Lobo Por Lobo

Lobo Por Lobo Ryan Graudin




Resenhas - Lobo Por Lobo


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Larissa Guedes de Souza 02/12/2016

“Lobo por Lobo” te prende do início ao fim, seja pela perfeita ambientação, seja pela história incrível e super verossímil, seja pela adrenalina constante.
Este foi o livro da mala de outubro do Turista Literário. Assim que li a sinopse fiquei intrigada, pois sempre gostei de História e a premissa de que Hitler e o Eixo pudessem ter vencido a Segunda Guerra me pareceu muito interessante. Lógico que carimbei meu passaporte pra Alemanha do pós-guerra e corri pra ler e gostei muito, especialmente tendo o mapa editado pelo Turista Literário em mãos para visualizar tudo melhor.

O livro começa contando a história de Yael e sua família em um campo de concentração. A menina sofreu várias experiências de um médico que queria criar um tipo de soro para tornar as pessoas arianas e como consequência, Yael se torna uma metamorfa e consegue fugir. Anos depois, agora parte da Resistência, Yael é a peça principal do plano para iniciar a revolução. Ela deve usar suas habilidades de transformação física para tomar o lugar de Adele Wolfe, a vencedora do Tour do Eixo no ano anterior, ganhar, chegar perto de Hitler no Baile da Vitória e matá-lo em frente às câmeras.

O desenvolvimento do enredo é muito estimulante. A adrenalina de participar da corrida e ter que lidar com os outros competidores e ainda fingindo ser outra pessoa é contagiante. Yael tinha passado meses observando Adele para poder tomar seu lugar, mas se vê em momentos difíceis quando tem que ter conversas mais íntimas com pessoas que conhecem a verdadeira Adele, como Luka Löwe, que também competiu no ano anterior, e Felix Wolfe, o irmão gêmeo de Adele.

A ambientação em um mundo pós-guerra com Hitler no comando é muito bem feita. Você sente a tensão no ar quando está perto do toque de recolher, você fica sem respirar junto com Yael quando ela encontra alguma patrulha na rua, etc. E a decisão de contar a história de cada um dos cinco lobos que Yael tem tatuados em forma de flashbacks espalhados ao longo do livro foi muito bem elaborada. Desse modo, a personagem principal vai se construindo através de suas lembranças e sentimentos e o leitor vai se conectando cada vez mais com a Resistência e Yael. Sabemos de tudo que Hitler foi capaz de fazer, mas conhecer a história de pessoal de Yael, sua família, seus amigos e, portanto, suas motivações, deixa tudo mais próximo e mais real.

O livro ainda traz de certa forma discussões sobre racismo, antissemitismo e até mesmo sobre o papel das mulheres. Não de forma escancarada, mas os personagens e as situações nos levam a refletir sobre o assunto. E essa reflexão deve mesmo ser feita, pois apesar de esses conceitos não serem a lei e o senso comum na sociedade atualmente, infelizmente eles estão muito longe de serem conceitos ultrapassados. E a nota da autora ao final do livro fala justamente sobre isso e termina com uma mensagem que acho que resume bem essa discussão: “O mundo dentro destas páginas poderia ter sido o nosso. E foi, durante um tempo e em um lugar, então devemos fazer o possível para não esquecer isso”.

“Lobo por Lobo” te prende do início ao fim, seja pela perfeita ambientação, seja pela história incrível e super verossímil, seja pela adrenalina constante. O segundo livro já foi lançado no exterior, mas acho que deve demorar a chegar por aqui, já que esse acabou de ser lançado. O que é um pouco desesperador, porque o final de “Lobo por Lobo” é um cliffhanger, que te deixa louca pra saber o que vai acontecer.

site: https://bibliomaniacas.blogspot.com.br/2016/12/lobo-por-lobo-ryan-graudin.html
Kelly.Goncalves 06/12/2016minha estante
Foi minha primeira malinha do T.L e eu também amei esse livro.




Naiade 09/01/2017

Primeiro livro de 2017! Eu estava empolgadissima para essa história. A premissa parte de uma realidade em que o Hitler venceu a guerra, e quem me conhece sabe o quanto esse assunto me interessa...
Quando fui ler, me deparei com uma história em que o foco era uma corrida de motocicleta, da Alemanha até Tóquio. E eu me decepcionei, pq não era isso que eu esperava e nem o que eu queria...
Ok, aí comecei a conhecer a Yael. Uma metamorfa que tem a missão de ganhar a corrida e, simplesmente, matar o Hitler, acabando assim com o Reich.
Até a metade do livro, eu realmente não gostei tanto da história, a decepção ainda estava pesando... Mas da metade pra frente eu li em algumas horas, devorando o livro e gostando cada vez mais da Yael.
No final das contas, avaliei com 4 estrelas, e quero muito a continuação! Mesmo com a decepção que tive no início, o livro me surpreendeu positivamente e quero saber o que vai acontecer...
Carol 21/01/2017minha estante
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PorEssasPáginas 07/12/2016

Resenha: Lobo por Lobo - Por Essas Páginas
Conheci Ryan Graudin com o brilhante A Cidade Murada, que li ano passado. Quando vi Lobo por Lobo, não dei muito por ele, mas ao perceber o nome da autora na capa, quis lê-lo sem pensar duas vezes (sem nem ler direito a sinopse, aliás). Foi a melhor coisa que fiz. Ryan Graudin é daquelas autoras que você deve ler obrigatoriamente, sem piscar, até mesmo sua lista de compras no supermercado. E Lobo por Lobo, por sua vez, é um livro empolgante, que traz à tona questionamentos complexos, sobretudo a pergunta: “E se?”

(Aliás, eu adoro tanto essa pergunta que também a exploro em meus próprios livros. E aqui, nesse livro, ela é ainda mais aterrorizante.)

E se o Eixo tivesse vencido a Segunda Guerra Mundial? É com base nessa pergunta que o livro se desenvolve. Yael é uma adolescente que faz parte da resistência contra Hitler e o Império Japonês. Judia, quando menina, foi prisioneira em um dos campos de concentração nazistas; as partes em que são narradas suas experiências e perdas no passado são as mais dolorosas e muito emocionantes. Foi utilizada em um experimento terrível com a finalidade de transformá-la em ariana, o que poderia tê-la matado no processo, como aconteceu com muitos outros, porém Yael resistiu e acabou adquirindo a habilidade de se transformar em outras pessoas, sempre mulheres.

Todos os anos, o Eixo promove uma corrida para demonstrar sua força sobre os territórios conquistados no globo. Vinte adolescentes, dez da Germânia (nova Alemanha) e dez do Japão, competem por dias e quilômetros a fio em cima de suas motos, passando por privações e perigos. No ano anterior, uma garota ganhou pela primeira vez e teve a oportunidade de dançar com Hitler na cerimônia de premiação. Dessa vez, Yael precisa roubar a identidade dessa garota, competir e ganhar para, no final, dançar com Hitler e matá-lo.

Mamão com açúcar, né?

Yael é uma personagem excepcional. Ela é muito mais do que a maioria das protagonistas distópicas de YAs, e olha que eu costumo gostar muito dessas personagens (exceto a Tris, a Tris não dá, foi mal). Yael é diferente porque ela tem camadas muito mais profundas, dilemas muito mais complexos e o sofrimento de todo um povo em cima de seus ombros. Ela tatua cinco lobos em seu braço, em cima do seu número de identificação no campo de concentração, cada um para alguém que morreu e/ou marcou sua vida. Junte a isso o horror que foi o holocausto, uma mancha na nossa história, e a coisa fica toda bem mais pesada, muito mais do que os horrores de uma ficção, que pode parecer próxima quando estamos lendo, mas fica distante quando nos separamos do livro. No final, é imaginação, mas nesse livro, não é. Poderia ter acontecido. Poderia ter sido real. E grande parte do livro foi real, pessoas foram torturadas e morreram, exatamente como Ryan Graudin descreve nesse livro. É doloroso, impactante, aterrorizante. E muito verdadeiro.

Esse é exatamente aquele tipo de livro que você lê como bebe água no deserto. Você quer dormir, comer, viver, mas não dá, porque você precisa terminar esse livro antes, é quase uma necessidade física. Toda a narrativa, a forma como a história é contada, alternando-se entre presente e passado, os personagens… tão bem construídos que você chega a se afeiçoar com todos eles, até mesmo aqueles que deveria temer. Todos eles possuem nuances, e é difícil rejeitá-los, mesmo sabendo que eles podem representar a morte para Yael (e que representam/são omissos/apoiam um regime horrendo). É completamente hipnotizante.

A edição é uma delícia de ler. Diagramação confortável, letras um pouco maiores que o padrão, mas ainda num tamanho ótimo, papel amarelado, capa aveludada, revisão impecável. Lobo por Lobo é uma série, mas definitivamente não é daquelas que forçam novos livros, mas uma série que faz você pedir por mais, uma história grande demais para um livro só. Você vai ler esse livro no mesmo ritmo que as motos percorrem o Tour do Eixo: alucinante e sedento pela linha de chegada.

site: http://poressaspaginas.com/resenha-lobo-por-lobo
Cristian 09/12/2016minha estante
Tua resenha me deixou curioso em ler essa distopia :)
Se um dia quiser ler algo de como era nos campos de concentração, sugiro ler "É isto um homem" do Primo Levi. Ele foi um excelente escritor judeu que foi levado à Auschwitz e sobreviveu pra nos contar. Esse livro é reconhecido como a maior obra memorialistica do século XX. bjs




Nina 08/12/2016

E se...?
Quem nunca se perguntou “e se”? E se eu tivesse feito isso ou aquilo? E se tivesse escolhido assim ou assado? O que estaria diferente? Esse é o mote de Lobo por Lobo, um mundo onde o maior “e se” da história se tornou realidade.

Imaginem se a Alemanha tivesse ganhado a Segunda Guerra e Hitler se transformasse no grande líder mundial. Pois é esse o cenário perverso que a autora nos apresenta: toda a Europa e norte da África pertencem à Alemanha e a Ásia ao Japão, que permaneceu aliado dos nazistas até o fim. Para comemorar a vitória na Guerra, Alemanha e Japão passam a organizar todos os anos o Tour do Eixo: uma corrida de moto que parte de Berlim, cruza a Europa, passa pelo Egito, alguns países asiáticos, e termina em Tóquio. O objetivo é mostrar a dominação territorial e racial da raça ariana e no final da corrida é oferecido um baile que conta com a presença do imperador japonês e de ninguém menos que o próprio Hitler que, depois de sofrer inúmeras tentativas de assassinato, quase nunca aparece em público.

A Resistência, grupo de rebeldes que luta contra o nazismo vê no Baile da Vitória a chance de acabar com Hitler, pois é a melhor oportunidade para se aproximar dele. Mas como fazer isso sem levantar suspeitas? É aí que eles conhecem a jovem Yael e percebem que ela e seu estranho poder pode ser a solução do problema.

Yael é judia e foi levada para os campos de concentração junto com sua mãe quando ainda era uma criança. Lá ela conheceu o sofrimento de perto e viu todos aqueles que amava sucumbirem diante do horror nazista. Pior, ela chamou a atenção dos doutores da morte que usavam os prisioneiros do campo como cobaia em seus experimentos. Todos os dias, a menina era espetada por agulhas que lhe provocavam dores terríveis e acabaram gerando uma mutação em seu corpo. Agora, Yael é capaz de mudar sua aparência e ficar igual a qualquer pessoa que seja do mesmo sexo e tenha idade aproximada à sua. Por isso, ela consegue fugir e, após alguns anos, acaba fazendo parte da Resistência.

O Tour do Eixo não permite a participação de mulheres porque a disputa é uma espécie de Vale Tudo com Corrida Maluca e, quando as câmeras não estão filmando, os competidores fazem de tudo para vencer. Até que Adele Wolf, disfarçada de seu irmão gêmeo, participa da corrida e vence. Ela cai nas graças dos nazistas e durante o Baile tem a chance de dançar com o próprio Hitler. Um ano depois, os planos são bem simples: Yael deverá sequestrar Adele, tomar sua identidade, disputar e vencer a corrida, dançar com Hitler no baile e matá-lo quando todos estiverem assistindo o evento ao vivo pela televisão.

Eu sei que lendo assim pode parecer meio maluco ou fantasioso, mas o que mais me agradou neste livro foi a sensação de que todos os acontecimentos narrados poderiam ser mesmo reais. Imagino que se Hitler tivesse vencido, o mundo estariam exatamente com Ryan Graudin descreveu. Outro ponto que me agradou muito foi a complexidade dos personagens, que são muito bem desenvolvidos e com histórias muito marcantes, especialmente Yael. A garota passou por tanta coisa que chega a ser natural o seu desejo de vingança e a sua busca por si mesma. Ela já mudou tanto que já não se lembra mais da sua aparência, de como era seu rosto antes das experiências, e por isso ela teme perder também sua identidade. Nesse sentido, as tatuagens de lobo que ela tem e que ilustram a capa do livro são de extrema importância pois a ajudam a se lembrar de quem ela é e do seu passado.

Preciso dizer que foi uma leitura que se arrastou por dias. A narrativa é um pouco pesada, principalmente pelos sentimentos e dores de Yael que permeiam toda a história e dos termos em alemão que volta e meia apareceram e atrapalharam um pouco minha compreensão. Mas isso não é um defeito, muito pelo contrário, pois, conforme a história avança a sensação de intimidade com Yael aumenta e vamos nos sentindo cada vez mais próximos da história.

O melhor de tudo é que a autora conseguiu combinar elementos históricos com fantasia e uma pitada de distopia e ainda assim ter uma ficção verossímil e um enredo inteligente. Um livro incrível, instigante e que merece ser lido pelo maior número de leitores.

site: http://www.quemlesabeporque.com/2016/12/lobo-por-lobo-ryan-graudin.html#.WEmlC7IrLIU
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Fernando Lafaiete 11/01/2017

Uma história que poderia ter ido além!

Comecei a leitura bem empolgado e apesar de ter me decepcionado um pouco, acredito que este livro irá agradar muitos leitores. Ele não é de todo ruim, mas não apresenta nada de novo, é só mais uma distopia entre tantas outras.

Neste universo criado pela Ryan Graundin, conhecemos uma realidade alternativa onde Hitler com a ajuda do Japão venceu a segunda guerra mundial. Para comemorar esta vitória dos "puros sangues", todo ano é realizada uma corrida de moto, iniciada na Alemanha e terminada em Tókio. O grande vencedor irá ganhar uma grande quantia em dinheiro e muita glória. Nossa protagonista é a Yael, uma metamorfa, membra da resistência, que participa da corrida disfarçada como a última campeã. O objetivo é vencer a corrida (óbvio), se aproximar de Hitler na festa da vitória e assassiná-lo.

A premissa é excelente e a escrita da autora é muito boa. Porém, ela desenvolve a história de maneira que acabou não me agradando tanto assim. A primeira coisa que me incomodou foi o despreparado da protagonista. Para uma missão praticamente suicida como esta e pelo fato dela ter sido "treinada" para tal, eu esperava uma protagonista bem foda. Mas ela é bem mal treinada. Ela comete uns erros muito sem sentido e não possui as informações necessárias para completar tal missão. Ou seja, ela vai tentar matar o maior líder do mundo sem estar de fato preparada.

Outra coisa que me incomodou/irritou é que ela hesita muito antes de agir. E sem contar que ela é facilmente enganada e encurralada.

E o que mais eu achei desnecessário, é o pseudo-romance que surge. Na minha opinião, uma história como esta, não precisa de romance. Eu esperava muita ação e reviravoltas; mas o livro é meio parado nesse sentido. A corrida que eu esperava que fosse bem sanguinária, é bem tranquila. Eu queria algo mais tenso, tipo jogos vorazes.

E pra completar, eu acabei adivinhando o final do livro logo ao chegar na metade da leitura. Acontece 3 situações no decorrer da narrativa que me fizeram sacar qual seria o final (o grande clímax). Mas são coisas que você só ira sacar se ler com muita atenção, pois fiz leitura conjunto com 4 amigos e somente eu adivinhei o final. Então não direi que o livro é previsível, mas se você ler com atenção, ele não será nem um pouco surpreendente pra você!

Na continuação, eu espero que a autora explore melhor este mundo. E que ela desenvolva melhor alguns personagens. Pois o mundo Hitleriano é apresentado de maneira bem superficial e alguns personagens são mal utilizados.

Apesar das minhas observações negativas, e apesar desta estória ser mais do mesmo; o livro é legalzinho pra passar o tempo e a leitura flui, graças à escrita da autora.

Uma premissa muito boa, mas um desenvolvimento bem cômodo! Espero que a leitura seja mais proveitosa para quem resolver ler!
Esdras 11/01/2017minha estante
Riscando da lista.rs.


Fernando Lafaiete 11/01/2017minha estante
Dê uma chance... vai que você gosta. Ele não é ruim... Mas é igual a tantos outros!


Esdras 11/01/2017minha estante
Ah, não, amigo. RS. Vou anotar os que vc falar bem.haha




Portal JuLund 20/10/2016

Lobo por Lobo, @editoraseguinte
Hey pessoas! Já pensaram se Hitler tivesse ganho a segunda guerra mundial? Essa sociedade que assusta só de pensar é retratada neste livro incrivelmente realista sobre essa época que, felizmente, não precisamos conhecer. Essa é a proposta de Lobo por Lobo, de Ryan Graudin e minha cortesia do mês da Editora Seguinte.

Yael, como muitas outras crianças, foi levada muito pequena para os campos de concentração junto com a mãe. Ali, sua mãe era submetida a trabalhos forçados enquanto a pequena tinha que se submeter aos tratamentos experimentais de um médico louco: queria descobrir como transformar as pessoas em arianas, a sonhada raça de seu mentor. Muitas crianças morreram com os testes, mas apesar da dor insuportável, ela ia sobrevivendo enquanto via seus entes queridos morrerem um após o outro: seus cinco lobos.

Agora ela tem uma missão: matar esse homem, publicamente, para que todos saibam a força que tem a resistência, mas para chegar à presença dele de modo público ela deve vencer uma corrida de motos que passa pelas maiores cidades da Europa, disfarçada como a vencedora do ano anterior, para assim ter a chance de dançar a valsa da vitória com ele e concluir a missão.

O que ela não esperava era a presença de duas pessoas do passado de seu disfarce na corrida, pessoas que ela não se preparou para ter de lidar, cujo relacionamento não estavam nos relatórios que ela estudou e ela não tem a mínima ideia do que fazer sem que isso a atrapalhe de ganhar a corrida.

Resenha completa no

site: http://portal.julund.com.br/resenhas/lobo-por-lobo-editoraseguinte
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Nikolle - Paradise Books 09/06/2017

Em Lobo por Lobo, somos apresentado a um mundo onde o Eixo ganhou a Segunda Guerra Mundial, ou seja, quem comanda agora é a Alemanha e o Japão, que dividiram as terras conquistadas, escravizaram os que não eram arianos, e assinaram um tratado de paz entre os países que decidiram não se juntar, ou ir contra Hitler.

Neste mundo regido pelo poder nazista, vamos conhecer Yael, uma Judia que sofreu o inimaginável nos campos de concentração, mas que conseguiu fugir, levando consigo todo o tormento que suportou ali por tanto tempo. E depois de anos sobrevivendo sozinha, ela encontrou um propósito em sua vida, Yael se juntou a resistência, e estava comprometida na missão de matar Hitler e acabar com este regime criado por ele.

Mas não será tão simples. Para ter sucesso nesta tarefa, Yael terá que entrar na grande corrida de motocicletas, O Tour do Eixo, onde o vencedor ganha um encontro com o grande Hitler, que depois de atentados à sua vida, apenas aparece em público neste evento. O porém da história, é que Yael não irá competir com seu nome, ela entrará na corrida, como a perfeita Adele, que foi a primeira menina a participar e ganhar o Tour do Eixo. E isso só será possível graças a habilidade que Yael adquiriu, ao passar por experiências dolorosas quando era criança, nos campos de concentração. Ela pode ser qualquer pessoa, trocar a cor de sua pele, cabelo, tamanho e simplesmente ter uma nova identidade. Portanto, teriam que raptar Adele, e assim Yael tomaria seu lugar na corrida.

Contudo, os primeiros passos para a resistência ter sua grande aliada, Yael, vitoriosa, eles a treinaram e deram todas as informações que ela precisaria para pensar/ser Adele, durante a Tour. Mas ela não esperava que poderia ter complicações com dois concorrentes, que tinham uma ligação com Adele, que Yael não tinha conhecimento. Assim, vamos acompanhar a personagem principal em seu disfarce durante a corrida, tentado a todo custo representar o papel da outra corredora e ganhar o Tour, para finalmente atingir seu objetivo. Ela terá obstáculos, irá enfrentar milhares decisões, mas sempre vai ter na mente as pessoas que a ajudaram chegar até ali, e que todo o seu desempenho e sucesso, significaria esperança para todos.
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Dryh 24/10/2016

Maravilhosamente incrível!
Os lobos da guerra estão se juntando. Eles cantam a canção de ossos podres. – página 95

O que seria do mundo se o Eixo tivesse ganhado a Segunda Guerra Mundial, e não os Aliados? O que aconteceria se, ao invés de atacar Pearl Harbor, o Japão tivesse feito um duplo ataque em conjunto com a Alemanha à Rússia? É neste mundo que nossa protagonista, Yael, vive. Num mundo dividido entre os países vencedores, Alemanha e Japão, um mundo vermelho, preconceituoso. Ei, mas e a Itália? Acontece que, neste livro, os alemães foram os responsáveis pela morte de Mussolini, e tomaram conta da Itália, assim como fizeram com o resto do mundo.

Como judia, Yael foi enviada para os famosos campos de concentração, mas, diferente de muitas crianças, foi escolhida a dedo para viver, tornando-se cobaia do Dr. Geyer, que fazia experimentos com a menina, querendo transformar seus cabelos e olhos castanhos em fios amarelados e olhos azuis. Feições arianas. Além disso, o doutor consegue algo impossível: ele faz com que Yael torne-se metamorfa, ou seja, ela pode roubar as feições de outras pessoas.

Yael teve muitos rostos. Muitos nomes. Muitos documentos. Porque as substâncias químicas que o Anjo da Morte tinha enfiado nas veias dela a transformaram. – página 20

Muitos anos depois, após Yael conseguir fugir do campo, ela trabalha com a resistência, que planeja um ataque à Hitler e uma revolução para acabar de vez com o nazismo e salvar o mundo. O plano não era fácil: todos os anos, ocorre uma corrida de motocicletas que se estende por milhares de quilômetros, atravessando a Europa e a Ásia. Ela participaria da tal corrida como Adele Wolfe, a vencedora do ano anterior. Adele fora a única mulher a ter a “honra” de dançar com Adolf Hitler. Sendo assim, quando vencesse, Yael (sendo Adele) dançaria com Hitler e o mataria em frente às câmeras, e ao mundo todo. A revolução então começaria.

Assim que vi a capa e a sinopse deste livro no catálogo da editora, eu me apaixonei pelo livro. Me interesso muito por obras sobre a Segunda Guerra Mundial, e nunca tinha lido nada que abordasse hipóteses contrárias ao que aconteceu. E se Hitler tivesse vencido?
Minhas expectativas estavam altas quando peguei o livro para ler, mas a autora conseguiu alcança-las, e as bateu fortemente. Como eu fui surpreendida! Que livro maravilhoso!

Yael é impressionante, e é impossível não sentir na pele o que ela sente. A tensão durante as corridas (as melhores partes da história, vibrei todas as vezes em que Yael [como Adele] ultrapassava algum corredor), o medo de se esquecer de quem é, os conflitos interiores pelos quais passava, a raiva do médico que destruiu sua vida, a dor de perder pessoas importantes, a determinação em cumprir a missão. Os cinco lobos tatuados em seu braço, como um lembrete de quem é e o que deve fazer. É uma personagem real, imperfeita, ferida, confusa. Acho que, de todos os personagens do livro, ela foi a única em que eu sabia que dava para confiar, a única por quem eu torci de verdade.

Porque o dia seguinte era o começo do fim. Ela correria da Germânia até Tóquio. Venceria o Tour do Eixo e seria convidada para o Baile da Vitória. Mataria o Führer e, consequentemente, o Terceiro Reich. Estava disposta a atravessar o mundo para mudá-lo. Ou a morrer tentando. – página 36

Mas devo destacar também Felix, irmão gêmeo de Adele, e Luka, um dos corredores com quem ela tem uma história. Ambos são pessoas que conhecem Adele melhor do que Yael, o que pode ser um problema para ela, pois, se a descobrirem, a missão estará acabada e a resistência falhará mais uma vez. Achei Felix incrível! Um pouco grudento, mas é compreensível, já que ele já tinha perdido um irmão para as corridas, e tinha medo de que o mesmo pudesse acontecer à Adele. Ele é a única pessoa em quem Yael confia sendo Adele, pois sabe que o amor de Felix pela irmã fará com que ele a proteja com sua vida. Já Luka é uma paixonite que deveria ser evitada, mas também pode ser um aliado forte, se ela souber lidar com ele.

Eu simplesmente amei este livro! Devorei as páginas e o li tão rápido que me arrependi depois. O que farei da vida agora? Sei que o segundo livro já foi lançado no exterior (é uma trilogia), e estou torcendo para que ele apareça por aqui logo, pois o desfecho de Lobo por lobo foi de matar, e me deixou de queixo caído e com cara de boba (apesar de eu ter chegado a cogitar que algo assim poderia ter acontecido).

A escrita da autora é envolvente, o livro é narrado em 3ª pessoa, me prendeu já nas primeiras páginas, e eu estava doida para saber mais sobre o passado de Yael, e Ryan Graudin me deu isso! Ela volta ao passado e conta sobre as cinco pessoas tatuadas em formas de lobos no braço de Yael, conta sobre a vida de cobaia da menina, os treinamentos, tudo! Com isso, eu me senti ainda mais próxima da protagonista, e torci ainda mais para que a missão desse certo, e ela conseguisse fugir dos guardas de Hitler após mata-lo.

Enfim, não importa o quanto eu fale sobre como o livro é incrível, sobre a geniosidade da autora ao criar uma história tão espetacular e sobre o quanto eu amei Lobo por lobo, ainda assim, não será o suficiente. É difícil um livro agradar tanto um leitor, e mais difícil ainda um livro ser original, imprevisível. Lobo por lobo conseguiu fazer as três coisas!

Descobri que a autora já tivera uma obra publicada no Brasil, se chama A cidade murada, e parece ser um livro incrível pela sinopse e pelas resenhas que encontrei dele, e, além disso, há um spin-off de Lobo por lobo, com a perspectiva de Luka durante a corrida ao lado de Adele. E, claro, o segundo livro da série. Que ele chegue logo em nossas mãos \0/

O mundo dentro destas páginas poderia ter sido o nosso. E foi, durante um tempo e em um lugar, então devemos fazer o possível para não esquecer isso. – página 355

Favorito ♥

site: http://shakedepalavras.blogspot.com.br
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Mari - Pequenos Retalhos 23/05/2017

Lobo Por Lobo
Lobo Por Lobo é uma história também de como uma guerra muda as pessoas. O império germânico é uma ditadura onde as mulheres servem apenas para dar à luz a bebês arianos, que deverão seguir os passos de seus pais. Outros países, como os Estados Unidos, preferem não intervir nas atrocidades, pois já perderam a guerra e foram obrigados a assinar tratados de paz.

A personagem de Yael é complexa. Ela sofre por não saber quem é, já que não se parece com si mesma há muito tempo. É como se o campo de concentração tivesse roubado sua essência. Os demais personagens, como Luka e Felix, também são bem definidos e tem importância na história.

O final contém uma reviravolta que eu confesso já tinha meio que adivinhado. Eu tenho uma teoria forte para os próximos livros, mas não posso compartilhar aqui com vocês, pois envolve diretamente a reviravolta do final.

Leia a resenha completa no blog Pequenos Retalhos!
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Julia G 10/03/2017

Lobo por lobo
Como seria o mundo se a Alemanha tivesse vencido a Segunda Guerra Mundial? É com essa pergunta que Ryan Graudin desenha a trama de Lobo por Lobo e reinventa a realidade a partir de um dos maiores "E se..." da história da humanidade. Sua ousadia literária resultou em um enredo original, extremamente envolvente e repleto de reflexões sobre o que poderia ter sido.

Yael, protagonista do livro, havia sido submetida a experimentos em um campo de concentração quando criança, em uma tentativa de fazer seus traços semelhantes aos dos alemães. O experimento, entretanto, permitiu que seus traços se transformassem a tal ponto que ela podia assumir qualquer fisionomia que desejasse. Como membro da resistência, ela assume a identidade de Adele Wolfe, com a missão de vencer o Tour do Eixo, se aproximar do führer e matá-lo.

"- Estamos fazendo progresso. - O sorriso do dr. Geyer aumentou, como se seus lábios fossem abertos por um pé de cabra. Ele devolvia a prancheta para a enfermeira, rolava o banquinho até a mesinha prateada onde as agulhas ficavam organizadas em fileira. Dentes de prata, querendo enfiar veneno na pele de Yael. Enchê-la de mais dois dias de ardor e agonia. Mudá-la de dentro para fora. Tirar todas as cores, os sentimentos e a humanidade de dentro dela. Drenar, drenar, drenar, até não sobrar nada.
Só o fantasma de uma menina. Uma casca oca.
Progresso."

Lobo por Lobo traz em suas páginas um enredo eletrizante. Grande parte da trama se desenrola no decorrer do Tour do Eixo, uma corrida de motos na qual vida e morte estão em jogo, e cujo percurso perpassa toda a Europa, parte da África e Ásia. Não sou grande fã de corridas, então deduzi que ficaria entediada com essas cenas, mas a autora consegue narrar esses trechos com tanta paixão e intensidade que é difícil não ficar grudada a cada palavra. Além disso, o perigo está em cada quilômetro, e a tensão deixa o tédio bem longe.

E não é só Yael que se destaca durante o livro. Fiquei centenas de vezes com o coração dividido entre Luka e Felix, tão doces por trás de toda a carranca e briga por posições. Esses rapazes tocaram meu coração apesar de tudo, e eu fiquei muito curiosa para saber mais do passado entre eles e a verdadeira Adele, e também se em algum momento eles reencontrarão Yael.

O mais interessante da história é que Ryan Graudin utilizou aspectos verídicos do governo de Adolf Hitler para embasar sua trama. A cruz de ferro, a Gestapo, as operações militares e a ideia de construção da "capital do mundo", a Germânia, são apenas alguns dos elementos reais que estão presentes no livro. A própria autora comenta, em uma nota ao final do livro, sobre a origem de alguns detalhes de seu texto. Tudo isso misturado, é claro, a uma boa dose de liberdade criativa.

A maior liberdade criativa do livro, aliás, é a metamorfia de Yael. Claro que isso é fantasioso e muito improvável de acontecer, mas os experimentos dos alemães de fato ocorriam naquela época e a autora explica que optou por incluir esse elemento fantástico para fazer os leitores refletir sobre a real importância da aparência. Yael pode se transformar em qualquer pessoa, mas não lembra sua própria aparência, então é difícil dizer em que padrões ela se enquadraria. Provavelmente, em nenhum deles, porque ela não reflete o que é de verdade, Yael só existe por trás de cada rosto que assume.


"[...] Às vezes (muitas vezes) não restava nada para o luto se alimentar. Yael era uma tela em branco. Um cabide com uma pele bonita pendurada nele.Quem é você? (Por dentro?)
A resposta para aquela pergunta era algo por que ela precisava lutar. Seu reflexo não era reflexo nenhum. Era um espelho estilhaçado. Algo cujas peças precisava juntar, várias e várias vezes. Memória por memória. Perda por perda. Lobo por lobo."

O livro termina com uma grande reviravolta, daquelas de deixar qualquer leitor doente de ansiedade pelo próximo livro. Para quem gosta de uma história repleta de adrenalina, ou se interessa por possibilidades históricas, Lobo por Lobo é uma ótima opção. Gostei muito da trama criada por Graudin e, agora, além da expectativa pelo próximo livro da série, fiquei curiosa para ler A Cidade Murada, também escrito pela autora.

site: http://conjuntodaobra.blogspot.com.br/2017/03/lobo-por-lobo-ryan-graudin.html
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Brena 04/02/2017

Lobo por lobo (Perfeição)
E se os países do Eixo tivessem ganhado a Segunda Guerra Mundial? Uma única questão que é capaz de criar vários cenários na nossa cabeça e despertar nossa curiosidade a cerca do livro Lobo por lobo.

Yael é uma garota judia que foi levada, ainda criança, a um campo de concentração, junto com sua mãe, durante a Segunda Guerra Mundial. Lá, ela foi escolhida a dedo pelo Anjo da Morte, um médico que a usou como cobaia em um experimento novo, onde era submetida a sessões de injeções, para torná-la uma ariana pura. Logicamente, o experimento não foi capaz de transformar o sangue “impuro”, no sangue de um alemão, mas suas características físicas mudaram completamente.

(Continue a ler em: http://www.gettub.com.br/2017/01/lobo-por-lobo.html)


site: http://www.gettub.com.br/2017/01/lobo-por-lobo.html
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cicibeleza 14/01/2017

Onde está meu fôlego?
O livro teve uma boa progressão, enredo bom e de tirar o fôlego... mal posso esperar pela continuação!
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Jadson 23/10/2016

"E se" as potências do eixo (Alemanha e Japão) tivessem ganhado a Segunda Guerra Mundial? Em Lobo por lobo, da autora Ryan Graudin, somos apresentados a um futuro ~terrível~, mas não impossível. Porém, nunca imaginável.

O Eixo (Alemanha e Japão) saíram vitorioso na Segunda Guerra Mundial. Dessa forma, o mapa, agora, é dividido em duas cores: uma para Alemanha e outra para o Japão. Para comemorar a vitória, todo ano os países organizam uma corrida denominada de Tour do Eixo. A corrida consiste em: 1) atravessar de Europa a Ásia numa motocicleta, 2) ter fama e dinheiro e 3) participar do baile onde é apresentado o vencedor e, por fim, mais não menos importante, 4) ter a chance de conhecer o Adolf Hitler.

Entrando na disputa de ter a chance de se aproximar de Hitler, conhecemos Yael, uma jovem que fugiu do campo de concentração. Lá, ela era usada como cobaia para testar uma maneira cientifica de purificar a raça "suja". Porém, essa experiência não funciona tão bem, pois Yael adquiriu o metamorfismo. Ou seja, ela consegue transforma-se em quem ela quiser. Por isso, ela consegue fugir e, após alguns anos, acaba indo fazer parte da Resistência.

A Tour do Eixo não permite a participação de mulheres, até que Adele Wolf disfarçada de seu irmão gêmeo resolve disputar a corrida. Ela vence e, após todos descobrirem sua verdadeira identidade, tem não só a chance de chegar perto do Adolf Hitler como também tem a chance de dançar com ele. Um ano depois, após muitos treinos, testes e aulas, Yael tem uma missão dentro da Resistência: 1) sequestrar Adele Wolf, usar a identidade dela através do seu poder de metaformismo, 2) vencer a disputa e 3) dançar com o Hitler. 4) E matá-lo quando todos estiverem vendo ao baile ao vivo pelas televisões de todo o mundo.

Resenha completa: http://porredelivros.blogspot.com.br/2016/10/resenha-lobo-por-lobo-ryan-graudin.html

site: http://porredelivros.blogspot.com.br/2016/10/resenha-lobo-por-lobo-ryan-graudin.html
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Clara 03/11/2016

Precioso e Envolvente
Como tenho lido muitos livros em epub ultimamente, foi um enorme prazer receber Lobo por Lobo em papel e tinta nas minhas próprias mãos. Comecei a leitura quase que imediatamente, levando três dias para ler o livro todo com essa pressão de fim de ano amassando nossos crânios.
O enredo é exposto com maestria, os capítulos foram estrategicamente organizados, mas preciso ser sincera: não achei o plot sensacional. O background da Segunda Guerra Mundial estava perfeito! Dava para sentir o medo da época sombria de Hitler nas veias, e a protagonista Yael é muito corajosa e emocionante, exercendo muito bem o papel de fazer você torcer por ela. Eu diria com toda a confiança que Yael é a esperança encarnada, e é uma daquelas personagens que você acaba levando consigo, mesmo muito depois de terminar o livro e guardá-lo na estante.
Da metade para frente, o livro me decepcionou bastante. Apesar dos acontecimentos terem ação e reação, eu senti que faltava algo crucial a medida que a corrida se acelerava para o seu desfecho. Mesmo assim, achei a história digna de quatro estrelas, e me contento com os personagens incríveis e o enredo super interessante.
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Vanessa Vieira 01/03/2017

Lobo por Lobo - Ryan Graudin
O livro Lobo por Lobo, de Ryan Graudin, nos traz uma história original e bastante atrativa sobre uma jovem que decide participar de uma corrida de motos com o intuito de encontrar e matar Hitler. Escrito com uma riqueza de detalhes surpreendentes e dotado de adrenalina, o enredo de Ryan Graudin me conquistou do início ao fim e se mostrou uma história bastante peculiar e inovadora, nos trazendo personagens fortes e dispostos a tudo para cumprir seus objetivos.

O Eixo ganhou a Segunda Guerra Mundial e com isso a Alemanha e o Japão se encontram no comando. Para comemorar a Grande Vitória, anualmente é organizado o Tour do Eixo, que consiste em uma corrida de motocicletas pela Europa e Ásia. O vencedor, além de muita fama e dinheiro, ganha um encontro com o recluso e soturno Adolf Hitler durante o Baile da Vitória.


Yael é uma adolescente que conseguiu fugir dos campos de concentração e a tatuagem de cinco lobos em seu braço representa a família e os amigos queridos que ela perdeu para a guerra. A jovem faz parte da resistência e recebeu uma missão prodigiosa: ganhar a corrida e matar Hitler. Resta saber se Yael terá a coragem e o sangue frio necessários para se manter fiel ao seu intuito, não deixando que nada atrapalhe sua jornada...

Lobo por Lobo foi um livro que chamou a minha atenção assim que foi lançado, visto que trata de um tema que me atrai bastante, ou seja, a Segunda Guerra Mundial e fora tal temática fiquei super curiosa para conhecer os seus personagens, principalmente a sagaz garota que arrisca tudo com o objetivo de matar Hitler. Para a minha alegria, o livro supriu todas as minhas expectativas e me apresentou uma história completa e uniforme que se passa no ano de 1956 em meio aos horrores da guerra e que nos retrata a imponente e cruel figura de Hitler e de seu séquito arrasando e dilacerando pessoas inocentes. A protagonista é tão badass quanto eu imaginava e luta com cada fibra de seu ser para cumprir sua missão, mesmo com todos os empecilhos e obstáculos que cruzam a sua jornada. Narrado em primeira pessoa por Yael - intercalando o passado e o presente da personagem e nos dando uma visão bastante ampla da formação de sua personalidade e caráter - adentramos um enredo selvagem e vívido que revisita um dos períodos mais sombrios da nossa história, nos oferecendo uma espécie de final alternativo.

"Esperança. Uma palavra esquisita. No passado, tinha sido leve e delicada. Quebrada tão facilmente quanto um dedo sob a bota de um guarda. Mas agora... agora, a esperança pesava ainda mais, como se o próprio Coliseu tivesse desmoronado em cima dela. Argamassa e sofrimento. Tijolo e tempo. Entrando com tudo na cavidade torácica dela. O lugar que deveria abrigar seu coração."

Yael é uma personagem forte, determinada, destemida e, acima de tudo, uma sobrevivente. Ela presenciou sua família e seus amigos queridos perecerem nas mãos dos soldados de Hitler e só não teve o mesmo fim porque foi servir de cobaia para um médico. O experimento do Anjo da Morte lhe concedeu uma capacidade especial e extrassensorial e é justamente esse "dom" que a beneficia durante o Tour do Eixo. A dor e o sofrimento da personagem são palpáveis para o leitor, bem como sua garra e fibra para se vingar dos seus algozes, sobretudo do sanguinário Hitler. Usando a identidade de Adele Wolfe - a última vencedora do Tour do Eixo e uma das favoritas da competição -, Yael se empenha de corpo, alma e coração para vencer a corrida e em seu caminho terá que lidar com Felix Wolfe, o irmão gêmeo superprotetor de Adele e Luka Löwe, um envolvimento amoroso da vencedora da competição do ano anterior. Gostei demais da Yael e de sua garra e determinação. Ela sofreu na própria pele os malefícios de Hitler e viu sua família e pessoas queridas sendo despedaçadas brutalmente por ele e por sua corja. Para esconder seu período como refugiada nos campos de concentração, ela tatuou cinco lobos em cima dos números que a identificavam como prisioneira em seu pulso e achei essa analogia bacana, além de ter sido bastante explorada na história.

"Era uma vez, em outra época, uma garota que vivia no reino da morte. Lobos uivavam em seu braço. Uma matilha inteira - feita de tinta e dor, memória e perda. Era a única coisa nela que sempre continuava igual."

Eu gostei bastante do Felix e de sua postura dentro da história. Mesmo atrapalhando Yael com seu jeito superprotetor, é perceptível que ele é dono de um bom coração e apoia causas nobres. Luka se mostrou uma figura bem enigmática e confesso que me decepcionei bastante com o personagem, principalmente por conta de seu egoísmo e falsidade.


Em síntese, Lobo por Lobo se mostrou uma verdadeira obra-prima e nos apresentou a Segunda Guerra Mundial sob um novo prisma e com oportunidades aleatórias de um desfecho diferente. A autora usou e abusou de referências históricas, retratando inclusive a Operação Valquíria e o seu infeliz desfecho, o que concedeu todo um realismo ao enredo. De uma forma bastante audaciosa e original, Ryan Graudin deu uma leve pincelada sobrenatural em sua trama e achei tal feito de uma criatividade surpreendente, além de se casar muito bem com os fatos apresentados na história. A capa é bem chamativa e nos traz uma matilha de lobos espalhados nas mais diversas posições e a diagramação está ótima, com fonte em bom tamanho e revisão de qualidade. Recomendo☺

site: http://www.newsnessa.com/2017/02/resenha-lobo-por-lobo-ryan-graudin.html
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