Judas

Judas Amós Oz




Resenhas - Judas


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Letuza 19/06/2019

Incrível
Livro incrível! Não foi uma leitura cativante logo de começo. Acho que demorei um pouco para entender a história. Mas depois que entendi, simplesmente fiquei encantada. A escrita é maravilhosa, diferente. O autor repete alguns comportamentos e hábitos dos personagens que os torna mais próximos do leitor. Parece que os personagens passam a fazer parte do nosso dia a dia. A história é sobre um jovem Shmuel Asch que resolve abandonar os estudos depois de algumas decepções e vai trabalhar como cuidador de um idoso, em uma casa afastada e solitária. Lá ele conhece Atalia, por quem se encanta. Mesclada a história de Shmuel, Atalia, Sr Wald, Abravanel e Micha, o autor traz a história de Judas Iscariotes e faz reflexões sobre traição, sentimentos não assumidos, crença, guerra, amor, direitos... tudo isso de uma forma leve, encantadora. Um livro para ser lido novamente. Traz também muito da história de Israel, da Palestina, dos conflitos, dos judeus. Enriquecedor, encantador, inteligente e intrigante!
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Phablo.Galvao 19/12/2018

Gostei!
Mais uma leitura concluída. E vou falar, queria muito ler Amós Oz. E a surpresa boa foi ter caído e começado por "Judas". O romance provoca cristãos e propõe o debate sobre a escassez de líderes dispostos a decisões polêmicas. E no primeiro momento o que me chamou mais atenção quando tomei conhecimento desse livro foi a oportunidade de conhecer mais sobre a história entre Jesus e Judas. Numa relação de que o traidor pode ser o mais leal e devotado dos indivíduos. Aquele que, em meio ao medo de mudança, é injustiçado por tomar decisões impopulares, mas necessárias. O protagonista do romance é Shmuel Asch, um estudante que, após ser deixado pela namorada no inverno israelense de 1959, decide abandonar sua pesquisa na universidade ? um estudo sobre a evolução da figura de Jesus sob a ótica dos judeus. Em busca de um teto e de um emprego, ele aceita o convite para cuidar de um velho inválido em uma casa isolada de Jerusalém, onde também mora a misteriosa Atalia Abravanel, por quem Asch passa a se interessar. Em meio a discussões filosóficas e revelações históricas (o pai de Atalia, Shaltiel Abravanel, era um militante que foi expulso do movimento sionista por ser contra a transformação de Israel em um país independente) a dupla o inicia nas cicatrizes do passado, repletas de falsos traidores. Muitos deles poderiam ter mudado a violência na região, se tivessem sido mais bem compreendidos. Paralelamente à trama, Oz desenvolve uma tese polêmica, discutida pelos personagens. O livro subverte a imagem do Judas bíblico: em vez do traidor histórico que vendeu Jesus, ele seria o mais fiel de todos os discípulos do profeta. A ideia pode enfurecer cristãos e judeus, mas o objetivo de Oz é outro. Ao longo dos séculos, a figura de Judas se tornou, nas palavras do autor, uma espécie de ?Chernobyl do antissemitismo?, sempre usada para atacar os judeus. Sua reabilitação é uma maneira de desacreditar os antissemitas, que veem em todo judeu um traidor. Bom, já deu pra perceber que a história é riquíssima e vale muito a leitura.
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Petros 15/10/2018

Emprestado
Kercinha
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@Spreadthereading 25/02/2018

Um livro sobre dor, traição e esperança
Nessa obra, o autor israelense vai contar a história de Shmuel, um jovem que, após uma desilusão amorosa e dificuldades financeiras, deixa a universidade onde realizava uma pesquisa sobre Jesus na visão dos judeus. Para se sustentar, aceita um trabalho numa casa onde vivem apenas o senhor Guershom Wald e sua nora Atalia. O trabalho de Shmuel seria cuidar do sr. Wald, conversar com ele durante certo período da tarde/noite e fazer-lhe companhia, em troca teria moradia, comida e um modesto ordenado.
Mas logo Shmuel percebe não se tratar de uma casa comum. A casa pertencia a Shaltiel Abravanel, pai de Atalia, que fora um dos diretores da organização sionista, e posteriormente considerado traidor por não ser a favor da criação do Estado de Israel.
É essa história de traição que leva Shmuel voltar a refletir sobre sua pesquisa da faculdade, especialmente sobre o papel de Judas Iscariotes na crucificação de Jesus. Teria sido ele mesmo um traidor? Ou tudo não teria sido fruto de má interpretação da história?
A forma como Amos Oz consegue interligar na trama a criação em 1948 do Estado de Israel, a Guerra pela Independência, a história de traição de Shaltiel Abravanel e a historia da traição de Judas, é sensacional!
Traidores ou visionários?
Você terá que ler e tomar suas próprias conclusões!
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Lopes 15/02/2018

Uma das maiores obras deste século
Amós Oz inegavelmente possui uma das maiores escritas deste século, em suas obras-primas, “Meu Michel” e “A caixa-preta”, Oz perturba o leitor, e essa perturbação ocorre ao mostrar, com enredos crus, estritamente belos, a formação de um ser a partir da destruição de seu mundo. Essa investigação é o núcleo da literatura de Oz, e se pensar que falar sobre Israel é algo pequeno ou limitador, então é hora de rever o conceito de humanidade em si. O “Judas” de Oz é o perfurador da história, paralém da imagem que o cristianismo revelou, é o que se extingue para algo surgir. O Estado de Israel parece ir pelo mesmo caminho desta imagem de Judas, contrário a ele em algum momento. E quais as fronteiras entre um e outro? Onde começa Israel e onde termina Judas? Amós Oz não lida com algo palatável, busca respostas para exprimir a linguagem das coisas. Mas é na personagem Atalia Abravanel que reside o epicentro da força alegórica e real, da literatura. Ao investigar o Oriente Médio pelos olhos do israelense Shmuel Asch em busca da história de Judas, nos deparamos com sua paixão por Atalia. Uma paixão voraz, vivaz e surpreendente comum, porém por parte dela a paixão refuta reciprocidade, é autossuficiente, que sai designada a voltar, porém nunca diferente, é como uma gota d’água que fica caindo sobre a terra, perfurando-a, e essa terra sempre imóvel, por natureza e gosto. Atalia pode ser a persona da literatura, ela se revela apenas pela linguagem em que Oz emprega, não existe uma forma melhor de sua apresentação. Suas características, respostas e movimentos - principalmente as saídas de cenas -corporais simulam o arder da linguagem quando encontra o verdadeiro intuito, a liberdade de surgir constantemente. Amós Oz não mede esforços para investigar Judas “em” Israel, a conversa "utópica", o registro de guerras que incendia os outros. O combate à violência é sóbria e intelectual, um amor ao outro, seja ele qual for, mostrando que o diálogo é a única forma de combater o estado das coisas que germina como aridez no deserto como resposta divina ao poder.
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Nalini 20/11/2017

Para israelense e árabes
Difícil conceber, mas parece que esse livro tem o poder de conciliar até os inimigos eternos. Aos que gostam de assuntos referentes aos judeus esta é uma leitura obrigatória e quem deseja uma história boa, criativa, com personagens bem construídos vai encontrar aqui. Um dos três personagens principais da história é idoso e isso fica explícito até no fato de, às vezes, repetir o que disse antes. É o tipo de livro que serve como companhia e que você começa a ler devagarinho quando vai chegando ao fim, de forma que o fim demore a chegar.
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Marina.Cotrim 11/04/2017

Por que leio
Esse livro resume pra mim o que é a boa literatura. Sua história pode ser resumida em poucas linhas, mas o que importa muito mais é a profundidade de seus personagens. Suas vidas íntimas, pensamentos e afetos são intensos e universais e despertam muita identificação no leitor.
É quase como sentíssemos o peso dos silêncios que eles experimentam, e também as alegrias de pequenas conquistas.
Como pano de fundo, temos uma discussão muito interessante sobre o estado de Israel, abordado também através da pesquisa do protagonista sobre uma alternativa à versão oficial da história de Judas. Através dessa metáfora, o autor nos sugere um mundo mais fraterno.
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Alexandre Kovacs / Mundo de K 30/03/2016

Amós Oz - Judas
Editora Companhia das Letras - 368 páginas - tradução direta do hebraico por Paulo Geiger - Lançamento 07/11/2014.

Amós Oz é uma referência na área de cultura, sempre citado nas listas de favoritos de cada ano ao prêmio Nobel de literatura, mas, por outro lado, muito criticado em Israel devido à sua posição política, já que é defensor de uma solução pacifista para os conflitos entre judeus israelenses e árabes palestinos, uma posição que parece cada vez mais difícil de defender devido à herança de ódio na região do Oriente Médio. A contestação por parte de seus conterrâneos é tamanha que ele já foi considerado, por movimentos sionistas radicais, como um traidor da causa israelense. Não é por acaso, portanto, que tenha surgido a ideia da traição como tema central deste ensaio/romance. Segundo declarações de Amós Oz, o conceito de traição pode ser relativo porque o traidor é "aquele que, por vezes, se atreve a mudar uma situação" e "os traidores são aqueles que mais amam, podendo estar à frente do seu tempo".

Esta é a história de um inverno no final de 1959 e início de 1960 em Jerusalém, uma fase difícil na vida do protagonista, o estudante Shmuel Asch de vinte e cinco anos, que passa por várias perdas de uma só vez: é abandonado pela namorada que se casa com o namorado anterior, seus pais entram em falência e não podem mais financiar seus estudos e, finalmente, não consegue mais progredir na pesquisa que preparava na universidade, uma análise sobre a imagem de Jesus na visão dos judeus, que passa por um impasse criativo. Shmuel decide responder a um anúncio no quadro de avisos do campus que oferecia moradia gratuita para estudante na condição de ser acompanhante, durante cinco horas por noite, de um inválido de setenta anos, "homem ilustrado e de grande cultura", conforme o texto do anúncio, escrito em uma caligrafia feminina "caprichada e agradável".

Assim, o jovem Shmuel Asch passa a habitar em um clima de mistério a mesma casa com o velho Ghershom Wald e Atalia Abravanel, autora do anúncio, mulher mais velha, mas ainda bonita e sensual, por quem o nosso abatido e carente protagonista acaba se apaixonando (como não poderia deixar de ser). A princípio, ele não tem conhecimento sobre os motivos que levaram os dois a conviver naquela casa, mas com o passar do tempo vai descobrindo, juntamente com o leitor, que o passado deles está intimamente relacionado à história da criação do Estado de Israel, desde a decisão das Nações Unidas de 1947 pela divisão da Palestina Britânica em dois estados, um judeu e outro árabe e a consequente Guerra Civil de 1947-1948 sob o comando de David Ben Gurion que decretou a independência, provocando novos conflitos na região que prosseguem até a atualidade. Amós Oz utiliza os diálogos entre os personagens para mostrar as consequências das ações extremistas, de ambos os lados, em um caminho sem volta de violência e destruição.

"A verdade é que toda a força no mundo não pode transformar uma pessoa que odeia você numa pessoa que gosta de você. Pode transformar quem odeia num escravo, mas não em alguém que goste de você. Nem com toda a força do mundo se pode transformar uma pessoa fanática numa pessoa sensata. E nem com toda a força do mundo se pode transformar quem está ávido por vingança num amigo. E aí está, são exatamente esses os problemas existenciais do Estado de Israel: transformar quem o odeia em quem o estime, um fanático num moderado, um agente de represália e vingança num amigo. Estarei dizendo com isso que nossa força militar não é necessária? De forma alguma. Eu nunca poderia pensar numa tolice assim. Eu sei tanto quanto você que a força, nossa força militar, em todos os momentos, mesmo neste momento em que você e eu estamos aqui discutindo, está postada entre nós e nossa morte. Essa força tem o poder de evitar por enquanto que sejamos exterminados. Com a condição de que lembremos sempre, a cada momento, que em nosso caso a força só pode impedir. Não pode apaziguar nem trazer uma solução. Só pode evitar a catástrofe por algum tempo." (pág. 124)
Em contraste com a situação política contemporânea e o debate sobre uma eventual solução pacífica para a convivência entre judeus e árabes, Amós Oz abre espaço para uma teoria sobre a formação da religião cristã em outra polêmica, como se já não bastasse o questionamento sobre a criação do Estado de Israel, que apresenta alguns argumentos (na pesquisa de Shmuel Asch) para inocentar e redimir o mais famoso traidor da humanidade, ninguém menos do que Judas Iscariotes. Segundo a abordagem do romance, um personagem histórico que ficou injustamente marcado, através dos séculos, por uma traição que na verdade nunca existiu.

"Judas Iscariotes é o fundador da religião cristã. Ele era um homem abastado da Judeia, ao contrário dos demais apóstolos, que eram simples pescadores e agricultores de aldeias longínquas da Galileia. Os sacerdotes de Jerusalém tinham ouvido boatos estranhos sobre um excêntrico milagreiro da Galileia que fazia coisas prodigiosas e atraía adeptos aqui e ali, em aldeias e vilas esquecidas, até as margens do mar da Galileia, por meio de todo tipo de milagres provincianos, ele assim como dezenas de pseudoprofetas e milagreiros, a maioria dos quais eram charlatões e também loucos. Só que esse galileu atraía um pouco mais de crentes do que os outros embusteiros, e sua fama crescia cada vez mais. Por isso os sacerdotes de Jerusalém decidiram escolher Judas Iscariotes, um homem abastado, culto, inteligente, profundo conhecedor da Torá escrita e da Torá oral, e próximo dos fariseus e do sacerdócio, e enviá-lo para se juntar ao grupo dos crentes que seguiam o rapaz galileu de aldeia em aldeia, fazer-se passar por um deles para informar aos sacerdotes de Jerusalém qual era a verdadeira natureza daquele excêntrico e se ele representava de fato algum perigo especial (...) O homem que fora enviado pelos sacerdotes de Jerusalém para espionar o embusteiro galileu e seus seguidores, para desmascará-lo, passou a ser um de seus mais entusiasmados crentes (...) O mais entusiasta dos apóstolos. E além disso: foi o primeiro homem a acreditar piamente na divindade de Jesus." (págs. 171 - 173)

Ficção, política, história e religião, estão presentes neste romance/ensaio que ultrapassa a classificação de literatura, embora também seja e do melhor tipo principalmente em um dos capítulos finais que descreve os últimos momentos de Judas, presenciando a crucificação de Jesus até o seu suicídio, uma sensação de desconforto que só lembro de ter passado ao ler outro clássico, "O Evangelho segundo Jesus Cristo", de José Saramago. Todos esses elementos elevam o texto de Amós Oz a um nível de obra indispensável para compreender melhor os conflitos do nosso tempo, se é que isto é possível.

"A principal tragédia dos homens, Shaltiel costumava dizer, não é que perseguidos e oprimidos aspirem a se libertar e se aprumar. Não. O grande mal é que os oprimidos anseiam secretamente por se tornar os opressores de seus opressores. Os perseguidos sonham em ser perseguidores. Os escravos sonham ser senhores." (pág. 260)
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Lucas 03/01/2016

O que vai se revelando é a dor remoída no íntimo de cada personagem. A experiência da dor, da perda, do fracasso, da derrota, que cada um carrega consigo e que não poder ser compartilhada com ninguém. Desde a dor lancinante de Jesus na cruz, até os horrores das guerras na Palestina, passando pela figura-chave de Judas desesperado e desiludido, somos estimulados a refletir sobre o inevitável fracasso que faz parte da condição humana. Apesar de tudo, não é um romance pesado. Ocorre apenas que o autor não faz concessões à ideia de que o mundo tem conserto.
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Rafael.Miramoto 24/05/2015minha estante
"Mais adiante, numa curva do caminho, aquela figueira morta está me aguardando. Eu examino cuidadosamente galho por galho, encontro o galho certo e amarro nele a corda", "Judas", Amós Oz.

Ele tinha certeza que veria o amigo que tanto amava descer da cruz. Por isso, convenceu Jesus a sair da Galileia e rumar com destino a Jerusalém. A libertação da crucificação seria mais um entre tantos milagres que já presenciara o amigo fazer.

Mas não foi isso que aconteceu. As coisas não saíram como Judas imaginara. Pelo contrário, ele viu o amigo sofrer na cruz. Então, questionou a própria fé. Se perguntou se Jesus era de fato filho de Deus. Se ele fosse um homem comum, isso não fazia com que amasse menos o amigo, mas lhe trazia uma culpa imensa pensar que o havia empurrado do precipício.

O sentimento de culpa recaiu sobre sua cabeça de maneira tão forte que atentou contra a própria vida. Não pôde suportar o fato de que teve participação direta naquele sofrimento. Não por meio de uma traição, mas por ter convencido o próprio amigo Jesus de que ele se libertaria da crucificação.

Essa é a perspectiva que o escritor e ativista político israelense Amós Oz defende no livro "Judas" (2014, Companhia das Letras), uma visão bem diferente da popularmente conhecida.

A narrativa se passa em Jerusalém, no inverno de 1959. No livro, o personagem principal, Shmuel Asch, é um jovem em busca de sentido. Em meio a um turbilhão de conflitos pessoais, ele está realizando um trabalho de pós-graduação sobre "Jesus na visão dos judeus". Suas descobertas o levam a crer que Judas teria sido o apóstolo que mais acreditou em Jesus.

"Quanta ironia há nisso, escreveu Shmuel em seu caderno, que o primeiro e último cristão, o único cristão que não abandonou Jesus nem por um momento e não o renegou, o único cristão que acreditou na divindade de Jesus até seus últimos instantes na cruz, (...) exatamente ele foi considerado por centenas de milhões de pessoas em cinco continentes e durante milhares de anos como o mais típico dos judeus. (...) A encarnação da traição (...)".

Ao longo do livro, ele percorre uma trajetória de redescobertas e reflexões que, na minha visão, o levam a seu renascimento. Ainda que para o mundo a sua volta pareça estar tudo mal com ele, internamente vai acontecendo um processo de transformação. Shmuel parece manter dentro de si um idealismo e uma esperança que guiam sua trajetória.

Uma energia que o ressuscita nos momentos em que ele próprio parece estar entregando os pontos. Aos poucos, me parece que ele recupera a fé na vida. Um personagem que me soa bem humano, me parece bastante real. Uma boa leitura.




Márcio_MX 10/02/2015

A densidade de um pensador
"Amós Oz escreve com intensidade, dá para sentir a energia de seu pensamento sagaz como um pintor genial faz um quadro com pinceladas contundentes e apesar de singelas consegue colorir e transmitir toda a cena, tornando-a ainda mais real que a própria realidade. Brilhantes descrições que só podem ser captadas na literatura: "Essa lembrança lhe trouxe um arroubo de entre tristeza e o prazer: como o som solitário de um violoncelo à noite, em meio a escuridão". "Não era um silêncio do tipo dos silêncios transparentes que o convidam a se juntar, você também, a ele, mas um silêncio indiferente, muito antigo, um silêncio que jaz com as costas voltadas para você.""

"Oz consegue inserir suas idéias e contar a história da formação de Israel dentro do contexto de sua história central de amor. Fantástico!"

"Essa tensão (sexual e de palavras não ditas) e clima de mistério da casa, são sentidas como se participássemos da história."

"Um livro necessário que deve ser lido também nas entrelinhas!"
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Conrado 26/12/2014

E se...
Definitivamente um livro incomum, com uma teoria provocativa sobre o que significa traição e amor no início do Cristianismo, mas também o que podemos esperar dos conflitos atuais entre Israel e Palestina.

Declarado pelo autor sua não intenção de agradar a todos, justamente por esses questionamentos diretos a valores religiosos, a harmonia entre as histórias paralelas torna o livro muito interessante, leve e gostoso de criticar.
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