As Tumbas de Atuan

As Tumbas de Atuan Ursula K. Le Guin




Resenhas - Os Túmulos De Atuan


10 encontrados | exibindo 1 a 10


Saleitura 23/07/2017

"As Tumbas de Atuan" é a continuação de O Feiticeiro de Terramar (livro já resenhado aqui no blog), porém pode ser lido sem seguir a sequência, pois são histórias diferentes e não se complementam. Ele foi originalmente lançado em 1971, numa época onde não era comum protagonistas mulheres com características de heroína. Por esse motivo, o livro quebrou paradigmas nos trazendo uma menina chamada Tenar/Arha para o centro da história e nos mostrando a força feminina também no mundo da literatura.

Tudo começa quando Tenar faz seis anos de idade. Ela é retirada da família pelas sacerdotisas e vai para a Ilha de Atuan. Esse acontecimento se deve por acreditarem que Tenar é a reencarnação da Sacerdotisa da Tumba justamente por ela ter nascido na mesma noite que a antiga sacerdotisa faleceu. Já na ilha, ela muda de nome e passa a se chamar Arha e é treinada para assumir a posição de guardiã das tumbas e dos labirintos de Atuan, um local sombrio, considerado sagrado e que guarda tesouros da seita dos Inominados. Seu destino é reassumir o que foi lhe designado em vidas passadas até sua morte, ou seja, Arha estava presa nessa condição que lhe foi imposta e com o passar dos anos acreditava-se que esse era o correto a se fazer e estava cada vez mais certa a desempenhar o seu papel.

"– Ela não é nossa, nunca foi, desde que vieram aqui dizer que deve ser a Sacerdotisa das Tumbas. Por que você não consegue enxergar isso? – A voz do homem tinha a rispidez do queixume e da amargura."

Só que em um belo dia, durante seu treinamento pelos labirintos, ela se depara com Ged (protagonista do primeiro livro) nas tumbas em que ela deveria proteger. Aos poucos ela vai descobrindo que ele é um mago e que ele está lá para roubar o anel de Erreth-Akbe, só que ela precisará impedi-lo que Ged cometa tamanha façanha. A menina traça armadilhas com o intuito de prende-lo lá dentro para sempre. Porém Arha fica curiosa em saber mais sobre o mago e a partir daí sua vida tende a mudar.

"- Fazer surgir um jantar - completou Ged. - Ah, eu poderia. Em pratos de ouro, se quiser. Mas seria só uma ilusão e, quando a pessoa come ilusões, acaba com mais fome do que antes. É tão nutritivo quanto comer as próprias palavras."

Esse encontro é o ápice da história, pois Arha começa a se questionar sobre coisas que antes não lhe eram relevantes e passa a ver a sua vida com outros olhos. Ela descobre uma outra realidade e não a realidade que as sacerdotisas de Atuan apresentaram a ela. Isso tudo gera um conflito interno na menina, mas ao mesmo tempo faz com que ela se descubra.

"A liberdade é um fardo pesado e uma carga enorme e estranha para o espírito levar. Não é fácil. Não é um presente dado, mas uma escolha que se faz, e a escolha pode ser difícil. A estrada sobe em direção à luz, mas o viajante sobrecarregado pode nunca chegar ao fim."

A medida que Arha e Ged vão se conhecendo, eles se tornam amigos e a menina vai ter que juntar seus velhos e novos conhecimentos e sua astúcia para poder salvar a vida do mago e, principalmente, a sua própria vida.

A proposta do livro é bastante interessante. Mostra como uma fé, beirando ao fanatismo, pode transformar as pessoas fazendo-as a acreditarem em uma única verdade e viverem para isso, que é o caso das sacerdotisas de Atuan e o culto aos Inominados. Os questionamentos e descobertas de Tenar/Arha que surgiram graças a Ged é o momento de amadurecimento e mudança da personagem. O fato de termos uma protagonista mulher e saber que foi uma das primeiras heroínas criadas também faz com que esse livro seja especial. Porém, para por aí os elogios.

Como O Feiticeiro de Terramar, foi difícil da leitura engrenar. As partes de aventura, que deveria dar um upgrade a história ficou muito a desejar. Não consegui me empolgar com a leitura e, para ser sincera, só conseguiu fluir melhor quando o protagonista do livro anterior, Ged, apareceu, mas mesmo assim foi difícil chegar ao seu desfecho. A escrita de Úrsula é muito detalhista e as passagens são cansativas. Particularmente, não consegui me conectar a história da forma como esperava, apesar dos pontos positivos. Acho que a autora tinha uma boa ideia em mãos, mas não soube explorar melhor o enredo.

Comparando os dois livros da série, o primeiro, mesmo com a dificuldade de leitura similar a esse, eu me identifiquei mais. Como ainda tem mais livros pela frente dessa série, vou me arriscar e dar uma nova oportunidade, pois desejo ser surpreendida. Como dizem: A esperança é a última que morre. Então, que venha o próximo Terramar.

Resenha by Vivian San Juan
https://www.skoob.com.br/estante/livros/todos/136331/page:1

site: https://saletadeleitura.blogspot.com.br/2017/07/resenha-as-tumbas-de-atuan-ciclo.html
comentários(0)comente



LOHS 22/06/2017

Como um clássico deve ser!
Olá leitores e leitoras, hoje vou falar um pouco sobre o segundo volume de uma fantasia marcante, que teve início com O Feiticeiro de Terramar (Resenha). Escrito pela autora Ursula K. Le Guin, prestigiada no gênero fantástico, o Ciclo Terramar chega ao seu segundo livro publicado no Brasil, As Tumbas de Atuan. Vamos conferir a resenha desse clássico?

No primeiro volume nós conhecemos o jovem mago, Ged (Gavião), um pouco da magia e do mundo em que ele vive nos é apresentado, bem como o quão perigoso pode ser dominar essa magia presente em todas as coisas. Grandes poderes trazem grandes responsabilidades não é mesmo? Neste volume, somos apresentados a uma nova personagem, um outro lado desse mundo, e também desse poder.

"De que adianta se apegar a alguém que você está fadada a perder?"

Em uma ilha chamada Atuan, existe uma organização de sacerdotisas que protegem as famosas Tumbas de Atuan. Quando a Primeira Sacerdotisa morre, uma nova deverá tomar o seu lugar. E desta forma, uma menina nascida no mesmo dia de sua morte, deverá assumir seu posto, como a Primeira Sacerdotisa, a renascida. E a escolhida (sortuda ou não) foi Tenar. A pequena Tenar vive com os pais em seu vilarejo de origem até completar seus cinco anos de idade, e desde então, ela permanece reclusa nas Tumbas, cumprindo o seu papel. Mas o destino dela está prestes a sofrer uma reviravolta.

Os anos se passam e Tenar agora é conhecida como Arha, e é uma guardiã implacável dos tesouros das Tumbas de Atuan. Seu treinamento é intenso e sua vida é voltada somente a este fim. Rituais sombrios, escuridão, labirintos sem fim, tumbas. Nada mais. Até que um dia, treinando por um dos labirintos, seu caminho cruza com o de um jovem intruso, que veio roubar um destes preciosos tesouros, custe o que custar. E este jovem é ninguém menos que Ged. E o jovem mago acabará sendo o responsável por mudanças na vida de Arha, ou Tenar, que no fim se trata apenas de uma jovem poderosa, mas que utiliza seus poderes e habilidades para fins completamente diferentes que Ged.

A simpatia do garoto para com Arha acaba tocando a sacerdotisa , e com ele, ela irá aprender muitas lições, inclusive de que o nosso destino está em nossas próprias mãos. Todos tem o direito de ser livres, independente de crenças, costumes, tradições. E isso é muito interessante num livro de fantasia. Os ensinamentos por trás da trama principal estão presentes nos livros da autora.

"- Fazer surgir um jantar - completou Ged. - Ah, eu poderia. Em pratos de ouro, se quiser. Mas seria só uma ilusão e, quando a pessoa come ilusões, acaba com mais fome do que antes. É tão nutritivo quanto comer as próprias palavras."

O livro é muito curto, por isso não posso entrar em mais detalhes, mas a escrita da Ursula sobe o nível neste segundo livro, mesmo sendo tão pequeno e simples. É fluido, é gostoso de se ler e não é uma fantasia complexa. Ideal para quem tem curiosidade sobre o gênero!

O que acontecerá com Ged e Arha, o que o destino os reserva para os próximos livros, tanto eu quanto vocês terão de esperar os próximos volumes, que prometem uma boa narrativa, uma história intrigante e que conquistou leitores ao redor do mundo. Então, que venha logo o terceiro livro!

A edição da Editora Arqueiro manteve o mesmo estilo de Feiticeiro de Terramar, ou seja, adorei a segunda capa. É como um clássico de fantasia deve ser, original.

site: http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/2017/06/as-tumbas-de-atuan-ciclo-terramar-02.html
comentários(0)comente



Jeffa Koontz 21/06/2017

Sequência digna
Leiam minha resenha no blog Saga Literária. Muito obrigado!!

Www.sagaliteraria.com.br
comentários(0)comente



LAPLACE 15/06/2017

Ritmo bem Lento
Tenar é Arha, a Devorada, a garota que nasceu na noite em que a Sacerdotisa das Tumbas faleceu, e por isso é a reencarnação da mesma, que renasceu para continuar seu trabalho de guardar o tesouro dos Inominados, igual vem fazendo nos últimos mil anos, e há mil anos antes disso.

Ainda com apenas 5 anos ela é levada de sua família para o Lugar das Tumbas de Atuan, onde será preparada para reassumir o posto de sua vida passada, e onde viverá até a chegada de sua morte, quando sua próxima encarnação tomará o seu lugar.

Arha nunca teve dúvidas sobre seu papel, até conhecer Ged, o mago vindo das Terras Interiores, que quer roubar o anel de Erreth-Akbe, igual muitos tentaram no passado e fracassaram. Cabe à jovem sacerdotisa decidir se cumprirá seu dever perante os Inominados, ou se desafiará tudo que sempre acreditou.

Querem saber o acontece? Então corram para ler o livro!

***

O Feiticeiro de Terramar, primeiro volume do Ciclo Terramar, escrito pela Ursula K. Le Guin, conquistou-me por sua narrativa diferenciada, mais pausada, sem apontar para um grande conflito no horizonte, como uma guerra, que explodiria ainda naquele exemplar, ou nas continuações seguintes. Então não hesitei em ler As Tumbas de Atuan quando soube de seu lançamento, porém, infelizmente, minha experiência não foi tão prazerosa como na vez anterior.

As histórias de Terramar - ao menos os dois primeiros livros, que foram os que tive contato até então - segue um ritmo mais lento, onde o grande obstáculo a ser vencido é o conflito interno do protagonista, é ele superar seus próprios medos, vencer seus defeitos e se tornar alguém melhor. Eu não diria que a autora escolheu essa fórmula pela época em que as histórias foram escritas - fim dos anos 60 e início da década de 70 -, pois, como ela mesma fala nos pósfácios das obras, seu objetivo é mostrar o crescimento dos personagens e não criar mais uma aventura fantástica com uma grande guerra, o que já parecia comum naquele período. O problema foi que, dessa vez, a trama ficou bastante vagarosa.

Com Ged, no volume 1, tivemos o lado positivo de que, por ser um mago, ele viajava por Terramar e assim nós conhecíamos esse mundo, e havia o suspense da sombra que o perseguia. Tenar é uma boa personagem, é interessante ver sua transformação ao longo das páginas, porém, além de quase toda a história se passar dentro do mesmo cenário, é tudo muito parado. Torna-se exaustivo ler as descrições detalhadas sobre o Lugar das Tumbas de Atuan, e igualmente cansativo acompanhar o dia a dia da protagonista, onde quase absolutamente nada acontece. Todo o debate de fé e religiosidade trazido à tona, e a quebra de paradigmas, chegam a nos fazer pensar, mas senti falta de um conflito mais envolvente. E quando o livro começou a ficar realmente envolvente, ele simplesmente acabou e nos deixou cheios de perguntas.

Pelo que vi, a série de Ged é composta por, pelo menos, mais 3 volumes, resta agora aguardar o lançamento dos demais para saber o que aguarda o futuro arquimago, e se serão dadas as respostas às perguntas que As Tumbas de Atuan levantou.
comentários(0)comente



Jhony 14/06/2017

Resenha publicada no site Leitor Compulsivo
Sinopse: Quando Tenar é escolhida como suma sacerdotisa, tudo lhe é tirado: casa, família e até o nome. Com apenas 6 anos, ela passa a se chamar Arha e se torna guardiã das tenebrosas Tumbas de Atuan, um lugar sagrado para a obscura seita dos Inominados. Já adolescente, quando está aprendendo os caminhos do labirinto subterrâneo que é seu domínio, ela se depara com Ged, um mago que veio roubar um dos maiores tesouros das Tumbas: o Anel de Erreth-Akbe. Um homem que traz a luz para aquele local de eternas trevas, ele é um herege que não tem direito a misericórdia. Porém, sua magia e sua simplicidade começam a abrir os olhos de Arha para uma realidade que ela nunca fora levada a perceber e agora lhe resta decidir que fim terá seu prisioneiro.

Opinião: Após conhecermos Ged (Gavião) em o Feiticeiro de Terramar, neste segundo volume, As Tumbas de Atuan, nos deparamos com um novo personagem. Tenar é uma garota que vive num pequeno vilarejo com seus pais, não sabendo que estaria destinada a se tornar a Sacerdotisa Renascinda, um espirito que segue um ciclo milenar e que passa para uma outra garota quando a última morre.

“No interior do círculo da muralha, diversas pedras negras, entre 5 e 6 metros de altura, brotavam da terra como dedos enormes. Depois de vê-las, o olhar sempre voltava para elas. Ali se erguiam cheias de significação, mas ninguém sabia o que queriam dizer. Eram nove. Uma se erguia ereta, outras ficavam mais ou menos inclinadas, duas haviam caído. Tinham uma crosta cinzenta de líquen, como se fosse borrões de tinta – todas menos uma, nua e negra com o brilho fosco, além de lisa. Nas outras sob o líquen, podia-se ver ou tocar com os dedos uns entalhes vagos, formas, sinais. Essas nove pedras eram as Tumbas de Atuan. Estavam ali, segundo se dizia, desde o tempo dos primeiros homens, desde a criação de Terramar. “

Portanto, a partir daí conhecemos a saga da nossa heroína. A pequena Tenar é encontrada aos 6 anos e levada para As Tumbas de Atuan, onde se cultua o Deus-Rei e os Inominados; seres místicos, como se fossem deuses da escuridão. Tivemos um primeiro contato com estes seres no volume um, quando o nosso héroi Gavião o confronta numa ilha deserta. Ao chegar nas Tumbas, Ternar “perde” o seu nome e começa a ser chamada por Arha. Logo são passados todos os ensinamentos e cultos para ela, toda rotina que terá que seguir.
Passam-se cerca de 10 anos e Arha já está totalmente habituada à sua rotina, até que ela se depara com um homem de feições escuras e rosto cicatrizado, dentro das Tumbas, tentando roubar um dos tesouros guardados, este tesouro é o anel de Erreth- Akbe, e é aí que entra o nosso herói do primeiro volume. Ged está mais velho, amadurecido com tudo o que aconteceu na sua viagem ao arquipélago de Terramar, o encontro com um grande dragão numa das ilhas, e o embate com o seu Eu maligno. É a partir desse encontro entre a pequena Arha e Ged que tudo o que ela conhecia como mundo entra em conflito; sua religião, suas escolhas, o destino que foi traçado para ela.

“A liberdade é um fardo pesado e uma carga enorme e estranha para o espírito levar. Não é fácil. Não é um presente dado, mas uma escolha que se faz, e a escolha pode ser difícil. A estrada sobe em direção à luz, mas o viajante sobrecarregado pode nunca chegar ao fim. “

Neste segundo volume, Le Guin nos põe em questão acerca do que podemos escolher para trilharmos nosso próprio destino. Não é porque o que é imposto pelas religiões que temos mais familiaridade ou pelo que a sociedade imprime para nós, que não devemos colocar em questionamento se são essas diretrizes mesmo que irão nos moldar. Mesmo titubeando sobre o que pode acontecer quando escolhemos andar contra a maré, temos que enfrentar os nossos medos e construir o nosso próprio destino.

Avaliação: 4/5 estrelas

Autora: Ursula K. Le Guin nasceu em outubro de 1929 em Berkeley, na California, e é filha do antropólogo Alfred Kroeber e da escritora Theodora Kroeber. Estudou na Radecliffe College e na Universidade de Columbia e se casou, em Paris, com o jovem historiador Charles Le Guin. A autora tem uma vasta obra, que inclui poesia, contos e romances, publicada e traduzida no mundo todo. Foi vencedora dos mais renomados prêmios da literatura fantástica: Hugo, Nebula, Locus, Asimov, Lewis Carrolll, Shelf, World Fantasy, entre outros. Por O feiticeiro de Terramar, recebeu ainda o prêmio Horn Book, do jornal The Boston Globe.

site: http://leitorcompulsivo.com.br/2017/06/14/resenha-as-tumbas-de-atuan-ursula-k-le-guin/
comentários(0)comente



Aline|@Meninatecária 04/06/2017

Melhorzinho que o primeiro, mas ainda falta algo.

"Tudo que eu conheço é a escuridão, a noite subterrânea. E isto é tudo que realmente existe. É tudo que há para saber, no fim das contas." - pág 90

Na ilha Atuan assim quando a Primeira Sacerdotisa morre, as outras saem procurando pela ilha uma menina que tenha nascido na mesma noite. E elas sempre encontram, pois ela é a Sacerdotisa Renascida. Quando a menina faz 5 anos, elas a levam embora da sua família. Tenar é a jovem sortuda ou não, com 6 anos ela começa seu treinamento para assumir o comandar As Tumbas de Atuan.

Tenar, agora conhecida como, Arha, é uma bela jovem e muito dedicada ao seu trabalho, que consiste praticamente em proteger as Tumbas e o Labirinto que guarda os maiores tesouros da ilha. Tendo que passar por vários rituais como: danças na escuridão da lua; sacrifícios com sangues; culto a seres místicos e etc. Apenas ela e só ela pode conhecer e entrar nos domínios do misterioso Labirinto. Mas, isso está para mudar.

Em mais um típico dia de treinamento pelo labirinto, Arha se depara com um misterioso homem andando por lá também, considerado um crime terrível, a jovem elabora uma armadilha e consegue prender o homem lá dentro. Contudo, como logo ela descobre que o homem é um mago chamado, Ged, e que veio roubar um dos tesouros mais valiosos das Tumbas: o Anel de Erreth-Akbe. Contudo, sua simpatia e magia logo vai conquistando a Sacerdotisa, fazendo-a abrir os olhos para uma realidade que ela nunca questionou. Entre a cruz e a espada, Arha, tentará de tudo para salvar a vida de Ged, porém pode não ser tão fácil. "De que adianta se apegar a alguém que você está fadada a perder?" - pág 13

Enfim leitores, esse segundo volume foi bem melhor que o primeiro, não foi uma melhora 100%, mas ainda assim foi boa. Por se passar em apenas um lugar, com poucos personagens, tanto a escrita como a trama fluíram muito bem. A escrita da Ursula continua rica em detalhes e por ser narrado com foco na Tenar eu consegui me conectar melhor do que com o foco no Ged.

Além das lições maravilhosas, esse livro também aborda nas entre linhas como uma "religião" pode transformar a vida de uma pessoa.

site: https://www.instagram.com/meninatecaria/
comentários(0)comente



Desireé 30/05/2017

Um novo tipo de magia, a mesma beleza fantástica. (@UpLiterario)
As Tumbas de Atuan é o segundo livro do Ciclo Terramar, mas pode facilmente ser lido antes do Feiticeiro de Terramar, primeiro livro da série.
Neste novo ciclo, temos a história de Arha, a Primeira Sacerdotisa, renascida durante séculos e séculos para proteger e honrar o Templo dos Inominados, deuses das trevas e da escuridão.
.
Neste livro, temos a primeira protagonista feminina de Ursula K. Le Guin e a conhecemos desde sua infância, passando pelos primeiros anos no Lugar sagrado, até sua atuação como Primeira Sacerdotisa.
Arha, a devorada, cujo nome e vida foram literalmente devorados pelos inominados, é apenas uma jovem garota com uma vida vazia e um poder sombrio nas mãos.
Sua existência gira em torno das tumbas e dos rituais aos inominados, enquanto segue aprisionada aos costumes e cultos milenares e ao terror e obediência àqueles que não tem nome.
Até que um dia ela se depara com um infiel, um feiticeiro asqueroso, nas Tumbas de Atuan, e tudo o que ela conhece sobre o mundo lhe é questionado.
.
"- Fazer surgir um jantar - completou Ged. - Ah, eu poderia. Em pratos de ouro, se quiser. Mas seria só uma ilusão e, quando a pessoa come ilusões, acaba com mais fome do que antes. É tão nutritivo quanto comer as próprias palavras."
.
Uma nova história incrível e impecável de Ursula, que nos mostra um novo tipo de poder, desta vez imposto a uma criança, a renascida sacerdotisa, e aprisionada em seu próprio domínio.
Temos também um novo Ged, mais maduro, mais sábio e mais poderoso.
E, ainda, a luta pela liberdade, que não lhe pode ser concedida, mas, sim, conquistada e escolhida. Temos aqui a liberdade como um fardo e, ao mesmo tempo, uma benção.
.
Um excelente livro! Recomendo!

site: www.instagram.com/upliterario
comentários(0)comente



Kaio Machado 08/05/2017

Seja bem vindo às Tumbas!
Saudações mochileiros! Hoje trago a resenha de As Tumbas de Atuan, livro dois do ciclo de Terramar!
Li no kindle, a versão física será lançada entre o dia 9 e o dia 14 de maio! As versões digitais já estão disponíveis!
.
Não darei Spoiler! Nem do primeiro, leia tranquilo!
.
Desde quando terminei o livro um fiquei à espera do segundo volume, me apaixonei por aquele mundo lindo e ao mesmo tempo sombrio, pela forma com que a autora trata a magia e pela mitologia que criou naquela terra de magos, reis, dragões e um poder que emana acima de tudo, como se o próprio mundo fosse um ser vivo e pensante!
Mas quero falar do livro, da continuação daquele que me encantou, o qual tanto esperei! E foi uma surpresa agradável não encontrar ali o gavião logo de cara, ele demora a aparecer, nesse livro existe outro personagem principal, na verdade outra. Uma jovem que é a representação do quão cruel esse mundo pode ser, do que faz com suas crianças e de como a ignorância do homem destrói vidas, acaba com sonhos e prende almas numa escuridão sem fim! Mas é também um reflexo da alma doce e serena de uma menina que só conhece aquele lugar, que vive nas sombras mas têm a ingenuidade de uma criança. Em certas passagens vemos outras como ela, cheias de sonhos mas que estão presas a um destino que escolheram para elas!
Mais que tudo esse livro é um reflexo da alma e esse mundo um reflexo do nosso!
É lindo ao mesmo tempo que assustador ver o desenrolar da trama, você sente com a personagem e se pergunta quando ele irá aparecer, o Gavião, e quando isso acontece não é da maneira que eu esperava. Nada nesse livro é o que esperava. E isso foi uma surpresa muito boa, fiquei triste apenas por ser curto, mas mesmo assim é uma história completa e bem no estilo de Ursula, sem rodeios mas que te encanta, colocando tudo onde deveria estar! Não vejo a hora de ler o próximo!
.
A todos que gostam de escrever!
O posfácio desse livro é incrível, me fez refletir sobre o que é escrever e sobre as histórias que existem hoje! Não deixem de ler!
Para mais dicas e resenhas me acompanhe no instagran @42_livros

site: https://www.instagram.com/42_livros/
comentários(0)comente



Café & Espadas 13/03/2017

Retornando para o Arquipélago
Se você leu a minha resenha sobre O Feiticeiro de Terramar e adquiriu o seu exemplar para acompanhar o início das aventuras do mago Gavião pelas terras do Arquipélago então, possivelmente, você já deve ter sido capturado pela magia que transborda das páginas dessa obra de fantasia espetacular.

O primeiro volume da série Ciclo Terramar da autora Ursulla K. Le Guin me rendeu uma leitura daquelas que eu não tinha há tempos: leve, bem construída, com uma escrita deliciosa e irretocável, personagens verossímeis e cativantes, tudo bem complementado em um mundo vasto e pronto para ser explorado.

Sendo assim você pode imaginar a minha expectativa quando recebi o segundo volume da série, As Tumbas de Atuan, em mãos. A vontade de mergulhar novamente em Terramar era tamanha que logo comecei a folhear as primeiras páginas da aventura.

O que veio em seguida foi uma sequência de baques e quebras de expectativas que me deixaram até levemente tonto: não havia Arquipélago, não havia Ged, não havia nada. Era o começo de uma viagem totalmente nova dentro de um mundo já conhecido.

Publicado originalmente em 1971, As Tumbas de Atuan ainda não recebeu uma nova edição como O Feiticeiro de Terramar, que foi publicado pela Editora Arqueiro ano passado. Sua única publicação nacional foi feita em 1994 pela Editora Brasiliense (com tradução de Noêmia R. A. Ramos) e ilustrações de Ruth Robbins e Gail Garraty.

Eu cheguei a mencionar na outra resenha que essa edição estava disponível em alguns sebos pelo Brasil (você pode achar facilmente pelo site Estante Virtual, que aliás, recomendo fortemente.) Então fica aqui essa dica se você não quiser – ou não aguentar – esperar a Arqueiro lançar o segundo volume com a edição reformulada.

Mas aqui vai um aviso: não espere ver Ged logo no começo dessa nova aventura. Ursulla irá mostrar nesta obra uma outra faceta de seu mundo fantástico.

- Leia o restante da resenha no site do Café & Espadas (link abaixo)

site: https://cafeespadas.com/as-tumbas-de-atuan/
comentários(0)comente



spoiler visualizar
katitas.lima 17/11/2014minha estante
Estou lendo a tetralogia, estou no segundo livro, aliás. Estou gostando muito, achei nostálgico pra mim que li Tolkien e o amado Christopher Paollini com seu ciclo da herança (Eragon). Eh bom mais.


Bruna 14/02/2017minha estante
Não creio que seja uma alusão direta à fé em si, mas ao culto que perde de vista aspectos importantes. Sendo a autora Taoísta, não creio que ela tenha criticado a religião em si, mas o modo com que muitas são levadas.

Sobre par romântico, eca. Ele já era um mago famoso e velho a essa época, tendo pelo menos uns 30 anos de idade, enquanto ela devia ter seus 15.




10 encontrados | exibindo 1 a 10