As Tumbas de Atuan

As Tumbas de Atuan Ursula K. Le Guin




Resenhas - Os Túmulos De Atuan


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Dani 27/10/2017

Resenha para o blog Livros & Café
É sempre assim: crio altas expectativas com relação a um livro, e no final, acabo me decepcionando. Eu já deveria estar acostumada, porém, não estou. Vou explicar o motivo desse livro não ter-me conquistado tanto, não da maneira que eu gostaria.

Quando Tenar nasceu, ela foi predestinada a assumir seu lugar como a Sacerdotisa Única. Quando ela tinha seis anos de idade, ela foi levada para longe de seus pais. Quando ela nasceu, seus pais sabiam que não podiam se apegar menina, já que ela seria levada para longe. Quando chega ao Templo, ela não pode mais usar o nome que recebeu; ela é renomeada Arha, guardiã das Tumbas de Atuan.

Tenar, agora Arha, não se lembra da sua família. Seu lar agora é no templo, e ela precisa assumir seu lugar como Sacerdotisa Única. Ela é a responsável pelos sacrifícios nas Tumbas e também, por guardar os caminhos do labirinto, um caminho que só ela pode conhecer. Esse caminho leva ao grande tesouro: o Anel de Erreth-Akbe. Essa relíquia é cobiçada por muitos, e é isto que Ged tentará roubar.

O livro é mais focado na Arha e na sua vida no Templo. O caminho dela se cruza com Ged quando ela o pega tentando roubar o anel de Erreth-Akbe. Sem conseguir matá-lo, a jovem o prende como seu prisioneiro. Mesmo sabendo que deveria matá-lo, Arha também deseja conhecer mais sobre o ladrão, e passa a fazer perguntas a ele. Outras sacerdotisas querem vê-lo sendo sacrificado, mas Arha não sente o mesmo.

Este livro é bem mais parado com relação ao primeiro. O Feiticeiro de Terramar tem um ritmo um pouco lento, mas também tem algumas cenas de ação. Nesse volume não há a presença dessas cenas, por isso, acabei ficando um pouco desapontada com a obra, e demorei um pouco para pegar o ritmo. Gostei dos personagens. Gostei bem mais do Ged do que da Arha. Eu não consegui ver muita força na personagem, não o mesmo que vi em Ged.

Em suma, eu fiquei um pouco desapontada com o livro. Não que ele seja ruim, mas eu esperava mais dele. A escrita da Ursula é boa, mas não consegui me senti tão envolvida com a narrativa. Ele tem um final em aberto para o próximo volume. Ainda não sei pretendo ler o terceiro livro. Caso você tenha interesse nesse livro e também no primeiro, leia. Tire suas próprias conclusões.
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Jhony 14/06/2017

Resenha publicada no site Leitor Compulsivo
Sinopse: Quando Tenar é escolhida como suma sacerdotisa, tudo lhe é tirado: casa, família e até o nome. Com apenas 6 anos, ela passa a se chamar Arha e se torna guardiã das tenebrosas Tumbas de Atuan, um lugar sagrado para a obscura seita dos Inominados. Já adolescente, quando está aprendendo os caminhos do labirinto subterrâneo que é seu domínio, ela se depara com Ged, um mago que veio roubar um dos maiores tesouros das Tumbas: o Anel de Erreth-Akbe. Um homem que traz a luz para aquele local de eternas trevas, ele é um herege que não tem direito a misericórdia. Porém, sua magia e sua simplicidade começam a abrir os olhos de Arha para uma realidade que ela nunca fora levada a perceber e agora lhe resta decidir que fim terá seu prisioneiro.

Opinião: Após conhecermos Ged (Gavião) em o Feiticeiro de Terramar, neste segundo volume, As Tumbas de Atuan, nos deparamos com um novo personagem. Tenar é uma garota que vive num pequeno vilarejo com seus pais, não sabendo que estaria destinada a se tornar a Sacerdotisa Renascinda, um espirito que segue um ciclo milenar e que passa para uma outra garota quando a última morre.

“No interior do círculo da muralha, diversas pedras negras, entre 5 e 6 metros de altura, brotavam da terra como dedos enormes. Depois de vê-las, o olhar sempre voltava para elas. Ali se erguiam cheias de significação, mas ninguém sabia o que queriam dizer. Eram nove. Uma se erguia ereta, outras ficavam mais ou menos inclinadas, duas haviam caído. Tinham uma crosta cinzenta de líquen, como se fosse borrões de tinta – todas menos uma, nua e negra com o brilho fosco, além de lisa. Nas outras sob o líquen, podia-se ver ou tocar com os dedos uns entalhes vagos, formas, sinais. Essas nove pedras eram as Tumbas de Atuan. Estavam ali, segundo se dizia, desde o tempo dos primeiros homens, desde a criação de Terramar. “

Portanto, a partir daí conhecemos a saga da nossa heroína. A pequena Tenar é encontrada aos 6 anos e levada para As Tumbas de Atuan, onde se cultua o Deus-Rei e os Inominados; seres místicos, como se fossem deuses da escuridão. Tivemos um primeiro contato com estes seres no volume um, quando o nosso héroi Gavião o confronta numa ilha deserta. Ao chegar nas Tumbas, Ternar “perde” o seu nome e começa a ser chamada por Arha. Logo são passados todos os ensinamentos e cultos para ela, toda rotina que terá que seguir.
Passam-se cerca de 10 anos e Arha já está totalmente habituada à sua rotina, até que ela se depara com um homem de feições escuras e rosto cicatrizado, dentro das Tumbas, tentando roubar um dos tesouros guardados, este tesouro é o anel de Erreth- Akbe, e é aí que entra o nosso herói do primeiro volume. Ged está mais velho, amadurecido com tudo o que aconteceu na sua viagem ao arquipélago de Terramar, o encontro com um grande dragão numa das ilhas, e o embate com o seu Eu maligno. É a partir desse encontro entre a pequena Arha e Ged que tudo o que ela conhecia como mundo entra em conflito; sua religião, suas escolhas, o destino que foi traçado para ela.

“A liberdade é um fardo pesado e uma carga enorme e estranha para o espírito levar. Não é fácil. Não é um presente dado, mas uma escolha que se faz, e a escolha pode ser difícil. A estrada sobe em direção à luz, mas o viajante sobrecarregado pode nunca chegar ao fim. “

Neste segundo volume, Le Guin nos põe em questão acerca do que podemos escolher para trilharmos nosso próprio destino. Não é porque o que é imposto pelas religiões que temos mais familiaridade ou pelo que a sociedade imprime para nós, que não devemos colocar em questionamento se são essas diretrizes mesmo que irão nos moldar. Mesmo titubeando sobre o que pode acontecer quando escolhemos andar contra a maré, temos que enfrentar os nossos medos e construir o nosso próprio destino.

Avaliação: 4/5 estrelas

Autora: Ursula K. Le Guin nasceu em outubro de 1929 em Berkeley, na California, e é filha do antropólogo Alfred Kroeber e da escritora Theodora Kroeber. Estudou na Radecliffe College e na Universidade de Columbia e se casou, em Paris, com o jovem historiador Charles Le Guin. A autora tem uma vasta obra, que inclui poesia, contos e romances, publicada e traduzida no mundo todo. Foi vencedora dos mais renomados prêmios da literatura fantástica: Hugo, Nebula, Locus, Asimov, Lewis Carrolll, Shelf, World Fantasy, entre outros. Por O feiticeiro de Terramar, recebeu ainda o prêmio Horn Book, do jornal The Boston Globe.

site: http://leitorcompulsivo.com.br/2017/06/14/resenha-as-tumbas-de-atuan-ursula-k-le-guin/
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LAPLACE 15/06/2017

Ritmo bem Lento
Tenar é Arha, a Devorada, a garota que nasceu na noite em que a Sacerdotisa das Tumbas faleceu, e por isso é a reencarnação da mesma, que renasceu para continuar seu trabalho de guardar o tesouro dos Inominados, igual vem fazendo nos últimos mil anos, e há mil anos antes disso.

Ainda com apenas 5 anos ela é levada de sua família para o Lugar das Tumbas de Atuan, onde será preparada para reassumir o posto de sua vida passada, e onde viverá até a chegada de sua morte, quando sua próxima encarnação tomará o seu lugar.

Arha nunca teve dúvidas sobre seu papel, até conhecer Ged, o mago vindo das Terras Interiores, que quer roubar o anel de Erreth-Akbe, igual muitos tentaram no passado e fracassaram. Cabe à jovem sacerdotisa decidir se cumprirá seu dever perante os Inominados, ou se desafiará tudo que sempre acreditou.

Querem saber o acontece? Então corram para ler o livro!

***

O Feiticeiro de Terramar, primeiro volume do Ciclo Terramar, escrito pela Ursula K. Le Guin, conquistou-me por sua narrativa diferenciada, mais pausada, sem apontar para um grande conflito no horizonte, como uma guerra, que explodiria ainda naquele exemplar, ou nas continuações seguintes. Então não hesitei em ler As Tumbas de Atuan quando soube de seu lançamento, porém, infelizmente, minha experiência não foi tão prazerosa como na vez anterior.

As histórias de Terramar - ao menos os dois primeiros livros, que foram os que tive contato até então - segue um ritmo mais lento, onde o grande obstáculo a ser vencido é o conflito interno do protagonista, é ele superar seus próprios medos, vencer seus defeitos e se tornar alguém melhor. Eu não diria que a autora escolheu essa fórmula pela época em que as histórias foram escritas - fim dos anos 60 e início da década de 70 -, pois, como ela mesma fala nos pósfácios das obras, seu objetivo é mostrar o crescimento dos personagens e não criar mais uma aventura fantástica com uma grande guerra, o que já parecia comum naquele período. O problema foi que, dessa vez, a trama ficou bastante vagarosa.

Com Ged, no volume 1, tivemos o lado positivo de que, por ser um mago, ele viajava por Terramar e assim nós conhecíamos esse mundo, e havia o suspense da sombra que o perseguia. Tenar é uma boa personagem, é interessante ver sua transformação ao longo das páginas, porém, além de quase toda a história se passar dentro do mesmo cenário, é tudo muito parado. Torna-se exaustivo ler as descrições detalhadas sobre o Lugar das Tumbas de Atuan, e igualmente cansativo acompanhar o dia a dia da protagonista, onde quase absolutamente nada acontece. Todo o debate de fé e religiosidade trazido à tona, e a quebra de paradigmas, chegam a nos fazer pensar, mas senti falta de um conflito mais envolvente. E quando o livro começou a ficar realmente envolvente, ele simplesmente acabou e nos deixou cheios de perguntas.

Pelo que vi, a série de Ged é composta por, pelo menos, mais 3 volumes, resta agora aguardar o lançamento dos demais para saber o que aguarda o futuro arquimago, e se serão dadas as respostas às perguntas que As Tumbas de Atuan levantou.
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katitas.lima 17/11/2014minha estante
Estou lendo a tetralogia, estou no segundo livro, aliás. Estou gostando muito, achei nostálgico pra mim que li Tolkien e o amado Christopher Paollini com seu ciclo da herança (Eragon). Eh bom mais.


Bruna 14/02/2017minha estante
Não creio que seja uma alusão direta à fé em si, mas ao culto que perde de vista aspectos importantes. Sendo a autora Taoísta, não creio que ela tenha criticado a religião em si, mas o modo com que muitas são levadas.

Sobre par romântico, eca. Ele já era um mago famoso e velho a essa época, tendo pelo menos uns 30 anos de idade, enquanto ela devia ter seus 15.




Acervo do Leitor 02/02/2018

Em um determinado ponto deste livro, Ursula fala sobre a liberdade e sobre as escolhas que às vezes temos e às vezes não sobre nossas vidas. As Tumbas de Atuan trata muito disso, sobre algo que nos é imposto e que nos faz mergulhar no poço da ignorância, presos sobre as correntes do desconhecido que nos conduz para uma vida de trevas e solidão. Esta é a vida de Arha, esta seria a vida de Tenar se não houvesse um Gavião em seu caminho, esta é a história do segundo livro do clássico Ciclo de Terramar de uma das mais geniais autoras de todos os tempos.

(…) A estrada sobe em direção à luz, mas o viajante sobrecarregado pode nunca chegar a seu fim (…)

As Tumbas de Atuan é um livro com tão poucas páginas, mas com tantas informações, tantas nuances e pontos a serem destacados – assim como foi seu predecessor -, que ansiamos por mais, muito mais. Livros de fantasia geralmente são verdadeiros calhamaços, com centenas e mais centenas de páginas, poucos são tão sucintos, tão diretos quanto o Ciclo de Terramar. Ursula usa cada livro de sua série para abordar temas recorrentes, temas que nos faz refletir sobre nossa conduta e paradigmas.

” – Você achou mesmo que eles haviam morrido? No fundo do coração sabe que não é verdade. Eles não morrem. São tenebrosos e imorredouros e odeiam a luz, a luz breve e luminosa da nossa mortalidade. São imortais mas não são deuses. Nunca foram. Não merecem ser cultuados por nenhuma alma humana”.

Tenar, ainda criança é tida como a Sacerdotisa Única Renascida das Tumbas de Atuan, e a partir de agora terá sua vida moldada ao culto que representa adoração e obediência aos seres das trevas conhecidos como Inominados, trilhando os caminhos que lhes são traçados por dogmas há muito estabelecidos, e continuar servindo as figuras que anseiam somente por viver na mais profunda escuridão. Neste ponto Tenar torna-se Arha. E os labirintos mortais e traiçoeiros de Atuan torna-se sua casa.

As Tumbas de Atuan situa-se em um local isolado do mundo, com costumes e crenças próprias e com pouca ou quase nenhuma interferência externa. As coisas mudam quando um forasteiro vem ao local com o intuito de roubar o mais precioso dos tesouros, desafiando o poder dos Inonimados, da fé e trazendo consigo uma centelha de claridade. E, em um local onde as trevas habitam, uma fagulha de luz faz com que as consequências sejam arrebatadoras. E é neste ponto que o livro mostra a que veio, pois Arha em seu papel de Sacerdotisa Única tem como dever liquidar qualquer afronta contra seus “Deuses” e cegar a si mesma sobre quaisquer outros caminhos. Entretanto, ela vê no forasteiro que há muito mais no mundo do que somente trevas.

(…) A liberdade é um fardo pesado e uma carga enorme e estranha para o espírito carregar. Não é fácil. Não é um presente dado, mas uma escolha que se faz, e a escolha pode ser difícil. (…)

Assim como no primeiro livro, Ursula pega uma personagem ainda criança e vai desenvolvendo. Olhando de maneira paralela, Ged e Tenar são muito parecidos e ao mesmo tempo muito diferentes. Tenar é para As Tumbas de Atuan como o Gavião é para O Feiticeiro de Terramar, uma protagonista em ascensão. Ao contrário de seu antecessor, Atuan não explora muito de Terramar, não há viagens pelos infindáveis continentes e exploração de suas várias cidades, todo o enredo se passa sobre o local e seus costumes. Não há muitos personagens, e os que há, são bem aproveitados. É notável a evolução de Ged, aquele garoto ambicioso e por vezes arrogante tornou-se alguém a ser admirado. Alguém capaz de transformar uma vida.

SENTENÇA
As Tumbas de Atuan é um clássico da Literatura Fantástica. Com uma história riquíssima e debates pertinentes, esta continuação da saga do maior feiticeiro de todos os tempos é algo próximo a uma linda canção que fica sobre os acordes do tempo, esperando para ser entoada. Leitura obrigatória para os fãs de fantasia e desta autora genial.

site: http://acervodoleitor.com.br/as-tumbas-de-atuan-resenha-ursula/
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Café & Espadas 13/03/2017

Retornando para o Arquipélago
Se você leu a minha resenha sobre O Feiticeiro de Terramar e adquiriu o seu exemplar para acompanhar o início das aventuras do mago Gavião pelas terras do Arquipélago então, possivelmente, você já deve ter sido capturado pela magia que transborda das páginas dessa obra de fantasia espetacular.

O primeiro volume da série Ciclo Terramar da autora Ursulla K. Le Guin me rendeu uma leitura daquelas que eu não tinha há tempos: leve, bem construída, com uma escrita deliciosa e irretocável, personagens verossímeis e cativantes, tudo bem complementado em um mundo vasto e pronto para ser explorado.

Sendo assim você pode imaginar a minha expectativa quando recebi o segundo volume da série, As Tumbas de Atuan, em mãos. A vontade de mergulhar novamente em Terramar era tamanha que logo comecei a folhear as primeiras páginas da aventura.

O que veio em seguida foi uma sequência de baques e quebras de expectativas que me deixaram até levemente tonto: não havia Arquipélago, não havia Ged, não havia nada. Era o começo de uma viagem totalmente nova dentro de um mundo já conhecido.

Publicado originalmente em 1971, As Tumbas de Atuan ainda não recebeu uma nova edição como O Feiticeiro de Terramar, que foi publicado pela Editora Arqueiro ano passado. Sua única publicação nacional foi feita em 1994 pela Editora Brasiliense (com tradução de Noêmia R. A. Ramos) e ilustrações de Ruth Robbins e Gail Garraty.

Eu cheguei a mencionar na outra resenha que essa edição estava disponível em alguns sebos pelo Brasil (você pode achar facilmente pelo site Estante Virtual, que aliás, recomendo fortemente.) Então fica aqui essa dica se você não quiser – ou não aguentar – esperar a Arqueiro lançar o segundo volume com a edição reformulada.

Mas aqui vai um aviso: não espere ver Ged logo no começo dessa nova aventura. Ursulla irá mostrar nesta obra uma outra faceta de seu mundo fantástico.

- Leia o restante da resenha no site do Café & Espadas (link abaixo)

site: https://cafeespadas.com/as-tumbas-de-atuan/
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Flávia 11/08/2017

Mundos improváveis e emocionantes assim é este livro .
Em As Tumbas de Atuan , somos apresentados a Tenar que foi arrancada de sua família, ainda criança ao ser escolhida para assumir o cargo de Alta Sacerdotisa , porque ela nasceu na mesma noite que a sacerdotisa anterior morreu (assim Eles acreditam que sua alma imortal passou para o próximo corpo). Ela recebeu o nome Arha ,lá ela foi submetida aos rígidos ensinamentos e rituais ,ensinada a dedicar sua vida as cerimônias e deveres de sua posição. Nós vemos a protagonista, Arha, crescer e amadurecer como uma mulher e esquece sua família e que um dia foi Tenar. Na monotonia de sua vida , ela costumava percorrer as catacumbas e o labirinto, na solidão e na escuridão. O futuro diante dela era estático, entorpecido e imutável. Mas isso estava prestes a mudar.

" Passaram-se os dias ,passaram-se os anos , todos iguais . As meninas do Lugar das Tumbas ocupavam o tempo com aulas e treinamento . Não brincavam de nada - Não havia tempo para isso . "

O Feiticeiro de Terramar é o primeiro livro desta série onde conhecemos Ged suas aventuras e descobertas . Aqui Ged já não é mais um garoto e desempenha um papel crucial na história .Agora dentro do labirinto em busca de uma relíquia perdida . Ele encontrara também Arha,que assustada com o ladrão invasor considera matar o feiticeiro .Mas ela é surpreendida pela gentileza de Ged, ouvindo atentamente suas histórias do mundo exterior, Tenar começa a questionar o único mundo que conhece, e começa a se questionar se toda sua vida de servidão ,seus deuses e a escuridão na qual vive .Ao conhecer Ged Tenar tem agora a liberdade como uma opção ,ela teme mas deseja abandonar tudo que conheceu e dentro dos labirintos claustrofóbicos, onde apenas Tenar conhece as passagens na escuridão, ela guia o jovem feiticeiro que tropeça em seu labirinto, para o seu provável futuro .
A autora sugere um novo começo para a jornada na vida de Tenar . O que ela é ou se tornará não é claro até o final do livro.

As Tumbas de Atuan assumem um tom diferente do Feiticeiro de Terramar e se afasta ainda mais da fantasia tradicional. Com uma protagonista feminina nova e desconhecida em vez do masculino estabelecido e familiar é um mundo de fantasia deslumbrante que agarra rapidamente nossos corações, nos atraindo profundamente em seus mundos imaginários.

Apesar das principais diferenças, há uma semelhança entre O Feiticeiro de Terramar e As Tumbas de Atuan, ambos são histórias de amadurecimento, uma viagem de maturação. A autora passa através dos labirintos a importância da identidade, a necessidade de mudança e crescimento e o significado da liberdade.

" A liberdade é um fardo pesado e uma carga enorme e
estranha para o espírito carregar. Não é fácil ..."

As decisões que Tenar finalmente faz ao final do livro dão uma imagem poderosa, mas realista, dos desafios que as mulheres enfrentam quando decidem rejeitar papéis tradicionalmente aceitáveis. E a luz que Ged traz para as tumbas simboliza esperança e confiança para lidar com a perda e incerteza diante do obscuro .




As Tumbas de Atuan é um livro mágico vai envolve-ló e encanta-ló em sua simplicidade. É uma saga espetacular,com aventuras maravilhosas e originais .O conflito entre a escuridão e a luz, bem como o conflito interno de Tenar, que atrairá qualquer leitor para a história e mante-los absorvidos até as últimas páginas.


Não é novidade que não sou fã do Gênero Fantasia ,mas após ler O Feiticeiro de Terramar tinha que ler este e não tenho dúvidas de que irei continuar a ler os outros livros dessa saga publicada pela Editora Arqueiro .

Super recomendo essa leitura rápida e agrádavel para todas as idades . Ursula K. simplesmente me surpreendeu .

site: http://myronbolitarloversbr.blogspot.com.br/2017/06/resenha-as-tumbas-de-atuan-terramar-2.html?m=1
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Adriana 28/10/2017

As Tumbas de Atuan de Ursula K. Le Guin
Antes de começar com a resenha, é importante que você saiba quem é Úrsula K. Le Guin. Escritora surgida na década de 1960, Ursula Le Guin conquistou diversos prêmios literários ao longo de sua carreira, entre eles o Prêmio Nébula - concedido anualmente pelo Science Fiction and Fantasy Writers of America (SFWA), para os melhores trabalhos de ficção científica/fantasia publicados nos Estados Unidos – e, também, o prêmio National Book Award na categoria livros infantis, em 1973. É uma autora de mão boa, tendo publicado diversos títulos nos campos da Fantasia, da Ficção Científica e até na área acadêmica.

Infelizmente, nós não tínhamos muitos títulos da autora traduzidos aqui no Brasil. Sua obra mais famosa em terras tupinambás seria, talvez, “A Mão Esquerda da Escuridão” - vencedor do Prêmio Hugo, em 1968. Mas a Editora Arqueiro acaba de lançar, em uma edição completamente repaginada e bem elaborada, uma das obras mais influentes de Ursula K. Le Guin: O Ciclo Terramar.

Composto por cinco volumes, O Ciclo Terramar narra as aventuras de Ged, ou O Gavião, um dos magos mais poderosos do arquipélago de Terramar.

No primeiro livro da série, O Feiticeiro de Terramar, acompanhamos as primeiras aventuras de Ged, até então um jovem rapaz que deixa a ilha de Gont para tornar-se um aprendiz de feiticeiro. Talentoso, mas bastante arrogante, Ged acaba libertando uma criatura das trevas, que passa a persegui-lo (você pode ler a resenha completa no blog Memórias Literárias).

A característica mais marcante no início da série é a jornada do herói. Ged, que até então é só um jovem aprendiz da magia, não tem ideia de todo o seu potencial. Ele é teimoso, impaciente e arrogante, e está mais do que desesperado para aprender as magias e os encanamentos mais complexos, o que o conduz numa viagem por todo o arquipélago de Terramar.

Já no segundo volume da série, As Tumbas de Atuan, Ged não é exatamente o protagonista. É interessante dizer que, num primeiro momento, Ursula K. Le Guin não tinha imaginado uma continuação para “O Feiticeiro de Terramar”. Mas depois do estrondoso sucesso de “A Mão Esquerda da Escuridão”, a autora não só decidiu revisitar seu universo, como também dar vida a sua primeira protagonista feminina.

Escolhida ainda aos seis anos de idade para se tornar a suma sacerdotisa da obscura seita dos Inominados, Tenar vê tudo aquilo a que mais amava ser arrancado de sua vida, inclusive seu própria nome. Ela passa a se chamar Arha e se torna, então, a suprema guardiã das tenebrosas Tumbas de Atuan, um labirinto sombrio e sagrado para os Inominados, onde estão guardados seus mais valiosos tesouros.

Já adolescente, Arha segue seu destino com resignação, até deparar-se com um feiticeiro autonomeado “O Gavião” – isso mesmo, o Ged! – que está ali para roubar o precioso Anel de Erreth-Akbe, uma relíquia mágica e dos maiores tesouros dos Inominados. Ele só não esperava ser capturado pela suprema guardiã das Tumbas de Atuan.

Sentenciado à morte nas trevas eternas, Ged aguarda seu destino cruel nas celas do escuro labirinto. Sua única esperança está em Arha, justamente aquela quem vai executá-lo. Mas esperto como só ele próprio sabe ser, Ged vai usar toda a sua inteligência e astúcia para mostrar a Arha uma outra versão dos fatos e, quem sabe, convencê-la a ir em busca de tudo aquilo que ela jamais teve a chance de desfrutar: sua própria vida.

Embora este segundo volume seja ainda mais compacto do que o primeiro, a narrativa construída em As Tumbas de Atuan tem um excelente ritmo. Os personagens são bem complexos e os diálogos entre Ged e Arha são bem intensos – uma característica marcante nos livros da autora. Liberdade, compaixão e autoconhecimento são os pilares sob os quais Ursula Le Guin decidiu dar continuidade às aventuras do feiticeiro de Terramar e são, também, a prova genuína da razão de a autora ser considerada uma das mães da Fantasia e da Ficção Científica.

A forma como Ursula K. Le Guin constrói seu universo fantástico é muito semelhante a outros autores de fantasia. Ela nos apresenta a magia e como ela funciona no mundo de Ged – todos os elementos possuem um nome oculto e, para controlar esses elementos, o feiticeiro deve conhecer esse nome. E embora este segundo volume seja ainda mais breve do que o primeiro, em momento algum a narrativa sai prejudicada.

A edição foi muito bem trabalhada pela Editora Arqueiro. O livro conta com uma belíssima ilustração de capa, e vem ainda com um mapa do Arquipélago de Terramar para você pendurar na parede e acompanhar a trajetória dos personagens.

Como dito anteriormente, a série conta ainda com mais três volumes e mais um livro de contos. Vamos esperar que a Editora Arqueiro nos traga todos com a mesma qualidade e capricho destes dois primeiros volumes.

site: www.meupassatempoblablabla.com
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priscila.saatmam 13/03/2018

Úrsula K. Le Guin e seu legado
Tia Ursula Le Guin não brinca em serviço! Em "As Tumbas de Atuan", ela escreve uma reflexão poderosa sobre o poder da mulher. E chegar a essa conclusão foi incrível.

O livro conta a história de Tenar, filha de um casal camponês, ela é levada por um grupo religioso chamado "Inominados", curiosamente somente mulheres podem prestar ritos aos deuses que esse grupo idolatra. Aos seis anos ela perde seu nome, deixando de ser Tenar e cresce acreditando que ser Ahra é seu destino, que ser a suma-sacerdotisa é tudo o que ela deve e precisa ser, que isso é inquestionável.
Entramos na mente de uma jovem de 16 anos que vive quase que literalmente na escuridão, já que os seus domínios se localiza em um grande labirinto onde em lugares determinados o uso de luz é proibido. E... sim ela é uma autoridade, "inquestionável".
Mas a vida de Tenar se cruza com a de Ged, herói do primeiro livro e ela tem de fazer escolhas que colocam na balança todas as coisas tidas como inquestionáveis. Ela precisará tomar uma decisão.
Ursula nos abre os olhos sobre o maior poder que uma mulher tem: DECISÃO. Delicadamente ela tira Ged de foco, colocando-o como segundo plano, mas como complemento, como força mostrando que homens e mulheres podem cooperar entre si, pois no momento crucial de escolhas ambos precisarão unir forças Ged com a magia, Tenar com conhecimento. Mas o tempo todo o enredo flui a partir das decisões que Tenar toma, essas decisões eram a luz no meio da escuridão.
Com a história de Tenar podemos aprender que nós mulheres podemos guiar nossas vidas pelas nossas decisões e que elas nos tornam mulheres poderosas.

Enfim... Lute como uma garota!!!!
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Leticia 06/09/2017

As Tumbas de Atuan - Ursula K. Le Guin
Sobre o livro

Tenar nasceu no mesmo dia em que a Suma Sacerdotisa das Tumbas de Atuan morreu. Por isso, segundo a crença de seu povo, ela deve ser a próxima Suma Sacerdotisa do templo dos Inominados. Assim, ao completar cinco anos, ela deixa a sua família para cumprir sua missão. Lá, ela será Arha, terá um guardião, O Manan, e cuidará do Labirinto subterrâneo das Tumbas.

Como Sacerdotisa Única, Arha é a responsável por tudo que acontece nas Tumbas. Esse lugar cheio de mistérios guarda tesouros de toda Terramar, incluindo o anel de Erreth-Akbe. Em uma de suas rondas pelo labirinto, a jovem encontra um mago, ele entrou lá sem permissão para buscar o anel.

Agora, Arha precisa decidir o destino de seu novo prisioneiro, Ged. Mas nem tudo acontece como deveria, pois esse encontro mostra à Suma Sacerdotisa que nem tudo que ela sabe sobre as tumbas, seu povo e os magos é verdade.

Minha opinião

Apesar de ser continuação do primeiro livro, nesse segundo volume, o foco não será em Ged, mas sim em Tenar. O livro é super curto, e, mesmo assim, a autora mostrar boa parte da vida da menina. Vamos acompanhando seu crescimento e seu aprendizados no Lugar das Tumbas de Atuan até chegar num momento decisivo na vida na Suma Sacerdotisa quando Ged vira seu prisioneiro.

Tenar não foi uma protagonista que simpatizei muito. Mesmo com seu amadurecimento durante a narrativa, ela não é carismática. Por ter ido cuidar das Tumbas muito nova, ela não viveu muitas coisas e está praticamente presa a uma rotina, que muitas vezes cansa. Isso deixou-a reclamona e insatisfeita com a sua situação (não tiro a razão dela) e tornou alguns momentos da leitura chatos.

Nesse livro além do mapa de Terramar, há outros dois, O Lugar das Tumbas de Atuam e o do Labirinto das Tumbas de Atuan. No final, encontramos um posfácio, escrito pela autora, no qual ela conta como foi escrever um segundo livro no mesmo universo de Terramar e como foi criar uma personagem feminina.

A autora ousa mais uma vez, agora ao trazer uma protagonista feminina que se impõem perante as situações encontradas por ela, o que não era normal na época em que o livro foi escrito, anos 70. Ursula continua com uma escrita direta, mas com muito detalhes, o que torna a leitura um pouco mais lenta.

Minhas expectativas com esse livro não estavam altas, por isso não fiquei completamente decepcionada. A história não tem grandes cenas de ação, mas traz questionamentos profundos e muito pertinentes sobre religião, rituais e crença. Não estou morrendo de amores por essa série, mas pretendo continuar acompanhando os acontecimentos de Terramar. Acredito que todo fã de fantasia deve conhecer essas aventuras.

site: http://www.lelendolido.com.br/2017/08/resenha-101-as-tumbas-de-atuan-ursula-k.html
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Minha Velha Estante 15/02/2018

Resenha da Tata
Quem viu minha resenha do primeiro livro do Ciclo de TerraMar (aqui) sabe como eu me surpreendi com o mundo criado pela lena Ursula K Le Guin.

Com 148 páginas, As Tumbas de Atuan é um livro rápido, fácil e bonito de ler. É o tipo de livro que eu gostaria que existisse quando eu era criança e buscava, incessantemente, livros de fantasia que me atraíssem. Foi naquela época que eu me apaixonei pelas Crônicas de Nárnia e eu sei que teria me apaixonado pelo ciclo de TerraMar também.

Como eu disse anteriormente, Usula K Le Guin foi uma mestre do gênero da fantasia e seus livros são inspiração inegável para os grandes nomes da fantasia atualmente.

Eu vou tentar fazer um resumo da história sem dar nenhum spoilers para aqueles que não leram o primeiro livro.

Então, vamos lá.


No primeiro livro da série nós conhecemos Ged, um jovem órfão que, por uma casualidade do destino, se tornará aprendiz de mago e que, em um futuro talvez não muito distante, se tornará o maior feiticeiro que já existiu (Ursula deixa isso bem claro desde a primeira página do primeiro livro).

Em as Tumbas de Atuan, a personagem principal é Tenar, uma menina que desde criança foi escolhida para se tornar uma suma sacerdotisa e, como tal, a guardiã das Tumbas de Atuan.

O que acontece é que as tumbas ficam em uma ilha e, por conta dos seus tesouros mágicos, são guardadas fielmente por um grupo de sacerdotisas que cultuam os inominados (elas são meio doidas, se você me perguntar). Quando a sacerdotisa morre, sua sucessora é escolhida através de uma seleção muito simples: ela tem que ter nascido no mesmo dia em que ocorreu a morte da sacerdotisa original.

Completamente conformada com seu destino e muito boa no seu trabalho como guardiã, tudo muda para Tenar quando um jovem mago invade as tumbas afim de roubar um de seus tesouros.

Aquele jovem mago (obviamente, né?!?!?!) é o Ged (ou gavião, como eu prefiro chamar ele).

O mais legal desse livro não é a história em si, mas a lição por trás dela. Tenar foi obrigada a se tornar aquilo que esperavam dela e não quem ela queria ser. Ela foi obrigada a viver uma vida que não foi a que ela escolheu e, mesmo assim, ela aceitou o que lhe foi imposto. Quando Ged chega, com sua vontade de viver, de fazer o seu próprio destino e de usar seus poderes de formas antes não imaginadas por ela, Tenar começa a questionar sua própria realidade, questionar as escolhas que ela não pode fazer e que foram impostas a ela.

É muito, muito legal ver a relação deles. Ela toda focada e séria nos seus deveres e ele, como uma figura rebelde que questiona a sua religião e a imposição que a sociedade teve na vida dela.

Ged, por sí só, é uma das melhores coisas nesse livro para mim. Ele é um personagem maravilhoso e bem construído. A série se compromete claramente a mostrar o seu desenvolvimento, sua evolução de menino órfão ao maior super mega mago de todos os tempos.

Eu não sei o que os outros livros vão trazer, mas eu espero, de verdade, que o último livro da série mostre Ged como Gavião, mostre quem ele se tornou.

Talvez por isso, em parte, pelo menos, esse segundo livro me lembrou bastante de uma outra série de fantasias chamada MAGO (resenha aqui, aqui e aqui) e eu não me surpreenderia se descobrisse que O Ciclo de TerraMar fosse a inspiração para a série.

O que me deixou chateada com esse livro foi o número de páginas. Eu me acostumei a ler fantasias com mais de 500 páginas e, ter a oportunidade de visitar esse mundo novamente, em tão poucas páginas, foi doce e amargo ao mesmo tempo. No momento em que eu mais queria que a história continuasse, o livro acabou.

O livro é claramente mais focado para o público jovem e, talvez por isso, possui uma quantidade de páginas mais acessíveis mas, a amante de fantasia aqui, gostaria que a história fosse um pouquinho mais longa afim de poder aproveitar a leitura por um pouquinho mais de tempo.

O que eu não entendi foi a capa desse livro. Vamos ser francos aqui, ela não é nada atrativa. Porque fizeram isso, pelo amor de deus??? O primeiro livro tem uma capa MARAVILHOSA e eu esperava que o segundo seguisse o mesmo estilo.

Quanto a tradução e a esquematização do livro, a Arqueiro está de parabéns. As letras possuem fontes confortáveis e a diagramação foi feita para que qualquer pessoa (de qualquer idade) não tenha dificuldade em ler.

A série O Ciclo de TerraMar possui 5 livros no total e eu estou real e ansiosamente esperando pelos próximos.

site: http://www.minhavelhaestante.com.br/2017/07/estante-da-tata-as-tumbas-de-atuan.html
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Michele Bowkunowicz 29/03/2018

recomendo!
Para minha surpresa, este volume não começa imediatamente após aos acontecimentos do primeiro livro. Em vez disso, seguimos a vida da pequena Tenar que, por ter nascido no dia em que a Suma Sacerdotisa das Tumbas de Atuan morreu, é levada da família para ocupar o seu lugar, pois segundo a crença, a sacerdotisa sempre reencarna no dia em que morre, e por isso Tenar, com apenas 5 anos é retirada de seus pais e é obrigada a esquece-los e até mesmo o seu nome e assumir o nome de Arha. E agora, seu único objetivo é de servir os inominados e guardar as Tumbas de Atuan.
Assim, na primeira metade deste livro acompanhamos Tenar, agora Arha, na aprendizagem das suas funções. Mais ou menos no meio do livro, quando Arha tem quinze anos, surge de novo o nosso conhecido Ged, que visita as Tumbas de Atuan em busca da metade perdida do anel de Errth-Akbe, tentando cumprir a profecia que diz que quando o anel estiver inteiro a paz em Terramar será restaurada. Apesar das suas reticências iniciais, Arha aceita ajudar Ged e, com isso acaba por alterar seu destino.


Semelhante ao livro anterior, este também é uma história de transição para a idade adulta. Arha, ou Tenar, vive num mundo oprimido, com uma série de preconceitos e com o destino da sua vida traçada. A sua inquietude e vontade de saber são determinantes para que aprenda a questionar as coisas por si própria e ver para além dos limites que lhe são impostos. É impressionante como um livro tão pequeno consegue ser tão marcante, passando uma mensagem importante sobre liberdade e coragem.

Leia o restante da resenha no Blog Rotina Agridoce

site: http://www.rotinaagridoce.com/2018/02/resenha-1580-as-tumbas-de-atuan-ursula.html
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Aline|@Meninatecária 04/06/2017

Melhorzinho que o primeiro, mas ainda falta algo.

"Tudo que eu conheço é a escuridão, a noite subterrânea. E isto é tudo que realmente existe. É tudo que há para saber, no fim das contas." - pág 90

Na ilha Atuan assim quando a Primeira Sacerdotisa morre, as outras saem procurando pela ilha uma menina que tenha nascido na mesma noite. E elas sempre encontram, pois ela é a Sacerdotisa Renascida. Quando a menina faz 5 anos, elas a levam embora da sua família. Tenar é a jovem sortuda ou não, com 6 anos ela começa seu treinamento para assumir o comandar As Tumbas de Atuan.

Tenar, agora conhecida como, Arha, é uma bela jovem e muito dedicada ao seu trabalho, que consiste praticamente em proteger as Tumbas e o Labirinto que guarda os maiores tesouros da ilha. Tendo que passar por vários rituais como: danças na escuridão da lua; sacrifícios com sangues; culto a seres místicos e etc. Apenas ela e só ela pode conhecer e entrar nos domínios do misterioso Labirinto. Mas, isso está para mudar.

Em mais um típico dia de treinamento pelo labirinto, Arha se depara com um misterioso homem andando por lá também, considerado um crime terrível, a jovem elabora uma armadilha e consegue prender o homem lá dentro. Contudo, como logo ela descobre que o homem é um mago chamado, Ged, e que veio roubar um dos tesouros mais valiosos das Tumbas: o Anel de Erreth-Akbe. Contudo, sua simpatia e magia logo vai conquistando a Sacerdotisa, fazendo-a abrir os olhos para uma realidade que ela nunca questionou. Entre a cruz e a espada, Arha, tentará de tudo para salvar a vida de Ged, porém pode não ser tão fácil. "De que adianta se apegar a alguém que você está fadada a perder?" - pág 13

Enfim leitores, esse segundo volume foi bem melhor que o primeiro, não foi uma melhora 100%, mas ainda assim foi boa. Por se passar em apenas um lugar, com poucos personagens, tanto a escrita como a trama fluíram muito bem. A escrita da Ursula continua rica em detalhes e por ser narrado com foco na Tenar eu consegui me conectar melhor do que com o foco no Ged.

Além das lições maravilhosas, esse livro também aborda nas entre linhas como uma "religião" pode transformar a vida de uma pessoa.

site: https://www.instagram.com/meninatecaria/
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Saleitura 23/07/2017

"As Tumbas de Atuan" é a continuação de O Feiticeiro de Terramar (livro já resenhado aqui no blog), porém pode ser lido sem seguir a sequência, pois são histórias diferentes e não se complementam. Ele foi originalmente lançado em 1971, numa época onde não era comum protagonistas mulheres com características de heroína. Por esse motivo, o livro quebrou paradigmas nos trazendo uma menina chamada Tenar/Arha para o centro da história e nos mostrando a força feminina também no mundo da literatura.

Tudo começa quando Tenar faz seis anos de idade. Ela é retirada da família pelas sacerdotisas e vai para a Ilha de Atuan. Esse acontecimento se deve por acreditarem que Tenar é a reencarnação da Sacerdotisa da Tumba justamente por ela ter nascido na mesma noite que a antiga sacerdotisa faleceu. Já na ilha, ela muda de nome e passa a se chamar Arha e é treinada para assumir a posição de guardiã das tumbas e dos labirintos de Atuan, um local sombrio, considerado sagrado e que guarda tesouros da seita dos Inominados. Seu destino é reassumir o que foi lhe designado em vidas passadas até sua morte, ou seja, Arha estava presa nessa condição que lhe foi imposta e com o passar dos anos acreditava-se que esse era o correto a se fazer e estava cada vez mais certa a desempenhar o seu papel.

"– Ela não é nossa, nunca foi, desde que vieram aqui dizer que deve ser a Sacerdotisa das Tumbas. Por que você não consegue enxergar isso? – A voz do homem tinha a rispidez do queixume e da amargura."

Só que em um belo dia, durante seu treinamento pelos labirintos, ela se depara com Ged (protagonista do primeiro livro) nas tumbas em que ela deveria proteger. Aos poucos ela vai descobrindo que ele é um mago e que ele está lá para roubar o anel de Erreth-Akbe, só que ela precisará impedi-lo que Ged cometa tamanha façanha. A menina traça armadilhas com o intuito de prende-lo lá dentro para sempre. Porém Arha fica curiosa em saber mais sobre o mago e a partir daí sua vida tende a mudar.

"- Fazer surgir um jantar - completou Ged. - Ah, eu poderia. Em pratos de ouro, se quiser. Mas seria só uma ilusão e, quando a pessoa come ilusões, acaba com mais fome do que antes. É tão nutritivo quanto comer as próprias palavras."

Esse encontro é o ápice da história, pois Arha começa a se questionar sobre coisas que antes não lhe eram relevantes e passa a ver a sua vida com outros olhos. Ela descobre uma outra realidade e não a realidade que as sacerdotisas de Atuan apresentaram a ela. Isso tudo gera um conflito interno na menina, mas ao mesmo tempo faz com que ela se descubra.

"A liberdade é um fardo pesado e uma carga enorme e estranha para o espírito levar. Não é fácil. Não é um presente dado, mas uma escolha que se faz, e a escolha pode ser difícil. A estrada sobe em direção à luz, mas o viajante sobrecarregado pode nunca chegar ao fim."

A medida que Arha e Ged vão se conhecendo, eles se tornam amigos e a menina vai ter que juntar seus velhos e novos conhecimentos e sua astúcia para poder salvar a vida do mago e, principalmente, a sua própria vida.

A proposta do livro é bastante interessante. Mostra como uma fé, beirando ao fanatismo, pode transformar as pessoas fazendo-as a acreditarem em uma única verdade e viverem para isso, que é o caso das sacerdotisas de Atuan e o culto aos Inominados. Os questionamentos e descobertas de Tenar/Arha que surgiram graças a Ged é o momento de amadurecimento e mudança da personagem. O fato de termos uma protagonista mulher e saber que foi uma das primeiras heroínas criadas também faz com que esse livro seja especial. Porém, para por aí os elogios.

Como O Feiticeiro de Terramar, foi difícil da leitura engrenar. As partes de aventura, que deveria dar um upgrade a história ficou muito a desejar. Não consegui me empolgar com a leitura e, para ser sincera, só conseguiu fluir melhor quando o protagonista do livro anterior, Ged, apareceu, mas mesmo assim foi difícil chegar ao seu desfecho. A escrita de Úrsula é muito detalhista e as passagens são cansativas. Particularmente, não consegui me conectar a história da forma como esperava, apesar dos pontos positivos. Acho que a autora tinha uma boa ideia em mãos, mas não soube explorar melhor o enredo.

Comparando os dois livros da série, o primeiro, mesmo com a dificuldade de leitura similar a esse, eu me identifiquei mais. Como ainda tem mais livros pela frente dessa série, vou me arriscar e dar uma nova oportunidade, pois desejo ser surpreendida. Como dizem: A esperança é a última que morre. Então, que venha o próximo Terramar.

Resenha by Vivian San Juan
https://www.skoob.com.br/estante/livros/todos/136331/page:1

site: https://saletadeleitura.blogspot.com.br/2017/07/resenha-as-tumbas-de-atuan-ciclo.html
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AmadosLivros 16/09/2017

Vamos falar de coisa boa?! Vamos falar da continuação do livro O Feiticeiro de Terramar! Para começo de resenha, devo dizer que, mesmo que você ainda não tenha livro o primeiro livro do Ciclo Terramar, pode ler este tranquilamente. Apesar de ser uma continuação, os fatos não são sequências diretas, e não há grandes prejuízos para a trama caso não leia o anterior.

A personagem principal deste livro não é o Feiticeiro Ged. COMO ASSIM MILENA?! Bem, ele aparece no livro, mas é bem depois da metade da história. Aqui toda a trama é focada em Tenar. No dia do seu nascimento, Tenar foi considerada a suma sacerdotisa dos Inomináveis. Assim, ela é retirada do seu lar e levada para morar no templo, e, aos seis anos de idade perde seu nome e passa a se chamar Ahra.

Os anos foram se passando, e Ahra continuou vivendo na sua simplicidade. Não temia as trevas, pois era nas mais profundas trevas que os seus senhores habitavam. Mas, tudo muda quando um estrangeiro invade o santuário dos inomináveis: um mago (ninguém menos que nosso mago Ged). Alguém que ela só ouvia falar nas histórias. E ela tem que decidir o que fazer com este profanador.

Uma das coisas que mais gostei no livro foi a questão da protagonista. Ela é forte, ela tem poder, mas ao mesmo tempo, o seu domínio é limitado. Ela não pode fazer tudo que deseja, e está presa as suas crenças. E, não, ela não esperou o príncipe encantado, ou no caso, o mago encantado a socorrer. De certa forma, eles se ajudaram. Um não se salvaria sem a colaboração do outro. Eu gostei desse estilo cooperativo da coisa.

Muita gente pode achar a Ahra uma protagonista fraca, mas é preciso lembrar o período que o livro foi lançado. A Ahra/Tenar é a vovó de todo esse girl power que vemos hoje em dia. Eu amei a leitura, bem fluída, e como o livro é pequeno, devorei a história toda em um único dia. Recomendo.

site: https://amadoslivros.blogspot.com.br/2017/09/livro-as-tumbas-de-atuan-ciclo-terramar.html
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