O Deserto dos Tártaros

O Deserto dos Tártaros Dino Buzzati




Resenhas - O Deserto dos Tártaros


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Luis Felipe S. Correa 03/04/2023

Entrou para a seleção de favoritos
É muito bom se deixar surpreender. Encontrei o livro disponível de forma gratuita no prime reading e recordo de ter visto alguns influenciadores literários falarem sobre ele, mas não me propus a analisar. No final, isso fez toda a diferença. Foi uma leitura desinteressada que gerou impactos significativos. O texto é simples, mas sua mensagem é profunda. Talvez de forma diversa, mas a temática tempo e legado lembra Os Banshees de Inisherin (Filme), e parte da espera por um evento grandioso me fez lembrar do filme Soldado anônimo. Certamente o livro não pode ser reduzido a essas comparações. O autor apresenta uma forma de se perceber a passagem do tempo e o fato de que não há nada que possamos fazer para controlá-lo.
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Bel 01/04/2023

Neste clássico italiano vemos um Drogo jovem, cheio de sonhos e ambições, se apegar a um "talvez" que nunca chega. Após dezenas de anos lá está Drogo, exatamente no mesmo lugar. Só que agora é tarde demais. Enquanto perdeu seu tempo esperando o melhor momento, também perdeu tudo que traz sentido à vida.
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moacircaetano 30/03/2023

Um livro sobre um forte num deserto... não! Esquece!
É um livro sobre o tédio, e sobre o seu efeito corrosivo, mortal, sobre cada vida.
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Maria11360 30/03/2023

O tempo passa depressa
Antes mesmo de lê - lo , já sabia que iria gostar desse livro e que o mesmo se tornaria um favorito, desde que vi uma resenha no YouTube. Ler este livro e não comparar com a própria vida é inevitável, muitos de nós esperamos por aquele momento decisivo na vida em que acontecerá o nosso momento de brilhar, nele depositamos nossas esperanças, nos conformamos com um trabalho monótono por anos a fio, nos habituados... Nossos amigos seguem a vida, casam-se, constroem família, mas nada fizemos. E os anos passam, as décadas passam...
Excelente, assim como no livro o tempo passou rápido na leitura.
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lendoeuconto 25/03/2023

O deserto dos tártaros
Esse livro nos conta a história de um homem que viveu esperando, e no fim não soube apreciar o caminho. Drogo se acostumou aos seus hábitos que o tempo passou e ele sempre achava que tinha mais e mais tempo. Ao ler este livro nos deparamos com a semelhança com esse personagem. Quanto tempo vivemos aguardando a chegada e esquecemos de apreciar o caminho?
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Natália 25/03/2023

Definhar por obstinação...
Esse livro fará você pensar sobre sua vida e objetivos...

Drogo passa a vida toda dedicando-se a um objetivo, visando um sonho, assim, passando seus anos de vida, perdendo muitas chances, a vida familiar, os romances. Seus amigos todos se vão, e ele se vê sozinho e desvalorizado, e sua vida, um dia com um grande sonho perdida à idade...

Recomendo!
Mendonça 25/03/2023minha estante
Oportunidades que passam e desafios não concluídos . O tempo passa...




Felipe.Ribeiro 24/03/2023

O rio da vida
Dino nos faz refletir sobre a vida, o que acreditamos e como vivemos cada dia. Pelo quê lutamos e se estaremos felizes com o final?
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Marcos606 22/03/2023

Drogo é colocado em um posto avançado remoto com vista para um desolado deserto tártaro; ele passa sua carreira esperando pela horda de bárbaros que dizem viver além do deserto. Sem perceber, Drogo descobre que em sua vigília pelo forte deixou passar anos e décadas e que, enquanto seus velhos amigos da cidade tiveram filhos, casaram e viveram vidas plenas, ele saiu sem nada além de solidariedade com seus companheiros soldados em sua longa e paciente vigília.

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giu 17/03/2023

Frustrante, como deveria ser
?O tempo passou tão veloz que a alma não conseguiu envelhecer.?

Uma história sobre o passar do tempo, que aborda a comodidade da rotina e o desperdício da juventude. Em uma escrita poética, o autor nos faz refletir quanto aos anseios e frustrações da vida.

O personagem principal passa a vida esperando o momento glorioso que sempre sonhou e se vê preso nessa expectativa. Assim, o livro foi surpreendentemente necessário para a fase que estou vivendo, me desencadeou uma boa análise pessoal.

Gostei muito apesar de achar muitas vezes o livro bem parado (o que faz muito sentido para a história).
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Cesar Garcia 15/03/2023

Reflexivo
Um livro que fala sobre espera, sobre sonhos não realizados, sobre frustração, medo, apatia, esperança e sobre o valor que damos a nossa vida.
Poético, muito bem escrito e que leva a uma profunda reflexão sobre as escolhas que fazemos na nossa vida.
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Gerson 14/03/2023

O tempo entretanto corria.
A partir da vida de Giovanni Drogo, somos levados a refletir sobre solidão, envelhecimento e juventude desperdiçada.

Concordo com Ugo Giorgetti quando aponta no prefácio que o livro não é sobre a vida militar e sim sobre a vida de todos nós. É sobre as escolhas erradas, a procrastinação de decisões importantes, a vida que se esvai por causa da mediocridade e da monotonia. É sobre aceitar menos do que merecemos, afinal de contas até o inferno pode ser aceitável quando se está acomodado a ele.

Drogo não agiu, esperou. Mesmo 80 depois da publicação, a história aqui retratada é familiar a muito de nós.
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Ariane.Monteiro 07/03/2023

Texto poético e reflexivo. O passar do tempo, o acostumar-se, os hábitos, os sonhos que abandonamos, a vida que vai nos transformando. Tudo isso tem nesse livro. Recomendo!
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Emily422 05/03/2023

O que seria isso no tempo? O que seria Isso e o Tempo?
*eu só queria escrever uma breve resenha, cara

Pensei em divagar acerca do grande personagem dessa história, o qual é subjetivo e eu só fui descobrir a face total no final, e, não, não é a morte, todavia conversa frequentemente com ela. Mas aí, eu estaria me perdendo na imediatez de um futuro que só vem a chegar depois de tudo já ter sido brutalmente mastigado por capítulos semelhantes, tecidos pelo cotidiano. O final é esmagador como um forte extremamente amarelo se destacando do céu azul tunísia, mas só o é, com o maior dos sorrisos a decorá-lo, pois o meio do caminho e os passos militares de uma multidão de jovens foram captados pelas areias do torpor, as garras da espera – o tédio que se não tem seu fim no suicídio, se retroalimenta pela esperança. Mas esperar pelo que? Talvez, indo para algum lugar essa resposta seja provisionalmente respondida; então lá está, um forte razoável para preencher minha cabeça, deixando seus mistérios, suas estações e o encapelar delas, que se tornam remotas e enjoáveis em círculos, perscrutarem uma mudança, formularem inimigos invisíveis que se adequam a tudo que desejo, permitindo um norteamento, ou, ainda melhor, que do próprio norte venha a luta derradeira. Lançar-se à imobilidade ainda é um lançamento? Eu entendo que é, mas dói bem mais – esbarra-se e senta-se abruptamente em uma cadeira de buloke australiano.

Um bolso cheio luz, uma promessa de guerra, um corpo em processo de rigor mortis, a fantasmagoria dos sons, das paisagens e dos móveis, a escrita do Buzzati é de quebrar o coração por uma simplicidade extremamente bela. No começo eu tomei um susto, estaria eu lendo uma Montanha Mágica 2? Longe de querer acusar uma natureza tautológica, na verdade, eu diria que sim e que não. Enquanto o jovem Castorp se enclausura em um semideserto de neve, o jovem Drogo se esfarela em um deserto de fantasmas arenosos, um a uma altitude vertiginosa do topo do mundo, o outro em uma planície preenchida pela nulidade; e o mesmo conselho: fuja, corra daqui, enquanto ainda dá tempo, meu jovem! O Sr. Settembrini, se o pobre Hans já lhe rendia imprecações em italiano, engasgaria em um acesso de tuberculose com tantos xingamentos indignados acerca da loucura indolente de Giovanni Drogo. O caminho em O deserto dos tártaros parece ainda mais brutal, a busca ainda menos justificável, o protagonista ainda mais Estrangeiro.

O personagem joga dados e, assumindo isso, nele há uma cumplicidade, mesmo do começo de sua jornada, perpassando pelo meio e desembocando na visão da porção de estrelas a ele designada, há ora disfarçado pela persistência inconsciente, ora pela consciência de nada lhe pertencer, nada haver a perder, e nenhum lugar a qual retornar, uma desconsideração de possíveis arrependimentos amargos que o futuro desconhecido lhe guarda. "Como uma mariposa em direção a luz", é minha aposta: Drogo sabia. O sabia como Raskólnikov sabia. "Uma força desconhecida trabalhava contra a sua volta à cidade, talvez emanasse de sua própria alma, sem que ele se apercebesse disso". Fica assim aquela certeza hesitante; tudo já estava estabelecido desde o princípio em um vórtice de medo, habituação e tanto tédio 'que você ganha coragem'.
Em certos momentos o demônio do aforismo 341 da gaia ciência surge, estapeia aquele que tem a patente de "mero espectador não contaminado" e pergunta algo próximo de "viveria tudo isso em eterna repetição? Me amaldiçoaria por isso dizer ou me glorificaria por tal dádiva?". Absurda essa perspectiva de continuar sempre nessa mesmice, mas não percebe que assim já o é e talvez vá continuar? Embriaga-se de uma nostalgia por heroicos conteúdos oníricos e evita-se dar de cara com o muro da destituição real.

Em "meia-contraposição", me lembrei de um filme muito bom que assisti no começo desse ano, 'La stanza del figlio' (2001), em que um dos personagens principais, em uma cena brilhante, reflete e se revolta contra a necessidade de agir o tempo inteiro sobre as eventualidades, já que com isso tenciona-se em uma ação constante e pouco contemplativa que se distancia do mundo e da vida. Embora o deserto dos tártaros ponha em questão a todo momento a "passividade", me parece que o faz levando-a às últimas consequências, igualando-a assim à atividade irrefletida, que se destaca do mundo sendo apenas uma existência vazia de sentidos profundos. Logo, não obstante isso, frente a engrenagem imaculada do tempo, há aquela afirmação, por parte da obra, de pausa para contemplar os grãos de areias ou folhas de papel vazias ainda a serem preenchidas – no capítulo VI figura-se uma pintura expressionista que, passando por diversas paisagens e desbotando a vida a cada passo, chega em uma praia de mar cor de chumbo e céu cinzento onde o tempo perdido esperando por um futuro que não pode mais ser recuperado. A causa não foi puramente a passividade, ou pelo menos não a passividade necessária que o personagem do filme põe em evidência, mas sim a falta de tato, a náusea que priva a sensibilidade doentia, a aceleração da espera, que aí sim, sendo uma atividade que é passiva por não conseguir degustar e digerir nada, apenas engole.

Embora Drogo seja o personagem focalizado, acredito que sua face é uma multidão semelhante aos que correm na planície no fim da montanha mágica; em vários momentos da história ele "desaparece", dá lugar a um colega, tem sua face repetida em outro, é substituto por uma curta história ou tem a sua própria facilmente substituída por um clone – embora nisso não signifique que cada um não guarde sua subjetividade, é apenas o fatalismo temporal e sisífico que os iguala tão veementemente. Coube a formação e formalização de um rico e obscuro imaginário: múltiplos uniformes, ou melhor, dezenas, centenas, milhares... milhões... ou uma quantidade de soldados tão vasta quanto o mundo, pendurados, pendendo flácidos em um enforcamento que passou despercebido enquanto iam vivendo.

Com uma ilógica presença que preenche o deserto inteiro, o silêncio profundo, com o não dito acomodando-se na ponta da língua, "nada, nada", responde um tenente com a garganta explodindo de palavras. "Percebemos que estamos completamente sós", não adianta panaceia. Barreira linguística? Não completamente, umas conversas e menos apatia já ajudariam. Um edifício inteiro povoado e é inegociável, a ida é de si para si mesmo. Vem a minha mente a imagem quase cinematográfica de uma ampulheta deitada, na horizontal, com as areias a fluírem criando e inundando um deserto, onde um modesto rapaz sua frio arrastando uma pedra, indo em direção a um norte sempre longevo e nesse segmento precisamos imaginá-lo sorrindo. Chega-se no fim à uma remanescente autenticidade, ao que Clarice Lispector talvez quis dizer com o paraíso não estando depois da morte, mas sim ele sendo ela própria – a alegria mais desregrada que não tem como nos fazer tropeçar já que é advinda do abismo e nele já estamos caindo.

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Charlinho07 02/03/2023

O tempo passa
O Deserto dos Tártaros nos faz pensar sobre todas as situações em que resolvemos deixar pra depois. Seja por medo de fracassar, seja pela busca pela perfeição, seja pela dificuldade de se escolher o que fazer primeiro, todos nós, em algum momento, estamos deixando algo pra depois.

Quando jovem, quase não temos visão sobre o nosso próprio futuro. Muitas vezes deixamos de plantar aquilo que queremos colher nos anos em que nossa força física e disposição já não serão mais as mesmas. Na verdade, quando jovens, nem cogitamos a ideia de que perderemos o vigor. Somos imortais. Até que o tempo vai passando e, um dia, nos damos conta de que o tempo passou e fica aquela grande pergunta: o quê que eu fiz da minha vida?

Muitas das nossas conquistas, pelo menos de boa parte das pessoas, são conquistas do modo de vida que a sociedade espera de nós. E aquilo que eu queria de fato fazer, eu fiz?

Passamos nossa vida a espera do exército do Norte, ansiando que ele chegue logo e esquecemos de viver.
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Francisco.Tambani 25/02/2023

?(?) o que era bom ficou para trás, muito para trás, e ele passou adiante, sem dar por isso. Ah, é demasiado tarde para voltar; atrás dele aumento o fragor da multidão que o segue, impelida pela mesma ilusão, mas ainda invisível na branca estrada deserta.?

Fonte: https://citacoes.in/citacoes/1461161-dino-buzzati-o-que-era-bom-ficou-para-tras-muito-para-tras/
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