cenas de impacto e facilmente imaginamos este livro virando um filme. Como ninguém comprou os direitos até agora?
Quando estava na página 278 de 360, me atentei que ainda não sabia realmente tudo o que estava acontecendo ali. Quem era o vilão? Contra o que os mocinhos lutavam? Mas confesso que isso só deixou a leitura melhor. E tem ainda as quebras de tempos da narrativa que são incríveis. Podia ser usado em aula de redação sobre como se apropriar do tempo para contar uma estória. A maneira como ele vai e volta no tempo é sensacional. Cheio de sutileza, mas se o leitor não estiver atento e for perspicaz, pode facilmente se perder na leitura.
Infelizmente o final peca um pouco, pois não tem todo o impacto que o resto da narrativa apresenta. Digamos que as coisas se resolvem fácil demais. Merecia um final melhor, mas o caminho para chegar até ali é tão divertido, inteligente e impactante que recomendo a leitura deste livro urgentemente.
Renato 16/12/2016minha estante
Curti a resenha, me convenceu, acho que vou gostar muito!




Zumi 13/12/2016

Inteligentíssimo (menos o final)
Léxico é um livro muito inteligente. Desde o início joga com o seu raciocínio, expondo fatos desconexos e te desafiando a entendê-los. Duas histórias, duas pessoas diferentes, e não se sabe ao certo se e em que momento se cruzam.
Pouco a pouco, pessoas se conectam, momentos se interligam, lembranças são mostradas e o mistério vai se revelando. Quando tudo se encontra as claras, é possível entender quem é Virgínia Woolf (não é difícil chegar a tal conclusão) e o que levou às suas atitudes, e, ainda, que ligação tem Wil Parke com tudo isso.

O único ponto no qual a história peca, particularmente falando, é o final. Os últimos momentos são vagos e sem emoção e, quando o penúltimo capítulo termina e o leitor chega a pensar "UAU", o último vem e desanima novamente, concluindo toda essa história brilhante com um final feliz supérfluo que nada condiz com ela.

Em suma, o livro é espetacular e merece a melhor classificação possível. Ao término da leitura, sabe-se que a trama, além de interessante e cheia de suspense, fornece conhecimento. Recomendado com prazer!!
Helder 15/12/2016minha estante
Resenha perfeita. Acabei a leitura agora é senti o mesmo que vc. Livro quase perfeito, mas perto de muitos outros existentes, é um enorme prazer encontrar algo tão inteligente.




Bruno Leitor 08/12/2016

Merece ser lido
Livro: Léxico
Autor: Max Berry
Ed: Intrínseca
Nota: 4.0

Gostei bastante do livro. Acredito que o tema seja uma espécie de romance policial, um clima de perseguição e tal, ambientando no mundo atual (em algum lugar eu li que se trata em 2019 - na atualidade praticamente), mas em torno de uma sociedade secreta, onde os agentes são chamados de Poetas. Ao serem identificados e testados passam por treinamento em uma Academia e depois são recolocados em uma função a critério da instituição. Esses poetas são chamados assim pela facilidade de controlar pessoas com palavras. Existe toda uma tese embasando essa arte que se mostra natural em alguns indivíduos ou pode ser ensinável. Se estuda pra isso a linguística, estrutura de neurônios, conexões cerebrais, percepção de não sei das quantas e tal. Os protagonistas da história são Will, Emily, Eliot, Harry e Yeats em que cada um luta por um objetivo que defende até o fim.

O que me conquistou na história foi a idéia das palavras e seus efeitos em cada um. A forma que a história é narrada também dá uma prendida, porque inicialmente voce cai de paraquedas na história e não entende nada; negócio de agulha no olho, perseguição no aeroporto, perguntas doidas, etc...mas depois de algumas páginas você mergulha na história com a curiosidade de saber o destino de cada um dos personagens. (Ja imaginei até um filme com esse enredo). Como falei no áudio, me senti lendo algum livro do autor de A Caixa de Pássaros, foi quando fui confirmar se era mesmo e me surpreendi de não ser, e ver que o livro era de Max Berry de quem li "O Homem Máquina", que achei uma escrita fraca (ou foi escrito assim propositalmente, por ser uma critica social). Mas me incomodei com alguns pares românticos, acho que alguns autores (homens) não convencem na construção do amor entre personagens e esse foi (na minha opnião) um deles. E outro foi na confusão de histórias em alguns momentos do livro. Foi previsível alguns momentos mas outros não. Eu podia falar mais, porém acho que comprometeria a leitura.
Tinha dado 3 estrelas de cinco mas acho que merece um 4, pois merecebi ser lido.
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Erikinha 22/11/2016

Adorei
O livro com o melhor vocabulário de palavras do mundo.
Tem de tudo, ação, linguística, romance e reviravoltas.
Adorei
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Marcela @ler_sim_ler_sempre 19/09/2016

(...) as palavras nao ferem. Matam (...)

Um livro que você começa sem entender PORRA nenhuma.
Alias, antes de continuar, uma critica - Oh... livro que tem palavrão. Nao sou puritana mas em algumas partes achei super desnecessário o uso dessas expressões.
Voltando a história.
Ela é narrada em dois ambientes. Um por Wil, um rapaz que é sequestrado no banheiro do aeroporto, por uma organização que acha que ele tem algo importante a esconder. Porem ele nao se lembra de nada e se vê arrastado pelo país, entre balas,socos e mortes.
No outro ambiente encontramos com Emily, que a principio é uma menina de rua de apenas 16 anos e que recebe uma proposta a se alistar em uma escola especial . Onde oque se aprende é a usar as palavras da forma correta, da forma que se possa persuadir outra pessoa a fazer as suas vontades.
Anos se passam e após ser punida por algo errado que faz ainda nos primeiros anos de escola. Emily rouba uma palavra, uma palavra poderosa e tem sua vida devastada em uma perseguição sem fim.
Como narrei anteriormente, foi um livro que não entendi nada até mais ou menos chegar a pagina 50, mas que depois me prendeu de uma forma surpreendente. E você se vê louco para descobrir qual o vinculo dessas duas historias e de como tudo isso vai terminar.
Nao foi a melhor leitura da minha vida. Mas super indico a leitura e espero que um dia eu possa vê essa historia nas telas do cinema. Porque dá um enredo sensacional.


site: https://www.instagram.com/marcellakast_/
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rebeca 03/09/2016

Livro surpreendente!
Livro surpreendente!
Léxico te prende do começo ao fim, é ação durante o livro todo.
Imagine uma escola que treina jovens talentosos para controlar a mente das pessoas usando PALAVRAS. Agora imagine uma jovem prodígio extremamente talentosa e um homem aparentemente imune a tais palavras. Pois bem este é Léxico.
Quando comecei a ler o livro não entendi qual a ligação dos personagens, pois os capítulos vão se intercalando entre um protagonista e outro e você não consegue entender o que um tem haver com o outro, mas conforme o desenrolar da história, antes mesmo da grande revelação, você consegue desvendar esse mistério e é impressionante! . Super recomendo!
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CisoS 03/04/2016

Vai bem até a metade
Uma coisa é você acreditar em premissas inverossímeis, outra coisa é aceitar enredos que não têm nexo.
O livro segue as suas regras até próximo do final, quando a "coesão intrínseca" da história é abandonada.
Uma boa ideia inicial, uma escrita fluente e um final decepcionante, não por ser ou não "final feliz", mas por se chegar nele a qualquer custo.
TeoriaMetalica 12/04/2016minha estante
Me decepcionei também, achei que se perdeu (coisa recorrente nas obras dele) e quase abandono QUASE.


Rose Silva 14/04/2016minha estante
Quase não aguento chegar ao final do livro. Concordo inteiramente com sua última frase. E, pelo comentário do TeoriaMetalica, não vou voltar a ler livros desse autor.




Bee 10/03/2016

Persuasão e encantamento nas raízes linguísticas
A primeira coisa que você deve saber de Lexico, e eu vou colocar nestes termos, é que, sim, ele é um excelente livro para concorrer na sua lista de próximas leituras.
A segunda coisa é que, porra: poderia ser verdade. É tão intrigante, que nos faz pensar se não tem um fundo de verdade em toda essa ficção.

Escrito num estilo de frases que eu só tinha visto antes em "Garoto-Caranguejo", de Lavínia (Lavínia é um usuário do site Nyah Fanfiction, e "Garoto-Caranguejo" é uma fanfic; foda-se, estou comparando com uma fanfic sim ─ isso é século XXI), Max Barry constrói períodos que misturam duas frases cujos sentidos não tem tanto um a ver com outro. Isso facilita a leitura de um jeito novo, é como um caleidoscópio. Mas um que ajuda a construir mais rapidamente as cenas na imaginação, encaixando os detalhes menos importantes no thriller principal, sem parecer pretensioso. A primeira vez que vi essa técnica foi numa fanfic, a mesma anteriormente citada.

Entre a chuva de informações que posso escolher para falar da trama de Lexico, apenas uma ou duas poderiam ocupar essa resenha, para não deixar de fora os questionamentos pertinentes que são colocados aqui e ali, entre os capítulos do livro. São curiosidades que saem depois de uma cena de ação, cheia de "comprometidos", cuja história final que relatam nos jornais, na mídia, é completamente sugestiva, com o intuito de dar falsas explicações aos cidadãos de forma que eles não façam mais perguntas. É como um acidente em Roswell que é explicado ─ ou encoberto ─ no outro dia, como acidente com balão metereológico. E aí, o leitor começa a pensar em quantos casos mais já deixou passar o mesmo truque, sempre. Não dá para confiar nos jornais.

Lexico fala um pouco de PNL, em que as pessoas podem ser divididas em 228 segmentos de personalidades específicas, e para cada um desses segmentos, há uma "palavra mágica" que as deixa comprometida. Os agentes secretos dessa organização sem nome, os chamados poetas, justamente porque recebem nomes de poetas famosos ao longo da história: Virginia Woolf, T.S Eliot, Yeats, Charlote Bronte, definem sua personalidade por meio de perguntas simples, aparentemente aleatórios, e quando o conseguem, bastam que digam essas palavras mágicas e você as obedecerá em qualquer comando que seja. Mas tem uma palavra superior: a palavrárida, que consegue submeter qualquer pessoa, de qualquer língua, e de qualquer segmento que seja. E é em torno dela que gira toda a trama.

Uma trama realmente palpável sobre como conteúdo verbal pode persuadir, enganar, ou realmente comprometer uma pessoa à qualquer nível, por maior que seja. E não falo isso apenas pelos exemplos bestiais de vendedores de sapatos que sabem "abordar aquela pessoa da maneira certa", mas também pelos sociopatas reais que podem ser extremamente ardilosos em plantar uma ideia na sua mente, às vezes, criando novos léxicos. "Você não pode destruir uma ideia", op. cit. The Inception. E o livro de Barry ganha pontos porque ele não fica apenas na teoria vazia de um plot de ficção, mas chega a traçar os "comos" do seu próprio plot: seja sobre PNL, sobre raízes linguísticas e até o mito de Babel, para dar base à sua crítica. É muito bem pensado. Brilhante.

"... o poder sobre o desejo de uma pessoa por conhecimento era chamado de influência social informacional, ao passo que o poder sobre o desejo de uma pessoa de ser apreciada era chamado de influência social normativa. Aprendeu que se podia classificar a personalidade de um alguém em umas duzentas e vinte e oito categorias psicográficas, com um pequeno número de perguntas bem direcionadas, além da observação, e isso era chamado segmentação."

"... o fato era que, se prestar atenção, as pessoas tentavam persuadir umas às outras o tempo todo. Era tudo o que faziam."
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Laís Helena 09/03/2016

Resenha do blog Sonhos, Imaginação & Fantasia
Léxico traz uma premissa muitíssimo interessante: o controle das pessoas de diferentes personalidades por meio de conjuntos específicos de palavras. Esse controle é estudado e praticado por uma organização especial, cujos membros (que usam nomes de poetas famosos para esconder suas identidades) são treinados de modo a identificar as personalidades das pessoas a serem controladas e a usar as palavras corretas para isso.

Em meio a isso tudo, o autor nos apresenta dois protagonistas: Wil Parke, que perdeu a memória e é perseguido e sequestrado por dois homens, cujos objetivos são obscuros, e Emily Ruff, que foi convidada a estudar para se tornar uma poeta. Em paralelo, conhecemos a história de Broken Hill, uma cidade australiana que foi dizimada por uma palavra.

Com essa premissa, o livro nos envolve em uma trama interessante e bem elaborada, com pistas que são apresentadas aos poucos e nos surpreendem a cada capítulo.

A narrativa em terceira pessoa se alterna entre os pontos de vistas de vários personagens, mas, principalmente, Wil e Emily. É satisfatória durante grande parte do tempo, mas ficou apressada em alguns pontos e, especialmente no começo, um tanto confusa; apesar de ter entendido que o objetivo era mostrar a desorientação de Wil, que havia perdido a memória e se encontrava em uma situação da qual não entendia nada, a narrativa ao meu ver não deve confundir o leitor também (e sim mostrar a confusão do personagem). No entanto, isso aconteceu só nos primeiros capítulos, e no restante do livro a escrita fluiu bem e cumpriu seu papel de me deixar presa à história.

Cada um dos personagens mais importantes têm ponto de vista e por isso podemos conhecer e compreender um pouco de cada um, mas o melhor caracterizado foi Emily Ruff. Quanto aos demais, porém, senti que mereciam um pouco mais de atenção, especialmente Wil (embora não deixem de ser bons personagens). Ainda assim, eles vão se revelando aos poucos junto com o andar da trama, o que foi muito interessante.

A trama se revela nos últimos capítulos, mas algumas coisas são deixadas para o leitor e, no todo, o final me deixou satisfeita. O ponto alto foi mesmo a ideia de usar palavras para convencer (e por consequência controlar) pessoas, que me atraiu muito e me deixou presa à história do início ao fim.

site: http://contosdemisterioeterror.blogspot.com.br/2016/03/resenha80.html
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Alisson 26/02/2016

Inteligente
Está ai um livro que me surpreendeu positivamente. É um thriller com pegada de ficção científica e com muita, muita ação! Depois do sucesso de Markus Zusak, a literatura australiana pode colocar um novo nome australiano no cenário da literatura mundial.
A ideia do livro é inteligente. Uma escola exclusiva que ensina persuasão para alunos superdotados, rigorosa e bem estruturada, recebe sua nova aluna: Emily Ruff. Ela morava nas ruas de São Francisco e foi descoberta por um dos membros da organização. A princípio, ela não percebe a grandeza do projeto, tudo o que sabe é que aquela escola não tem nada de comum. Ela aprenderá, necessariamente, palavras.
Wil Parke é um carpinteiro que não se lembra de nada que aconteceu no último ano. Em um dia qualquer, ele passa a ser perseguidos por pessoas desconhecidas que tem nomes de poetas. Ele é capturado, e então começa uma aventura alucinante com Tom Eliot, a fim de salvar o mundo de um artefato letal que foi parar nas mãos erradas: a palavrárida.
Léxico é uma trama fascinante e bem construída, com bom embasamento científico e neurolínguistico para explicar o poder das palavras. As pessoas têm o poder de manipular outras pessoas de acordo com o segmento de cada uma delas. Quanto mais se conhece uma pessoa, mas se consegue persuadi-la com palavras.
A escrita é em terceira pessoa, mas o autor consegue muito bem explanar os sentimentos dos dois personagens principais. Até certo ponto. Os personagens são totalmente indecifráveis, o que torna difícil descobrir quem são os vilões da história. Os diálogos não permitem que a leitura seja cansativa. O final é inteligente e eletrizante.
Uma dica: se começar a ler o livro, pelo amor de Deus, leia até o fim!
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