As Tumbas de Atuan

As Tumbas de Atuan Ursula K. Le Guin


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Resenhas - Os Túmulos De Atuan


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Davenir 26/11/2018

Sequência para quem não tem medo de começar jornadas de novo.
"As Tumbas de Atuan" de Ursula Le Guin é a sequência de um clássico da Fantasia, "O Feiticeiro de Terramar", mas não é uma sequência padrão em que mostra mais uma aventura de nosso herói, ao menos não em sua visão. A história segue Tenar, uma menina que é recrutada para ser a sacerdotisa única do culto sombrio dos Inominados e passa a se chamar Arha, onde passa a viver reclusa em função de seu sacerdócio. Uma de suas funções é guardar as tumbas de Atuan, local de deuses inomináveis e tesouros mágicos.

Uma das coisas que pode decepcionar o leitor é que Ged, o lendário mago do primeiro livro, demora bastante a aparecer e ao desavisado pode não entender que este não é um livro sobre Ged, mas sobre Tenar. Outra diferença é que a primeira história se passa explorando as ilhas de Terramar, enquanto a sequência se passa praticamente na ilha onde Tenar vive reclusa. Logo, o que pode desmotivar o leitor é apenas uma falsa expectativa em relação ao livro.

"As Tumbas de Atuan" mostra uma protagonista com profundidade e simplicidade, como no primeiro livro, mas de forma diferente do primeiro porque não se trata da sequencia aventuresca padrão de Fantasia, e sim uma nova jornada sobre o ser humano do início ao fim. Ao fim do livro, somos brindados com mais um pósfácio da autora em que ela esmiúça as diferenças e semelhanças entre Tenar e Ged, muitas delas em função do gênero, mostrando que esta é uma ótima sequência para quem tiver o coração aberto para o novo. .
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Natalia 13/11/2018

Esperava bem mais...
Achei que os primeiros quase 2/3 do livro são completamente arrastados e quase nada acontece, basicamente só fala da rotina da Tenar em Atuan. Só quando o Ged aparece as coisas começam a andar. Pra quem leu O Feiticeiro de Terramar, com coisas incríveis acontecendo o tempo todo e cheio de ação, fiquei completamente entediada por mais da metade do livro.
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Aryanna 09/08/2018

Em As Tumbas de Atuan, Úrsula K. Le Guin continua a nos maravilhar o fabuloso mundo de Terramar mas agora sob um ponto de vista totalmente diferente daquele encontrado no primeiro volume. Somos apresentados a ?O Lugar?, uma longínqua terra onde rituais e mitos reinam. Escolhida para ser a Sacerdotisa Única das Tumbas de Atuan, Tenar logo cedo foi obrigada a aprender a viver naquele local onde as regras não deixavam espaço para nada, nem mesmo para seu nome. Tenar, então, passou a se chamar Arha, a Devorada, e passaria a viver com a única missão de proteger as Tumbas de qualquer um que ousasse invadir tal território sagrado.

Criada com uma visão de mundo totalmente distoante daquela que vimos no primeiro livro, Arha foi criada encarando a magia como uma arte suja, como artifícios de enganação que não devem ser tolerados. As entidades temidas por Ged no livro passado, aqui são veneradas. Arha foi criada para apenas uma missão e com muitas regras para mantê-la confinada a isso; Ged foi criado para fazer suas próprias regras. Como seria o encontro de pessoas com perspectivas tão diferentes?

A leitura do segundo volume do Ciclo Terramar é rápida e instigante ? com 148 páginas, o livro pode muito bem ser devorado em uma tarde, não dando brecha a muitos pensamentos como ?oh! O que deve acontecer agora?? Não é um livro cheio de ação como eu esperava, mas com muito mistério e uma longa explanação sobre o novo estilo de vida a ser apresentado. Tais novidades acabam preenchendo algumas lacunas que persistiram na minha mente desde o primeiro volume e, como sempre, criando mais dúvidas ainda!

Lembro que ao ler o primeiro livro da série, achei as descrições enfadonhas e desnecessárias. Parece até que a autora previu minha crítica e foi bem mais ?certeira? desta vez, tiro meu chapéu a ela! Não apenas pela escrita mais concisa, mas também pela experiência que há algum tempo eu já não tinha: a de uma heroína imperfeita. Agradeço a ela (novamente) pela experiência de um mundo de fantasia totalmente diferente e à Editora Arqueiro pelos mimos de sempre: bottons, mapas e marcadores. Foi um livro rápido mas marcante; estou no aguardo do terceiro... Será que vai demorar muito?

(Resenha em http://www.asmeninasqueleemlivros.com/2017/08/resenha-as-tumbas-de-atuan-ursula-k-le.html )
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Tamirez | @resenhandosonhos 07/08/2018

As Tumbas de Atuan
Acho que a primeira coisa que você precisa ter em mente quando for ler esse livro, e que era algo que eu não sabia, é que O Feiticeiro de Terramar foi escrito para ser um livro único. A autora revela essa informação no prefácio desse segundo volume e certamente faria mais sentido se isso fosse entregue antes ao leitor. Digo isso porque As Tumbas de Atuan soa muito mais como um conto dentro desse universo do que realmente como uma continuação.

O que aconteceu é que no primeiro livro a autora citou algumas das muitas aventuras vividas por Ged e não tendo deixado exatamente um gancho pronto, se utilizou de uma delas para construir um segundo volume. O problema é que Ged já não é o protagonista mais fácil de se apegar por sua personalidade distorcida, e quando aliado ao fato de que ele mal aparece na história e ficamos a mercê de conhecer uma outra personagem onde também falta carisma, nos confrontamos com um livro seco e difícil de se apegar.

As Tumbas de Atuan tem menos de 150 páginas de história e nós só reencontraremos Geg nos momentos finais do livro. Isso nos deixa com Tenar e sua jornada, em uma história que parece bastante desconexa da trama principal que vimos no primeiro volume. O Gavião será um mago lendário, isso nós sabemos, e a proposta dos próximos volumes pode ser apenas conheceremos feitos dele de forma isolada, interligando muito pouco entre as histórias, o que pra mim pelo menos não é algo positivo.

“De que adianta se apegar a alguém que você está fadada a perder?”

Após Feiticeiro de Terramar eu fiquei curiosa com a trama, mas com As Tumbas de Atuan eu retiro isso e provavelmente só vou dar continuidade nessa série se tiver alguma informação de que a história vai estar mais interligada daqui pra frente. Caso contrário, e a proposta é realmente contar pontos isolados que em casos mal foquem no protagonista “herói” apresentado, acho que paro por aqui.

Tenar não chega a ter uma personalidade marcante e isso é algo que me incomoda um pouco na autora. Sei que ela escrevia em uma época onde mulheres escritoras não eram bem vistas e que muito menos personagens desse sexo deveriam ter diferencial, porém esse já é o 3º livro dela que eu leio e vejo quase um desprezo pelo peso feminino nas tramas. Ou a construção social é extremamente machista, ou é uma personagem genérica e sem muita força. Tenar, ou a sacerdotisa Arha, como responde depois de um tempo, tenta soar forte, mas pelo menos a mim não convenceu. Às vezes parecia apenas uma menina birrenta que entende que possui poder e pode usá-lo pra impor seu status e vontade.

“Todo o seu poder consiste em obscurecer e destruir.”

A escrita da autora permanece no mesmo tom direto e sem enrolação. Não há muito enfeite em sua narrativa e inclusive a passagem do tempo é feita de forma muito rápida, afinal temos poucas páginas e uma história de origem e evolução pra contar. No começo da edição há um mapa detalhado do cenário principal onde essa história se passa e o mesmo mapa geral que encontramos no primeiro livro com um panorama total do universo.

Em resumo, eu verdadeiramente não gostei do livro e acho difícil que caso você já não tenha curtido tanto o primeiro venha a se identificar com esse. E, como já mencionei, dependendo do rumo que os outros livros dessa série são conduzidos, talvez encerre por aqui minha jornada nesse mundo que achei que se tornaria especial pra mim, afinal inspirou um dos meus queridinhos de fantasia, que é O Nome do Vento.

Agora, caso você não se importe com isso, ou tenha verdadeiramente amado o primeiro volume, é provável que encontre aqui alguns pedaços do quebra cabeça desse mundo e goste da experiência.

site: http://resenhandosonhos.com/as-tumbas-de-atuan-ursula-k-le-guin/
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Mialle @miallebooks 20/07/2018

Interessante
Segundo livro do Ciclo Terramar, agora vamos acompanhar a vida de Tenar, uma criança que ao nascer foi identificada como a reencarnação da Sacerdotisa Única das Tumbas, sua função é servir aos Inominados. Seguimos a jovem desde os seis anos quando é levada de sua família até o momento de conflito quando a mesma se encontra com um ladrão que busca saquear as impenetráveis Tumbas de Atuan.
O livro é narrado da perpectiva de Tenar e mostra como foi sua vida até assumir completamente seu papel como sacerdotisa, sua crença nos poderes inominados e de que é realmente mais uma reencarnação da dita sacerdotisa, suas responsabilidades e até mesmo sua arrogância com o poder que detinha. Com um início um tanto morno, o livro demonstra que a evolução da personagem será de suma importância com suas pequenas indagações acerca de seu papel no mundo.
O ladrão é Gavião (ou Ged). O protagonista do primeiro livro cuja arrogância trouxe um monte de problemas, mas agora ele parece mais maduro e humilde.
Ged está dentro do labirinto que existe nas tumbas procurando um tesouro que pode mudar a vida de muitos povos quando é encontrado e eventualmente aprisionado por Tenar, que enquanto sacerdotisa atende pelo nome de Arha, já que toda sua vida anterior foi "devorada" pelos Inominados.
O livro trabalha em um passo que muitas vezes pode ser considerado lento demais, mas faz parte da construção do mundo e personagens de Ursula e neste ponto não difere tanto de O Feiticeiro de Terramar. A maturidade dos personagens é peça chave para que o desenrolar da trama.
Ursula K. Le Guin sabe como criar um enredo e como amarrar seus personagens, mas o final do livro ficou bem aberto e algumas partes ficam bem a cargo da imaginação, uma vez que não é dada explicação tão clara sobre certos momentos da trama.
O livro é muito bom e não é difícil de ler. Os personagens são bem trabalhados. Uma ótima leitura pra quem gosta de fantasia e uma vibe sobre problemas sociais.
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Alexandra 05/06/2018

As tumbas de atuan
Maravilhoso! Vale muito a pena ler, me interessei pela saga toda des do feiticeiro de terramar, agora estou na praia mais longínqua que também estou apaixonada. É uma leitura prazerosa.
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Carlos 05/05/2018

Mágico
Ursula consegue novamente surpreender, um livro onde o personagem principal é uma mulher, e por isso toca em assuntos muito sensíveis como a liberdade.
O mais intrigante é que não me parece algo sobre feminismo ou algo do gênero e sim a liberdade de todas as pessoas, sobre o peso que essa mesma liberdade traz para as pessoas.
A introdução de Ged na história monstra a necessidade do auxílio, que todos precisam para poder enfim definir sua liberdade.
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Robson Koudan 23/04/2018

As Tumbas de Atuan
Olá pessoal, que tal voltarmos a falar hoje de uma das melhores escritoras de Ficção Científica e Fantasia do mundo? Acertou quem pensou em Ursula K. Le Guin, e o livro escolhido é a continuação de O Feiticeiro de Terramar, do ciclo TERRAMAR já resenhado por nós, trata-se de As Tumbas de Atuan, o segundo livro dessa coleção. Agora abra sua mente e vamos entender um pouco mais desse universo de magia e aventura.
Embora seja o segundo livro, a história não é, necessariamente, uma continuação do primeiro, ainda que continua a história do primeiro. Confuso? Eu explico. O primeiro livro conta a história de um garoto prodígio e promessa da magia – Ged, que por conta de suas excepcionais habilidades era muito arrogante e pagou um alto preço por isso. Nesse livro, temos a história contada pelo prisma da jovem Tenar, que passará a ser chamada de Arha, a devorada, trata-se de um título das Altas Sacerdotisas das Tumbas de Atuan, um lugar antigo onde até mesmo os primeiros deuses guardavam seus segredos. É nesse lugar que a história de Ged e Arha se convergirão.
Tenar tinha por volta dos seis anos quando foi escolhida sacerdotisa, o critério era a data de nascimento da criança, do sexo feminino, que nasceu mais próximo da morte da Alta Sacerdotisa anterior. Não era uma opção dos pais deixarem ou não, a criança deveria ser levada para essa causa maior e deveria se esquecer de todo seu passado, de quem fora um dia no mais íntimo do seu ser, aqui, entendemos que o epíteto, “a devorada”, remeta a essa ideia não apenas no contexto fantástico da história, mas também há uma crítica social. Faço essa elucubração por ser essa autora muito politizada em causas que hoje possuem tantas bandeiras comparadas aos anos setenta, quando o livro foi lançado.
Num primeiro momento o livro é morno, sendo mais uma explicação do mundo pela ótica de Tenar, ainda criança, mas ainda sim imbuído de uma percepção aguçada de sua realidade; que um mundo prático e grande fora daquela comunidade que compunha seu universo. À medida que ela cresce, ciente das responsabilidades que lhe foram atribuídas, cresce também um ar arrogante inerente ao posto ocupado por ela, embora no seu íntimo, é perceptível o conflito da personagem de quem realmente ela era e se era aquilo que ansiava fazer de sua vida.
Os conflitos serão agudos quando ela se encontrar com Ged, o nosso herói arrogante da primeira história, que procura um anel nas Tumbas de Atuan, agora mais maduro e menos conflituoso. No primeiro livro, sua soberba o fez ser perseguido por sua sombra, seu lado negro, que o destruiria ou ele deveria destruí-la. Nessa história, mais ciente de sua condição e menos arrogante, e por vezes, muito educado, percebemos o crescimento dessa personagem.
Preciso chamar a atenção para a interação de ambos os personagens. Os conflitos dos dois jovens, quando estão perdidos num labirinto, nada mais é que uma alegoria que autora utiliza para discussões mais profundas sobre o papel dos homens e mulheres na sociedade que começam desde a adolescência. A procura do anel partido num lugar primevo é alegórico, temos de vê-lo como aliança antiga entre os dois sexos perdido há tempos. O que ambos procuram é uma unidade sem distinção entre os sexos, entre as funções, é uma união e uma convivência harmoniosa seja em nossa realidade seja no enredo fantástico.

A harmonia do pensamento de ambos vai aos poucos criando uma empatia mútua que faz você se conformar com a posição dos dois jovens. Pois no começo de suas histórias, eles são jogados nos postos que estão, não por vontade própria, e sim, pela força das circunstâncias de sua comunidade lhes obrigam, ou seja, pelos seus atributos sociais ou pelo seu gênero.
Esse livro parece desconexo até a metade da primeira história, porém, a meu ver foi um belo artifício para mostrar o quão grande é o mundo e quão plural são suas histórias. Precisamos ler essa autora, sempre que possível, por uma perspectiva psicológica e social. Suas histórias são ferinas, cortantes como um bisturi que nos mostram camada por camada de nosso mundo, o real, não o fantástico, e quando suas intenções forem bem interpretadas serão bordoadas contundentes na cara de nossa sociedade. Não preciso concordar com tudo que ela fala, apenas me permitir olhar o mundo por meio de suas histórias, de suas alegorias e simbolismos. Independente do que acreditamos, isso sempre é uma atividade interessante no exercício de entender o outro.
O livro é bem compacto, não leva muito tempo para lê-lo, possui 148 páginas. Todo o ciclo de Terramar contém cinco livros, e espero ansioso pela publicação dos demais.

Seeyou in space cowboy.

site: http://www.sempreromantica.com.br/2018/04/as-tumbas-de-atuan-ursula-k-le-guin.html
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Michele Bowkunowicz 29/03/2018

recomendo!
Para minha surpresa, este volume não começa imediatamente após aos acontecimentos do primeiro livro. Em vez disso, seguimos a vida da pequena Tenar que, por ter nascido no dia em que a Suma Sacerdotisa das Tumbas de Atuan morreu, é levada da família para ocupar o seu lugar, pois segundo a crença, a sacerdotisa sempre reencarna no dia em que morre, e por isso Tenar, com apenas 5 anos é retirada de seus pais e é obrigada a esquece-los e até mesmo o seu nome e assumir o nome de Arha. E agora, seu único objetivo é de servir os inominados e guardar as Tumbas de Atuan.
Assim, na primeira metade deste livro acompanhamos Tenar, agora Arha, na aprendizagem das suas funções. Mais ou menos no meio do livro, quando Arha tem quinze anos, surge de novo o nosso conhecido Ged, que visita as Tumbas de Atuan em busca da metade perdida do anel de Errth-Akbe, tentando cumprir a profecia que diz que quando o anel estiver inteiro a paz em Terramar será restaurada. Apesar das suas reticências iniciais, Arha aceita ajudar Ged e, com isso acaba por alterar seu destino.


Semelhante ao livro anterior, este também é uma história de transição para a idade adulta. Arha, ou Tenar, vive num mundo oprimido, com uma série de preconceitos e com o destino da sua vida traçada. A sua inquietude e vontade de saber são determinantes para que aprenda a questionar as coisas por si própria e ver para além dos limites que lhe são impostos. É impressionante como um livro tão pequeno consegue ser tão marcante, passando uma mensagem importante sobre liberdade e coragem.

Leia o restante da resenha no Blog Rotina Agridoce

site: http://www.rotinaagridoce.com/2018/02/resenha-1580-as-tumbas-de-atuan-ursula.html
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priscila.saatmam 13/03/2018

Úrsula K. Le Guin e seu legado
Tia Ursula Le Guin não brinca em serviço! Em "As Tumbas de Atuan", ela escreve uma reflexão poderosa sobre o poder da mulher. E chegar a essa conclusão foi incrível.

O livro conta a história de Tenar, filha de um casal camponês, ela é levada por um grupo religioso chamado "Inominados", curiosamente somente mulheres podem prestar ritos aos deuses que esse grupo idolatra. Aos seis anos ela perde seu nome, deixando de ser Tenar e cresce acreditando que ser Ahra é seu destino, que ser a suma-sacerdotisa é tudo o que ela deve e precisa ser, que isso é inquestionável.
Entramos na mente de uma jovem de 16 anos que vive quase que literalmente na escuridão, já que os seus domínios se localiza em um grande labirinto onde em lugares determinados o uso de luz é proibido. E... sim ela é uma autoridade, "inquestionável".
Mas a vida de Tenar se cruza com a de Ged, herói do primeiro livro e ela tem de fazer escolhas que colocam na balança todas as coisas tidas como inquestionáveis. Ela precisará tomar uma decisão.
Ursula nos abre os olhos sobre o maior poder que uma mulher tem: DECISÃO. Delicadamente ela tira Ged de foco, colocando-o como segundo plano, mas como complemento, como força mostrando que homens e mulheres podem cooperar entre si, pois no momento crucial de escolhas ambos precisarão unir forças Ged com a magia, Tenar com conhecimento. Mas o tempo todo o enredo flui a partir das decisões que Tenar toma, essas decisões eram a luz no meio da escuridão.
Com a história de Tenar podemos aprender que nós mulheres podemos guiar nossas vidas pelas nossas decisões e que elas nos tornam mulheres poderosas.

Enfim... Lute como uma garota!!!!
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bruno.rauber 25/02/2018

Eu honestamente sinto um pouco de dificuldade de me estender muito sobre um livro tão curto e com tão pouca história, mas a narrativa da Ursula K. LeGuin é tão gostosa, a construção do mundo de Terramar é tão fascinante e o desenvolvimento da personagem principal (que é de longe o foco aqui) é tão bem construído que é bem difícil de não recomendar a leitura de As Tumbas de Atuan, segundo livro do Ciclo Terramar. Sim, há um enfoque um pouco infanto juvenil, mas ainda assim, diferente de muitos do gênero, não trata o leitor de forma condescendente, como se ele fosse burro. Ainda acho o primeiro livro mais interessante, mas definitivamente fica uma vontade enorme de continuar a leitura da série.
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Minha Velha Estante 15/02/2018

Resenha da Tata
Quem viu minha resenha do primeiro livro do Ciclo de TerraMar (aqui) sabe como eu me surpreendi com o mundo criado pela lena Ursula K Le Guin.

Com 148 páginas, As Tumbas de Atuan é um livro rápido, fácil e bonito de ler. É o tipo de livro que eu gostaria que existisse quando eu era criança e buscava, incessantemente, livros de fantasia que me atraíssem. Foi naquela época que eu me apaixonei pelas Crônicas de Nárnia e eu sei que teria me apaixonado pelo ciclo de TerraMar também.

Como eu disse anteriormente, Usula K Le Guin foi uma mestre do gênero da fantasia e seus livros são inspiração inegável para os grandes nomes da fantasia atualmente.

Eu vou tentar fazer um resumo da história sem dar nenhum spoilers para aqueles que não leram o primeiro livro.

Então, vamos lá.


No primeiro livro da série nós conhecemos Ged, um jovem órfão que, por uma casualidade do destino, se tornará aprendiz de mago e que, em um futuro talvez não muito distante, se tornará o maior feiticeiro que já existiu (Ursula deixa isso bem claro desde a primeira página do primeiro livro).

Em as Tumbas de Atuan, a personagem principal é Tenar, uma menina que desde criança foi escolhida para se tornar uma suma sacerdotisa e, como tal, a guardiã das Tumbas de Atuan.

O que acontece é que as tumbas ficam em uma ilha e, por conta dos seus tesouros mágicos, são guardadas fielmente por um grupo de sacerdotisas que cultuam os inominados (elas são meio doidas, se você me perguntar). Quando a sacerdotisa morre, sua sucessora é escolhida através de uma seleção muito simples: ela tem que ter nascido no mesmo dia em que ocorreu a morte da sacerdotisa original.

Completamente conformada com seu destino e muito boa no seu trabalho como guardiã, tudo muda para Tenar quando um jovem mago invade as tumbas afim de roubar um de seus tesouros.

Aquele jovem mago (obviamente, né?!?!?!) é o Ged (ou gavião, como eu prefiro chamar ele).

O mais legal desse livro não é a história em si, mas a lição por trás dela. Tenar foi obrigada a se tornar aquilo que esperavam dela e não quem ela queria ser. Ela foi obrigada a viver uma vida que não foi a que ela escolheu e, mesmo assim, ela aceitou o que lhe foi imposto. Quando Ged chega, com sua vontade de viver, de fazer o seu próprio destino e de usar seus poderes de formas antes não imaginadas por ela, Tenar começa a questionar sua própria realidade, questionar as escolhas que ela não pode fazer e que foram impostas a ela.

É muito, muito legal ver a relação deles. Ela toda focada e séria nos seus deveres e ele, como uma figura rebelde que questiona a sua religião e a imposição que a sociedade teve na vida dela.

Ged, por sí só, é uma das melhores coisas nesse livro para mim. Ele é um personagem maravilhoso e bem construído. A série se compromete claramente a mostrar o seu desenvolvimento, sua evolução de menino órfão ao maior super mega mago de todos os tempos.

Eu não sei o que os outros livros vão trazer, mas eu espero, de verdade, que o último livro da série mostre Ged como Gavião, mostre quem ele se tornou.

Talvez por isso, em parte, pelo menos, esse segundo livro me lembrou bastante de uma outra série de fantasias chamada MAGO (resenha aqui, aqui e aqui) e eu não me surpreenderia se descobrisse que O Ciclo de TerraMar fosse a inspiração para a série.

O que me deixou chateada com esse livro foi o número de páginas. Eu me acostumei a ler fantasias com mais de 500 páginas e, ter a oportunidade de visitar esse mundo novamente, em tão poucas páginas, foi doce e amargo ao mesmo tempo. No momento em que eu mais queria que a história continuasse, o livro acabou.

O livro é claramente mais focado para o público jovem e, talvez por isso, possui uma quantidade de páginas mais acessíveis mas, a amante de fantasia aqui, gostaria que a história fosse um pouquinho mais longa afim de poder aproveitar a leitura por um pouquinho mais de tempo.

O que eu não entendi foi a capa desse livro. Vamos ser francos aqui, ela não é nada atrativa. Porque fizeram isso, pelo amor de deus??? O primeiro livro tem uma capa MARAVILHOSA e eu esperava que o segundo seguisse o mesmo estilo.

Quanto a tradução e a esquematização do livro, a Arqueiro está de parabéns. As letras possuem fontes confortáveis e a diagramação foi feita para que qualquer pessoa (de qualquer idade) não tenha dificuldade em ler.

A série O Ciclo de TerraMar possui 5 livros no total e eu estou real e ansiosamente esperando pelos próximos.

site: http://www.minhavelhaestante.com.br/2017/07/estante-da-tata-as-tumbas-de-atuan.html
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Acervo do Leitor 02/02/2018

Em um determinado ponto deste livro, Ursula fala sobre a liberdade e sobre as escolhas que às vezes temos e às vezes não sobre nossas vidas. As Tumbas de Atuan trata muito disso, sobre algo que nos é imposto e que nos faz mergulhar no poço da ignorância, presos sobre as correntes do desconhecido que nos conduz para uma vida de trevas e solidão. Esta é a vida de Arha, esta seria a vida de Tenar se não houvesse um Gavião em seu caminho, esta é a história do segundo livro do clássico Ciclo de Terramar de uma das mais geniais autoras de todos os tempos.

(…) A estrada sobe em direção à luz, mas o viajante sobrecarregado pode nunca chegar a seu fim (…)

As Tumbas de Atuan é um livro com tão poucas páginas, mas com tantas informações, tantas nuances e pontos a serem destacados – assim como foi seu predecessor -, que ansiamos por mais, muito mais. Livros de fantasia geralmente são verdadeiros calhamaços, com centenas e mais centenas de páginas, poucos são tão sucintos, tão diretos quanto o Ciclo de Terramar. Ursula usa cada livro de sua série para abordar temas recorrentes, temas que nos faz refletir sobre nossa conduta e paradigmas.

” – Você achou mesmo que eles haviam morrido? No fundo do coração sabe que não é verdade. Eles não morrem. São tenebrosos e imorredouros e odeiam a luz, a luz breve e luminosa da nossa mortalidade. São imortais mas não são deuses. Nunca foram. Não merecem ser cultuados por nenhuma alma humana”.

Tenar, ainda criança é tida como a Sacerdotisa Única Renascida das Tumbas de Atuan, e a partir de agora terá sua vida moldada ao culto que representa adoração e obediência aos seres das trevas conhecidos como Inominados, trilhando os caminhos que lhes são traçados por dogmas há muito estabelecidos, e continuar servindo as figuras que anseiam somente por viver na mais profunda escuridão. Neste ponto Tenar torna-se Arha. E os labirintos mortais e traiçoeiros de Atuan torna-se sua casa.

As Tumbas de Atuan situa-se em um local isolado do mundo, com costumes e crenças próprias e com pouca ou quase nenhuma interferência externa. As coisas mudam quando um forasteiro vem ao local com o intuito de roubar o mais precioso dos tesouros, desafiando o poder dos Inonimados, da fé e trazendo consigo uma centelha de claridade. E, em um local onde as trevas habitam, uma fagulha de luz faz com que as consequências sejam arrebatadoras. E é neste ponto que o livro mostra a que veio, pois Arha em seu papel de Sacerdotisa Única tem como dever liquidar qualquer afronta contra seus “Deuses” e cegar a si mesma sobre quaisquer outros caminhos. Entretanto, ela vê no forasteiro que há muito mais no mundo do que somente trevas.

(…) A liberdade é um fardo pesado e uma carga enorme e estranha para o espírito carregar. Não é fácil. Não é um presente dado, mas uma escolha que se faz, e a escolha pode ser difícil. (…)

Assim como no primeiro livro, Ursula pega uma personagem ainda criança e vai desenvolvendo. Olhando de maneira paralela, Ged e Tenar são muito parecidos e ao mesmo tempo muito diferentes. Tenar é para As Tumbas de Atuan como o Gavião é para O Feiticeiro de Terramar, uma protagonista em ascensão. Ao contrário de seu antecessor, Atuan não explora muito de Terramar, não há viagens pelos infindáveis continentes e exploração de suas várias cidades, todo o enredo se passa sobre o local e seus costumes. Não há muitos personagens, e os que há, são bem aproveitados. É notável a evolução de Ged, aquele garoto ambicioso e por vezes arrogante tornou-se alguém a ser admirado. Alguém capaz de transformar uma vida.

SENTENÇA
As Tumbas de Atuan é um clássico da Literatura Fantástica. Com uma história riquíssima e debates pertinentes, esta continuação da saga do maior feiticeiro de todos os tempos é algo próximo a uma linda canção que fica sobre os acordes do tempo, esperando para ser entoada. Leitura obrigatória para os fãs de fantasia e desta autora genial.

site: http://acervodoleitor.com.br/as-tumbas-de-atuan-resenha-ursula/
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Adson 22/01/2018

Uma história sobre possibilidades de escolha e confiança.
O que você escolheria: o poder ou a liberdade? Trocaria um pelo outro?

A Tenar não foi dada a oportunidade de escolher, pois seu destino fora traçado no dia de teu nascimento. Ela foi obrigada a ser poderosa. E isso lhe custou muitas coisas: sua identidade, suas origens e sua liberdade.
Acontece que a alma da Suma Sacerdotisa das Tumbas de Atuan nunca morre. Seu corpo perece e seu espírito renasce em outra criança que tenha nascido no mesmo dia da “morte” da sacerdotisa anterior. Como Tenar fora a escolhida e reconhecida pelo Rei-Deus, seu tempo com a sua família estava contado: até mesmo seu pai, no primeiro capítulo, orienta a mãe a deixar a educação da menina de lado, pois a sua partida para o local sagrado dos Inominados era iminente. Ela já não lhes pertencia.

Ao tomar seu posto no Lugar das Tumbas com apenas 6 anos de idade, Tenar passa a se chamar Arha. Sua função passa a ser cuidar das Tumbas de Atuan e seu tenebroso labirinto, o que inclui viver para sempre em contato com a escuridão. A partir daí ela passa a pertencer à misteriosa seita dos Inominados.

Lá ela se reúne a outras duas sacerdotisas: Kossil e Thar. A segunda nutriu uma amizade por Arha, que tem que lidar com os recalques de Kossil. Ela também faz uma amizade muito bonita com seu guardião Manan.

Arha é uma personagem interessante: poderosa, mas meio que inconformada com isso, pois essa condição lhe foi imposta. Muito curiosa e questionadora, quer saber sobre tudo, como ela chegou a se tornar alguém tão importante para o Lugar sendo tão jovem, já que suas lembranças se esvaíram. Pena que ela perde muito tempo caminhando pelas catacumbas... A autora poderia ter explorado mais esses aspectos de Arha.

Então ela passa a conhecer tudo sobre ser Suma Sacerdotisa, o que inclui um conhecimento sobre o que há de sagrado e proibido nas tumbas, os seus prisioneiros e pra onde leva cada ramificação do labirinto das tumbas. Isso tudo longe da luz. Abaixo da terra.

Numa de suas infinitas incursões pelo subsolo, ela encontra o Gavião, ou Ged, (personagem principal do primeiro volume, O Feiticeiro de Terramar), que foi até Atuan recuperar um amuleto: a outra metade do Anel de Erreth-Akbe. Arha fica em dúvidas sobre o que fazer com ele: trata-lo como prisioneiro ou aceitar sua amizade e conhecer uma vida nova.

O leitor se sente claustrofóbico, pois os personagens estão a maior parte do tempo nas catacumbas escuras, e Arha faz caminhadas intermináveis no labirinto, o que deixa a obra num rito muito lento até mais da metade no livro. E a autora investiu muito nas descrições detalhadas... Parece acontecer pouca coisa até o encontro de Arha e Ged, quando a trama fica melhor. Isso me incomodou um pouco. E fantasia ainda não é meu gênero predileto, me tira completamente da minha zona de conforto, não no sentido de me cativar, mas de me deixar meio confuso mesmo.
Publicada em 1970, a obra transpôs algumas barreiras: na época era difícil uma obra conter uma protagonista feminina forte, ainda mais uma heroína, cheia de inquietações. Se tem algo que eu gostei tanto no O Feiticeiro de Terramar, quanto nesta obra foi o texto escrito pela autora depois de revisitar a sua obra vários anos depois, em outra conjuntura. Vale muito a pena ler. Esse fator é explorado de uma maneira bem lúcida, equilibrada e não radical pela autora no posfácio que, aliás, sempre faz posfácios melhores que o próprio livro brilhantes. Ela dá até uma alfinetada no feminismo radical, explorando que cada gênero (e cada indivíduo) tem seu lugar e função no mundo, cabendo a nós convivermos em harmonia, respeitando as escolhas dos outros.

As escolhas e a possibilidade de fazê-las são o assunto de As Tumbas de Atuan. Outros temas são: cooperação, amizade, colaboração, confiança e um pouco de teimosia. É sobre perder e depois tentar reconquistar a liberdade, mas que ser livre vai além de romper barreiras (físicas ou psicológicas), significa reconhecer as origens e a própria identidade e sobretudo admitir que, apesar de ser um paradoxo, precisamos uns dos outros para sermos livres.

Não sei se vou continuar a ler os outros volumes do Ciclo de Terramar, pois não é uma continuação de O Feiticeiro de Terramar, mas sim uma outra história. E Ged, um personagem bem interessante, que demora demais a aparecer e que seria um elo entre as estórias, parece ter perdido sua essência.
Conselho do tio: Apesar de ser considerada uma fantasia infanto-juvenil, seu tema agrada aos adultos plenamente. Arrasta-se até mais da metade do livro, mas depois fica ok.


site: https://guloseimasnerds.wordpress.com/2018/01/22/as-tumbas-de-atuan-de-ursula-k-le-guin/
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Fernando Lafaiete 13/01/2018

As Tumbas de Atuan: Uma história que incomodou os machistas e as feministas na época que foi lançada. Tais críticas já foram superadas ou ainda vivemos em meio a hipocrisia que sustenta a falsa luta pela igualdade de gênero?

As Tumbas de Atuan é o segundo livro do Ciclo Terramar, cujo o primeiro volume é o premiado "O Feiticeiro de Terramar." Esta série é um dos clássicos da literatura fantástica e o mesmo ajudou a moldar o gênero. Tal série foi fortemente elogiada na época em que foi lançada... Mas hoje em dia é encarada pelos leitores de fantasia (a maioria deles) como uma série no máximo mediana. Algo compreensível se formos analisá-la no mar infindável de histórias fantásticas que existem por aí hoje em dia. Mas o que não podemos ou pelo menos não deveríamos fazer; é desvalorizar uma série tão importante como "O Ciclo Terramar."

Nesta continuação, Úrsula K. Le Guin nos apresenta uma narrativa focada em Terna, sua primeira protagonista feminina. Ela é uma garota de apenas 6 anos tida como a reencarnação da sarcedotisa das Tumbas de Atuan. Devido ao seu status, ela é tirada de sua família e perde sua liberdade, passando assim, a viver em um local rodeado pelo deserto. Sua função é servir os inominados, seres das trevas que vivem na escuridão das Tumbas. Terna é uma personagem que cresce com o virar das páginas. Começa como uma garota arrogante e cruel e vai se transformando com o surgimento de Ged, o protagonista do primeiro livro.

É interessante lermos o "desabafo" da autora no epílogo. Com o surgimento do protagonista anterior, muitas mulheres questionaram a autora acerca do papel de Ged para o crescimento da personagem central. Uma mulher para se salvar precisa da ajuda de um homem? Por que não escrever uma história onde a protagonista se salvaria sozinha sem precisar da ajuda de um personagem do sexo oposto?

A autora defende que as mulheres que leram a história, deturparam a mensagem da mesma. Não se trata de um homem salvando uma mulher. Mas sim de dois seres dependendes aprendendo e se ajudando diante de uma situação que está além de seus gêneros. Qual o problema de uma mulher ajudar um homem e de um homem ajudar uma mulher?

Pesquisando mais sobre a autora e sobre a série, descobri que ela também foi criticada pelos homens por escrever uma história protagonizada por uma mulher. De um lado, os leitores machistas que só queriam histórias protagonizadas por homens que lutavam, matavam os vilões e salvavam as mocinhas, reforçando assim sua masculinidade. Do outro, as mulheres que queriam histórias onde as mulheres fossem as protagonistas e que se salvassem sem precisar do apoio de um personagem masculino.

Ser criticada deve ser algo normal para a autora. Em "O Fericeiro de Terramar" ela foi criticada por apresentar um personagem moreno em uma época onde isso não era aceitável. Na continuação ela é detonada por vários leitores por abordar a relação entre personagens de sexos opostos. Parabéns para a autora pela coragem e pela paciência a qual eu não teria tido se estivesse em seu lugar.

As Tumbas de Atuan foi escrito após a autora finalizar "A Mão Esquerda da Escuridão" um dos maiores clássicos da ficção científica, cuja história também gerou críticas de leitores conservadores. Diferente do livro anterior, esta continuação tem uma narrariva plana. Tem menos dinamismo e é nula de cenas de ação. É uma história sobre a manipulação de uma falsa fé que deturpa o comportamento humano e prioriza a submissão e a crueldade. É um livro que demonstra a importância da liberdade e da coragem em enfrentarmos os nossos medos.

Uma história lenta, com uma ambientação fixa e sem muitos detalhes sobre os sistemas de magia. Entretanto, senti uma maturidade maior na escrita da autora e a falta de oscilação narrativa fez com que eu gostasse mais deste volume se comparado com o seu antecessor.

Úrsula K. Le Guin merece ser respeitada por ter escrito histórias que influenciaram tantas outras. Uma mulher corajosa que escreveu fantasia quando o gênero era visto como masculino em uma época hipócrita onde tudo era motivo de críticas infundadas e desnecessárias.
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