As Tumbas de Atuan

As Tumbas de Atuan Ursula K. Le Guin




Resenhas - Os Túmulos De Atuan


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Kari 28/10/2017

As Tumbas de Atuan é o segundo livro do Ciclo de Terramar e nele vamos conhecer as aventuras de Gavião ou Ged um mago poderoso que pouco a pouco vai descobrindo a que veio. Neste segundo volume vamos conhecer uma jovem que foi escolhida desde os seis anos para ser sacerdotisa da Seita dos
Inonimados. Sua vida muda radicalmente sem que nem perguntem se ela quer isso para si, seu nome já não é mais o antigo, passando a se chamar Artha se tornando a guardiã das Tumbas de Atuan, lugar sagrado para sua Seita e local de muito misterioso e tesouros inestimáveis.

Em dado momento seu caminho e de Gavião se encontram mas não de maneira positiva, Ged está ali para se apossar de um dos tesouros dos Inonimados quando é pego por Artha tendo uma sentença de morte e sofrimento eternos, seu destino está marcado e não há nada, nem ninguém além de Artha para impedir que o mesmo ocorra. Será possível Ged convencer Artha de que tudo aquilo foi inevitável, mas que não é dessa forma que deve terminar sua jornada?

Artha foi criada para ser a guardiã e suma.sacerdotisa sem escolha e mesmo assim aceitou seu destino; até aparecer Ged para lhe propor algo impensado antes por ela. Seria possível tomar outro rumo e ser dona do próprio destino? Será mesmo que a escolha é sua? Antes de ser Artha, ela era Tenar e deveria ter uma família que sequer se lembra! Seu destino como Sacerdotisa foi traçado e mesmo sabendo que deveria cumprir seu papel matando Ged, ela não consegue é o mantém prisioneiro, suas perguntas para Ged a estão levando a dúvidas sobre si mesma.

Bom, apesar de no primeiro livro o centro de tudo ser Ged, nesse segundo volume temos Artha uma jovem forte, com um destino traçado desde que era criança e que abraçou-o como única opção, dando o melhor de si. Ela foi moldada para ser impiedosa guardando os caminhos do labirinto das Tumbas e seus tesouros, porém uma pessoa limitada pelo destino que ao conhecer Ged, percebe novas perspectivas para sua vida além das que lhe foi apresentada. Ela fica em uma espécie de limbo, entre aquilo que foi criada para fazer e aquilo que gostaria de fazer.

Este volume foi mais devagar do que o anterior, talvez por inserir um novo personagem importante a trama e para de certa maneira nos ambientar ao enredo. A escrita da autora seja acelerada de aventuras ou mais branda com auto descobertas e escolhas importantes não deixa de encantar e prender o leitor, fazendo com que cada parte contada seja apenas um pedacinho de algo muito maior que está por vir.

Esta é uma leitura rápida e que nos deixa com muitas ideias para o próximo livro.
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Adriana 28/10/2017

As Tumbas de Atuan de Ursula K. Le Guin
Antes de começar com a resenha, é importante que você saiba quem é Úrsula K. Le Guin. Escritora surgida na década de 1960, Ursula Le Guin conquistou diversos prêmios literários ao longo de sua carreira, entre eles o Prêmio Nébula - concedido anualmente pelo Science Fiction and Fantasy Writers of America (SFWA), para os melhores trabalhos de ficção científica/fantasia publicados nos Estados Unidos – e, também, o prêmio National Book Award na categoria livros infantis, em 1973. É uma autora de mão boa, tendo publicado diversos títulos nos campos da Fantasia, da Ficção Científica e até na área acadêmica.

Infelizmente, nós não tínhamos muitos títulos da autora traduzidos aqui no Brasil. Sua obra mais famosa em terras tupinambás seria, talvez, “A Mão Esquerda da Escuridão” - vencedor do Prêmio Hugo, em 1968. Mas a Editora Arqueiro acaba de lançar, em uma edição completamente repaginada e bem elaborada, uma das obras mais influentes de Ursula K. Le Guin: O Ciclo Terramar.

Composto por cinco volumes, O Ciclo Terramar narra as aventuras de Ged, ou O Gavião, um dos magos mais poderosos do arquipélago de Terramar.

No primeiro livro da série, O Feiticeiro de Terramar, acompanhamos as primeiras aventuras de Ged, até então um jovem rapaz que deixa a ilha de Gont para tornar-se um aprendiz de feiticeiro. Talentoso, mas bastante arrogante, Ged acaba libertando uma criatura das trevas, que passa a persegui-lo (você pode ler a resenha completa no blog Memórias Literárias).

A característica mais marcante no início da série é a jornada do herói. Ged, que até então é só um jovem aprendiz da magia, não tem ideia de todo o seu potencial. Ele é teimoso, impaciente e arrogante, e está mais do que desesperado para aprender as magias e os encanamentos mais complexos, o que o conduz numa viagem por todo o arquipélago de Terramar.

Já no segundo volume da série, As Tumbas de Atuan, Ged não é exatamente o protagonista. É interessante dizer que, num primeiro momento, Ursula K. Le Guin não tinha imaginado uma continuação para “O Feiticeiro de Terramar”. Mas depois do estrondoso sucesso de “A Mão Esquerda da Escuridão”, a autora não só decidiu revisitar seu universo, como também dar vida a sua primeira protagonista feminina.

Escolhida ainda aos seis anos de idade para se tornar a suma sacerdotisa da obscura seita dos Inominados, Tenar vê tudo aquilo a que mais amava ser arrancado de sua vida, inclusive seu própria nome. Ela passa a se chamar Arha e se torna, então, a suprema guardiã das tenebrosas Tumbas de Atuan, um labirinto sombrio e sagrado para os Inominados, onde estão guardados seus mais valiosos tesouros.

Já adolescente, Arha segue seu destino com resignação, até deparar-se com um feiticeiro autonomeado “O Gavião” – isso mesmo, o Ged! – que está ali para roubar o precioso Anel de Erreth-Akbe, uma relíquia mágica e dos maiores tesouros dos Inominados. Ele só não esperava ser capturado pela suprema guardiã das Tumbas de Atuan.

Sentenciado à morte nas trevas eternas, Ged aguarda seu destino cruel nas celas do escuro labirinto. Sua única esperança está em Arha, justamente aquela quem vai executá-lo. Mas esperto como só ele próprio sabe ser, Ged vai usar toda a sua inteligência e astúcia para mostrar a Arha uma outra versão dos fatos e, quem sabe, convencê-la a ir em busca de tudo aquilo que ela jamais teve a chance de desfrutar: sua própria vida.

Embora este segundo volume seja ainda mais compacto do que o primeiro, a narrativa construída em As Tumbas de Atuan tem um excelente ritmo. Os personagens são bem complexos e os diálogos entre Ged e Arha são bem intensos – uma característica marcante nos livros da autora. Liberdade, compaixão e autoconhecimento são os pilares sob os quais Ursula Le Guin decidiu dar continuidade às aventuras do feiticeiro de Terramar e são, também, a prova genuína da razão de a autora ser considerada uma das mães da Fantasia e da Ficção Científica.

A forma como Ursula K. Le Guin constrói seu universo fantástico é muito semelhante a outros autores de fantasia. Ela nos apresenta a magia e como ela funciona no mundo de Ged – todos os elementos possuem um nome oculto e, para controlar esses elementos, o feiticeiro deve conhecer esse nome. E embora este segundo volume seja ainda mais breve do que o primeiro, em momento algum a narrativa sai prejudicada.

A edição foi muito bem trabalhada pela Editora Arqueiro. O livro conta com uma belíssima ilustração de capa, e vem ainda com um mapa do Arquipélago de Terramar para você pendurar na parede e acompanhar a trajetória dos personagens.

Como dito anteriormente, a série conta ainda com mais três volumes e mais um livro de contos. Vamos esperar que a Editora Arqueiro nos traga todos com a mesma qualidade e capricho destes dois primeiros volumes.

site: www.meupassatempoblablabla.com
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Dani 27/10/2017

Resenha para o blog Livros & Café
É sempre assim: crio altas expectativas com relação a um livro, e no final, acabo me decepcionando. Eu já deveria estar acostumada, porém, não estou. Vou explicar o motivo desse livro não ter-me conquistado tanto, não da maneira que eu gostaria.

Quando Tenar nasceu, ela foi predestinada a assumir seu lugar como a Sacerdotisa Única. Quando ela tinha seis anos de idade, ela foi levada para longe de seus pais. Quando ela nasceu, seus pais sabiam que não podiam se apegar menina, já que ela seria levada para longe. Quando chega ao Templo, ela não pode mais usar o nome que recebeu; ela é renomeada Arha, guardiã das Tumbas de Atuan.

Tenar, agora Arha, não se lembra da sua família. Seu lar agora é no templo, e ela precisa assumir seu lugar como Sacerdotisa Única. Ela é a responsável pelos sacrifícios nas Tumbas e também, por guardar os caminhos do labirinto, um caminho que só ela pode conhecer. Esse caminho leva ao grande tesouro: o Anel de Erreth-Akbe. Essa relíquia é cobiçada por muitos, e é isto que Ged tentará roubar.

O livro é mais focado na Arha e na sua vida no Templo. O caminho dela se cruza com Ged quando ela o pega tentando roubar o anel de Erreth-Akbe. Sem conseguir matá-lo, a jovem o prende como seu prisioneiro. Mesmo sabendo que deveria matá-lo, Arha também deseja conhecer mais sobre o ladrão, e passa a fazer perguntas a ele. Outras sacerdotisas querem vê-lo sendo sacrificado, mas Arha não sente o mesmo.

Este livro é bem mais parado com relação ao primeiro. O Feiticeiro de Terramar tem um ritmo um pouco lento, mas também tem algumas cenas de ação. Nesse volume não há a presença dessas cenas, por isso, acabei ficando um pouco desapontada com a obra, e demorei um pouco para pegar o ritmo. Gostei dos personagens. Gostei bem mais do Ged do que da Arha. Eu não consegui ver muita força na personagem, não o mesmo que vi em Ged.

Em suma, eu fiquei um pouco desapontada com o livro. Não que ele seja ruim, mas eu esperava mais dele. A escrita da Ursula é boa, mas não consegui me senti tão envolvida com a narrativa. Ele tem um final em aberto para o próximo volume. Ainda não sei pretendo ler o terceiro livro. Caso você tenha interesse nesse livro e também no primeiro, leia. Tire suas próprias conclusões.
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Marcela @ler_sim_ler_sempre 18/09/2017

Mais um tesouro que Ursula nos deixa em forma de livro
@ler_sim_ler_sempre

🔹Nesse segundo volume do Ciclo de Terramar conhecemos uma nova personagem, Tenar. Que se torna Arha, a suma sacerdotisa das Tumbas de Atuan. Largando toda sua vida, desde os 6 anos.
Onde agora adolescente, em pleno desenvolvimento, se depara com nosso Ged, o dragão. Tentando roubar os Tesouros de Atuan. .
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🔹E ela ao invés de mandar executá-lo, por algum motivo, se vê fascinada com aquele homem e todo o mistério e magia que rondam sua alma. .
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🔹Aqui também temos uma personagem teimosa e orgulhosa. E ao mesmo tempo ingênua, assim como Ged. E que será capaz de quebrar protocolos para sanar sua ânsia de saber mais. .
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🔹E nesse fascínio por um mundo diferente e a proteção à esse mago, lhe rende inimigos poderosos. Capaz de destruir e acabar com o ciclo da sacerdotisa. Lhe deixando com a decisão de : ⁉️ficar e entregar esse ladrão ou ir e descobrir esse novo mundo. .
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🔹Ursula escreve de uma maneira que você se sente envolvido dentro daquele labirinto e envolto a magia proclamada por seus personagens. Assim, como o primeiro, não é uma leitura rápida. Que você leria as 148 páginas em uma "sentada". Mas mesmo assim você se prende a história e sente necessidade em saber o desfecho preparado para Ged e Tenar. Dois personagens tão iguais e tão diferentes ao mesmo tempo.
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. 🔹 Onde nesse livro em especial, Ursula nos trouxe de lição que precisamos do outro pra seguir em frente. Que nem toda a sabedoria de um indivíduo é o suficiente se não tiver a força do outro. .
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🔹Já quero muito o terceiro volume e espero que tenha mais interação entre os dois personagens. .
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AmadosLivros 16/09/2017

Vamos falar de coisa boa?! Vamos falar da continuação do livro O Feiticeiro de Terramar! Para começo de resenha, devo dizer que, mesmo que você ainda não tenha livro o primeiro livro do Ciclo Terramar, pode ler este tranquilamente. Apesar de ser uma continuação, os fatos não são sequências diretas, e não há grandes prejuízos para a trama caso não leia o anterior.

A personagem principal deste livro não é o Feiticeiro Ged. COMO ASSIM MILENA?! Bem, ele aparece no livro, mas é bem depois da metade da história. Aqui toda a trama é focada em Tenar. No dia do seu nascimento, Tenar foi considerada a suma sacerdotisa dos Inomináveis. Assim, ela é retirada do seu lar e levada para morar no templo, e, aos seis anos de idade perde seu nome e passa a se chamar Ahra.

Os anos foram se passando, e Ahra continuou vivendo na sua simplicidade. Não temia as trevas, pois era nas mais profundas trevas que os seus senhores habitavam. Mas, tudo muda quando um estrangeiro invade o santuário dos inomináveis: um mago (ninguém menos que nosso mago Ged). Alguém que ela só ouvia falar nas histórias. E ela tem que decidir o que fazer com este profanador.

Uma das coisas que mais gostei no livro foi a questão da protagonista. Ela é forte, ela tem poder, mas ao mesmo tempo, o seu domínio é limitado. Ela não pode fazer tudo que deseja, e está presa as suas crenças. E, não, ela não esperou o príncipe encantado, ou no caso, o mago encantado a socorrer. De certa forma, eles se ajudaram. Um não se salvaria sem a colaboração do outro. Eu gostei desse estilo cooperativo da coisa.

Muita gente pode achar a Ahra uma protagonista fraca, mas é preciso lembrar o período que o livro foi lançado. A Ahra/Tenar é a vovó de todo esse girl power que vemos hoje em dia. Eu amei a leitura, bem fluída, e como o livro é pequeno, devorei a história toda em um único dia. Recomendo.

site: https://amadoslivros.blogspot.com.br/2017/09/livro-as-tumbas-de-atuan-ciclo-terramar.html
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Milas Caldas 06/09/2017

Quando este livro foi lançado, lá na década de 60, protagonistas femininas eram extremamente raras. Quando uma mulher aparecia nas histórias, ela sempre era a donzela indefesa, coitada sem poderes e sem voz, que existia apenas para ser salva pelo seu cavalheiro de armadura brilhante. Passividade é o termo que se aplicava perfeitamente para essas mulheres. Assim, Ursula K. Le Guin criou Arha, Suma Sacerdotisa dos Inomináveis, senhora de grande poder e ao mesmo tempo aprisionada a ele.

“Ué Milena, você não deveria estar falando sobre Ged, o Mago Gavião, já que é continuação da história dele?” Sim, amiguinho, o Ged aparece nessa história, mas ele está longe de ser o foco central. Em as tumbas de Atuan somos apresentados a Ahra, uma jovem que desde que nasceu foi considerada a reencarnação da Suma Sacerdotisa dos Inomináveis, e, assim que completou cinco anos de idade, foi levada de sua casa até o templo e oferecida aos poderes das trevas, poderes esses que ela passou a servir. Seu nome lhe foi retirado, ela agora era novamente Ahra, e assim seria até o final dos seus dias, quando retornasse em sua próxima vida.

Ela nunca duvidou de sua tarefa, sempre realizou o que se esperava da Suma Sacerdotisa dos Inomináveis. Conheceu cada curva das tumbas, prestou o culto, sempre manteve os lugares sagrados na escuridão as quais pertencia, até que o mago Ged chegou, e, pela primeira vez em anos a fez duvidar sobre sua função e seu lugar no mundo. Sobre sua liberdade, sobre ter poder, mas estar aprisionada a ele.

A liberdade é um fardo pesado e uma carga enorme e estranha para o espírito levar. Não é fácil. Não é um presente dado, mas uma escolha que se faz, e a escolha pode ser difícil. A estrada sobe em direção à luz, mas o viajante sobrecarregado pode nunca chegar ao fim.
Talvez as feministas não gostem da forma como Ahra conduziu as coisas. Talvez, elas esperassem uma protagonista que pegaria nas armas e partiria para a guerra. Mas temos que entender que, a escrita da Ursula é um reflexo da época, onde as mulheres eram mais passivas, e, apesar disso, eu gostei de como ela resolveu tudo. Como Ahra e Ged tiveram que unir forças para conseguir alcançar os objetivos que possuíam.

Amei a leitura. A escrita de Ursula me cativa a cada livro, e, este em particular é super fininho, tendo menos de 200 páginas, dá para ser devorado inteiro em uma única tarde se você tiver tempo e disposição. Um infantojuvenil gostoso de ler. E se você ainda não leu o livro anterior, pode ler esse sem medo. Ele não depende dos fatos do anterior para seguir sua história, mas é interessante você já saber quais caminhos o Ged trilhou para que chegasse até ali. Uma leitura que recomendo.

site: http://minhacontracapa.com.br/2017/06/resenha-as-tumbas-de-atuan-de-ursula-k-le-guin-ciclo-terramar/
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Leticia 06/09/2017

As Tumbas de Atuan - Ursula K. Le Guin
Sobre o livro

Tenar nasceu no mesmo dia em que a Suma Sacerdotisa das Tumbas de Atuan morreu. Por isso, segundo a crença de seu povo, ela deve ser a próxima Suma Sacerdotisa do templo dos Inominados. Assim, ao completar cinco anos, ela deixa a sua família para cumprir sua missão. Lá, ela será Arha, terá um guardião, O Manan, e cuidará do Labirinto subterrâneo das Tumbas.

Como Sacerdotisa Única, Arha é a responsável por tudo que acontece nas Tumbas. Esse lugar cheio de mistérios guarda tesouros de toda Terramar, incluindo o anel de Erreth-Akbe. Em uma de suas rondas pelo labirinto, a jovem encontra um mago, ele entrou lá sem permissão para buscar o anel.

Agora, Arha precisa decidir o destino de seu novo prisioneiro, Ged. Mas nem tudo acontece como deveria, pois esse encontro mostra à Suma Sacerdotisa que nem tudo que ela sabe sobre as tumbas, seu povo e os magos é verdade.

Minha opinião

Apesar de ser continuação do primeiro livro, nesse segundo volume, o foco não será em Ged, mas sim em Tenar. O livro é super curto, e, mesmo assim, a autora mostrar boa parte da vida da menina. Vamos acompanhando seu crescimento e seu aprendizados no Lugar das Tumbas de Atuan até chegar num momento decisivo na vida na Suma Sacerdotisa quando Ged vira seu prisioneiro.

Tenar não foi uma protagonista que simpatizei muito. Mesmo com seu amadurecimento durante a narrativa, ela não é carismática. Por ter ido cuidar das Tumbas muito nova, ela não viveu muitas coisas e está praticamente presa a uma rotina, que muitas vezes cansa. Isso deixou-a reclamona e insatisfeita com a sua situação (não tiro a razão dela) e tornou alguns momentos da leitura chatos.

Nesse livro além do mapa de Terramar, há outros dois, O Lugar das Tumbas de Atuam e o do Labirinto das Tumbas de Atuan. No final, encontramos um posfácio, escrito pela autora, no qual ela conta como foi escrever um segundo livro no mesmo universo de Terramar e como foi criar uma personagem feminina.

A autora ousa mais uma vez, agora ao trazer uma protagonista feminina que se impõem perante as situações encontradas por ela, o que não era normal na época em que o livro foi escrito, anos 70. Ursula continua com uma escrita direta, mas com muito detalhes, o que torna a leitura um pouco mais lenta.

Minhas expectativas com esse livro não estavam altas, por isso não fiquei completamente decepcionada. A história não tem grandes cenas de ação, mas traz questionamentos profundos e muito pertinentes sobre religião, rituais e crença. Não estou morrendo de amores por essa série, mas pretendo continuar acompanhando os acontecimentos de Terramar. Acredito que todo fã de fantasia deve conhecer essas aventuras.

site: http://www.lelendolido.com.br/2017/08/resenha-101-as-tumbas-de-atuan-ursula-k.html
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Jéssika @saymybook 02/09/2017

No segundo livro do Ciclo Terramar conhecemos Tenar, uma menina escolhida. Aos 6 anos ela se torna Arha, a Sacerdotista Sempre Renascida, a guardiã das Tumbas de Atuan, um lugar sagrado.

O livro é continuação direta de O feiticeiro de Terramar. Ged, o mago que conhecemos no primeiro livro aparece aqui para roubar um tesouro da Tumba. Tenar/Arha como guardiã precisa impedir mas as coisas não acontecem como deveriam.

"Você é como candeia enfaixada e coberta, escondida num lugar escuro. Mesmo assim, a luz brilha; eles não conseguiram extinguir a luz. Não conseguiram esconder você."

As tumbas de Atuan é um livro bem curtinho, com menos de 200 páginas, mas bem intenso na narrativa. É uma fantasia heróica e os capítulos (que são meio longos) apresentam as partes importantes pra história, alguns anos se passam em poucas páginas.

Ursula é uma autora sensacional, a fantasia infanto juvenil foi um desafio pessoal e ela escreveu com maestria. Não dá pra ignorar a genialidade dessa mulher, que coloca um mago negro e constrói um cenário que mulheres possuem poder e é a heroína da história. A autora quebra paradigmas e mostra que rótulos não existem nos seus livros. Lembrando que o livro foi escrito em 1969, hoje temos várias fantasias com heroínas mas foi algo único quando foi lançado.

Em alguns momentos a narrativa é pesada e cansa, me perdi facilmente na leitura, não senti aquela ligação e não me despertou sentimentos como aconteceu com o primeiro livro. Achei bom e mais uma vez admiro o trabalho da autora mas ainda prefiro O feiticeiro de Terramar.

Também queria pontuar sobre a capa que a primeira vista não me agradou muito mas após a leitura reconheci a cena e passei a gostar, principalmente por reparar em alguns detalhes que tinham passado despercebidos.

Uma fantasia sobre poder, magia, escolhas, liberdade e autoconhecimento. Ciclo Terramar é o tipo de obra imortal, mesmo esse volume não tendo me agradado muito, é uma série que lerei para os meus filhos.

"A Terra é linda e luminosa e bondosa, porém não é só isso. A Terra também é terrível e obscura e cruel."
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Hoje é dia de Livro 28/08/2017

Resenha completa no blog Hoje é dia de livro!
Quem me conhece, sabe muito bem que sou amante de uma boa história fantástica, repleta de coisas que causam fascínio, como seres místicos, ambientes utópicos e por aí vai, e que são, acima de tudo, capazes de transportar qualquer leitor para suas páginas, dentro de seu singular universo, privando momentaneamente das adversidades da vida real, afinal, é para isso que lemos. Certo?

O Feiticeiro de Terramar (2016), de Ursula K. Le Guin, primeiro volume do Ciclo Terramar, foi um divisor de águas para mim e também o responsável pela admiração que tenho hoje pelo trabalho da autora e lidar com a espera de seu sucessor, nunca foi uma tarefa tão difícil. Até agora! As Tumbas de Atuan (2017) chegou para aplacar essa ânsia e brindar novamente o leitor com a chance de retornar a esse universo tão impressionante!

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site: http://www.hojeediadelivro.com.br/2017/08/resenha-as-tumbas-de-atuan-2.html
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Ana Lopes - Blog Entre Páginas 18/08/2017

Resenha: As Tumbas de Atuan (Tem Sorteio de Um Exemplar no Blog!)
Iniciamos a história de As Tumbas de Atuan conhecendo Arha, uma menina que teve seu destino traçado no dia que nasceu. Arha pertence a uma comunidade que venera os “Inominados”, deuses das trevas e da escuridão e segundo os crentes e adoradores desses Deuses, toda vez que a suma sacerdotisa morre, ela renasce em uma criança nascida no mesmo dia. Essa criança deve ser levada ao Templo dos Inominados, e instruída em todas as artes necessárias para ser a Primeira Sacerdotisa, honrar e proteger o Templo, e guardar as Tumbas de Atuan.

As Tumbas de Atuan são túneis cavados abaixo da templo, sem nenhuma iluminação, por onde a sacerdotisa deve se guiar sem nenhuma luz. Alguns túneis levam a grandes tesouros, outros, apenas a morte, e qualquer pessoa não autorizada pelos Deuses a entrar ali, pode ter um fim terrível. Além dos túneis, as tumbas contém um grande labirinto, que apesar de instigar muito a curiosidade de Arha, ela não se aventura a entrar até se sentir pronta. No labirinto é permitida a entrada apenas da Sacerdotisa, e qualquer outro que tente adentra o mesmo terá uma morte certa.

Tudo corria bem na vida monótona de Arha, até que um dia ela encontra um intruso em seu labirinto. Um mago, com certeza, que veio roubar os tesouros que ela guarda! De início, Arha imagina todas as mortes possíveis que o feiticeiro pode ter, mas aos poucos a curiosidade toma conta, e com a desculpa de que “ele vai morrer mesmo”, Arha começa a ter contato com seu prisioneiro, e questionar o mundo de onde ele veio e as coisas que conheceu, e esse contato planta as raízes da dúvida em Arha: ela está mesmo do lado certo da história? As Tumbas são realmente tudo que ela tem a conhecer? Será que existe algo mais pra ela, fora do Palácio dos Inominados? Ou será que tudo que ela conheceu e acreditou a vida toda, não passaram de mentiras?

As Tumbas de Atuan é um livro curtinho, são 160 páginas (Até menos que isso na verdade), mas mesmo assim carrega uma história fascinante. Apesar de O Ciclo Terramar girar em torno de Ged e suas “aventuras”, a protagonista da história é Arha (na verdade, Tenar) e Ged é apenas um coadjuvante na evolução da menina.

Tenar é uma garota completamente alienada pelo culto do qual faz parte. Toda a sua vida foi guiada em prol dos Deuses Inominados, não conhece nenhuma verdade que não seja a deles, nenhum mundo que não seja aquele. Ela carrega um poder sombrio que pouco compreende, e o fardo de não ter ou conhecer nada, a não ser a vida que sempre teve. Quando conhece Ged e suas histórias, Tenar começa a se perguntar se podia existir algo mais para ela. Resolve escrever a própria história, e apesar do medo do desconhecido, está disposta a correr atrás de uma vida melhor.

Nesse volume temos um Ged mais maduro e sábio. Ele aceita o destino que Tenar julgar para ele, mas o tempo todo quer o melhor para a menina. Seu objetivo nas Tumbas foi claro, e acho que uma introdução para algo bem maior que está por vir.

"- Fazer surgir um jantar - completou Ged. - Ah, eu poderia. Em pratos de ouro, se quiser. Mas seria só uma ilusão e, quando a pessoa come ilusões, acaba com mais fome do que antes. É tão nutritivo quanto comer as próprias palavras."

O Ciclo Terramar é uma das melhores séries de fantasia que eu já li, pela sua profundidade e lições. Os personagens são bem escritos, a história rica em detalhes! Recomendo para todos os fãs do gênero!

site: https://goo.gl/SmjGCh
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Flávia 11/08/2017

Mundos improváveis e emocionantes assim é este livro .
Em As Tumbas de Atuan , somos apresentados a Tenar que foi arrancada de sua família, ainda criança ao ser escolhida para assumir o cargo de Alta Sacerdotisa , porque ela nasceu na mesma noite que a sacerdotisa anterior morreu (assim Eles acreditam que sua alma imortal passou para o próximo corpo). Ela recebeu o nome Arha ,lá ela foi submetida aos rígidos ensinamentos e rituais ,ensinada a dedicar sua vida as cerimônias e deveres de sua posição. Nós vemos a protagonista, Arha, crescer e amadurecer como uma mulher e esquece sua família e que um dia foi Tenar. Na monotonia de sua vida , ela costumava percorrer as catacumbas e o labirinto, na solidão e na escuridão. O futuro diante dela era estático, entorpecido e imutável. Mas isso estava prestes a mudar.

" Passaram-se os dias ,passaram-se os anos , todos iguais . As meninas do Lugar das Tumbas ocupavam o tempo com aulas e treinamento . Não brincavam de nada - Não havia tempo para isso . "

O Feiticeiro de Terramar é o primeiro livro desta série onde conhecemos Ged suas aventuras e descobertas . Aqui Ged já não é mais um garoto e desempenha um papel crucial na história .Agora dentro do labirinto em busca de uma relíquia perdida . Ele encontrara também Arha,que assustada com o ladrão invasor considera matar o feiticeiro .Mas ela é surpreendida pela gentileza de Ged, ouvindo atentamente suas histórias do mundo exterior, Tenar começa a questionar o único mundo que conhece, e começa a se questionar se toda sua vida de servidão ,seus deuses e a escuridão na qual vive .Ao conhecer Ged Tenar tem agora a liberdade como uma opção ,ela teme mas deseja abandonar tudo que conheceu e dentro dos labirintos claustrofóbicos, onde apenas Tenar conhece as passagens na escuridão, ela guia o jovem feiticeiro que tropeça em seu labirinto, para o seu provável futuro .
A autora sugere um novo começo para a jornada na vida de Tenar . O que ela é ou se tornará não é claro até o final do livro.

As Tumbas de Atuan assumem um tom diferente do Feiticeiro de Terramar e se afasta ainda mais da fantasia tradicional. Com uma protagonista feminina nova e desconhecida em vez do masculino estabelecido e familiar é um mundo de fantasia deslumbrante que agarra rapidamente nossos corações, nos atraindo profundamente em seus mundos imaginários.

Apesar das principais diferenças, há uma semelhança entre O Feiticeiro de Terramar e As Tumbas de Atuan, ambos são histórias de amadurecimento, uma viagem de maturação. A autora passa através dos labirintos a importância da identidade, a necessidade de mudança e crescimento e o significado da liberdade.

" A liberdade é um fardo pesado e uma carga enorme e
estranha para o espírito carregar. Não é fácil ..."

As decisões que Tenar finalmente faz ao final do livro dão uma imagem poderosa, mas realista, dos desafios que as mulheres enfrentam quando decidem rejeitar papéis tradicionalmente aceitáveis. E a luz que Ged traz para as tumbas simboliza esperança e confiança para lidar com a perda e incerteza diante do obscuro .




As Tumbas de Atuan é um livro mágico vai envolve-ló e encanta-ló em sua simplicidade. É uma saga espetacular,com aventuras maravilhosas e originais .O conflito entre a escuridão e a luz, bem como o conflito interno de Tenar, que atrairá qualquer leitor para a história e mante-los absorvidos até as últimas páginas.


Não é novidade que não sou fã do Gênero Fantasia ,mas após ler O Feiticeiro de Terramar tinha que ler este e não tenho dúvidas de que irei continuar a ler os outros livros dessa saga publicada pela Editora Arqueiro .

Super recomendo essa leitura rápida e agrádavel para todas as idades . Ursula K. simplesmente me surpreendeu .

site: http://myronbolitarloversbr.blogspot.com.br/2017/06/resenha-as-tumbas-de-atuan-terramar-2.html?m=1
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Vivian San Juan 04/08/2017

Ritmo lento
"As Tumbas de Atuan" é a continuação de O Feiticeiro de Terramar (livro já resenhado aqui no blog), porém pode ser lido sem seguir a sequência, pois são histórias diferentes e não se complementam. Ele foi originalmente lançado em 1971, numa época onde não era comum protagonistas mulheres com características de heroína. Por esse motivo, o livro quebrou paradigmas nos trazendo uma menina chamada Tenar/Arha para o centro da história e nos mostrando a força feminina também no mundo da literatura.

Tudo começa quando Tenar faz seis anos de idade. Ela é retirada da família pelas sacerdotisas e vai para a Ilha de Atuan. Esse acontecimento se deve por acreditarem que Tenar é a reencarnação da Sacerdotisa da Tumba justamente por ela ter nascido na mesma noite que a antiga sacerdotisa faleceu. Já na ilha, ela muda de nome e passa a se chamar Arha e é treinada para assumir a posição de guardiã das tumbas e dos labirintos de Atuan, um local sombrio, considerado sagrado e que guarda tesouros da seita dos Inominados. Seu destino é reassumir o que foi lhe designado em vidas passadas até sua morte, ou seja, Arha estava presa nessa condição que lhe foi imposta e com o passar dos anos acreditava-se que esse era o correto a se fazer e estava cada vez mais certa a desempenhar o seu papel.

"– Ela não é nossa, nunca foi, desde que vieram aqui dizer que deve ser a Sacerdotisa das Tumbas. Por que você não consegue enxergar isso? – A voz do homem tinha a rispidez do queixume e da amargura."

Só que em um belo dia, durante seu treinamento pelos labirintos, ela se depara com Ged (protagonista do primeiro livro) nas tumbas em que ela deveria proteger. Aos poucos ela vai descobrindo que ele é um mago e que ele está lá para roubar o anel de Erreth-Akbe, só que ela precisará impedi-lo que Ged cometa tamanha façanha. A menina traça armadilhas com o intuito de prende-lo lá dentro para sempre. Porém Arha fica curiosa em saber mais sobre o mago e a partir daí sua vida tende a mudar.

"- Fazer surgir um jantar - completou Ged. - Ah, eu poderia. Em pratos de ouro, se quiser. Mas seria só uma ilusão e, quando a pessoa come ilusões, acaba com mais fome do que antes. É tão nutritivo quanto comer as próprias palavras."

Esse encontro é o ápice da história, pois Arha começa a se questionar sobre coisas que antes não lhe eram relevantes e passa a ver a sua vida com outros olhos. Ela descobre uma outra realidade e não a realidade que as sacerdotisas de Atuan apresentaram a ela. Isso tudo gera um conflito interno na menina, mas ao mesmo tempo faz com que ela se descubra.

"A liberdade é um fardo pesado e uma carga enorme e estranha para o espírito levar. Não é fácil. Não é um presente dado, mas uma escolha que se faz, e a escolha pode ser difícil. A estrada sobe em direção à luz, mas o viajante sobrecarregado pode nunca chegar ao fim."

A medida que Arha e Ged vão se conhecendo, eles se tornam amigos e a menina vai ter que juntar seus velhos e novos conhecimentos e sua astúcia para poder salvar a vida do mago e, principalmente, a sua própria vida.

A proposta do livro é bastante interessante. Mostra como uma fé, beirando ao fanatismo, pode transformar as pessoas fazendo-as a acreditarem em uma única verdade e viverem para isso, que é o caso das sacerdotisas de Atuan e o culto aos Inominados. Os questionamentos e descobertas de Tenar/Arha que surgiram graças a Ged é o momento de amadurecimento e mudança da personagem. O fato de termos uma protagonista mulher e saber que foi uma das primeiras heroínas criadas também faz com que esse livro seja especial. Porém, para por aí os elogios.

Como O Feiticeiro de Terramar, foi difícil da leitura engrenar. As partes de aventura, que deveria dar um upgrade a história ficou muito a desejar. Não consegui me empolgar com a leitura e, para ser sincera, só conseguiu fluir melhor quando o protagonista do livro anterior, Ged, apareceu, mas mesmo assim foi difícil chegar ao seu desfecho. A escrita de Úrsula é muito detalhista e as passagens são cansativas. Particularmente, não consegui me conectar a história da forma como esperava, apesar dos pontos positivos. Acho que a autora tinha uma boa ideia em mãos, mas não soube explorar melhor o enredo.

Comparando os dois livros da série, o primeiro, mesmo com a dificuldade de leitura similar a esse, eu me identifiquei mais. Como ainda tem mais livros pela frente dessa série, vou me arriscar e dar uma nova oportunidade, pois desejo ser surpreendida. Como dizem: A esperança é a última que morre. Então, que venha o próximo Terramar.

Resenha postada no blog Saleta de Leitura:
http://saletadeleitura.blogspot.com.br/2017/07/resenha-as-tumbas-de-atuan-ciclo.html

site: http://saletadeleitura.blogspot.com.br/2017/07/resenha-as-tumbas-de-atuan-ciclo.html
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Saleitura 23/07/2017

"As Tumbas de Atuan" é a continuação de O Feiticeiro de Terramar (livro já resenhado aqui no blog), porém pode ser lido sem seguir a sequência, pois são histórias diferentes e não se complementam. Ele foi originalmente lançado em 1971, numa época onde não era comum protagonistas mulheres com características de heroína. Por esse motivo, o livro quebrou paradigmas nos trazendo uma menina chamada Tenar/Arha para o centro da história e nos mostrando a força feminina também no mundo da literatura.

Tudo começa quando Tenar faz seis anos de idade. Ela é retirada da família pelas sacerdotisas e vai para a Ilha de Atuan. Esse acontecimento se deve por acreditarem que Tenar é a reencarnação da Sacerdotisa da Tumba justamente por ela ter nascido na mesma noite que a antiga sacerdotisa faleceu. Já na ilha, ela muda de nome e passa a se chamar Arha e é treinada para assumir a posição de guardiã das tumbas e dos labirintos de Atuan, um local sombrio, considerado sagrado e que guarda tesouros da seita dos Inominados. Seu destino é reassumir o que foi lhe designado em vidas passadas até sua morte, ou seja, Arha estava presa nessa condição que lhe foi imposta e com o passar dos anos acreditava-se que esse era o correto a se fazer e estava cada vez mais certa a desempenhar o seu papel.

"– Ela não é nossa, nunca foi, desde que vieram aqui dizer que deve ser a Sacerdotisa das Tumbas. Por que você não consegue enxergar isso? – A voz do homem tinha a rispidez do queixume e da amargura."

Só que em um belo dia, durante seu treinamento pelos labirintos, ela se depara com Ged (protagonista do primeiro livro) nas tumbas em que ela deveria proteger. Aos poucos ela vai descobrindo que ele é um mago e que ele está lá para roubar o anel de Erreth-Akbe, só que ela precisará impedi-lo que Ged cometa tamanha façanha. A menina traça armadilhas com o intuito de prende-lo lá dentro para sempre. Porém Arha fica curiosa em saber mais sobre o mago e a partir daí sua vida tende a mudar.

"- Fazer surgir um jantar - completou Ged. - Ah, eu poderia. Em pratos de ouro, se quiser. Mas seria só uma ilusão e, quando a pessoa come ilusões, acaba com mais fome do que antes. É tão nutritivo quanto comer as próprias palavras."

Esse encontro é o ápice da história, pois Arha começa a se questionar sobre coisas que antes não lhe eram relevantes e passa a ver a sua vida com outros olhos. Ela descobre uma outra realidade e não a realidade que as sacerdotisas de Atuan apresentaram a ela. Isso tudo gera um conflito interno na menina, mas ao mesmo tempo faz com que ela se descubra.

"A liberdade é um fardo pesado e uma carga enorme e estranha para o espírito levar. Não é fácil. Não é um presente dado, mas uma escolha que se faz, e a escolha pode ser difícil. A estrada sobe em direção à luz, mas o viajante sobrecarregado pode nunca chegar ao fim."

A medida que Arha e Ged vão se conhecendo, eles se tornam amigos e a menina vai ter que juntar seus velhos e novos conhecimentos e sua astúcia para poder salvar a vida do mago e, principalmente, a sua própria vida.

A proposta do livro é bastante interessante. Mostra como uma fé, beirando ao fanatismo, pode transformar as pessoas fazendo-as a acreditarem em uma única verdade e viverem para isso, que é o caso das sacerdotisas de Atuan e o culto aos Inominados. Os questionamentos e descobertas de Tenar/Arha que surgiram graças a Ged é o momento de amadurecimento e mudança da personagem. O fato de termos uma protagonista mulher e saber que foi uma das primeiras heroínas criadas também faz com que esse livro seja especial. Porém, para por aí os elogios.

Como O Feiticeiro de Terramar, foi difícil da leitura engrenar. As partes de aventura, que deveria dar um upgrade a história ficou muito a desejar. Não consegui me empolgar com a leitura e, para ser sincera, só conseguiu fluir melhor quando o protagonista do livro anterior, Ged, apareceu, mas mesmo assim foi difícil chegar ao seu desfecho. A escrita de Úrsula é muito detalhista e as passagens são cansativas. Particularmente, não consegui me conectar a história da forma como esperava, apesar dos pontos positivos. Acho que a autora tinha uma boa ideia em mãos, mas não soube explorar melhor o enredo.

Comparando os dois livros da série, o primeiro, mesmo com a dificuldade de leitura similar a esse, eu me identifiquei mais. Como ainda tem mais livros pela frente dessa série, vou me arriscar e dar uma nova oportunidade, pois desejo ser surpreendida. Como dizem: A esperança é a última que morre. Então, que venha o próximo Terramar.

Resenha by Vivian San Juan
https://www.skoob.com.br/estante/livros/todos/136331/page:1

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LOHS 22/06/2017

Como um clássico deve ser!
Olá leitores e leitoras, hoje vou falar um pouco sobre o segundo volume de uma fantasia marcante, que teve início com O Feiticeiro de Terramar (Resenha). Escrito pela autora Ursula K. Le Guin, prestigiada no gênero fantástico, o Ciclo Terramar chega ao seu segundo livro publicado no Brasil, As Tumbas de Atuan. Vamos conferir a resenha desse clássico?

No primeiro volume nós conhecemos o jovem mago, Ged (Gavião), um pouco da magia e do mundo em que ele vive nos é apresentado, bem como o quão perigoso pode ser dominar essa magia presente em todas as coisas. Grandes poderes trazem grandes responsabilidades não é mesmo? Neste volume, somos apresentados a uma nova personagem, um outro lado desse mundo, e também desse poder.

"De que adianta se apegar a alguém que você está fadada a perder?"

Em uma ilha chamada Atuan, existe uma organização de sacerdotisas que protegem as famosas Tumbas de Atuan. Quando a Primeira Sacerdotisa morre, uma nova deverá tomar o seu lugar. E desta forma, uma menina nascida no mesmo dia de sua morte, deverá assumir seu posto, como a Primeira Sacerdotisa, a renascida. E a escolhida (sortuda ou não) foi Tenar. A pequena Tenar vive com os pais em seu vilarejo de origem até completar seus cinco anos de idade, e desde então, ela permanece reclusa nas Tumbas, cumprindo o seu papel. Mas o destino dela está prestes a sofrer uma reviravolta.

Os anos se passam e Tenar agora é conhecida como Arha, e é uma guardiã implacável dos tesouros das Tumbas de Atuan. Seu treinamento é intenso e sua vida é voltada somente a este fim. Rituais sombrios, escuridão, labirintos sem fim, tumbas. Nada mais. Até que um dia, treinando por um dos labirintos, seu caminho cruza com o de um jovem intruso, que veio roubar um destes preciosos tesouros, custe o que custar. E este jovem é ninguém menos que Ged. E o jovem mago acabará sendo o responsável por mudanças na vida de Arha, ou Tenar, que no fim se trata apenas de uma jovem poderosa, mas que utiliza seus poderes e habilidades para fins completamente diferentes que Ged.

A simpatia do garoto para com Arha acaba tocando a sacerdotisa , e com ele, ela irá aprender muitas lições, inclusive de que o nosso destino está em nossas próprias mãos. Todos tem o direito de ser livres, independente de crenças, costumes, tradições. E isso é muito interessante num livro de fantasia. Os ensinamentos por trás da trama principal estão presentes nos livros da autora.

"- Fazer surgir um jantar - completou Ged. - Ah, eu poderia. Em pratos de ouro, se quiser. Mas seria só uma ilusão e, quando a pessoa come ilusões, acaba com mais fome do que antes. É tão nutritivo quanto comer as próprias palavras."

O livro é muito curto, por isso não posso entrar em mais detalhes, mas a escrita da Ursula sobe o nível neste segundo livro, mesmo sendo tão pequeno e simples. É fluido, é gostoso de se ler e não é uma fantasia complexa. Ideal para quem tem curiosidade sobre o gênero!

O que acontecerá com Ged e Arha, o que o destino os reserva para os próximos livros, tanto eu quanto vocês terão de esperar os próximos volumes, que prometem uma boa narrativa, uma história intrigante e que conquistou leitores ao redor do mundo. Então, que venha logo o terceiro livro!

A edição da Editora Arqueiro manteve o mesmo estilo de Feiticeiro de Terramar, ou seja, adorei a segunda capa. É como um clássico de fantasia deve ser, original.

site: http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/2017/06/as-tumbas-de-atuan-ciclo-terramar-02.html
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Jeffa Koontz 21/06/2017

Sequência digna
Leiam minha resenha no blog Saga Literária. Muito obrigado!!

Www.sagaliteraria.com.br
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