Laicus

Laicus J.M. Beraldo




Resenhas - Laicus


5 encontrados | exibindo 1 a 5


Aninha de Tróia 15/10/2018

Livro curto e fácil de ler. Gostei bastante. A história parece ir pra um lugar, aí acaba dando em outro. Odeiei o Bernardo no começo, mas depois deu pra perdoar ou, pelo menos, esquecer, rs. Algumas coisas me incomodaram, mas sou meio chata às vezes; então tem chance de o problema ser eu, não o livro. Mesmo assim, recomendo.
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Danilo Sarcinelli 01/09/2017

Surpreendente
Esse livro me pegou desprevenido. Realmente comecei a lê-lo sem muitas pretensões e logo me vi fascinado pela história. Uma narrativa envolvente que mistura mistério, fantasia e ficção histórica, não tem como dar errado.
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Renan 19/01/2017

Mais livros como esse, por favor
Um livro rápido, simples e instigante. Mesmo sendo um pouco ranzinza, Bernardo é um personagem direto e empenhado, muito bem construído e que se encaixa perfeitamente no enredo. Não só ele, mas Antônio, Vidigal, Viana e D. Maria são também muito bem trabalhados, inclusive nos diálogos e comportamentos.
Gostei muito da forma como o RJ colonial foi descrito, além da quantidade de lugares e eventos reais que circundam toda a história. Em momentos, o panorama histórico de Beraldo remete a Bernard Cornwell, diferenciando-se na característica especulativa da história, onde o autor se destaca de forma magnífica.
Senti falta de um capítulo logo após o último, algo para liberar a tensão do final, para dar um lampejo do futuro de Bernardo e D. Maria (ainda que possamos buscar na História sobre esta). Contudo, isso não é suficiente para dar uma nota inferior a 5 para o livro.
Um livro recomendadíssimo.
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Dhiego Morais | @liemderry_ 09/01/2017

Laicus: Pecados e Mentiras no RJ
Quando eu soube que o autor estava para lançar um livro cuja trama girava na época do Rio de Janeiro colonial, fiquei bem interessado. Depois de ter lido várias obras de ficção histórica, um livro nacional ambientado entre o século XVIII e XIX me chamou a atenção. Apesar de não ser propriamente um romance histórico, Laicus, o trabalho mais recente de Beraldo, se aproveita do clima e do ambiente para construir um suspense objetivo e agradável.

Àqueles que já conhecem a escrita de Beraldo, seja por Império de Diamante ou por Último Refúgio, por exemplo, podem se surpreender em Laicus, não apenas pelo amadurecimento, mas principalmente por este ser um trabalho totalmente diferente dos anteriores. Após velejar pelos mares da fantasia pura, Beraldo se aventura em uma trama cheia de suspense e mistérios que impregnam um Rio de Janeiro em profunda transformação.



“’Que Deus tenha piedade de minha alma’, dizia a última página intacta do diário de Dom José”.

O ano é 1810, dois anos depois de a família real portuguesa chegar ao Brasil, fugindo de Napoleão. As mudanças no Rio de Janeiro já são notáveis. Promovida de colônia a capital do reino, a cidade vive um período conturbado, em uma mescla de calor infernal e descaso político-administrativo. E é nesse rebuliço que a nossa história gira.

Bernardo de Andrade é um ex-padre com conhecimentos em medicina, que navega ao Rio de Janeiro para relatar a conclusão de sua missão diretamente a quem a requereu: a rainha louca, Dona Maria I.

Bernardo é a personagem central da história. Abandonada a batina, ele ainda sente os reflexos do período de guerra e, principalmente, da era negra que manchou Portugal, quando o Marquês de Pombal governava o reino. Ao chegar ao Rio de Janeiro, nota com estranheza os costumes distintos, bem como o clima e a política da corte e dos homens de poder.

Dona Maria, a Piedosa, agora é definitivamente considerada a Louca. O seu filho, Dom João governa como príncipe regente e já é considerado pelo povo como Rei. Bernardo não perde muito tempo após chegar à terra firme, e agenda uma audiência com o regente, bem como uma visita com a rainha, a quem deve muito. A sensação de um regente desinteressado e de uma princesa-consorte, Carlota Joaquina, não passa despercebida.

“— Eu te avisei dos perigos da corte. O senhor crê que o campo de batalha que conheceu em Portugal era letal, mas isso é apenas porque não conheces as intrigas da corte”.



Em um dos bolsos do casaco de Bernardo se encontra o objetivo de sua missão: um item envelhecido pelo tempo, obscuro e manchado pelos atos mundanos. Em dúvida sobre tudo o que fez, o ex-padre deverá refletir sobre a sua última missão para a Rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. A mulher já não vive muito no limiar da consciência e o clima do Rio de Janeiro não demora a se provar pouco hospitaleiro e bastante misterioso; uma terra onde a lei de Deus não é a única a imperar.

Enquanto luta para concluir a sua última missão para Dona Maria, Bernardo se envolve cada vez mais em pecados e mentiras que flutuam pela cidade colonial. Sem amigos e sem a colaboração de Dom João, sua situação complica quando a princesa traiçoeira, Carlota Joaquina, movimenta as suas peças.

Quando um corpo surge na praia tudo muda. Logo, Beraldo joga os seus leitores em um cenário ainda maior, em que a trama se abre e os pontos se conectam. O suspense dá lugar ao toque de mistério, ao sobrenatural, e a mitologia invade as páginas. Os capítulos avançam e cenas de magia negra, rituais perversos, trabalhos de macumba e entidades assassinas surgem. Tudo é inserido de maneira natural, aproveitando-se da cultura e da época.

“— Há coisas muito maiores acontecendo no Rio de Janeiro, senhor Bernardo. Coisas ocultas dos olhos daqueles que não prestam atenção aos detalhes”.



A trama de Laicus é ágil, em parte graças aos capítulos curtos, e outra devido a constante movimentação das personagens em meio ao suspense que ambienta a história. É perceptível ainda um grau de pesquisa dedicado pelo autor ao compor o enredo e as personagens centrais.

Ao terminar de ler, a compreensão do título é instantânea. Bem encaixado e definido. A única ressalva se concentra no final, um pouco acelerado e com um toque a mais de fantasia.

Laicus é a sobre a história de até aonde um homem deve ir para cumprir o seu dever e corresponder a sua gratidão. É sobre o poder dos costumes, do oculto e do que é incompreendido pela mente humana. Um livro fluido, daqueles para ser lido numa tacada só.

site: http://www.intocados.com/index.php/literatura/resenhas/884-laicus-jm-beraldo
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