O Castelo Branco

O Castelo Branco Orhan Pamuk
Orhan Pamuk




Resenhas - O Castelo Branco


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Aguinaldo 05/02/2011

o castelo branco
Se há uma coisa que faz a alma um grande bem é a leitura de um bom e honesto romance. Comprei este livro no sábado, na CESMA, meio preocupado até, pois estava com outros projetos já adiantados e não queria me dispersar muito. O Pamuk eu conheço do Neve, do Vermelho, do Negro, do Istambul (não terminei ainda estes dois últimos, fazer o quê). Este é o livro de estréia dele, escrito no final da década de 1970, quando ele tinha pouco mais de 25 anos. Os grandes temas dos romances, caros a muitos, estão lá: um manuscrito de origem duvidosa; o duplo; a busca de conhecimento; o jogo de espelhos; o poder dos sonhos; a religião e a ciência; o autor que conversa explicitamente com o leitor através do texto. Tentei me convencer de algumas metáforas: o contato entre religiões; o próprio Pamuk sendo o personagem dividido. Preciso pensar um tanto mais nisto. O que me impressiona neste sujeito dado a controvérsias (conheço muitos que não gostaram nem do Neve, nem de Meu Nome é Vermelho, apesar do meu repetido entusiasmo) é a capacidade de contar uma boa história a primeira vista bastante simples. A ação se passa no século 17, em Istambul, na órbita de paxás, vizires e sultões, mas também ao redor da gente simples dos bairros periféricos, das cidades pequenas do interior. Há um jogo mental entre os dois personagens principais, cada um tentando entender o outro e emular toda a vida do outro, como se (na metáfora do próprio Pamuk) nosso cérebro fosse formado de infinitas gavetas cujos conteúdos pudessem ser intercambiados entre os seres. Gostaria de levantar um outro ponto. Quando da publicação de Neve se falou um bocado sobre o fato da tradução ter sido feita a partir de uma tradução inglesa e não do apartir do original turco. Neste "Castelo Branco" a tradução é dita ter sido feita a partir de traduções francesa e inglesa. Acho que este fenômeno deve acontecer com outras línguas. De qualquer forma recomendo este livro sem a menor reserva.
"O Castelo Branco", Ohran Pamuk, tradução de Sérgio Flaskman, editora Companhia das Letras, 1a. edição (2007) ISBN: 978-85-359-1117-6
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Bruno 19/10/2009

Dos três livros que li de Pamuk (os outros foram "Neve" e "Meu nome é Vermelho") este é, ao mesmo tempo, o menos emocionante e o menos elaborado. É um bom livro, mas tem uma temática muito semelhante àquela de "Meu nome é Vermelho". Ou seja, para quem leu esse último, "O castelo branco" parece até simplório, ainda que seja um bom livro, um prenúncio do grande autor que Pamuk viria a se tornar alguns anos depois.
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GIPA_RJ 13/03/2009

AQUÉM
A ideia do livro é sensacional , mas infelizmente mal explorada. Quando li a sinopse , fiquei super empolgado , aguardei o lançamento ,mas.. me decepcionei. Foi o mais fraco dos 4 livros que li dele. Talvez por ter sido um de seus primeiros livros , e ainda não tinha acertado a mão.
De qualquer maneira , traduz de alguma forma a metáfora East-West , que é o forte do autor.
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leila.goncalves 17/07/2018

Individualidade E Identidade
Esse é o segundo livro de Orham Pamuk que leio, justamente sua estréia como escritor. Inspirado num conto inacabado de Flaubert, "O Castelo Branco" é uma fábula que encena uma tentativa de diálogo entre dois mundos considerados díspares, o Ocidente e o Oriente.

Apresentado como se fosse um manuscrito descoberto por um estudioso numa velha arca, suas páginas revelam a complexa relação entre um escravo e seu senhor, tendo como pano de fundo Istambul durante o século XVII. Aliás, fisicamente muito parecidas, as duas personagens acabam conquistando a confiança do sultão que resolve financiar uma fantástica arma de guerra idealizada pela dupla cuja eficiência pode levar a riqueza e notoriedade.

A prova de fogo dessa máquina consiste na conquista de uma cidadela cristã, o Castelo Branco, durante uma batalha. No entanto, a verdadeira força da narrativa reside na caracterização dos protagonistas, isto é, como suas personalidades se entrelaçam ou se repelem mediante a perspectiva de sucesso ou fracasso, inclusive, algumas vezes, fica até difícil identificá-los.

Em boa parte do livro, o escritor usa esse relacionamento para discutir identidade e individualidade e seu clímax segue até o último capítulo. No entanto, sob o contexto histórico, o romance aponta para uma questão que aflige a Turquia há séculos, a fluidez das fronteiras da Europa e Ásia.

Pamuk sabe muito bem como castigar o leitor. Suas histórias, vez ou outra, voltam a lembrança mesmo encerrada a leitura. Sem dúvida, o Nobel de Literatura lhe cai muito bem.
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Claudia Furtado 31/05/2009

Oscilante
A história é boa, mas oscila entre o envolvente e o maçante.
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Samirr 26/04/2009

Eu gostei muito de O Castelo Branco.No começo eu fiquei meio confuso(sentimento que eu voltaria a sentir no último capitulo)mas eu logo fui transportado para o mundo desse livro tão diferente.Pamuk consegue com proeza o relaçionamento confuso entre Hoje e o veneziano,esse relacionamento que nos mostra algo sempre presente nos seus livros.Esse algo é o sentimento das pessoas,no caso os Turcos,que tem a curiosidade de conheçer os "outros",os europeus,essas pessoas que tem medo de se ocidentalizar e tal.
Já falei muito haha,indico para todos.
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Bella 07/02/2015

Amei
Para início de conversa vou logo afirmar que, apesar do pano de fundo, esse livro não tem valo histórico. Não há fatos importantes relatados, nem conta com detalhe a visão do oriente em relação as guerras com o ocidente, não obstante Pamuk fala sobre as expectativas dos olhos orientais sobre a ocidentalização (assunto, creio, recorrente nos livros desse autor).
Apesar desse "desapontamento" Orhan Pamuk nos convida a ver outros prismas, menos sociológicos, mas ainda antropológicos. Com a sua escrita deliciosa, nos conduz a uma história intrincada, envolvente e... Confusa.
Há algum tempo atrás li Neve, que gostei muito, e com esse livro fiquei definitivamente apaixonada por Orhan,
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