Branco Como a Neve

Branco Como a Neve Salla Simukka




Resenhas - Branco Como a Neve


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Tati 26/05/2020

Divertido
Como o primeiro livro da trilogia esse é extremamente intrigante e divertido. Novamente achei o mistério um pouco previsível porém isso não tira a diversão do livro. Lumikki continua sendo uma ótima personagem e a história dela ainda é um mistério que eu espero ser resolvido no último livro.
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Queria Estar Lendo 20/04/2017

Resenha: Branco como a Neve
Branco como a Neve foi um dos lançamentos do começo do ano da editora Novo Conceito. Sequência de Vermelho como o Sangue, é parte da trilogia que faz uma releitura eletrizante e a inda mais sombria do conto da Branca de Neve.

Preciso começar essa resenha avisando que não tinha lido o primeiro volume da trilogia quando recebi o segundo livro para resenhar. Com o bolso apertado, precisei apelar para ler resenhas e resumos do primeiro livro pra entender um pouquinho do que estava rolando no segundo volume.

Lumikki, protagonista do primeiro volume, está em Praga. Ela está determinada a esquecer todos os terrores passados, mas eles parecem determinados a não deixá-la em paz. Lá, ela conhece Zelenka, uma jovem misteriosa que afirma ser sua irmã. Confusa e determinada, Lumikki se envolve e se aproxima da garota para entender toda aquela história. Junto aos mistérios, vêm os perigos. A máfia foi só o começo; agora, Lumikki precisa se preocupar com uma seita sombria.

Aparentemente, o primeiro volume terminou bem fechadinho, o que explica esse início bem "começo" em Branco como a Neve. Apesar de ficar perdidinha com algumas lembranças e medos e comentários da Lumikki, tirei a sorte por conseguir me encaixar na história junto com o recomeço da personagem.

Branco como a Neve é sombrio, com aquela sensação de contos de fadas clássicos - não os da Disney, mas os originais, com finais sombrios, acontecimentos macabros, terrores inimagináveis perseguindo princesas inocentes. É um livro bem centrado nessa pegada e por isso me ganhou. Os acontecimentos são explicados no decorrer da trama e as pontas se conectam conforme você entende o que está acontecendo ao redor da protagonista, mas ela deixa muito em aberto para o último volume.

A parte mais maravilhosa foi a ambientação. Praga é uma das minhas paixões e a autora tirou isso de letra; estamos lá, nas ruas, nas suas praças e prédios. Os personagens que apareceram no decorrer da jornada da Lumikki foram bem intercalados e encaixados na trama, mas soaram um pouco superficiais. A narrativa da autora é rápida e dinâmica, sem tempo para grandes descrições. Apesar de ter feito a ambientação muito bem, a construção de personagens deixou a desejar.

Ela bate a tecla em temas importantes. Temos discussões sobre bullying e preconceito, a presença de uma personagem trans - palmas para a autora por isso! - e a crítica ao fanatismo exacerbado, o quão perigoso e mortífero isso pode se tornar. Tão mal quanto os vilões dos contos de fadas clássicos.

A edição da editora Novo Conceito está maravilhosa. Diagramação boa, não encontrei nenhum erro de revisão, e a capa tem essa pegada macabra que combina bastante com a premissa do livro.

Para quem gosta de releituras e de thrillers bem desenvolvidos, a série Mãos Frias, Coração Congelado é uma boa pedida.
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Nathy @peculiareslivros 12/02/2020

Livro muito bom, mas podia ter sido melhor
Resenha completa no Instagram @peculiareslivros


Eu gostei desse livro, mas acho que tiveram alguns momentos que podiam ter focado menos no drama, e mais no mistério. Ainda assim, foi um bom thriller e eu teria querido ler o terceiro, se tivesse sido lançado aqui, mas infelizmente não foi.
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Line @lostwordsblog 31/01/2017

Obs:. Pode conter spoiler do primeiro livro da trilogia: Vermelho como sangue

Depois de tudo o que Lumikki passou, ela decide tirar umas 'férias', ela vai para Praga, afim de esquecer que esteve a beira da morte, e colocar os pensamentos em ordem. Mas claro que nossa protagonista atrai problemas para si, mesmo sem procurá-los.
Lumikki está aproveitando a vista de Praga quando chega uma garota e fala em sueco que acha que é sua irmã.
Lumikki nunca ouviu falar de ter uma irmã, e claro que não acredita, apesar de conversar com a garota, e as vezes perceber algum ou outro traço em comum que logo some. Mas Zelenka, suposta irmã de Lumikki é muito misteriosa, sempre olhando ao redor, e nunca marca encontros com Lumikki no mesmo local.
Sem querer Lumikki acaba sendo alvo de uma seita secreta, e sua vida mais uma vez está em risco, depois de tudo o que Zelenka falou ela acaba achando que são sim irmãs, pois muitas peças acabam se encaixando, e pesadelos a muito tempo perdidos voltam a atormentar Lumikki, será que ela vai escapar mais uma vez da morte? Será que Zelenka é confiável? E essa seita, qual seu verdadeiro objetivo? Leia, e descubra. Você vai se surpreender.
Mais uma vez estou surpreendida com a escrita da autora, vou ressaltar o quando ela escreve bem, e sem enrolação. O livro é cheio de mistério e suspense, e deixa o leitor ansioso para saber o que vai acontecer.

"Além disso, em sua vida, Lumikki ouvira tantas mentiras que pareciam ser verdades que ela se tornara naturalmente cética. Ela aprendera que todo mundo podia uma vez dar um belo sorriso e jurar amizade, mas, a qualquer momento, cuspir em sua cara." Pág: 51.

Os personagens foram mais uma vez muito bem construídos, nesse livro o leitor vê um pouco mais do passado de Lumikki, e conhece alguém que foi especial para ela, e fez ela mudar muito. Mais uma vez me identifiquei muito com a personagem.
Zelenka também teve um papel fundamental nessa história, muitas vezes fiquei com raiva dela, mas aos poucos compreendi, e aceitei o seu modo de ver as coisas.
Temos também um personagem chamado Ji?i, que é um jornalista, que investiga mais afundo essa ceita secreta, e vai ajudar o leitor entender e se surpreender com muitas coisas.

"Algum dia conhecemos realmente as pessoas? Mesmo aquelas que são próximas a nós?" Pág: 17.

E referente a seita adorei toda a explicação, e cuidado que a autora teve em colocar isso na história.
Há, e lembra do primeiro livro ser totalmente abaixo de zero, um frio congelante? A autora inovou muito, e nesse livro temos o total oposto. Muito calor, muito calor mesmo. Saudades dos cenários do primeiro livro háhá. Mas nada deixou a desejar, assim como no primeiro livro conseguia imaginar os cenários congelantes, nesse todos os cenários de Praga estavam muito bem descritos, de maneira rápida, e agradável.
Gostei de saber mesmo que pouco sobre um personagem do primeiro livro que está bem, mas acho que a autora realmente resolveu deixar pra lá uma questão do primeiro livro, ou não, vai que tudo está ligado, preciso do próximo livro pra ontem.

"O que se podia dizer para essas pessoas que sofreram lavagem cerebral, enlouqueceram, para que entendam?" Pág: 176.

As cenas de ação no livro ganharam pontos positivos comigo, teve momentos que me vi segurando a respiração e preocupada pensando se a Lumikki iria ou não conseguir sair das situações em que era colocada na história.
O final foi ótimo, mas sempre deixando um gostinho de quero mais. Com mais algumas dúvidas que não vejo a hora de saber como serão solucionadas.

Como o livro é curtinho super indico a leitura, leia Vermelho como sangue que tem cenas de arrepiar, e em seguida leia Branco como a neve, você não vai se arrepender.

A edição está linda, a Novo Conceito arrasou mais uma vez, a capa tem um leve relevo, as folhas amareladas, quase nenhum erro ortográfico, e adorei os detalhes nas separações de capítulos.

O livro é narrado em terceira pessoa, mostrando Lumikki, membros da seita e alguns outros personagens.

www.leituranossa.com.br
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Alyssa @culpadoslivros 05/04/2017

Branco como a neve é o 2º livro da trilogia Branca de Neve; vou tentar escrever esta resenha sem passar spoilers sobre o livro anterior (Vermelho como o sangue) - mas é difícil não fazer uma comparação entre os dois!

Vermelho como o sangue é um thriller bem construído, com tramas interessantes e personagens cativantes; um livro de suspense jovial, mas que conseguiu prender a atenção e manter um bom ritmo de narrativa até o final. Terminei a leitura muito ansiosa pela continuação, pois simplesmente adorei a escrita da Salla Simukka! Tem minha resenha completa já publicada aqui no IG e também no Skoob.

Depois dos episódios passados durante o rigoroso inverno finlandês, a jovem Lumikki vai aproveitar dias ensolarados na belíssima cidade de Praga. Ela deseja apenas ser uma garota normal, no meio da multidão de turistas. No entanto, durante um passeio, ela é abordada por uma mulher que afirma ser sua irmã mais velha, perdida há muito tempo. É claro que Lumikki não acredita, mas resolve investigar para saber se existe alguma verdade nesta história.

Comecei empolgada: gostei do novo cenário e a trama despertou interesse com uma surpresa logo no início. Porém, alguns bons momentos não foram o suficiente para prender totalmente minha atenção. Achei a história meio arrastada e alguns personagens possuem pouco carisma. Enfim, o desenvolvimento ficou abaixo do esperado.

Apreciei bastante os momentos de introspecção da personagem, relembrando seu passado. A autora trouxe novas informações sobre o amor que Lumikki viveu no verão passado, já mencionado no livro anterior. Assim conhecemos Liekki e imagino que este personagem possa ainda aparecer na história.

Espero que a autora retome todo seu potencial na parte final da trilogia (Preto como o ébano), trazendo uma trama mais surpreendente, com suspense e mistério, além de todos aqueles detalhes que tanto me agradaram no 1º livro!

Branco como a neve se passa alguns meses depois de Vermelho como o sangue, mas traz uma nova história, isolada da anterior. Ler os livros na ordem cronológica faz com que conheçamos melhor a identidade e o perfil da jovem protagonista.

site: http://www.instagram.com/culpadoslivros/
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Vivi 22/05/2020

Branco como a neve é o segundo livro da trilogia Branca de Neve. Nele, Lumikki embarca em uma viagem para Praga, para espairecer, após tantos acontecimentos marcantes em Vermelho como sangue. Já na capital da República Checa, a jovem finlandesa conhece Zelenka, a qual afirma ser sua irmã e a leva para conhecer a "família", e a partir daí, o mistério instala -se.

Vermelho como sangue, o primeiro livro da trilogia, termina com um final bem fechado, não dando margem para que a continuação da serie fosse pautada na mesma história. Logo, branco como a neve possui um enredo totalmente diferente.

Diferente do primeiro livro, esse me prendeu mais, fazendo com que eu ficasse curiosa para saber o que aconteceria em seguida. Achei a narrativa melhor desenvolvida, e a exploração da personagem principal também foi feita de forma mais profunda. Foram apresentados ao leitor flashbacks da vida de Lumikki, centradas em um amor passado, o que nos faz entender um pouco mais da jovem. Porém, as cenas não aparecem mais a partir dos últimos capítulos.

Algo que me incomodou foi o fato de Lumikki sempre conseguir sair de situações perigosas muito facilmente, sem muitos empecilhos, escapando de forma simples. Além disso, o mistério que se instala poderia ter sido mais bem explorado, criando um ambiente que nos trouxesse a sensação de avidez pela descoberta, o que não aconteceu para mim.

Conforme a narrativa se desenrolava, a espera do plot twist se instalava, fazendo com que eu criasse a expectativa de que algo grande e revelador fosse acontecer, pois bem, não foi assim que se deu. Quando a incógnita é desvendada, não há um grande choque, pois essa é feita de modo superficial, sem ter "preparado o terreno" antes, sem ter criado o sentimento de pré descoberta, sendo esse que nos deixa até sem respirar, esperando o BUM.

Apesar dos pontos negativos, Branco como a neve é uma leitura fluida, pois mesmo sem despertar avidez, nos traz um sentimento de curiosidade para saber como aquilo se encerra. Junto a isso, tem se a escrita simples e um livro curto, o que facilita a leitura.

Para um thriller, que deveria trazer suspense e tensão, Branco como a neve é até confortável de se ler.
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Bruna 18/02/2017

Nem Lumikki fosse uma menina xereta, intrometida aconteceriam tantas desgraças com proporções de grande magnitude na vida dela. Porque nem Carie a estranha atraiu tantos infortúnios para si mesma mesma como Lumikki. Após o envolvimento - o qual diga-se de passagem, ela caiu de paraquedas - com a máfia e sair quase ilesa a moça resolve passar as merecidas férias bem longe da congelante Finlândia, na ensolarada Praga. Mas a moça parece ter uma nuvem negra em cima da cabeça, tipo a casa da Família Adams, porque até la ela atraiu confusão da grandes e por extremo azar. Diante de uma possível membro de sua família ela se envolverá com uma ceita secreta que planeja uma destruição em massa. Nesse segundo livro a estória é muito mais convincente, ela se envolve realmente por na ter escolha, porque quando viu já estava la... porque no livro anterior eu parava a leitura e pensava "la vai ela tentar se matar sem necessidade". E agora temos também mais acesso a sua breve história com Heikki em um verão feliz, porém muitas pontas ainda ficam soltas. E mais lembranças de sua infância começam a desabrochar a princípio como sonhos e depois se tornam mais reais; possivelmente essas lembranças tendem a estar relacionada também os comportamentos automáticos, apáticos e pouco afetuosos de seus pais. Isso explicaria esse sentimento de não pertencimento de Lumikki em qualquer lugar que esteja, como se faltasse algo, alguém; um sopro de cor, luz e vida a essa menina que parece tão perdida e sofrida, que apesar de muito nova carrega pesos demais, amarguras e perdas das quais ainda não se curou. Uma leitura instigante do começo ao fim, um quebra cabeça que ainda tem muitas peças perdidas, que torna quase impossível o vislumbre do total.

site: https://www.instagram.com/naoemprestolivros/
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Cecilia Domingues 24/04/2020

Branco como a neve é o segundo livro da trilogia, continuação de Vermelho como sangue.
Foi uma leitura difícil de terminar, apesar do livro ser pequeno. Não achei que a autora conseguiu desenvolver bem a história, que tinha condições de ser boa. Deu soluções óbvias e muito fáceis aos problemas que surgiam à protagonista e eu senti que a narrativa (principalmente o final) foi corrida. O cenário da trama foi positivo, a representatividade de um dos personagens que é citado na história também, mas foi apenas isso. Esperava mais.
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Paula Juliana 22/03/2017

Resenha: Branco Como a Neve - Mãos frias. Coração congelado. - Branca de Neve # 2 - Salla Simukka

''Apenas a morte torna possível a real história de um herói.''

O mal fascina. Essa é uma frase que poderia introduzir muito bem essa história, Branco como a Neve, vêm com um gostinho de conto de fadas as avessas, quantas vezes paramos em frente a noticiários intrigados com alguma manchete, algum crime bárbaro, algo que desafia a linha tênue que é a humanidade? Muitas! Não?! O Ser humano tem uma fascinação mórbida pela maldade, uma curiosidade, nem que seja aquele questionamento, de que, como uma pessoa pode fazer isso? Ou aquilo? Como é capaz?!!

Mãos frias. Coração gelado.

Nesse Thriller investigativo encontramos Lumikki que após os acontecimentos graves do ano passado, resolveu tirar umas férias. Saindo da Finlândia, partindo para Praga, tudo que essa garota quer é ser normal, busca férias normais, a calmaria e paz de ser somante uma jovem turista. Porém, tem pessoas que simplesmente atraem confusões sem nem sair do lugar e Lumikki é uma delas.

Lumikki conhece Zelenka. Uma moça que cai de paraquedas na vida de Lumikki com uma história muito estranha. Zelenka acredita ser irmã de Lumikki, fruto de um caso de seu pai quando o mesmo foi passar um período em Praga. Zelenka além de abalar a história familiar de Lumikki também a arrasta para uma perigosa aventura que pode muito bem acabar em mortes. Na morte DELAS.

''A nação anseia por histórias sobre heróis. Eles querem ver, ouvir e ler como o bem vence o mal, Davi vence Golias; Jesus,Satã; os pequenos Hobbits, o poderoso Sauron. Eles querem ver o herói conquistar o inconquistável, abater o imbatível, destruir o imortal. Eles anseiam por histórias, em que o impossível se transforma em possível graças a um herói destemido e justo.''

O livro tem uma pegada de suspense que prende o leitor pela curiosidade, embora brinque com a história de Branca de Neve e faça muitas referencias a busca pelo herói, essa é basicamente uma obra de vilões. A história é direta, Lumikki é uma personagem que não esconde seus problemas e transtornos, temos flashes de pedaços da vida da moça.

A autora com uma escrita fácil, e direta, sem enrolação, vai levando o leitor pelo mistério, a obra é bem inteligente, com capítulos curtos, é como se tivéssemos inicialmente uma colcha de retalhos que vamos juntando até entendermos a história como um todo.

Vários temas são abordamos, mas, não aprofundados, essa até é a minha maior critica a obra, a autora poderia ter desenvolvido bem mais algumas partes, que fariam a história crescer muito melhor, porém, os temas estão ali e fizeram diferença. São citados o jornalismo e sua ambição, a forma erronia de conseguir manchetes e furos a qualquer custo, por Lumikki podemos falar do bullying, e também por um personagem próximo de seu passado o transexualismo. A autora também levanta a bandeira digamos que contra as seitas religiosas e como elas podem ser perigosas, o fanatismo, o crer cegamente em algo, são criticas e temas que elevaram o nível do romance.

Branco Como a Neve - Mãos frias. Coração congelado. foi uma ótima leitura, um romance investigativo que me prendeu do começo ao fim, me levou pela curiosidade, a bela ambientação e os bons personagens. Sou sim fascinada por boas histórias, Salla Simukka brinca com heróis e vilões, com instinto, medo e sobrevivência. Praga nunca esteve tão quente...

Para a história, tão importante quanto o herói, ou até mais importante, é o adversário. Cruel. Poderoso, inacreditavelmente cruel, de uma maldade impressionante que atrai a atenção das pessoas tal como um ímã. Elas gostariam de negar a existência do mal, mas, ao mesmo tempo, ele as fascina. Elas devoram o mal até ficarem nauseadas. Elas querem que alguém venha e leve o mal embora. Elas querem um herói.''

Paula Juliana

site: http://overdoselite.blogspot.com.br/2017/03/resenha-branco-como-neve-maos-frias.html
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Tammy (Livreando) 01/05/2017

Branco Como a Neve (Livreando)
Branco Como a Neve é o segundo livro da trilogia Branca de Neve escrito pela autora Salla Simukka. Nesse volume acompanhamos Lumikki entre as ruas de Praga. Após os acontecimentos passados, ela resolveu que seria uma boa escolha passar os dias nesse local onde o verão com certeza estava maravilhoso. Seu roteiro estava tranquilo, tudo estava indo como planejado, até o aparecimento de Zelenka.

"Era uma vez uma menina com um segredo. Era uma vez duas meninas que tinham segredos, que elas não contavam uma a outra. Eles eram da mesma família de segredos. Lumikki quase riu alto." p.127

Zelenka era uma órfã que se dizia ser irmã por parte de pai de Lumikki. Imagine o choque ao receber essa notícia simplesmente do nada, claro que ela ficou paralisada. Zelenka começou a transcorrer como soube da verdade e como foi que a encontrou. Lumikki ficou bem desconfiada com a história toda, mas resolveu pagar para ver e saber mais.

"Algum dia conhecemos realmente as pessoas? Mesmo aquelas que são próximas a nós?" p.17

Os encontros entre as duas eram no mínimo estranho. Nunca no mesmo local, às vezes Zelenka mudava de estado de espírito rapidamente e era criada por uma família bem incomum. Tudo isso Lumikki foi percebendo até notar que de fato havia alguma coisa errada nisso tudo. E não só com Zelenka, mas com o meio em que convivia.

Paralelo a isso, conhecemos Jiri, um jornalista em ascensão que está fazendo a investigação do século, e caso seu faro esteja certo, o colocara em evidencia e reconhecimento necessário para consolidar sua carreira. Seus destinos irão se encontrar e com certeza o final não será como eles de fato esperam.

Esse é o primeiro livro da trilogia que leio e confesso que fora algumas lacunas que ficaram sem explicação (pode ser pelo fato de iniciar por esse), não prejudicaram em nada minha leitura e entendimento dessa história. Nas primeiras páginas sabemos o motivo de Lumikki está em praga e temos um resumo bem por alto do que aconteceu a ela no passado. A partir desse ponto a história esquadrinha novos caminhos e vamos acompanhando seu desenvolvimento de forma leve e constante.

"Nosso credo é branco como a neve. É limpo e brilhante. Não há espaço para dúvidas. Nosso credo é como a luz, que vai cegar os pecadores com sua força. Nosso credo os queimará com o seu brilho. Nos somos uma família, que sempre estará junta. Nós somos a Família Branca Sagrada e nossa espera logo será recompensada" p.11

O drama e o mistério ficam por parte da família adotiva de Zelenka e da veracidade de sua história. O fanatismo é o tema que constrói os momentos de suspenses. Nesse caso, observamos melhor como acontece o fanatismo religioso em algumas “ceitas” em busca do poder, e nesse caso, e de forma muito bem construída, a autora não deixa explicito somente um tipo de fanatismo e sim, dois. A religião e o dinheiro. E isso foi realmente genial da parte dela.

Algumas palavras são usadas somente para denominar um alvo específico, e muitas vezes apontamos o dedo para esse alvo e nos confortamos em outros só por causa de uma nomenclatura. Aqui, o fanatismo mostrado não está somente em um tipo de religião, mas também na autopromoção, na exclusividade, no poder de decisão. Mostra também o outro lado, o daqueles que seguem de olhos fechados, sem questionamentos ou procura da veracidade do que está sendo falado, e como consequência, são “doutrinados” de maneira errada. E volto a falar, a atenção sobre esse assunto, em minuto algum deve ser direcionado somente a nomenclatura “fanático religioso”, e é isso que deixa a obra tão rica em entendimentos e questionamentos.

Sobre os personagens, Zelenka é uma incógnita pra mim, não fui convencida pelos seus argumentos de aproximação a Lumikki, mas levei em consideração seu meio “familiar”. Jiri é aquele personagem que aparece no momento certo, para fazer o que é certo e nos encantar. Gostei muito desse personagem e na importância que teve para a história. Lumikki é aquela personagem em que os problemas simplesmente a procuram, um tipo de azarada, mas que está pronta a ajudar. Não foca na dificuldade e é leal ao que acredita e faz. Foi uma personagem que me chamou bastante a atenção, pois sabe enfrentar os problemas e corre atrás de resolução.

A diagramação está excelente. Os capítulos não estão longos e a fonte e tamanho das letras estão do ideais para a leitura. E essa capa! Achei linda demais. Amo esse aspecto sombrio com um toque de vermelho. Para quem quer ter a experiência bem diferente sobre os aspectos de Branca de Neve, a leitura vale a pena.

site: http://www.livreando.com.br/
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Carolina DC 10/05/2017

A história é narrada em terceira pessoa e se passa em menos de uma semana. Lumikki está hospedada em um albergue em Praga, três meses depois dos acontecimentos do primeiro livro. Para Lumikki, estar longe de tudo é ótimo, pois ela está acostumada com a solidão. Durante uma de suas saídas pela cidade, uma jovem de 25 anos chamada Zelenka a aborda dizendo que é sua meia-irmã.

Inicialmente, Lumikki se mostra incrédula sobre essa afirmação. Afinal, seus pais nunca comentaram nada sobre o assunto. Mas alguns detalhes vão se assemelhando a algumas lembranças distantes da protagonistas: como um sonho onde ela estava com uma garotinha mais velha, ou a viagem do pai à Praga alguns anos antes.

Quem leu o primeiro livro, sabe que a protagonista tem um comportamento peculiar. Ela gosta de se manter distante e não gosta que estranhos a toquem. Parte desse comportamento se deve ao bullying que sofreu e a deixou marcada emocionalmente. Mas junto com isso veio também o ceticismo e a dificuldade de confiar nas pessoas. Mas a oportunidade de ter uma irmã é algo valioso para Lumikki, então ela concorda se encontrar com Zelenka em lugares públicos para conversarem sobre suas vidas.

"Além disso, em sua vida, Lumikki ouvira tantas mentiras que pareciam ser verdades que ela se tornara naturalmente cética. Ela aprendera que todo mundo podia uma vez dar um belo sorriso e jurar amizade, mas, a qualquer momento, cuspir em sua cara." (p.51)



Em paralelo temos a história de Jiri Hasek, um jornalista investigativo de televisão de 25 anos de idade. Jiri é ambicioso e determinado a fazer seu nome e carreira. No momento, ele está atrás de uma matéria que poderá dar a ele esse destaque. Ele está correndo atrás de testemunhas de um culto, chamado Família Branca. Culto que Jiri acredita estar planejando algo grandioso.

Temos uma terceira visão nessa obra, que é de um narrador misterioso. É um personagem que vai puxando as cordas pelos bastidores e movendo as pessoas como se fossem peças de xadrez, onde o risco é mortal.

"Era uma vez uma menina com um segredo. Era uma vez duas meninas que tinham segredos, que elas não contavam uma a outra. Eles eram da mesma família de segredos." (p.127)

O enredo tem uma pegada de suspense/ mistério bem interessante, mas senti que faltou um pouco de desenvolvimento nesse quesito. Lumikki mais parece um agente de uma agência governamental do que uma adolescente, pois consegue observar detalhes e escapar da morte inúmeras vezes sozinha. A forma como ela acaba se tornando foco dos vilões (pela segunda vez) é um pouco inacreditável.

Nesse segundo livro foi abordado o lado emocional de Lumikki e o leitor fica sabendo de um relacionamento do passado que é inesquecível para ela. Apesar de ficar feliz em observar um lado mais humano da protagonista, acredito que foi dado um foco maior nisso do que no próprio suspense da trama.

"Saudade era um sentimento com o qual era difícil viver em paz. Ela não pedia permissão. Não se importava com a hora nem com o lugar. Era desmedida e exigente, gananciosa e egoísta." (p. 59)

Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. Encontrei apenas um errinho de digitação na página 59, mas nada que interferisse na compreensão do texto.

"Ela hesitou a cada palavra. Como se pronunciá-las lhe fosse repugnante ou lhe causasse dor. Brasas quentes em sua boca." (p. 45)



site: http://www.viajenaleitura.com.br/
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Sasa 28/12/2018

MANOOOOOOOOO, ESTOU EM SURTO ETERNO.

Eu já havia lido o primeiro e já amava a Salla, aquelas né, e a escrita dela. E, pessoalmente, eu gostei mais desse, acho que foi pelas coisas que foi revelado, nada muito PÁH e que interfere no livro anterior. E cara, nas palavras Bel Rodrigues, que final foi esse.
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Jaque 12/11/2017

Uma boa leitura, e só.
Lumikki está em Praga, a fim de mudar de ares e esquecer um pouco tudo o que passou, ela coloca a mochila nas costas e o pé na estrada.

Durante essa viagem naquele lugar incrível, a garota é abordada por Zelenka, que ela nunca viu antes na vida, mas que jura ser irmã dela, fruto de um caso extraconjugal. Um pouco perturbada por esse fato inédito e pelo fato da misteriosa encontra-la justo ali, a garota demonstra resistência de inicio.
Com o tempo, Lumikki percebe que Zelenka esconde algo, e que também não parece estar bem. Curiosa ela começa a investigar para descobrir se, a história daquela garota e a ligação que ela diz ter com Lumikki são verdadeiras.

A partir desse ponto, Lumikki se vê envolvida numa teia de mistério entre uma seita e um tipo de conspiração corporativa. E mesmo que ela não saiba, Zelenka é uma vítima no meio de tudo isso.
Eu não tive a oportunidade de ler o primeiro livro, mas encarei esse como se fosse uma história a parte, e não foi ruim. Mas com isso, não posso comparar a evolução da personagem. Porém, posso dizer que gostei de Lumikki, se mostrou uma personagem forte, de personalidade marcante e bem esperta.

A relação entre Zelenka e Lumikki, surpreendentemente, se torna cativante ao longo do livro. Os demais personagens não tiveram tanto destaque, então, a meu ver, passaram batido.
A história é bem amarrada e o desfecho do livro não deixa pontas soltas. Embora haja uma continuação da série, esse livro pode ser livro de maneira independente como fiz. Claro, vai rolar curiosidade naqueles momentos em que Lumikki cita algo que viveu no livro anterior, mas fora isso, não atrapalha em nada a leitura.

É uma boa leitura, mas nada que nos surpreenda tanto.
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Núbia Esther 18/01/2018

Depois de se ver envolvida nos negócios da máfia e quase acabar perdendo a vida, Lumikki decide dar um tempo e escapar da Finlândia para aproveitar as férias. Com ela desembarcamos em Praga, mas longe de se ver livre do perigo ela acaba envolvida no misterioso passado de Zelenka, que alega ser sua irmã. Zelenka chega provocando as memórias de Lumikki e com uma vida repleta de restrições junto a pessoas cheias de reservas e com um ar de seita religiosa que não passa despercebido a Lumikki, que após ter um vislumbre da casa onde a pretensa irmã mora fica determinada a desvendar os segredos do lugar antes de ir embora.

“A história de Zelenka era coo uma pela de um quebra-cabeça, que cabia em um lugar que incomodava a vida de Lumikki há mais tempo do que podia se lembrar. Ela sempre soubera, sentira e pressentira que sua família escondia algo. Havia algo grande de que eles não falavam, mas que às vezes invadia os cômodos de tal maneira que se tornava difícil respirar. A tensão do pai. Os olhos tristes da mãe, até mesmo marejados. Discussões, que paravam quando Lumikki chegava.”

(Página 16)

Jiří Hašek é jornalista investigativo e está trabalhando no rastro de uma misteriosa seita. Não é uma grande surpresa que esta seita tenha relação com o lugar onde Zelenka mora e que Simukka dê um jeito de reunir Lumikki e Jiří e os lance em uma busca por uma verdade que transformará sua protagonista em um alvo ambulante. Pode não ser surpresa, mas a união dos dois adicionou uma boa dinâmica à trama. A história envolvendo a seita é bem intricada e cheia de interesses escusos de gente poderosa que orquestraram um final digno de capas de jornais. Isso realmente rendeu uma conclusão com um ritmo alucinante, mas resolvida de um jeito tão fácil que acabou revestindo Lumikki com ares de heroína que beiram o irreal.

Uma característica da trilogia de Simukka é que os livros são ligados apenas no que diz respeito à vida pessoal de Lumikki, a qual inclusive tem muito pouco enfoque no primeiro livro. A parte detetivesca tem histórias únicas, que se iniciam e se encerram no livro em que são tratadas. O envolvimento de Lumikki com a máfia ficou lá em Vermelho como Sangue, assim como a história da seita encontra seu fim aqui. No final das contas, relevando o background pessoal de Lumikki, os livros podem até mesmo ser lidos como livros únicos sem grandes perdas de informações. Por isso, foi um alívio que diferentemente do que fez no primeiro livro, neste Simukka tenha investido muito mais no background e no psicológico de sua protagonista. Todo o passado de Lumikki, revolvido pela alegação de Zelenka, ganha um grande enfoque ao longo da trama. Seu relacionamento (ou a falta dele) com os pais, as memórias de uma garotinha que ela não sabe quem é, o relacionamento amoroso (que pode até causar um estranhamento inicial, mas que foi tratado de forma bastante natural pela autora) que não terminou bem, mas que talvez ainda não tenha terminado realmente (assim espero). Sabiamente Simukka preparou um bom gancho utilizando o passado de Lumikki. Um capaz de prender o leitor até que a verdade finalmente seja revelada no próximo livro. Agora ela realmente conseguiu me deixar curiosa para descobrir como tudo isso será trabalhado no último volume da trilogia. Leitura despretensiosa, para passar o tempo.

[Blablabla Aleatório]

site: https://blablablaaleatorio.com/2018/01/06/branco-como-a-neve-salla-simukka/
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